segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Distorções e enganações

Seguinte... No lugar de reclamar do mundo, das coisas estúpidas que vejo toda hora... Irei começar a citar bons exemplos.

E as pessoas que tem sangue quente (tem?) que fazem parte de universidades, classes organizadas ou seja lá o que porra for um formador de opinião hoje em dia (deve ser a galera do BBB), eu vou é começar a mostrar como se faz (Não, não vou colar vídeo do redtube aqui).

Tem gente que fica chocada quando falo que um dia já freqüentei bailes funk.
Não eram lá lugares muito diferentes dos que existem hoje para esse público. A grande diferença é que naquela época nem maconha eu chegava a ver na multidão.
Para clarear mais a mente de quem tem vinte e poucos anos, funk nos anos 80 e 90 no Brasil era isso aqui (Cadê minha memoria seletiva que não apagou isso). Algo que já estava em desuso nos EUA. Foi no final dos 80 que os negões americanos começaram a distorcer as coisas para ganhar mais grana, no lugar de expressar alguma coisa, dava mais público exibir bundas e falar palavrões.

Tá bom... Eu nunca gostei de Funk, nem desses dos anos 80/90 (Tem umas coisas até legais – Como os concursos de dança) e muito menos da porcaria de Hip Hop escroto que se tocam em periferias de algum lugar no Brasil... É do Brasil... Porque aqui nessa parte do Brasil não existem mais bailes funks. No Nordeste o negócio é pagode e forró estilizado, mas não fica nadinha a dever as letras dos funkeiros do RJ (Com direito a incentivo a promiscuidade, drogas, avacalhação sexual em geral... e hoje ouvi uma do cara que é garoto de programa... Pronto! Além de putas e viados o que pouco restou de homens nesse mundo sairão cantando felizes que são scort boys... E isso vai penetrando - Essa palavra não caiu bem - na sociedade)

E como falei que iria dar um bom exemplo... Lá vai...
Um negão que é simplesmente um dos melhores exemplos do que o Soul pode criar...
Tem mulher bonita, tem swing (não seu pervertido... não é putaria não), mas ele essencialmente é artista, com toda a frescura e exibicionismo de um Happer, só que é arte de verdade...

Keziah Jones - Beautiful Emilie


Bater numa lata e remexer a bunda é fácil. Fazer letras estúpidas e samplear outra banda/musica que seja o top do momento é fácil...
Que tal começarmos a querer o que é mais difícil, gostar do que é mais difícil...
Afinal, não existe muito prazer no que é fácil.
(Mas ai entra a filosofia Wal Mart de "mais por menos" - Melhor ter muito ruim, do que pouco bom... Eu discordo)

E olha como cada cultura distorce as coisas de acordo com sua visão... Tinham que ser os coreanos.

E se você nunca ouvio falar em B-Boy, essa é a hora. E ainda tem esse maluco aqui.

Tanta coisa que pode ser divertida e até boba, mas arte de verdade...
Mas parece que o Brasil está fadado a seguir sempre os piores exemplos, e ainda multiplica-los.
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