segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Big Badabum!


Infância Achada
Sabe, hoje o mundo é estranho.
Pelo menos para aqueles que corriam de pés no chão na infância. Ou que já foram em lagoas pescar peixinhos como Beta e Trichogaster. Aqueles felizardos que iam as festas da escola e no máximo conseguiam dançar coladinho com aquela linda jovem que no máximo trocaria olhares, e em uma situação mais ousada, permitiria uma aproximação mais colada, e quem sabe até um beijo. (Isso provavelmente só aconteceria se já se conhecessem a um bom tempo, e a coisa já beirasse um relacionamento... Se acham que isso é lenda, vejam os filmes de adolescentes dos anos 80).
Em um passado mais longínquo, namorar de mãos dadas sendo observado a menos de 3 metros de distância era uma rotina. Claro que existiam as escapolidas, e assim nasciam os casais que se tornariam nossos avós.
Como será o mundo daqui para frente?
Sem avós e avôs?
E se um beijo não tem mais valor, ou se camisinha será algo comum para jovens de pouca idade, o que será das belas sensações orquestradas pela dificuldade em se tocar a pessoa desejada?
Podemos até pensar que o amor sempre existirá, mas vamos aos dados técnicos da vida real...

Muita mulher pouco macho (Será que é bom ou ruim?)
Esta semana acompanhei meu irmão a um hospital, e lá ele fez algo que por muito pouco não fiz, vasectomia. Durante a espera do médico rimos um bocado com a assistente, uma senhora pra lá de engraçada. Mas em certo momento ela passou alguns números sem muita precisão, mas assustadores, que foram confirmados pelo médico.
Nesse hospital publico nascem de 15 a 20 crianças por dia, e o número de seres do gênero feminino é predominante, na casa de 10 para 1. Ou seja, as mulheres irão dominar o mundo em algumas décadas.
Segundo a enfermeira boa de conversa, ainda existem outros fatores contra os homens (na verdade contra as mulheres), o crescente homossexualismo masculino e a marginalidade. Esse último, foi traduzido do termo “Anibal Bruno”, a frase exata foi mais ou menos essa:
-Os homens que não viram viados terminam no Anibal Bruno (Présidio).
Da pequena parcela de machos que sobram ainda existe outra subdivisão, os cafas e os certinhos. Ser cafa em um mundo com uma proporção de 10 mulheres para casa homem é o mesmo que imaginar um chocólatra funcionário de uma fabrica de doces na Suiça. Depois de comer tanto chocolate o sujeito enjoa e vai partir para outros “sabores”. Resumindo... Parte dos malas (os cafajestes se preferirem) se tornam viados com o tempo.
(O brasileiro deveria entender mais de natalidade: Drauzio Varella e o controle da natalidade)

Ninguém é de ninguém
Ai minha amiga solteira e solitária, você passou a acreditar na luz do fim do túnel, já que ainda restaram alguns poucos certinhos, mas... (sempre tem um mas...) esses seres mitológicos normalmente já estão acompanhados de alguma amazona feroz e guerreira.
Restaram os certinhos tímidos, que de tão sem graça ficam no fim da fila. Como tudo é lei de mercado, na escassez vale tudo. Mas o produto desejado, mesmo considerado no passado algo de baixa qualidade, na seca passa a valer ouro. E dos certinhos e tímidos que conheço, parte deles hoje estão dando conta de 3 fêmeas por vez. Parte desses tímidos e certinhos, são uma nova safra de homens – Os descontentes – Aqueles que tinham uma maravilhosa namorada e foram chutados.
Eles não podem ser enquadrados como cafas já que não enganam ninguém, já que todas as participantes da brincadeira sabem. Por mais absurdo que pareça, não gostam de ficar com várias, mas depois que percebem como é fácil, passam a não confiar em mais ninguém. É um ciclo que as mulheres modernas não conseguem entender.





























Vamos correr e gastar o que ainda existe
Alguém ai está interessado em um downsize social?
Um revival a lá túnel do tempo?
Creio que não!
O Walmart, MacDonalds e Big Brothers venceram.
Pelo menos por enquanto, ninguém teve a idéia de ler mentes ou roubar prazeres de terceiros, caso contrário, as crianças que ainda vivem em comunidades isoladas da civilização estariam em perigo. E os antigos e arcaicos como eu e alguns dos meus amigos, já estaríamos trancados em laboratórios de pesquisas.
Restam algumas criaturas da nova geração que ainda conseguem ver fora da matrix, ou que pelo menos se perguntam sobre o peso da banalização de tudo.
O maior dos problemas é que como dizem os bíblicos, sábios religiosos ou gurus, quando a escolha é feita, muitas vezes não existe volta (É o famoso FUDEU!).
Vale lembrar que o índice de pessoas que procuram clinicas de tratamento contra dependência química seja lá de que droga for, ficam presos a um dado interessante... Apenas 1% conseguem se livrar do vício.
(Tá, você não entendeu essa parte... vou traduzir... Tudo hoje em dia vicia, porque tem muito açúcar, é muito fácil e barato de adquirir. Vivemos na filosofia de Andy Warhol – Se é fácil copiar e todo mundo tá fazendo, eu faço também oras! – Alguém ai quer uma pedrinha de crack?)
Quando li o título desse artigo científico - Intervenção religiosa na recuperação de dependentes de drogas - Claro que acreditei ser pilantragem, mas vale a pena dar uma olhada. Eu sempre achei que parte das pessoas que se tornam dependentes de drogas e religiões possuem algum problema mental. A religião por um lado, realmente pode servir de moletas, as drogas servem de rampa para um abismo. E ainda resta a possibilidade de Deus existir e todas aquelas carolas chatas estarem certas... Vou queimar no inferno. Droga!

Burn baby, burn!
Claro, toda uma nova geração acredita que estou enganado. Que isso é um exagero, afinal, todos hoje em dia curtem uma vida igual a propaganda de cerveja.
Já fiz esse paralelo anteriormente, mas é bom relembrar...
Os hippies nos anos 60 podiam até ser bem intencionados, mas um bando de espertos resolveu transformam uma ideologia em culto, e ai surgiram as gangues e ceitas que pregavam sexo livre, drogas, etc. O que fez esse movimento ser apagado?
Mesmo aceitando entrar nesse mundo transgressor, jovens desmiolados, cheios de LSD na cabeça, ainda assim se apaixonavam. E como não é fácil viver em uma comunidade onde seu parceiro tem que ser dividido por outros, esses resolviam pular fora dessa tribo. Resumindo, a lógica humana das coisas sempre venceu a baderna.
Não foram os conceitos morais, polícia ou overdoses que faziam as pessoas abandonarem essa vida marginalizada (na época ser hippie era o mesmo que ser negro nos anos 1920, só que diferente do Michael Jackson, os negros das antigas não podiam fazer uma escolha).
Com essa natalidade virtuosa de país de terceiro mundo. 10 mulheres para cada homem. Uma educação baseada em novela. Uma população que vive na sua grande maioria na miséria. Um sistema político e judicial que beneficia a bandidagem. E a crescente escalada de encefalotomia dos jovens via faculdades baratas, diplomas falsos, muita cerveja e sexo fácil, me digam, como acreditar no futuro?
Curiosamente, mesmo as pessoas que lutam para um mundo melhor, a cada dia se entregam mais a realidade de que nada irá melhorar.
Em todas as épocas que o mundo viveu períodos de conturbação, a violência serviu de lâmina niveladora. Hitler só existiu porque o mundo propiciou sua existência.
Nos dias de hoje, com a publicidade em escala mundial, exércitos super armados, meios de comunicação presos ao dinheiro, e claro, um mundo inerte e todos como zumbis dopados por ópio, quem irá tentar mudar alguma coisa?
A informação é livre, distribuída gratuitamente, mas sem educação, o povo, a massa, os pobres, usam seus celulares para filmar sexo, cadáveres presos as ferragens de acidentes. Usam Orkut para postar toda essa variedade de coisas sutilmente herdadas do proletariado, dos camponeses feudais ou dos trabalhadores das minas, tecelagens ou fundições da era industrial.
Nada mudou, só a escala que é maior.
Se vivemos em um tempo de conturbações, onde a Holanda que aceita os refugiados da África, passou a reprimi-los graças a onda de crime que chegou junto com os pobres coitados, como imaginar ou criar uma solução para tudo que já vem dando errado a tanto tempo?
Porque não conseguimos copiar os modelos que deram certo mundo afora, como a Suiça ou a já citada Holanda?
Porque não podemos sair do unanimato como a Coréia do Sul, e tornar toda a população seres pensantes e bem educados?
Porque não podemos aceitar as múltiplas religiões e banir do mapa ceitas e safados aproveitadores de pessoas humildes e com problemas mentais?
Porque não podemos mais fazer piadas xenófobas ou racistas se não somos isso?
Porque não podemos recriminar atitudes e comportamentos idiotas. Como por exemplo uma coisa que não se sabe se é mulher ou um traveco (com um nome de Lady Gaga poderia se esperar o que?) sangrando diante do palco do Video Music Awards da MTV.
Porque não posso falar que acho errado uma atriz pornô (Sasha Grey) chegar a Hollywood pelas mãos do Steven Soderbergh, e acreditar que isso ajuda a proliferar um conceito de vida vulgar e deprimente (Se você não acha que uma mulher ser espancada e sodomizada por 20 homens não é deprimente, por favor, feche o Browser e dirija-se ao paredão de fuzilamento). No mundo da pornografia aqui eu poderia citar também o Alexandre Frota, que se a liberação continuar como vai, a TV Recorde em breve coloca ele fazendo programa infantil e vários pais irão ficar orgulhosos de ver sua filhinha no colo do rapaz.
Gostaria muito de esclarecer que não sou evangélico. Não sou gay enrustido. Não sou nazista ou racista. Não sou homófobo ou xenófobo. Também não gosto de repressão, militares ou policiais que batem em qualquer um por ai... (Porém eu tenho passado a admirar policiais linha dura ou simplesmente os poucos que ainda são honestos)
Infelizmente sou igual a qualquer um...
Estou apenas procurando viver minha vida, me isolando de todos esses problemas, fechando os olhos. Colocando uma cerca elétrica, blindando o carro, fingindo que os filhos não usam drogas. Aceitando a promiscuidade e chamando isso de liberdade conquistada.
Em breve poderei até escolher a cor dos olhos dos meus futuros filhos.
Se a água que tem na minha geladeira matar minha sede, tudo bem, que aqueles que estão do outro lado do muro, da rede de isolamento das micaretas, dentro das escolas públicas, nas favelas... se virem, e rezem por chuva.
Eu realmente não penso assim, mas como todos os outros, ajo assim, afinal, é cada um por si... E segundo a boa regra de convivência, hoje tudo é permitido, porque somos livres.
Será?





















Ops!

Dá para acreditar... Eu comecei a escrever tudo isso uns dias atrás, movido por lindas canções da Sia. Essa em particular é uma das que prefiro:

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