segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Etanol, ecologia da voto













A revista mais geek e chic, base do que realmente existe de novo no mundo, a Wired, tem um filhote de pé de cana-de-açúcar na capa. Não! Não PTistas mais animados, o álcool não é invenção do Lula, muito menos o biodiesel tão falado.
O projeto do carro a álcool nasceu no governo militar, no meio da crise mundial de petróleo dos anos 70. Claro, governo militar só sabe administrar quartéis e jipes. Dá mesma forma que torneiros mecânicos só sabem fazer parafusos ou objetos de madeira torneados como o pé de sua cama madame.

Veja que coisa curiosa, o programa chamado Pró-Álcool que dava benefícios a produção do Etanol e carros movidos a esse combustível iniciou-se em 14 de novembro de 1975.
Em 1990, o presidente Fernando Collor de Mello acabou com os benefícios ao setor canavieiro, e o numero de veículos movidos a álcool ficou em menos de 1% da produção nacional.

Perai, o Collor não é natural de Alagoas? Sua família não tem negócios no setor canavieiro?
Alagoas não é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar?
Por que diabos ele tirou esse incentivo?
Bem, Collor além de não ser santo, era um visionário, e tão lambão quanto o Bush ou Lula. Esses senhores algumas vezes fazem o bem sem nem perceber.
Collor não só modernizou a indústria nacional, como forçou a mudança de mentalidade.

Claro, muitos não estavam preparados para a abertura de mercado, e isso levou vários empresários a beira do precipício, ainda mais com o assalto as poupanças que o Collor promoveu. Eu chamaria esse período dos 90 de “tempo do choque de cultura”, e deu resultado.

Lula será lembrado pelo rombo que irá deixar no caixa, pela política do cala-a-boca, pela corrupção e a pior parte, pelo grande incentivo ao entorpecimento, a total embriaguez do povo. No final, gostaria de saber o que os dois mandatos de Lula deixarão de bom, mesmo que por acidente. Sua política internacional? As gafes suas e de seus subordinados? Os míseros reais de esmola que garantem sua clientela?

Precisamos de um tratamento de choque, como aquele que Collor causou, querendo ou não.
Deveríamos começar com um rígido controle de natalidade por 5 ou 10 anos. Privatização do ensino publico (O governo paga para instituições serias administrarem as escolas). Punição exemplar para administradores e legisladores públicos envolvidos em corrupção. Abertura de mercado e incentivo a exportação (de verdade). Regras que façam os ricos investirem em produção e emprego. Simplificação de impostos.

Sabe quando teremos esse choque?
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