domingo, 12 de agosto de 2007

Tempo de Recomeçar

2 horas da madrugada de um sábado para domingo. Depois de visitar loja de acessórios para carros, loja de bicicleta, loja de material de construção, desmontar e montar por inteiro uma bike, fui jantar às 00:30h acompanhado pelo meu filho.

Como sempre fazemos, a refeição foi acompanhada de um filme, Os Esquenta-banco é ótimo para terminar o dia com um besteirol.

Depois que o filho único mais querido de todos foi dormir, ainda zapiei a TV. Na troca de canais vi que estava passando Tempo de Recomeçar no SBT. Cheguei exatamente na cena em que o George (Kevin Kline) conta para a ex-mulher que está com câncer.
Esse filme tem tudo que eu gosto, de rebeldia a paixão por uma profissão, de relacionamentos confusos a jovens saidinhas, de crianças cuspindo a verdade a cães amigos, resumindo, a vida como ela é.
Nós, seres humanos, esquecemos todos os dias o motivo de estarmos vivos. Esquecemos o quão frágeis e pequenos somos diante do universo. Com a rotina de vida atual, deixamos de amar, conversar, brincar ou seja, deixamos de viver.

O que mais toca no filme é a dor das escolhas tardias. As vezes demoramos muito para mostrarmos quem somos realmente.

O egoísmo e a competitividade a uns 40 anos chegou no ser feminino e em pouco mais que uma geração as mulheres passaram de oprimidas a donas do seu próprio nariz, casa, carro e até do seu macho.

Não que o passado tenha sido algo maravilhoso, sempre prefiro o presente e o futuro, mas acho que as mulheres se tornaram másculas demais.

Não tenho números, nem pesquisas para mostrar, mas é fácil acompanhar o fim de um relacionamento e tirar conclusões. Hoje, as pessoas não pensam mais em família. Pensam em concurso público, cadeira cativa no estádio ou no próximo carro classe C/D/E que será lançado.

Entramos em um ciclo vicioso. Todo os dias vemos campanhas de conscientização para economia de água e energia, mas o mundo não para de crescer, não para de produzir poucos ricos e muitos miseráveis.
Já desisti de mudar o mundo há muito tempo, mas não consigo conviver com um complexo grupo de pessoas alienadas que buscam a felicidade em álcool ou novelas. Filhos hoje são simples brinquedos. Produzem-se menos crianças, é verdade, mas com menor qualidade que no passado. Já vi mulheres trafegando com suas barrigas enormes e explicando que planejam a separação, e que o filho vai direto para o pai. O pai passa a ser gestor do “problema” como disse uma dessas mães.
A natureza não preparou o macho da nossa espécie para ser mãe, mas como lutar contra a maioria não gera resultado... É esperar para ver o que teremos em algumas gerações.
Mas mulher bem resolvida é coisa que nem em filme se encontra.

Feliz dia dos pais-mãe para mim mesmo :P



Esse é o post número 200 :) desde que comecei essa tranqueira de blog.

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