quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Futuro da Competição

It’s (R)evolution Baby

Você tem entre 18 e 45 anos, já é uma figura online, lê seus e-mails diversas vezes por dia, usa alguns sites para trabalho, outros tantos para diversão e informação.

Você não percebeu, mas sua rotina é igual à de milhões de pessoas pelo mundo, e isso criou uma grande feira global. São infinitos profissionais e desocupados virtuais, cada um criando uma forma de experiência pessoal com a internet.

Se você é uma pessoa de negócios, pensaria no que está acontecendo hoje ou daria aos seus produtos a cara e conceito de uma geração que está por vir?

Considerando que uma geração quer dizer 30 anos, esse parâmetro não deve ser levado em consideração por muitos, já que a preocupação é com o curto prazo. Mas se você olhar o presente e o passado, notará que o ciclo de gestação e amadurecimento de produtos voltados a internet tem um ciclo de 3 a 5 anos, e pode virar uma febre mundial em menos de 24 horas após ser lançado no mundo conectado.

Voltando ao tema "negócio" - É insano imaginar como o mercado pode reagir a algo com um período de crescimento tão curto, mas existe sim gente estudando esses fenômenos.

Porém, alguns não ficam só pensando, e agem, criando fortunas.
Outros fazem uma revolução ao estudar esses casos de sucesso explosivo.

E onde tudo isso começa?
Em algo chamado "Inovação!"


Inovação, da concepção ao colaboracionismo

Inovar não é só criar um produto ou conceito, é conseguir tornar uma idéia algo que seja compartilhado por diversos consumidores. Isso já existe desde que a publicidade nasceu. Mas rompemos todas as barreiras, mudamos os conceitos de como se compra.
Hoje queremos ter influência sobre o produto, queremos criar o nosso próprio diferencial e ter aquele produto de massa com nossa personalidade.

O cientista C.K. Prahalad em seu livro “O futuro da Competição” descreve seus estudos sobre empresas que aceitaram dividir com seus clientes, parceiros e colaboradores o dever de criar um valor para determinado produto. Já faz algum tempo que os princípios da formação de preço de um produto mudaram de custo+lucro para custo+valor agregado+lucro. O curioso é observar empresas que ainda não aprenderam sobre isso e as que dizem estar preocupadas com essa interação.

Já notou que grande parte das empresas se baseiam em “receitas de bolo?”
As apresentações dessas companhias são exatamente iguais. Os famosos valores, missão e visão do futuro não passam de cópias umas das outras. Afinal, será que grande parte do mercado acha que o mundo é idiota?

Pode ser mais fácil seguir a manada, mas aqueles que se destacaram no mundo dos negócios sempre foram os que investiram em diferencias e produtos revolucionários.
Hoje dificilmente você terá uma idéia brilhante que alguém jamais pensou. A corrida do ouro parece que nunca irá acabar. Sempre existirão os aventureiros, mas poucos deles conseguem achar a pepita reluzente.
C.K. Prahalad concedeu uma entrevista a revista Exame, nela ele fala de competição e colaboração, coisas muito simples, mas que a velha guarda do empresariado engessado teima em fechar os olhos. Note que as exceções são as empresas que se tornam destaque, lembrou de alguma?


O homem ou o negócio?

É errado achar que uma empresa tem seu sucesso baseado na administração de um Super-CEO. Claro que homens de negócios como Bill Gates ou Steve Jobs além de serem imãs para os holofotes são bons administradores. Mas a historia já provou que o foco tem que estar no negócio e não em cadeiras e títulos pomposos. Acreditar que o sucesso pessoal deve estar acima da empresa é prova que seu pior inimigo está ganhando, o ego.

O tempo dos super-presidentes parece que acabou. Agora são as mentes e idéias que geram riquezas. Enquanto as gravadoras brigavam para proibir as trocas de MP3 pela internet, um mundo de negócios muito maior que o de CDs de áudio emergiu. Hoje você pode transportar mais de 200 músicas (mais de 15 CDs) em um Pendrive de 1GB. Pode levar essa discografia completa para ouvir no seu carro, aparelho de som do quarto ou na casa de um amigo. Com o mesmo Pendrive que custa menos de R$ 50,00 é possível armazenar Podcasts de reportagens ou treinamentos e ouvir onde lhe for conveniente.

Provavelmente tudo isso aconteceria sem a influência de Shawn Fanning criador do Napster e de seus sucessores Janus Friis e Niklas Zennström criadores do KaZaA. O que esses jovens senhores fizeram foi chegar na frente. Eles não inventaram o MP3, mas tornaram a distribuição global desse tipo de arquivo algo fácil e divertido. Criaram um bilionário mercado com a simples regra: Programas de graça, dialogo com os usuários e muita vontade de inovar.

Friis e Zennström se mostram como a nova onda. Depois do KaZaA criaram o Skype, mais uma revolução global que eles usaram novamente tecnologia disponível no mercado e de livre acesso. Em 2005 o Skype foi vendido a eBay por US$ 2.6 bi. Depois de colocar de cabeça para baixo os mercado de música e telefonia, os dois mais bem sucedidos visionários da historia resolveram atacar um dos maiores mercados do mundo, as emissoras de TV. O Joost começou seu desenvolvimento em 2006 e já tem mais de 100 canais que podem ser visto de graça em qualquer parte do mundo direto da internet. Em 6 anos 3 empreendimentos totalmente grátis para o usuário, um ciclo de novas experiências e colaboração global, além de uma legião de fãs torcendo para o negócio dar certo. O que mais impressiona é como as teorias do Prof. Prahalad se encaixam perfeitamente com a filosofia desses dois homens de negócios.


A velocidade do ciclo

Cada vez mais o hardware é descartável, ou você ainda não notou quanto tempo dura um celular?
O termo multimídia passou a ter um verdadeiro valor. Vamos imaginar hoje um serviço que só rode em uma plataforma ou formato, como os jornais em papel ou lojas sem sites (ou com sites pobres e esquecidos como um panfleto sujo jogado ao chão). Os tradicionais jornais estão fechando as portas mundo a fora, dando lugar a publicações online com atualização em tempo real, afinal, a noticia hoje é feita na hora, graças a internet, câmeras digitais e a compressão de áudio e vídeo. Lojas gigantescas como a Best Buy fecharam várias filiais e estão fechando outras. Hoje, a maior loja de produtos eletrônicos e relacionados à informática chama-se Newegg, e ela não tem nenhuma loja de tijolo.

No site da Newegg como no da Amazon, os clientes podem trocar experiência relatando suas opiniões sobre os produtos. No passado um comerciante não aceitaria um cliente xingando um produto para um grupo de compradores, hoje a informação é aberta, e o lojista fica sabendo da opinião e índice de satisfação de cada produto.

No mundo conectado as empresas terão que entender o que é multimídia. Os usuários estão cada vez mais ligados a várias interfaces de comunicação como celulares, internet, TV Digital, PDAs e dispositivos integrados como tocadores de MP3 e sistemas de navegação por satélite (GPS).
O site mais acessado do mundo, o Google, pode ser usado em PDAs, Browsers, celulares e acredite, até por fax ou telefone convencional.

Muitos estão olhando para essas mudanças e escolhendo sua parte da pizza. Mas como fala Thomas L. Friedman em “O mundo é Plano”, isso tudo é só o início da revolução que está por vir. Friedman tem 3 Prêmios Pulitzer na carreira e o Prahalad foi considerado pela revista Business Week "o mais influente pensador sobre estratégias corporativas dos dias atuais".

E eu, com a próxima revolução na gaveta a espera de um investidor!
Ei, você ai, me dá um dinheiro ai!


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