terça-feira, 27 de maio de 2008

O mundo acabou!

Vamos ser práticos, o mundo já era... acabou!

Não, não acabou agora nesse instante, ele ainda flutua em orbita do sol, mas aquele mundinho que alguns conheciam e ainda tinha esperanças que haveria uma harmonia se foi.
Por mais que alguns seres terrenos mais evoluídos tentem mostrar aos indivíduos classificados como média (média quer dizer todo mundo tirando você e eu) que fazemos tudo errado e estamos acabando com o mundo, a única coisa que boa parte da massa consegue pensar é na novela, no axé ou afogar o ganso (quem tem ganso né minha senhora).

O mundo está ficando mais triste. E não é devido a menina Isabella não. E muito menos porque está mais difícil financiar liquidificador nas casas Bahia. O mundo está ficando sem amor, sem carinho e sem rumo.

Não sou sociólogo ou estudioso desses bichos que vestem calças jeans e usam relógio, mas uma coisa eu tenho certeza, existe uma escala, uma seqüência de modas e princípios sociais que começam em algum ponto e se alastram pelo mundo.

Não é de hoje que o mundo (incluindo eu e você pobre leitor) vem imitando todos os passos da sociedade americana. Veja bem, estamos falando em média... e a sociedade média americana é burra.
Mas ai você vai falar: _Burro somos nos que não temos dinheiro (querido leitor, que bom saber que você também é pobre).
Não temos dinheiro uma pitomba (como diriam alguns populares aqui da terra do calor). Dinheiro temos e muito, só que ele pertence a menos de 10% da média, do povo, da mundiça.

Tá, só estou repetindo o que já falo desde que criei esse blog... Mas ultimamente tenho observado melhor o ciclo de novidades que chegam ao nosso país. E o trajeto sempre foi o mesmo. Uma mania pode começar em qualquer ponto dos EUA, mas só vai virar moda se chegar em Nova York, vai seguir para Miami, vem para São Paulo, Rio de Janeiro e depois se torna comum em todo o país.

Os americanos sempre viverem conflitos internos. Tanto que a guerra civil deles mesmo passados quase 150 anos, não conseguiram apagar as diferenças internas que existem até hoje.

Um povo que vive conflitos sociais que fomentam a natalidade de toneladas de psicopatas. Não é só nos filmes que a violência sem sentido existe, e parece que o cinema é uma ferramenta tanto de alerta quando de visualização de como anda o termômetro social do american life style.
Eu gosto e sempre gostei de filmes violentos. Adoro filmes trash onde voam pedaços de gente para todo lado. Mas eu sempre sabia que aquilo era ficção, era uma forma de tornar mais carnavalesco coisas fantasiosas.

Mesmo quando assisti “O resgate do soldado Ryan”, achei que a violência era válida, já que aquilo existe e serve para exibir o front, o local onde jovens irão perder suas vidas por lutas inúteis.
E é exatamente o cinema que me deixa crente que o mundo acabou.
Acabou mesmo. Só esqueceram de enterrar.

Essa semana estava louco para ver filmes. Sem tempo de pensar em cinema e curtir uma cerveja na rua, fui na locadora.

O primeiro filme foi “.45 – A vitória e a Vingança”, com a Milla Jovovich, que por ser fã, tenho a meta de ver todos os filmes dela (que são muitos). Não adianta eu falar que ela é uma boa atriz porque isso não cola, afinal sou fã ao ponto de já ter enfrentado um desfile de moda da Ellus só para ver aquela coisa magra de 1.80m e pernas finas usando roupas feias e maquiagem de filme de terror... Por que porra esse pessoal inventa essas coisas horríveis... por isso que o ambiente é cheio de gay (Ei, eu não sou gay, fui para ver a Milla, e quem fica na platéia pode ver o show de calcinhas das modelos).

Voltando ao filme...
Cara, é muita violência.
E eu sou um idiota conservador... Sempre acho horrível esse negócio de mulher apanhando, mesmo em ficção.
Mas nesse filme não tem só mulher apanhando. Tem velhinhas do lado negro da força, tem vingança, tem tráfico de armas, e tem TODO O ELENCO querendo comer a Milla Jovovich... Incrível, só faltou aparecer o Frodo do Senhor dos Anéis pleiteando uma tacadinha com a menina. Mas isso não quer dizer que ela é uma pobre e doce garota, pelo contrário:


Se você não entendeu... Ela diz algo assim:
"Tá todo mundo tentando me comer, se você é desse tipo de cara, eu vou enfiar o dedo no seu..."

Entrou na minha lista de filmes “Ninguém Presta”. Nessa mesma categoria um ótimo filme é “Era uma vez na América”, onde ninguém vale nada, nem mesmo a iniciante Jennifer Connelly, no papel de pirralha, que quando cresce entra no seu lugar Elizabeth McGovern que também não se salva... Eita mundo americano perdido!
Ah! “.45 – A vitória e a Vingança” é daqueles filmes que não fazem falta na sua vida... Desde que você não faça questão de ver os peitinhos e a região mais cabeluda da Milla Jovovich (Pausa para ver o filme again, again, again... pausa novamente... again...)

O outro filme que, esse sim me deixou perturbado com o fluxo cultural americano e sua chegada ao bananal tupiniquim foi “The King”.

O filme conta a historia de um jovem que larga a marinha e se dirige para uma cidade com o intuito de conhecer seu pai, um pastor. O restante eu me recuso a contar.
Não sei se esse filme tem uma hora ou três de duração, mas me senti sem ar, sufocado e quando eu consegui arfar um gole de oxigênio vinha uma nova porrada bem na minha testa...
Eu posso assistir toneladas de filmes de terror sanguinolentos, morrer de rir com gladiadores se mutilando, mas esse filme me deixou enojado. E olha que eu já assisti “Crash – Estranhos Prazeres”.

O filme é claramente uma critica as igrejas americanas que como as nossas evangélicas, tentam alienar mais e mais pessoas. Porém, existe um limite entre alienados e pessoas simples e de bom coração. Não sou religioso, mas isso não quer dizer que sou contra religiões, pelo contrário, aquele povo falado lá no inicio, o tal do cidadão médio, precisa de religião, precisa de guias, e o mundo é assim desde sua criação.

Eu me designo anarquista, mas não me enquadro nisso realmente. Sei que o povo precisa de regras, sem elas a massa é nada mais que uma manada de elefantes solta em um despenhadeiro.

Se formos criticar os pastores, padres e gurus pilantras é bom que peneiremos os realmente malandros.

O que venho notando é uma tendência ao escracho, a anarquia, mas isso não é por um fator revolucionário de libertação, isso é um movimento de bestas, demônios... E eles vestem ternos. São pilantras que fazem sucesso ganhando publicidade barata só por expor o grotesco de suas criações.
Não vou colocar esse filme dentro desse limite, mas ele é tendencioso, e não deixa mensagem alguma. No Maximo consegue deixar o espectador aterrorizado.

Já falei aqui de Zeitgest... mas tratei de mencionar que o documentário perde o valor devido ao desrespeito pelos cidadãos religiosos.

Um livro que vem fazendo sucesso nos EUA e é mais um no meio dessa moda de desqualificar as religiões é “God Wants You Dead”.

Infelizmente a globalização faz idéias nascerem e se divulgarem com a velocidade da luz, e os bandidos sempre sabem como ganhar com os menos inteligentes (a média).

Os EUA são ricos, mas possuem uma qualidade de vida tão ruim quanto a nossa. Não adianta se guiar por bolhas sociais. Cidade pequenas e pacatas existem lá e cá, mas “a média” é formada por grandes centros, e são deles que nascem as modas e os pequenos imitam os grandes.

Esse mundo já era.
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