quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Logotipo

Desejava criar um logo para o Blog já faz um tempo. Como a criatividade aflora quando menos se espera, ai está o logo ou marca como queiram chamar. A figura pode ser interpretada de acordo com seu humor... Pode ser um sujeito tocando na campainha, o gargalo de uma garrafa de vinho ou até uma imagem com uma auréola (quando você está bonzinho).

Bem, quem quiser pode dar sua interpretação.
Que fique bem claro que apesar das gracinhas, isso aqui não é um blog de humor. Isso é coisa séria. Esse símbolo agora é um marco da nova fase do blog... Hahahahahha!

O logo vai ficar ai pendurado na barra lateral, quem quiser ver o ultimo site que visitei e gostei é só enfiar o dedo, quer dizer, o cursor do mouse, e você será transportado para um site qualquer desse universo.

Bom dia gato!

Dormi as 02:00h, quer dizer... tentei... a patroa a cada 20 minutos começava a falar sobre C++, Java ou me pedir desculpas por ter batido em mim (Só era o que faltava, a mulher agora tá sonhando batendo em mim).

A Compesa além de transformar Recife na superfície da lua, retirou a água do meu bairro, agora só quem tem um motor para puxar água dos canos públicos tem direito a banho (E como não falta Gerson nessa bosta de país... Os que tentam fazer o correto se fodem).

Sem dormir, sem banho, sem café da manhã... Lá vou eu ainda dormindo levar o filho na escola e a cara metade para pegar seu busão (Quando ela comprar o carro dela, vendo o meu e vou de carona... Irei fazer de tudo para sair atrasado todos os dias... Ah... levarei 20 minutos para fazer o processo de desembarque do carro para a parada do ônibus...).

No caminho de volta ao lar, tem uma Pajero parada na minha frente...
Identificar o perfil de um dono de Pajero no Nordeste é fácil. Se é um modelo novinho em folha, o dono é rico e tem uma bela casa de campo ou praia, ou ainda é um executivo que queria um carro blindado. Se a Pajero é um modelo bem velhinho, como esse que estou citando, pertence ou a um cantor brega (Brega no pior sentido, porque até brega hoje é uma denotação corrompida) ou um matudo grosso que tinha jurado a padre Cícero que até morrer iria ter uma Toyota Bandeirantes... Pra ficar na moda o lezinho compra uma Pajero caindo aos pedaços, mas é Pajero.

Bem, sou viciado em ler frases de pára-brisas de veículos, particularmente os temas evangélicos. Sim, evangélicos tem o dom de criar frases que são verdadeiras charadas, na verdade incompreensíveis para pagãos safados como um cara que eu conheço e fico incorporado nele 24 horas por dia (Ui... agora você ficou com medo... Vai de reto satanás... [Tá, se não entendeu depois explico a diferença de reto e retro])

Voltando...
Tá lá na Pajero...

Este gato, é gato
o gato, melhor gato


Ai a maldita arranca e me deixa intrigado com aquelas palavras que me pareciam tão esclarecedoras, quem sabe não estaria ali minha salvação (Porra, eu preciso de salvação em tantas áreas que faltaria super-heroi nos roteiros da Marvel e durante os próximos 20 anos eu seria quadro fixo no Gugu e Faustão, e tome pobre chorando em casa, picos de audiência de 70%, os outros 30% seriam os telespectadores que estariam no dia do seu próprio velório).

Isso tudo me passou na cabeça como um flash - Preciso alcançar aquela caminhonete azul borrado. Nessa hora senti toda a potência do motor 1.0 do Gol ultima geração. Ai passou um ciclista me cortando e jogou minhas ultimas esperanças no lixo (Ultima mesmo, a penúltima tinha ido para o saco ontem com o resultado negativo da mega-sena).

Como Deus escreve por linhas tortas, e é um cara de um humor negro impagável, consigo alcançar a danada da Pajero no semáforo e finalizo minha leitura.

Este gato, é gato
o gato, melhor gato
meio gato, de gato
manter gato, um gato, idiota gato
distraído gato, por 20 gato, segundos gato.

Ah! Não entendeu nada? Então, experimente ler sem a palavra GATO



segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Tudi... Além de Highlander agora é mamãe!

breve...

Sequência da trilogia com mais de três capítulos.
Gertrudes, a gata prezepeira e ninfomaníaca deu a luz a três gatinhos: Mayara, Lacraia e Caboré (Esses dois últimos estão a procura de um lar)

Muito Longe de Casa

Costumo falar para as pessoas que para conhecer a realidade, a vida real, visitem uma favela.
Em todas as capitais do Brasil o êxodo rural que começou nos anos 60, transformou a miséria em arquitetura, morros tornaram-se moradas e um mar de almas sem dinheiro se amontoou em casebres e terrenos invadidos.

Onde existe miséria, existe violência. A fome ou a indiferença social são combustíveis para uma guerra, silenciosa para a mídia, mas latente para os que convivem com assaltos e violência descontrolada das grandes cidades.


Muito Longe de Casa - Memórias de um menino-soldado

Essa situação não é exclusividade do Brasil, e ler um relato de um jovem que aos 12 anos virou vitima de uma guerra civil e tornou-se tanto vitima como algoz, me lembra o ultimo assalto que sofri - 6 meninos com no máximo 13 anos, dois deles armados e muito nervosos.
São crianças que já nascem com o destino traçado. Pessoas que são empurradas para o abismo, e como não existe uma viela com alternativas, por que não levar algumas pessoas acorrentadas em sua queda?

Ishmael Beah sobreviveu, e saiu de Serra Leoa para contar ao mundo como passou seus dias no horror da guerra. Hora como vitima e excluído do seu próprio povo, e por outra face um menino-soldado, tão violento e matador contumaz como seus inimigos.

Em “Muito Longe de Casa – Memórias de um menino-soldado”, Ishmael Beah conta suas aventuras e sua paixão infantil pelo Hip Hop. Infelizmente o livro não conta só as brincadeiras de um grupo de garotos, mas como a violência entrou em suas vidas e levou a paz, que depois de tanto sangue e torturas não voltará nem em seus sonhos.

Há muitos anos me convidaram para trabalhar em Angola. Na época mais conturbada. Depois de ver os vídeos (Iria trabalhar em uma produtora de vídeo, que vez por outra contrabandeava as fitas com cenas que nem o governo e os opositores gostariam que saíssem do país) pensei no meu filho e no que eu poderia ter que fazer para continuar vivo em um caos como aqueles, foi fácil recusar a oportunidade.


Uma onda no ar

Seguindo o raciocínio sobre a violência urbana, vale citar um filme que acabei de ver na TV Cultura: “Uma onda no ar”, que conta as amarguras de jovens negros na luta por uma vida melhor em uma favela de Belo Horizonte.
Criando uma rádio pirata que funciona durante o horário da Voz do Brasil, os idealizadores não imaginavam que suas criticas a policia e queixas pudessem criar tantos problemas e chamar tanta atenção.

Além da coincidência do tema violência, o livro se liga a este filme pela musica Black e como jovens que com coragem de divulgar suas idéias podem se tornar espelhos para seus irmãos também sofredores.