domingo, 7 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2

Um filme que no final é aplaudido (literalmente) por um público que vai para casa com um misto de vergonha e alerta pelo choque de realidade. A tomada aérea no final me diz que ele (o filme) é um marco. A porta está aberta para aqueles que querem mudar algo nesse país. E se o povão não para de ir ao cinema ver, comprar os DVDs piratas nas ruas, isso pode ser um sinal que a grande maioria quer mesmo é um capitão Nascimento como herói.


Tropa de Elite 2 - Trailer Oficial



E para aqueles que acham que sou de direita e amo a revista Veja, copio aqui meu comentário no blog do Reinaldo Azevedo sobre seu texto: Capitão Nascimento foi fazer Ciências Sociais na USP ou na UnB e já está pronto para ser militante do PSOL. Que pena!


Tropa de Elite é o melhor filme nacional, ponto. Seja tecnicamente ou pelo seu roteiro. Já os méritos políticos da sua criação eu simplesmente não consigo mensurar a quem beneficiaria. Chamo esse filme - agora uma franquia - de marco na historia do Brasil. Nenhum intelectual, jornalista ou meio de comunicação conseguiu o que Padilha conseguiu com seu capitão Nascimento, mostra que a grande maioria do povo quer ordem e justiça. Me senti vendo um raro roteiro imparcial, onde erros são apontados de ambos os lados. Um esquerdista defensor dos direitos humanos termina por ser socorrido por seu opositor antagônico, que por sua vez mostrasse um ser “quase” normal, dialogando em narrativas (a unica parte novelesca do filme são as narrativas, que podem até ser perdoadas) seus erros, tornando o herói mais frágil e humano. Como filme, é fantástico e irá marcar para sempre o cinema nacional com o sucesso que fará fora do Brasil. Socialmente, carece de um estudo profundo. O que leva tantos brasileiros, inteligentes ou não ao cinema ver um filme que trata de violência e política, ferindo inclusive os “porcos” televisivos de grande audiência?
A tomada aérea no final, com foco no Palácio do Planalto, aponta o obvio, a culpa ou quem tem que assumi-la, sempre é o dono da casa. E se usar a regra do Frakonomics, esse filme pode ter contribuído bastante contra a Dilma (o que foi ótimo).

O legal desse texto é a parte que o Reinaldo (mais uma vez) assume que um dia já foi de esquerda. Ele se perde um pouco. Acho que tentou ser um Diogo Mainardi, mas dessa vez foi infeliz.

Curiosamente todos que já me falaram do filme, queriam assisti-lo pela segunda vez. Eu também!
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