terça-feira, 12 de julho de 2011

Bonzinho só se dá bem!


Todos os dias (ou quase sempre) pela manhã ao me dirigir ao trabalho, uma música entra em loop no meu cérebro. Pode ser uma canção antiga, nova... Pauleira, dançante ou relax, mas é bom dia que dou a minha própria pessoa.
Não é difícil me flagrar estalando os dedos (mesmo sem saber fazer isso). Adoro respirar, ver as pessoas no ônibus, observar os trabalhadores que limpam as ruas, ver a infinidade de carros, ouvir os sons da conturbada cidade onde moro.

Nos últimos meses tenho vivido algo novo, um sentimento estranho para uma pessoa pragmática como eu, que por vezes pode até parecer frio. Estou falando do meu otimismo.

Matematicamente falando, costumo ver as coisas ao longo prazo. Sempre guio minha vida em espaços de 10 anos. Planejar e executar planos é algo que demanda muito tempo e paciência. Se você acertar, no máximo receberá um parabéns. Caso erre, e dependendo do erro, a punição pode ser destruidora.

Não estou alienado com as propagandas do Banco Santander, Coca-Cola ou Hyundai, sei que essas empresas visam o lucro, e somente isso. Porém, essa onda de bondade que se espalhou pelo mundo em forma de produtos e marcas, deixa espaço para que as pessoas voltem a pensar positivamente, queiram analisar os reais ganhos, e no lugar de sonhar com carros e aparelhos eletrônicos, podem pensar melhor sobre a vida e como é importante lembrar que somos finitos e que em um curtíssimo espaço de tempo morremos e pronto! Não levamos nossos sonhos materiais para lugar algum.

Não fiquei cego ou embriagado por uma paixão ou sonho de conquista, apenas vejo um futuro melhor. Onde uma nova crise financeira mundial talvez entoe os líderes a repensar como tudo funciona.

Curiosamente, é exatamente por não estar cego, que continuo vendo a violência e falta de respeito que tanto cresce no mundo.

Os muito jovens crescem sem parâmetros, já que não existe mais a instituição familiar. Mulheres e Homens são iguais, e ninguém parou para pensar em como essa igualdade é injusta, sendo exatamente o contrário do que toda a balela de liberdade prega. Vivemos em um mundo com tantas opções, tantos recursos, tanta comida e facilidades que terminamos em um ciclo vicioso de correr atrás do próprio rabo.
Hoje fico gordo porque comer é barato - mesmo que a qualidade do alimento seja suspeita. Amanhã pago por remédios para emagrecer, e esse ciclo esconde o que é realmente viver.

A belíssima música que tocava na minha cabeça ontem pela manhã, era "All the Word" do Fauxliage (Projeto paralelo da Leigh Nash e os integrantes do Delerium). E foi exatamente por ver essa música em um vídeo do seriado Dexter que resolvi escrever esse post...



Sendo bem sincero, acho que Dexter deve ser um excelente seriado. Mas só assisti a primeira temporada, e seu enredo é tão cruel, frio e deprimente, que preferi não ver a sequencia.
Dexter, um psicopata que na teoria do seriado age sobre controle, foi educado pelo seu pai a satisfazer seu desejo de matar eliminando bandidos e preservando os bons. O mais estranho é acompanhar a vida de um ser que não distingue certo e errado, ou pior ainda, não sabe o que é o amor, afeto ou vontade de preservar algo, algo vivo.

O meu positivismo está exatamente na visão que tenho do mundo, onde vejo todos os dias pessoas lutando para conquistar amores, sofrendo por esses e novamente por outros. Pessoas que ainda se chocam com a violência. Que querem construir uma família, criar filhos e ajudar aqueles que precisam. Vejo todos os dias pessoas que escolheram o caminho mais difícil, fazem o certo, são honestos(as) e trabalham muito para conseguir algo melhor, um mundo melhor. Dexter é só um personagem fictício, na vida real, a maioria só segue a manada, e se empresas hoje pregam o bem, o coletivo e a economia de recursos, uma hora tudo irá ficar mais claro e limpo...




All The World - Fauxliage

I´ll break you down
I´ll take you down down
Fill you with sadness
Make your life madness

I am having the hard time
I am making you do the hard time too
I am stuck in a bad way
And I'm gonna make you pay for it

Give me a mile
I´ll take a hundred miles
Such a mistake
Sorry, you made

I know you´re here
I know you´re gone
I never asked you to stay
I am waking up, baby
Now tell me
Are you ok
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