quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Os dias atuais

[ Esse texto abaixo é de um e-mail de uns 3 ou 4 anos atrás.
A empresa que eu trabalhava não estava bem das pernas... ]



Fulano,

Tem um paralelo legal para se fazer sobre "Os dias atuais", que na verdade nunca são atuais. Tudo é um grande sistema que gira em um eixo, sem muita ordem e coordenação, mas tudo se repete de tempos em tempos.

Não sei datas e nomes dos personagens, mas na depressão do inicio de 1900, San Francisco sofreu um dos maiores terremotos do mundo, mais de 8 na escala Richter, e todo aquele pólo de desenvolvimento foi ao chão. Não sobrou nada.
Naquele momento de crise, os bancos alegaram que todo o dinheiro dos clientes estavam soterrados (estratégia A), mas um banqueiro não aceitou ver toda aquela destruição, e abriu seu cofre (estratégia B), que era a única coisa que restou do seu banco. Levou uma mesa e umas cadeiras para o porto e começou a emprestar dinheiro para a reconstrução...

Era tudo feito em papel e caneta, muitos não tinham documentos para comprovar quem eram, na verdade maior parte da população só tinha ficado com a vida e a roupa empoeirada do corpo.

A história culmina na fundação do maior banco americano.
Mas porque um círculo ?

Bem, tentei achar os nomes dos personagens, mas não tive sucesso, porém, fiquei mais surpreso com a história de San Francisco, mudanças são uma rotina em qualquer lugar, esta cidade é um exemplo:
http://en.wikipedia.org/wiki/San_francisco

No livro que li essa semana, o autor fala sobre "Sonhar acordado" e que levar nome de louco é coisa rotineira na biografia de grandes lideres. Como também a inveja e a bajulação.

No mesmo livro:
Pesquisa com 7.060 Executivos (36% diretores e 45% gerentes)

O que retém talentos na empresa?

95,1% Autonomia e liberdade para executar o trabalho
94,9% Desafio e importância da missão delegada
94% Ética na empresa

Remuneração ficou em 7º lugar.
Ficou abaixo de evolução na carreira e ambiente de trabalho.

Não guardei um determinado trecho, que achei bem elucidativo a parte que fala de "lideres" experts em "castrar sonhos", ou simplesmente desanimam suas equipes de forma destrutiva.

Um dia estava em uma McDonalds e presenciei o dono da franquia em reunião com os funcionários. Falavam de metas, números atingidos e perdidos.

Dois dos índices estavam abaixo do esperado, e não esqueci as palavras sabias do empresário:
_ Sei que não é culpa de vocês. No próximo mês estaremos melhor.

Depois ele anotou sugestões dos funcionários.
O tom de voz do dono da fastfood era de um pai para com os filhos. Isso pode ser inaceitável nos EUA, mas estamos no Brasil.

Esse livro é "Você é do tamanho de seus sonhos" de César Souza, que foi indicado a duas semanas atrás na revista veja por Ivan Zurita, presidente da Nestlé do Brasil.

Não precisa ler esse livro para saber que a (empresa X) é fruto de um sonho, mas que ainda está acontecendo. Se vierem mais problemas e mais negativismo, e só sonhar mais. Tudo gira e muda.






[ A empresa continua ruim das pernas, e continua atirando errado. Para piorar, a filosofia de dar apoio e incentivo aos profissionais foi trocada pela lógica burra de atropelar as pessoas. Tudo muda, mas as vezes muda para pior. ]
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