terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Pipa, Bala e Bobby

Há muito tempo não me deleitava com filmes. Na verdade acho que tem uns 5 filmes “cabeça” que baixei (Sim, mas só porque são desses que você não encontra na locadora), e estão jogados esperando minha paciência.
Eu queria relaxar, e não gastar nada de massa cinzenta (tenho que me manter na moda).
Peguei na locadora ultra desatualizada: Hitman, Bobby e O Caçador de Pipas.

Como é de costume, não procuro me informar sobre o filme, gosto de surpresas, pelo menos com filmes é assim.























Hitman
Sabia de cara que Hitman era daqueles filmes só para pesquisar erros de montagem, ver mulheres bonitas (tem uma russa no filme... As russas são divindades na terra) e sangue.
Claro que é um filme ruim, mas tem umas cenas de ação a lá videogame que lembram John Woo. O chato é um anti-heroi assexuado. Não é um filme que recomendaria.

























Bobby
Ao olhar a capa daquele DVD fiquei com a impressão que Hollywood inteira estava nesse filme. E como não li a descrição e não tinha ouvido falar dessa perola, só descobri que se tratava do dia do assassinato de Robert F. Kennedy depois que comecei a ver o filme.
Na verdade, o filme fala da rotina de um hotel, o Ambassador, onde Bobby (que agora você sabe quem é!) é morto. São várias historias interligadas. Só gente querendo viver. Vai de ajudantes de cozinha a funcionários enraizados no hotel. De cantora alcoólatra a cabos eleitorais chapados com LSD.

O filme é ambicioso pelo quadro de atores (somente estrelões), mas é tão despretensioso que poderia muito bem ser totalmente interpretado por novatos.
O filme empolga pela trilha sonora, pelas narrativas pessoais dos personagens e por algumas frases de efeito... Uma verdadeira novela. Pode pegar que é nota 10.





















O Caçador de Pipas
Para provar que não tenho nada contra produtos “Hype” ou que sou 100% antipopular (mas sempre deixo os pops por ultimo), me rendi e peguei esse filmaço.
Na verdade eu não queria vê-lo antes de ler o livro, mas não resisti.
E eis que isso é a prova que acreditar em critica é complicado, porque o que eu mais ouvi de tudo quem já assistiu é que o filme é ruim... ou meiado, porque bom mesmo é o livro.
Bem, o livro deve ser legal, mas o filme é ótimo.

Como muitos que já sabem desse meu lado emo existencialista é totalmente exposto por filmes que mostram realidades escondidas, onde a verdade imposta pela mídia é posta em cheque, O Caçador de Pipas mostra o outro lado da cultura Islâmica antes da invasão Russa ao Afeganistão. Mostra que nem todo covarde é tão covarde, e que as vezes as coisas são tão escondidas que você morre sem saber toda a verdade sobre sua própria vida.

Ainda tem o clichês de sempre... Menino rico mimado e malvado, culturas em choque e romance, mesmo que seja lateral ao tema principal, a amizade entre dois garotos, um rico covarde e um pobre corajoso.
As frases são de rasgar a alma, e lembram bem a cultura oriental.
Se você também deixa tudo que é hype para ver por ultimo, pode está perdendo um belo filme. E agora fiquei com mais vontade ainda de ler o livro.

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