quinta-feira, 16 de abril de 2009

So Why So Sad



































Onde diabos tudo isso começou?
Tudo pelo dinheiro? Um carro? Um apartamento em um condomínio classe média?

Alguém pode me responder porque o mundo está desgovernado e ninguém faz nada?

É difícil acreditar que Nietzsche e seu Niilismo estejam realmente, completamente corretos.
Será que Friedrich Nietzsche previa o futuro ou só expôs a total falsidade que é a raça humana com suas regras de conduta e moralidade?

Então vejamos...
Como seria o mundo sem regras ou na base do tudo vale (estamos quase lá)?

Se olharmos para a historia, veremos que tudo é uma roda gigante, onde tudo gira e termina ou começa no mesmo ponto. É o chamado circulo, ou cíclico.

Então, nos, seres inteligentes e astutos, que acreditamos aprender com os erros, sempre repetimos esses mesmo erros. Se eu estivesse mentindo não haveriam ocorrido guerras ou massacres entre países vizinhos ou até mesmo povos irmãos de sangue. Bastaria alguém no meio dos soldados gritar:
-Ei! A dois séculos nossos tataravós se mataram nesse mesmo campo... 50 anos depois nossos avós eram amigos e hoje estamos nos matando pelo que mesmo?

Mas parece que racionalidade é algo que desaparece quando os benefícios gerados por alguns mortos fazem senhores poderosos mais poderosos ainda.

Só para exemplificar mais escandalosamente os erros que repetimos, posso citar os Hippies dos anos 60. Jovens que achavam que viver de drogas, nus e transando sem se importar quem seria pai dono da cria ou certos de que responsabilidades eram algo para pessoas chatas.
Então hoje temos as Raves, festas que deveriam ser legais (e são), mas se formou um grupo de desmiolados que se entopem de LSD e Ecstasy. Uma das coisas comuns em festas de jovens, são meninas que por algumas “balinhas” trocam saliva e algo mais para se sentirem em outra dimensão.
São só 40 anos que separam essas realidades que já mostraram que a maioria não vai usar roupa colorida, andar descalço e usar Ecstasy. Então, a sociedade terminou por reprimir esses “fora da lei”.

Sodoma e Gomorra
Falar de Sodoma e Gomorra é meio estranho, já que não sou evangélico e nem moralista (por favor... Não ser moralista não quer dizer que sou da putaria geral, também não sou santo), mas segundo a Biblia (isso é bom para quem acredita nela), eram cidades que foram destruídas por Deus já que lá o pessoal havia perdido por completo qualquer senso de moralidade, e regras sobre sexo se baseava em algo simples: “Ninguém é de ninguém e vamos a carne!”

O pouco valor que se dá hoje em dia a relações estáveis, o índice de homossexualidade crescente e a prostituição como maquina de enriquecimento (como diversão eu nunca fui contra, já que é algo que é impossível de imaginar o mundo sem), vem tornando o mundo um parque de diversões a lá Sodoma.

A flexibilidade do mundo atual em aceitar tudo, permitir tudo, vem gerando situações intrigantes, como a citada no texto do José Teles, onde uma banda de forró grita ao público: Tem rapariga ai?
A multidão vai ao delírio, como se a presença do governador e sua mulher no palco fossem algo invisível.

Se eu acordasse todos os dias, caminhasse pelas ruas e observasse a felicidade estampada na face das pessoas, eu simplesmente aceitaria tudo isso.
Se o numero de mulheres espancadas e violentadas diminuísse a cada elevação do índice de promiscuidade e degradação moral, eu daria aplausos e colaria um pôster da Gretchen na minha sala. Mas não vejo a liberdade do mundo moderno trazer nenhum beneficio.

Am-ram!
Tínhamos que chegar neles... Os americanos malditos!
Segundo boa parte dos socialistas, teatrólogos e bichos-grilos a culpa de tudo de ruim no universo vem da América. Essa crise mundial deu uma forcinha no ódio que todos já sentiam pelos brancos de bandeira azul, vermelha e branca.

Será que os americanos tem todo esse poder de levar um planeta inteiro a degradação?
Será que daqui a dois séculos não estaremos aqui xingando os chineses malditos?

Enquando o mundo existir sempre existirá um bode expiatório. É assim na empresa que você trabalha, é assim na sua escola, é assim na sua casa. Existem vários países que adotaram o capitalismo e deram certo, pessoas vivem bem e tudo é prospero, mas claro, não existe o paraíso perfeito.

Mas se o mundo está cada dia mais violento, mais sujo, mais sem amor, mais poluído e quente... Porque ninguém faz nada?
Se sabemos que educação e distribuição de renda fazem a violência retroceder e meninas de 13 anos não ficarem grávidas, o que está faltando?

Por outro lado, voltando aos americanos... O que faz um pais rico fabricar: homicidas, gordos mórbidos e pessoas que assistem programas de TV de uma idiotice descomunal?

Tudo é a corrupção...
Essa na verdade (na minha opinião) é a base da tese de Nietzsche, onde o beneficio próprio individual do prazer ou poder é capaz que fazer o individuo só olha para si mesmo, e tudo para a ser banal desde que “eu” lucre e saia ganhando.

O grande problema é que a linha de produção da era industrial tornou o povo também um produto. E esse povo foi se corrompendo, esquecendo o que um dia se chamou de moral.
Agora “eu” posso ser igual a um ator de cinema, ao cara que planeja roubar um banco, ao sujeito que sobe ao palanque e promete tudo e rouba tudo mesmo... Tudo se resume a poder. “Eu” posso e a sociedade aceita.

Sodoma e Gomorra foram destruídas sim, mas muito provavelmente não foi obra de Deus, e sim de um sismo que engoliu tudo.
Os Hippies com suas cores aparentemente alegres geraram filhos sem pais, muitos deles se tornaram famosos ao metralharem escolas ou matar seus companheiros de trabalho após alguma piada ou serem demitidos.

Tulipa e as multidões
Nessas épocas de crise sempre é bom lembrar do Mercado das Tulipas, que inspirou o livro “Memorando de Extraordinários Engodos Populares e a Loucura das Multidões” (eu adoro esse titulo). Para quem não sabe, ouve uma época que os Holandeses em particular, aceitavam pagar por um bouquet (Lê em Frances seu pervertido dos infernos) de tulipas o preço de um carro popular, se existissem carros naquela época é claro. Você ai que é moderninho acabou de olhar seu celular HTC né? Fica calmo, lembre... “Loucura das Multidões”. Bem, um belo dia, alguém acordou de mal humor e disse que uma tulipa não valia mais que um palito de dentes usado, e um universo de investidores, empresas e comunidades inteiras que viviam de tulipas se fu...

Fabricamos carros como o mar cria areia...
Podemos transar com camisinha com quem bem quisermos...
Podemos comprar Ecstasy e tocar com coca-cola...
Podemos fazer piadas ao vivo e a cores sobre qualquer coisa pessoal, familiar ou alheia que nada mais choca...
Como nada mais choca, usamos piercings, scarificações, próteses de chifrinho do diabo...
E se temos 20 e poucos anos, temos que tomar Viagra que é para mostrar serviço e ficar famoso com a galera (toda vez que me lembro que isso não é ficção e sim realidade, fico na dúvida se acho graça ou entro em pânico)...
Mais uma vez, eu me conformaria com tudo isso se eu achasse que as pessoas estão felizes, mas não estão. E sabe o que é pior, é que estou falando da multidão. (*Se você começar a ler historia do mundo hoje, vai descobrir que tudo é cíclico, e que multidões infelizes não é nada bom, nada bom).

E finalmente, um filme que ainda não vi, mas que encontrei uma descrição tão fuderosa que faço aqui uso do Ctrl+C - Ctrl+V:
















Um tornado que passou pela cidade de Xena, Ohio, é o início de uma história instigante e devastadora apresentada no cult " Vidas sem Destino" ( Gummo, 1997, Harmony Korine). Apresentado quase na forma de documentário, é impossível saber se realmente os personagens são reais ou apenas frutos da mente do diretor. Talvez o tornado tenha apenas com o vento, revelado a público uma face pouco vista da cultura americana. A primeira constatação é que mesmo tratando-se de uma história que se passa no meio-oeste norte-americano, a realidade pode ser vista em qualquer outra cidade do continente. Não seria diferente se fosse em Córdoba ou Anápolis. É verdade que há uma certa exarcebação judaica no comportamento dos personagens, pouco comum ao tipo de educação católica da américa latina, que o tornaria pouco provável em algumas passagens, mas a essência da degradação moral e social é comum ao nosso tempo, não apenas ao espaço.
O que torna este filme especial, é a natureza dos personagens. Exóticos, autenticos, detestáveis, sujos, nojentos, reais. Isso! são tão surreais que tornam-se reais demais. O filme mostra recortes da vida de diversos moradores, que também são recortes de suas próprias vidas. Não há o american dream, não há a team leader, não há o mocinho, não há futuro algum. Apenas uma realidade fria e demente. Os arquétipos geralmente ocultos sob as máscaras da "famílias perfeitas" são escancarados de forma crua, numa juventude ser perspectiva em histórias rompidas por um furacão que nada mais é , do que o próprio espelho da realidade e que as vezes, é melhor deixar-lo acumulando poeira, para evitar a tentação de enxergar-se nele.


O nome do cara é Helio Eudoro, e o blog é esse: Tonto in Toronto

O título desse post é uma musica do Manic Street Preachers, aconselho aqueles que gostam de escutar música e saber o que tem nas letras.

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