segunda-feira, 28 de julho de 2008

Troca de Famílias

Nunca imaginei que iria comentar com alguém que assisti um programa dominical de TV e simplesmente achei fantástico. Para piorar, o programa é um reality show, tipo de programação que me faz desligar a TV instintivamente, como um motorista a 100 km/h que avista um cão atravessar a 100 metros.

Alguns podem pensar que o motivo principal da minha aprovação do Troca de Famílias tenha como motivo principal a apresentadora Ana Paula Tabalipa (que não é de se atirar aos cães, muito pelo contrário), mas o tema que é brega, me deixou fascinado, já que a troca de famílias era na verdade a troca das mães (Não seu pervertido, não é um bacanal ou festa swing).

De um lado uma mãe de família - uma linda família - moradores de uma comunidade alternativa chamada Mato Dentro, que fica no interior de Minas Gerais. Débora Silva D’Angio, que vive com seu marido e mais três filhos, vive uma vida saudável, pacata e vegetariana. Seu trabalho doméstico é dividido com toda a família e como fonte de renda ela dá massagens, e seu marido vende produtos produzidos por eles.

Do outro lado tem a mãe obesa, perua e desbocada (para não citar adjetivos piores). Uma senhora com dois filhos, que divide a casa com o marido e seu irmão (O marido dessa mulher deve ser um frei capuchinho... sustentar até o cunhado é foda). Priscila Temponi, a emergente, é tipo uma Paris Hilton jeca (A Paris já tem um potencial jeca enorme), que não aceita fazer qualquer trabalho domestico, mesmo que seja esquentar água para preparar um café solúvel.

A família dos gordinhos toma café da manhã todos os dias em uma padaria que fica a quilômetros da sua residência, e claro, eles vão de carro (Na verdade uma caminhonete). E você ai pensava que só os americanos tinham essa rotina. Para completar a família janta TODAS as noites pizza com coca-cola, e tudo com muita calabresa e gordura.

Logo no inicio do programa, a Priscila faz seu primeiro relatório da casa dos “hippies”:
-Povo nojento, porco!
Ela se referia ao costume da família em comer com as mãos, um ritual imitado dos indianos (Que filosoficamente eu até acho bonito, simboliza a igualdade entra as pessoas... Mas é anti-higiênico mesmo).


A Débora, em suas primeira impressões também mencionou a higiene da casa nova e dos 7 cachorros que dormem nas camas e fazem suas necessidades em qualquer lugar da casa. Além é claro de citar sua indignação de como pessoas podem comer tanto.

No final do programa as participantes recebem um premio em dinheiro que deve ser administrado de acordo com o que uma definir para a outra... O dinheiro é seu, mas quem define o destino é o outro... É claro, nem eu, nem você acreditamos em nada que aparece na TV.

E como tudo tem que terminar em comoção chorosa, o programa exibe o retorno de cada mãe a sua respectiva casa. A família da Débora, que se alimenta naturalmente, não tem muito açúcar no sangue, e como não assistem TV não se jogam as lagrimas, mas é notório o carinho entre eles, mas um treco chamado câmera deve inibir maiores afetos públicos.

Já a família da Priscila recebe a mãesona (literalmente) aos pulos de felicidade, como se uma picanha gigante estivesse acabando de sair do braseiro. Muito choro e emoção.
Depois do rápido chororô, eles se entreolham e perguntam, e agora:
-Ah! Agora vamos comemorar que estou morrendo de fome, vamos a uma churrascaria!! Oba! Oba!

Sim meus amigos! Essa é mais uma típica família brasileira inspirada no sonho de vida americano.
Estou pensando em ir morar no interior de Minas Gerais... Mato Dentro, ai vou eu!!!

Esse programa pelo que consegui encontrar na Internet, é uma reprise... Ou seja, já passou há um tempo atrás... Tentei encontrar o vídeo disponível, mas a única referência que achei no youtube mostra unicamente a bunda da gordinha... Que recebe alguns elogios nos comentários... Esse mundo tá ferrado mesmo...

Termino esse texto ao som da trilha sonora do filme Clube da Luta.
(Rapaz... Essa gordinha renderia a produção anual de sabonete do Tyler)
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