domingo, 21 de outubro de 2007

Arthur e os Minimoys (E as manobras sujas)























Mais uma vez o poder cala a boca do mundo.
Já pensou se você lê-se em todos os jornais que churrasco é ruim, algo com um gosto de terra com maionese podre? Você comeria churrasco?

A indústria americana tem o poder de calar quem quiser, e se o assunto é cinema ou tecnologia, se algum estrangeiro cria inovação e beleza, pode ter certeza, a toda poderosa elite hollywoodiana vai cair em cima.

O filme Frances Arthur e os Minimoys merece entrar na lista dos filmes de animação mais inovadores, e se algum critico falasse a verdade, esse filme passaria a receber alguma nova denominação, como arte verdadeira. Não é só algo animado e colorido, Arthur e os Minimoys é uma verdadeira obra de arte. São linda pinturas infantis movendo-se pela tela.

O roteiro do filme pode não prender como um filme pipoca com coca-cola, mas esse filme é europeu, não é a mesma fôrma de bolo que faz todos os filmes americanos. No lugar de negativo, isso é muito positivo para a inovação. Mas quem falou que os donos dos cinemas querem inovação?

Tentei achar motivos para as criticas negativas vindo da America. Pensei que poderia ser devido ao Arthur, menino de 10 anos que passa para um mundo de fantasia, apaixona-se por uma princesa, e terminam em um laço de amor. Cenas como em que o Arthur tira o cordão da blusa da princesa Selenia ou dá uma olhada na bundinha dela... Os americanos são extremamente demagógicos, fortes defensores da lei e dos bons costumes (Hahahhahaha!).

Mas não, a verdade é só o velho e bom ultra capitalismo tentando manter sua cerca global.
Os efeitos especiais, animações e finalização do filme foram feitos 100% na França, a principal empresa responsável por isso foi a BUF, que fez parte do Homem Aranha 3.
É difícil imaginar, mas Arthur e os Minimoys não foi sequer citado nos grandes fóruns e comunidades de CG dos EUA, qual o motivo?


Posso está inebriado, já que o diretor do filme é Luc Besson, um senhor pelo qual tenho o maior respeito. Ela é como um David Lynch pop, faz filmes para pessoas detalhistas e com um pouco mais de sensibilidade que a grande massa (Não que eu não seja da massa...).

Besson dirigiu Imensidão Azul, filme imperdível para quem mergulha ou simplesmente sente-se atraído pela magia do mar. Também é dono dos maravilhosos O Profissional e O Quinto Elemento, e é especificamente nesse ultimo que ele começou a brincar com a estética dos filmes de ação americanos. Fugiu do plágio, dá cópia descarada e começou a incomodar, afinal, esse pessoal de Hollywood entende de cinema, e viu um gringo que não ama 100% o american life style.

Assistam Arthur e os Minimys, se você é artista gráfico, isso é uma obrigação. O DVD traz um make off muito rico, mostrando onde foram gastos os 68 milhões de Euros do orçamento e os 5 anos de produção, envolvendo quase 700 pessoas.

Se alguém souber onde achar o livro Art of Arthur et les Minimoys (se possível em inglês) nas nossas terras, por favor dê a dica.
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