sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Sin City

Nesse mundo o que nunca faltou foi maluco, tem gente pra tudo. Tem uns que adoram filmes B, outros que adoram filmes de ficção cientifica com historinhas absurdas, e ainda existem os sádicos, que babam ao ver o sangue jorrar.
Se o termo sangue jorrar, lhe chamou a atenção, já vi que sadismo é a sua praia.
Então não perca tempo e corra na locadora. Sin City é um orgasmo.

Tem filmes que até tentam ser interessantes como “Jogos Mortais”, mas que não passam de pura besteira. Psicopata que se preze lê revista em quadrinhos da Marvel, toma leite e vê revista Playboy de segunda mão (Hahahah ótimo trocadilho).

Baseado nas histórias da série Sin City, criadas por Frank Miller nos anos 90, o filme mostra uma seqüência de histórias como uma novela das 20:00h, só que digamos... mais animada.

O sangue branco jorra para todos os lados, e os personagens que parecem incorporar nos atores, tomam vida em preto e branco.

Mickey Rourke é a prova que o desenho criou vida e algo sobrenatural tomou conta do ator. Ele interpreta Marv, um sujeito simpático (qualquer açougueiro acharia isso), que recebe de presente uma noite com a bela Goldie, mas para tristeza do rapaz ela é morta do seu lado na mesma noite. Claro, ele vai a procura de vingança.

A cidade é um verdadeiro inferninho, rodeada de sacanas e lindas mulheres, um submundo recheado de figuras caricatas, onde até os bonzinhos não são flor que se cheire.

Dirigido por Robert Rodriguez com uma mãozinha do próprio Frank Miller, que usou as revistas como roteiro, e ainda um terceiro diretor, Quentin Tarantino, esse filme mostra como é bom acreditar em artistas que escorregam no sabão mas conseguem se levantar.
Rodriguez dirigiu “Um drinque no inferno”, um clássico dos filmes sem pé nem cabeça, mas deixou um rastro de meleca na série de filmes “Pequenos Espiões” e “Era uma vez no México". Frank Miller também viu sua obra virar piada na série Robocop, mais trash impossível.

Vale lembrar que existem 2 tipos de Trash... O Trash antagônico e maravilhoso dos filmes B, criados propositalmente “ruins” ou sem querer, mas que fazem você morrer de rir.
Os Trash que recebem o título pejorativo, são as produções que recebem muita grana, tem tudo para dar certo, mas são ruins em tudo, ou são tão comerciais que dá aquela vontade de vomitar.

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