sábado, 7 de abril de 2007

IBM, Governantes, Recife e as Negonas de Cabelo Liso (1/4)
























IBM


Terminei de ler “Quem Disse Que os Elefantes Não Dançam - os Bastidores da Recuperação da IBM”. Mais um livro de negócios autobiográfico. Claro que o Louis V. Gestner Junior tem seus méritos como CEO, mas esse tipo de livro é sempre muito obvio. O cara pega uma empresa que vai mal das pernas e empurra o trem de volta aos trilhos, mas nunca vi em nenhum outro livro um executivo falando: “Quero chutar a bunda deles...”, além das histórias macabras sobre uma empresa envelhecida e amarrada a uma filosofia burocrática paleolítica, a IBM.

A sacada legal é que a IBM é uma empresa tão grande e complexa que além de traçar comparativos com seus concorrentes, o livro cita governos e política como algo que também pode evoluir e sair da estagnação.

Esse papo faz lembrar algum país?

Para mudar a IBM e tira-la do rumo da destruição bastou achar o administrador certo, com as propostas certas e critérios baseados em analises sérias do ambiente interno e externo que a empresa se encontrava.

Vivemos em um país que a administração pública ou de negócios é galgada com a ajuda do poder. Poder financeiro que compra votos ou poder do network, onde vale muito mais quem lhe indica a um cargo do que sua competência.
Administrar qualquer empresa exige uma base de informações concisas e verdadeiras. No governo brasileiro isso é simplesmente impossível... Um círculo fechado de incompetência e ganância sufoca qualquer informação negativista. Em “Quem Disse Que os Elefantes...” existe um trecho que trata exatamente desse abafamento de informações.
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