sábado, 7 de abril de 2007

IBM, Governantes, Recife e as Negonas de Cabelo Liso (2/4)


Governantes brasileiros

Não é segredo que no mundo moderno a informação é a moeda de mais alto valor. Mesmo que isso seja de conhecimento coletivo, parece que no Brasil e principalmente no Nordeste os pensadores e administradores desconhecem totalmente a regra da coleta e distribuição de informações.



Sem conhecer o erro não haverá conserto.
Lembram-se do “Fome Zero”?
Entre penteados da dona Marisa e lagrimas do Lula pela fome dos coitadinhos brasileiros, se descobre que a morte por fome não chega nem perto do perigo de morrer gordo.
O índice de pessoas sepultadas com causas relacionadas a má alimentação é muito maior que os defuntos magrinhos que passavam fome em vida (claro que é melhor morrer comendo bacon e torresmo).

O que causa toda esse idiotice desde o topo da pirâmide do poder?
Um só motivo, falta de dados reais e informações seguras.

Já tentei conseguir uma fonte segura de informações sobre a violência no Brasil, mas isso é o mesmo que procurar cidadões íntegros em Brasília, deve até existir, mas só com o mapa do tesouro na mão dá para achar essa coisa mitológica.

Encontrei artigos falando em 119,6 mortes violentas (masculinas) por 100.000 habitantes. Outros falavam em 76 (homens e mulheres), alguns mostram índices inferiores a 50 mortes por 100 mil habitantes. A única unanimidade é que nenhum desses relatórios merece confiança e todos são inferiores ao ano de 2004. Para ter uma idéia comparativa esse índice de selvageria é de 6 mortes para cada 100 mil habitantes no Canadá ou na Austrália (com armas de fogo).
O unico relatório global que achei foi esse da World Health Organization.

Seja no Brasil ou nos EUA, qualquer governo tenta mostrar números positivos e enterrar a sujeira, mas quem quer resolver um problema tem como lema criar uma amostra real de um determinado ponto de partida, estudar o assunto e criar um plano de ação, repedir o estudo e analizar os resultados, isso é mais lógico que lavar as mãos depois de ir ao banheiro, mas nossos governantes parecem que não se importam muito em ficar com as mãos cheias de merda.
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