Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Edna entendeu tudo
























Amigos,

Por favor leiam o artigo do Diogo Mainardi desta semana na Veja.
Não tive coragem de copiar aqui na cara dura, principalmente porque a revista só chega nas bancas hoje.

Mas tem anarquistas mais livres que eu, e tá aqui.

Hahahahahaahahahahah!

Chico Buarque é um farsante! Meu Deus, eu já repeti isso tantas vezes, mas ver alguém reverberar é maravilhoso :)

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

É melhor aprender inglês

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Vai fazer uma falta...

Sim, Micheal Jackson morreu! E dai?
No mundo do descartável, das figuras publicas que nascem e morrem para os folhetins de notícias, quem diabos foi Michael Jackson?


















Sim, ele também atuou no filme Planeta dos Macacos


Direi quem era:

Michael era um dos filhos de Joseph Jackson, um cara ambicioso que era perturbado e totalmente enlouquecido pela fama. Fez um grupo de jovens negros tornarem-se conhecidos em todos os EUA. Eram seus filhos que formavam os Jackson 5.

Michael, o menor dos irmão (não sei se na idade, mas era o menor em tamanho), logo se destacou. Sua voz meio afeminada podia ser perdoado graças a sua pouca idade.
O pai não poupava porradas na educação dos meninos, que só tinha uma única opção, alcançar o estrelato.

Curiosamente Joseph sempre ficou no background, apagado como deveria ser. Mas sua obstinação fez da família pobre um sucesso que passou as fronteiras.

Quando Michael seguiu carreira solo, mostrou que além de talento tinha a obstinação do pai, e claro, a perturbação adquirida ou pela genética ou pelas torturas, incluindo ai acusações de abusos sexuais.

Toda a família Jackson sempre esteve envolvida em escândalos.

Michael Jackson que nem era baiano, pernambucano ou cearense, se mostrou megalomaníaco logo de cara. Tudo dele era maior ou melhor que o dos outros (Freud explica). Primeiro ele se destacou com sua voz estridente quando criança. Veio a fase adulta e ele virou dançarino, que na minha opinião, foi a única qualidade verdadeira que ele tinha que justificasse sua aura de celebridade.

Depois que todos já não engoliam mais clipes cinematográficos, embraquecimento de pele ou casamentos arranjados, Michael se viu na merda, com seus discos vendendo menos que preservativo na índia (tá, você não viu isso na novela, né?).

Mas Michael não era de todo um babaca traumatizado e endinheirado. Ele foi as compras e pegou os direitos autorais dos Beatles, ou seja, ele iria ganhar grana com musica de verdade, não com o baticum de filme de terror trash que ele compunham e que o maior destaque eram seus gritinhos, Au! (Esse Michael nunca me enganou... Auuu!)

Pausa:
Eu to escrevendo como pilantras do tipo CQC ou Diogo Mainardi, querendo ser engraçado à custa da desgraça alheia. Isso é o tipo de merda que dá notoriedade a essas celebridades de merda. Tá bom, vou entrar nesse ciclo de ser um merda, e ganhar notoriedade e ficar famoso graças a minha auto-degeneração. Rá! É mentira, vou não!
O máximo que irei conseguir, e um comentário de alguma bichinha fã do Michael, revoltada e com toda razão.

Voltando...

Tirando toda a obra dos Jacksons que é uma grande porcaria, o outro grande destaque do mais famoso deles - o que bateu as botas hoje (ontem) - Mrs. Michael Jackson, também ganhou destaque por seu “carinho” com os pequenos, sejam as crianças perturbadinhas como Macaulay Culkin ou seus filhos gerados sabe lá a genética como.

Resumindo, Michael Jackson é o espelho da sociedade Big Brother atual. Perturbado por fantasmas pessoais e por cobranças canibalescas que a massa cobra, afinal o povo que é pão e circo.

Morrer aos 50 anos é quase que uma vitória para um ser que tornou-se caso de estudo para a ciência médica.

O mais engraçado, é que se eu viver mais 30 anos, irei ouvir alguém mencionar o nome Michael Jackson e algum jovem de 18 anos irá interrogar: “Quem?”
























Mas o mundo hoje (ontem) também perdeu outra figura famosa, a bela Farrah Fawcett, figurinha famosa para aqueles assistiram o seriado “As Panteras”. Farrah era celebridade, posou nua para a Playboy, se não me engano teve algum pequeno escândalo desses bem bobos, como tomar o marido de alguém, mas não mudou a cor de sua pele, não pendurou o filho em uma sacada ou foi acusada de pedofilia. Pois, irei sentir muita falta da Farrah, humana e simples como todos nos, mesmo sendo uma celebridade.

Já essas celebridades do tipo Michael Jackson, aquela drogada inglesa do cabelo de três andares (esqueci o nome), Rihannas, Britineys, todos esses, só serão lembrados por empresários do futuro, que tentarão criar figuras populares e geradoras de dinheiro rápido, o pior, eles terão sucesso.







Domingo, 21 de Junho de 2009

O Lutador e o DNA


Acabei de ver um filme que faz tempo que estava na minha lista. Trata-se de “O Lutador” (The Wrestler). Não faz o gênero que me atrairia. Um filme com Mike Hourke, ator que eu sempre odiei. Primeiro por não gostar de suas interpretações, depois porque eu sou quadrado o suficiente para não dar um centavo de valor a pessoas com vida auto-destrutiva. Muitos irão me achar ridículo por me recusar a assistir um filme ou ouvir uma banda porque seus integrantes pregam uma vida desvairada e que caberia uma tarja na testa: “Tempo Curto”.


Na minha adolescência freqüentei sebos de discos, playtimes, bares do centro da cidade e outros inferninhos. Não entendo como nunca me corrompi, ou sequer carrego uma tatuagem com alguma imagem do Boris Vallejo. Eu poderia dizer que é devido a minha auto-estima, ou minha educação doméstica. Talvez tudo isso tenha pesado para que nunca tenha usado drogas ou um brinco ou adereço da moda. Eu escutava trash metal e musica clássica, mas não via motivos para usar um cabelo na cintura ou desejar ser um nobre do século XVI.

Nas minhas teses sobre comportamento humano, passei a acreditar que existe algo no DNA das pessoas que possui um peso muito forte em seu temperamento e comportamento. Claro que as pessoas mudam, criam modas, regras sociais e padrões, mesmo sabendo que com um tempo tudo é descartado e da lugar a novas vertentes, muitas delas não passam de copias do passado. Isso pode ser de roupas a comportamentos.

Quando li Freakonomics, eu não acreditei que aquilo havia sido editado, lançado e era sucesso nas livrarias do mundo. Existe a regra de que as pessoas acreditam no que elas aceitam. Tentar convencer um ateu a imaginar um ser superior é o mesmo que convencer um adolescente que colocar um alargador na orelha é algo idiota e feio. Cada pessoa cria sua visão do mundo a partir do seu circulo de convívio. Essa influência tem um peso, mas ai vem à pergunta... Será que não nos unimos aquilo que nos pertence?
Porque alguém nos dias de hoje, aceita ter a carne furada para ser erguido pelo “couro” e ficar pendurado como uma bola de arvore de natal?
Será que isso não vem do DNA dos povos primitivos?

Assistindo “O Lutador”, me vem à mente a triste sensação que sou um ser quadradão. Que mesmo adorando a psique humana, nunca entenderei porque algumas pessoas escolhem caminhos tão duros para si mesmas. Não vejo problema algum em uma pessoa ser fracassada aos olhos da sociedade. Mas na grande maioria das vezes, quando a sociedade lhe considera um fracassado, você realmente é um fracassado.

Mike Hourke nesse filme encara o papel de si mesmo. Na verdade, o personagem Randy Robinson é provavelmente muito mais amável e merecedor de respeito que o seu interprete. Figuras detestáveis que nutrem alto grau de afeto por parte do público e dos demais personagens que lhe circulam é o que não falta na ficção. Na vida real, queremos distancia de pessoas detestáveis. Se você não acha idiota e grotesco ficar sentado a uma mesa de refeição com um sujeito com um monte de metais perfurando seu rosto, é porque você muito provavelmente faz parte dessa “tribo” ou é um ser iluminado que tem muitas vidas encarnadas e já consegue compreender o que para a maioria é incompreensível.

Será o DNA que faz um sujeito crescer e decidir que vai ser lutador de vale tudo?
Mesmo sabendo que será espancado e terá que torturar outras pessoas isso é o motivo que lhe faz acordar todos os dias?

Alguns irão tentar achar respostas no histórico do sujeito. Virá a velha fórmula de que o sofrimento na infância tornou aquele ser abominável e membro de uma gangue skinhead.
Se usarmos essa regra para tudo, imaginem quantos psicopatas judeus o nazismo não criou?

Não acredito que situações extremas e dureza na vida tornam um ser humano pior ou melhor. Pode ser que ele tenha dificuldades, sofra mesmo sem imaginar o motivo, mas isso não o torna um fracassado.

Em “O Lutador” podemos observar o resumo de uma vida. Cedo ou tarde, as escolhas que fazemos se tornam nosso futuro. E o cruel para quem não tem o DNA disforme que o coloca como excreto para a sociedade é que a dor de não poder recomeçar tudo novamente deve ser imensa.

O verdadeiro DNA distorcido é aquele que não se afeta com sua própria dor. Pode passar anos na cadeia. Pode ter várias overdoses. Pode sofrer torturas, e mesmo assim, continuará a não ter medo, e desprezar a tudo e a todos. Acredito que esses assustadores seres são realmente uma minoria, porém, uma minoria que cresce.

Um dos termos procurados no Google que remetem ao blog aqui é “Como ser bandido”. Todas as vezes que percebo essa procura, fico de cabelo em pé, imaginando que alguém está na internet tentando encontrar um curso online de como fabricar crack ou roubar bancos.

É muito comovente ver filmes onde crianças não têm outra escolha a não ser entrar para o mundo do crime, e choramos quando elas sangram por furos de bala.

Você que leu até aqui, muito provavelmente não tem um DNA distorcido, não é uma criança sem oportunidades, mas pode ser um lutador que está no auge e esqueceu de que além do ring existe um mundo, pessoas e que seu futuro depende muito do que você está criando hoje.

Se quiser um mundo melhor, não dê chances ao nascimento de um ser com DNA distorcido, nem de crianças sem oportunidades ou amor. Seja responsável por quem você toca, por quem você está próximo e tente não entrar nesse ciclo moderno de que tudo é aceitável e permitido.