Esperança
É o seguinte...
Eu não gosto de comentar filmes, particularmente eu gosto de surpresas (só em filmes e música), e ter aquela sensação de “nossssa!!!”, “Wow!” ou “Puta que pariu”.
Não espero um suicídio coletivo, ou que quem passe por aqui me ache depressivo ou louco, mas não tem como não deixar de levantar do sofá, clicar no pause e gritar... PUTA QUE PARIU! Vendo um desses filmes.
Diferente desses filmes, estou super animado, ansioso por 2009, louco para rir dos meus concorrentes que estão derretendo como sorvete na praia, toneladas de planos na vida profissional, importantes planos na pessoal, e vislumbrando mais um período de bonança, mesmo assim... Ainda não tive coragem de assistir Wall-E, porque sei que ele irá me lembrar desse mundo que vivo, onde as pessoas são mais estúpidas e frias que robozinhos, mais autodestrutivas que marido de viúva-negra e que seguem tudo que é imposto pela mídia.
Réquiem para um sonho
Esse filme está completando 9 anos. Ele não fez sucesso, nem será lembrado pela critica, ou tornará o diretor Darren Aronofsky uma celebridade. Ele chuta o saco de toda a sociedade, e claro, fala de drogas. Drogas metabolizadas com química ou pelo nosso próprio organismo. Mistura sentimentos que vão do amor a agonia, da dor ao medo. As meninas irão querer assistir para ver o magrelo Jared Leto (vocalista do 30 Seconds to Mars), os tarados irão querer ver a linda Jennifer Connelly. Mas vai o alerta, pode ser que você fique broxado depois desse filme, pode ser que você vomite, pode ser que você passe a ter nojo de algumas pessoas, mas acredite... É só a realidade aumentada, ou a realidade real de quem vive nesse universo drogado.
Não sei se atores conseguem fazer mais de um filme com o Darren Aronofsky, as interpretações nesse filme passam pela tela e são como mãos que puxam para toda aquele frenética insanidade, tenho a impressão que a trupe de atores precisou de meses para se recuperarem.
Fiquei parado por 3 minutos olhando a pagina em branco com o titulo “The King”. Não sei o que falar desse filme. Ele me deixou por três dias atônito. Apavorado na verdade. Me perguntando se tudo que acontece de errado no mundo é culpa da sexualidade, é culpa de homens maus que comem pobres e inocentes mocinhas. Mas ai me vem à cabeça que não existem pobres e inocentes mocinhas. Então, é o amor (tesão, paixão, solidão...) causa de tudo de ruim na formação das pessoas?
Se Deus está tão próximo desses personagens, como tudo se transforma em um grande circo de horrores?
Se você é dessas moçoilas que não suporta ver filme com sangue e sustos, esse não vai te tirar da cadeira. Não tem sangue nem sustos, mas tem uma trama que me fez desligar a TV. Pela primeira vez na minha vida tive que parar um filme por não suportar mais (e olha que já vi os filmes do David Cronenberg e o pior filme da historia, “Irreversível”).
The King não consegue deixar você respirar, a paz não dura mais que 10 minutos, e quando você pensa que já está dormente, vem mais uma paulada no meio da sua orelha, e outra, e outra... Quando você chega ao final, no final... existe o risco de você ficar sem voz, ficar procurando uma bíblia, ou alguém para se ajoelhar aos pés e pedir para que a pessoa lhe diga que o mundo não é aquilo.
Sinto muito mesmo amigo. Mas esse é o mundo que vivemos.
(Vou morrer tentando fazer minha parte, mas me recuso a aceitar tudo isso)
Valente
Esse filme não é bom, nem sequer razoável. Uma coisa rara na carreira da Jodie Foster, que consegue salvar ou engrandecer até filmes de sessão da tarde. O diretor irlandês Neil Jordan até hoje não conseguiu me convencer. Seus filmes são do mediano ao fraco, mas nesse ele enfiou o dedo na ferida.
Valente não é para moçoilas com medo de sangue, tem muito sangue, muito mesmo.
Eu fiquei me perguntando como a Jodie Foster entrou nesse barco furado, mesmo que a idéia fosse mostrar a sociedade como estamos nos tornando bárbaros.
Esse filme pode deixar quem mora em cidades com mais de 1 milhão de habitantes tão perturbado que irá colocar grades até no exaustor de ar da casa.
A personagem vivida pela Jodie, que não é menina, mas durante todo o filme usa maquiagem e roupas de garota adolescente nova-iorquina (nota zero para isso), sofre um grande trauma ao ser violentada por uma gangue, fica em coma e guando acorda descobre que seu namorado não saiu vivo do ataque a eles.
Ela simplesmente passa a mandar bala para todos os lados, eliminando da sociedade os porcos.
Isso é um dos tópicos do filme que me choca. Será que negros só conseguem se impor se for cantando músicas idiotas, agressivas ou com armas na mão?
Será que o cérebro de um negro é pior que de um branco?
Ou será que a industria lucra mais fazendo os negros de idiotas e colocando eles em grades virtuais, onde suas mulheres só servem para fazer o sheik-sheik. E discos e roupas são vendidos para outros negros e brancos, todos muito estilosos e inseridos na moda... E a moda é essa, mandar bala, letras cheias de putaria e balançar a bunda.
(Ainda bem que J.S. Bach nasceu a séculos atrás, isso tudo seria demais para o pobre homem)
Bem...
Por meios não convencionais consegui um pacotaço com toda a trilha de Donnie Darko, incluindo extras. Se você ainda não viu esse filme, pode pegar... Diferente desses ai de cima, é um sopro de alegria no coração, e devolve um pouco de esperança.
Acabou mais um ano, um resumo positivo de muitas coisas poderia citar, uma planilha financeira muito vermelha eu poderia expor, mas esse filme ainda está sendo rodado.
Minha maior felicidade é não ter nenhum amigo protagonista de filmes como esses que (tentei) comentar. E para completar, refiz contatos profissionais com pessoas das antigas, gente honesta, que como eu, lutam todo santo dia para não caírem no mundo sujo.
Amigos antigos também estão voltando para Recife, e todos, todos continuam vivos, continuam na estrada... Resumindo, mais um ano Du caralho!
Agora... 2009 vai ser para ficar na historia, e meu pé está pesadíssimo no acelerador... sai da frente!!!
Donnie Darko






