sábado, 30 de agosto de 2008

A verdadeira obsessão das pessoas em criar mitos e definir o que é certo ou errado.



















"Nós fazemos música para nós mesmos ,
más esperamos que ainda assim outras pessoas gostem dela"
Ian Curtis

Ainda estou com a circulação sanguínea dos olhos em ritmo de formula 1. Acabei de assistir Control. Como todos já sabem, eu não gosto de narrar a historia de um filme. Isso tira a graça, o prazer... Mas como esse filme não é para todo mortal desprovido de um pouco de conhecimento sobre a historia do rock, vou dar uma colher de chá (claro que tinha que ser chá, tudo nesse filme é britânico).

O filme narra à vida de Ian Curtis, vocalista do Joy Division. O Joy Division nasceu em 1976, com a união do Ian, Bernard Summer (teclado) e Peter Hook (baixo). Mais a frente, depois de algumas experiências que não deram certo, entra Stephen Morris na bateria, e assim, em 1979 sai do forno o primeiro álbum, Unknown Pleasures. O segundo e ultimo disco vem em 1980, Closer.

Ai você vai perguntar: O que diabos tem de excitante em uma banda de dois discos que fechou as portas em 1980?

Vamos lá...

Ian Curtis era um cara alto, desengonçado e epilético, e ainda nutria uma depressão angustiante vinda de suas dores pessoais e com relação ao mundo.
Eu poderia falar mais sobre o sujeito, principalmente a vida pessoal, que hoje em dia daria excelentes capas de revistas baratas. Mas...

...Ian não ficou famoso pela forma como morreu, ou por seus problemas, ele é simplesmente um marco na historia do rock. Suas letras e seu estilo influenciaram toda a geração 80 e 90.

Os remanescentes da banda formaram o New Order, que tem tanta importância no mundo da música que só irão ser reconhecido depois da morte dos caras (eu não entendo essa coisa mórbida de só dar valor depois que o cara morre).
Para completar o tempero desse filme, ele é em preto e branco e dirigido por um cara que conheci pelo trabalho fotográfico e direção dos shows e clipes do Depeche Mode, Anton Corbijn, que na lista carrega trabalhos para U2, Echo and Bunnymen, Front 242 e outras tantas.

Se não consegui convencer, vem o argumento mais fácil… O filme ganhou toneladas de prêmios.

PS: Em um post recente falei de um cara que me emprestava LP’s, e me veio à mente que um dos discos que mais me influenciaram foi Substance do New Order, disco duplo com uma capa branca que tem o minimalismo tesante das coisas simples (O maluco me emprestou isso, e era importado). Com 15 anos eu ouvia muito rock pauleira... Substance mudou isso. Não consigo esquecer dos primeiros toques de “Bizarre Love Triangle”. Discografia do New Order e Joy Division eu nem preciso falar que são obrigatórias. O filme também.
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