domingo, 9 de janeiro de 2011

Como deixar terceiros ricos. Pergunte-me como



Quando sites de Business e TI passam a imitar o mundo "real" e fazem com toda a propriedade o uso do não-jornalismo e lógica financeira, temos matérias tweetianas como essas:
Eduardo Saverin se Torna o 10º Homem Mais Rico do Brasil

A pergunta que não quer calar é: O Mundo pirou de vez?

Até a Febre das Tulipas pode ser considerada um hoax, mas uma coisa eu garanto, os homens mais ricos do mundo não tem seus "papeis" baseados em sites de Internet que podem nascer e morrer em semanas.

Particularmente aqui no Brasil, estou a procura de investidores que joguem dinheiro ao vento, acreditando em sonhos psicodélicos de jovens coitadinhos que por serem excluídos de algum clubezinho adolescente viram revoltosos dominadores do mundo, com ações mais inchadas que mocotó de cachaceiro.

Conheci alguns dos homens mais importantes do país. Os maiores empresários do Nordeste. Todos sem exceção, começaram suas fortunas em um tempo que energia elétrica era mais difícil que achar um cliente satisfeito com 3G (conexão via modem). Nenhum deles finge que é bonzinho e solidário, são homens de negócios, franciscanos são outros... Exatamente como são os ricos de hoje em dia, jogam o jogo que está na mesa. A grande diferença é que você nunca irá conseguir tirar um centavo de investimento de um João Carlos Paes Mendonça, que se direcione a uma utopia como um Facebook.

Da mesma forma que em outras bolhas, as empresas de "tijolos" permaneceram em pé, nas próximas teremos várias pequenas que compraram "suas casas" de material ecologicamente correto, economicamente econômicas e minimalistas, financiadas em suaves parcelas, tudo pelo social.

Pena é que essas empresas irão durar menos que suas casas novinhas, empilhadas em um condomínio que ainda estará de pé daqui a 10 anos e não lembraremos mais quem os construiu. Não adiantará reclamar das rachaduras, infiltrações e vizinhos indesejáveis que chegarão.

Acredite, é mais fácil (muito mais mesmo) você tirar na megasena acumulada do que ficar rico com um Facebook ou Twitter. Existem várias idéias tão bobonas e simples quanto essas. E se você contra-argumentar citando construtoras que vendem apartamentos de luxo via Internet, eu lhe digo que o sujeito que criou a aplicação fez por conta própria, ganhando um salário fuleiro, e qualquer corretor mediano tem mais respeito na empresa do que esse programador.

Não é que eu não acredite na Internet como forma de lucrar, pelo contrário. Mas me dá nos nervos ler e ouvir tanta besteira todos os dias.


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