terça-feira, 22 de setembro de 2009

Post-Rock Cearense















Eu já cansei de falar sempre o mesmo... Educação muda o mundo.

E a música sempre terá um papel muito importante nisso tudo.

Seja você esquerdista adorador de Chico Buarque (Meu Deus, Chico Buarque é uma bosta) ou um direitista juvenil que ainda está na dúvida se curte mais Kanye West ou Legião Urbana (Sim, gente de direita escuta Renato Russo, ele era riquinho mimado também).

Bem, como sempre tem gente que cai aqui por acidente, lê parte do que escrevo e fecha a página pensando: “Esse cara é um preconceituoso, racista, homófono...”

Entendam o seguinte, todos começam a ser educados ou alienados assim que nascem. A frase que mais exemplifica isso é o lema do Silvio Santos: “Eu dou o que o povo gosta”.

Como se o povo tivesse escolha. Como se todo o universo brasileiro adorasse a programação da TV aos domingos.

Romper preconceitos ou culturas impressas na mente da massa é algo feito para educadores e guerrilheiros cabeças duras. Gente que não tem medo de errar. Medo de ser considerado fracassado. Não tá nem ai para o que normalmente chamamos de sucesso. São pessoas que arriscam o dia a dia da vida em prol do que acreditam.

Graças ao Standard Songs descobri uma banda do Ceará (Claro, eu odeio a cultura forró eletrônico, paredão de som, prostituição e megalomania dos cearenses, dos baianos e pernambucanos – Ops! Os pernambucanos são um pouco mais moderados) que toca – pasmem – Post-Rock. Sim, essa nova vertente do Rock vem crescendo mundo a fora, não vai virar uma febre por essas bandas do Atlântico, mas é melhor que nada.

Fóssil, é um trio (ou será um quarteto?) que deve ficar no ar por um bom tempo. Os caras não são filhos de madame que paga para os pimpolhos aparecerem maquiados no Faustão. Pela entrevista dos caras no “escárnio e osso”, a base intelectual deles é firme e forte, e como nada é perfeito, estão buscando publico onde ele existe, ou seja, no sudeste.

Curiosamente está ai a prova que o povo gosta do que é imposto. Uma banda pode fazer um relativo sucesso local, mas se ela quiser ser realmente conhecida, tem que aparecer na TV Globo. Isso vem mudando graças à internet e celulares que carregam musicas pelas ruas. Infelizmente, o povo continua escolhendo o que lhe é exibido e mais fácil de ser digerido. Post-Rock é coisa para gente “cabeça”, que leu pelo menos um livro na vida. E diferente do que os educadores e intelectuais de merda pensam, a internet a cada dia fomenta mais alienação, dando o que o povo gosta.

No Brasil, apenas 20% da população tem computador com internet, mas somos o segundo no mundo em acessos a rede. Estamos atrás dos EUA, que é claro, além de uma população maior, tem computadores com internet rápida em mais de 80% dos lares. Ou seja, nosso povo é o que mais gasta tempo com internet no mundo.

Quando a profissão de professor for mais bem remunerada que um auditor fiscal da Receita Federal, ai sim, o povo vai adorar Post-Rock.

Postar um comentário