sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Solaris - Soderbergh - McElhone



Filmes que são fracasso de público, e muitas e muitas vezes de critica, me atraem.
Solaris já estava na fila para ser visto a um bom tempo, mas por coincidência, uma amiga virtual comentou sobre o filme, e fazendo a arrumação da partição "Filmes" encontrei o filme de ficção jogado e sem o ícone de check list (Eu mudo o ícone dos filmes que já assisti). Vamos lá...

Eu sempre confundo Soderbergh com Cronenberg, o primeiro é chegado a criar filmes de grandes bilheterias, mas já fez suas aventuras com filmes perturbadores como "Sexo, Mentiras e Videotape". Voltou recentemente a levantar poeira com "Confissões de uma Garota de Programa", que ainda não vi, mas trás como protagonista a atriz de filmes porno Sasha Grey. Inclusive, acredito que a escolha da atriz já foi para criar mais polêmica, já que a moçoila não tem cara de mulher de rua Augusta - E ter uma filha moderninha pode fazer muitos odiar esse tipo de filme. (A famosa moda do fale mau, mas fale...)

Já o Cronenberg... Esse é porra-loca até os ossos. No geral seus filmes são violentos, angustiantes e provocadores. Se você tem estômago, e não vai pirar na batatinha achando que todos os humanos são iguais ao mundo grotesco que ele exibe (e existe mesmo), vai nessa, é diversão para gente grande.

Voltando a Solaris...

O filme foi uma grande surpresa, um SCI-FI lento e pensativo. Acho que é o primeiro filme que vejo o George Clooney atuando fora do padrão canastrão ou cafajeste, e não vou negar, ele ficou bem na película. Atuação convincente e espirituosa. Ele faz o papel de um psicólogo que é enviado a uma nave que perdeu comunicação depois que a ultima mensagem enviada se dirigia a ele por um velho amigo, um dos tripulantes, que aparentemente está sofrendo de perturbações psiquicas causadas pela orbita no planeta Solaris.

O resto eu não vou contar, mas a minha interpretação? Quer saber?
É um filme poético, do início ao fim. Trata de coisas cada vez mais difíceis de se explicar, como o afeto, carinho, amor, fidelidade e até espiritualidade.

Mais um filme que pode deixar interpretações em aberto para cada pessoa, e isso sim, eu chamo de arte. Você pode como muitos não gostar do filme, mas sempre existirão aqueles que ficarão tocados, viajarão na maionese e verão mensagens subliminares espalhadas em um roteiro simples e que não foi feito hoje, e sim  no inicio dos anos 1970, pelo polonês Stanisław Lem, com o filme dirigido por Andrei Tarkovsky, um russo que ganhou fama com o filme Stalker (1979) e que está aqui na fila, e tem uma fotografia em preto e branco de deixar a baba escorrendo.

Ainda em Solaris, é possível ver uma das mulheres mais elegantes de todo o cinema atual, colocando no bolso mulheres muito mais bonitas. Charme e elegância é algo mais raro que platina hoje em dia. Será que realmente estou ficando quadradão? (No dia que eu achar mulher bêbada, boca suja e engraçadinha, interessante, pode saber, não sobrou mais nada no mundo - Acabo de perder umas 3 amigas).

Pausa...
Hoje vi no desenho animado Homem de Ferro, o herói enfiar um murro na cara de uma mulher!
Ainda na TV vi algo semelhante, mas eu ainda estava atordoado tentando entender... um heroi (infantil) enfiando a mão numa mulher... Que saudades dos filmes de Tarzan em preto e branco, que mesmo brigando com as Amazonas que queriam escravizar os homens, não lembro do herói batendo em mulher.

Voltando...
Bem, a majestosa dama do filme Solaris é a atriz Natascha McElhone (lembra dela em Ronin?).
Estava achando ela até parecida com uma fulana... Mas ai lembrei, é uma atriz de novela, parecem muito, inclusive no charme... Me perdoe a Mônica Martelli, que é linda, Mas a Natascha é show!


Agora, em um mesmo post, duas mulheres de língua inglesa com nomes russos (Sasha/Natascha). Só que uma é phuta, a outra é uma dama. Por enquanto ainda dá para filtrar, mas será que isso de herói dando porrada em mulher vai virar moda? Será que o Cronenberg e seu Crash - Estranhos Prazeres são a realidade do mundo atual?
Eu dúvido, sou um otimista com isso!
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