quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Sete Palmos

Semana que vem irei dormir menos ainda...
Vou rever por completo o seriado Six Feet Under.
Preciso urgentemente renovar minha crença nas pessoas. Preciso urgentemente aceitar que meu papel é pequeno demais nesse mundo, mas que não posso desistir de fazer algumas pessoas olharem o mundo de cima.

Final de semana passado recebi notícias tristes sobre um velho amigo. E fiquei muito feliz com outro velho amigo, que irá passar 15 dias em São Paulo. Pode parecer muito pouco, pode parecer idiota acreditar que uma viagem de 15 dias mude algo em uma pessoa, mas muda sim.
E quando falamos de quem teve poucas oportunidades, 15 dias de uma visão diferente do seu habitat é algo revolucionário.

O que forma sua mente é sua cultura. O que forma sua vida são as estradas por onde anda.
Para muitos sou um sonhador. Para alguns sou um louco que vive batendo com a cabeça contra a onda gigante que é o mundo e seus conceitos "modernos".

Também irei separar mais tempo para ouvir mais música sem ser em multitarefa. Ou seja, ouço musica o dia inteiro, mas sempre trabalhando ou fazendo qualquer coisa. Quero só deitar, ficar no escuro e ouvir os timbres e marcações de instrumentos que existem a centenas de anos.
Por mais que o mundo mude, que as pessoas mudem, sempre existirão aqueles que olham o mundo de cima, e que não tem vergonha de ficar fora da moda, fora do ciclo virtuoso da sociedade moderna que se afoga em consumismo e anti-depressivos. Quem sabe você ai não goste também de imaginar pianos e violinos em harmonia.



Se você já viu Six Feet Under a muito tempo... Ver o primeiro episódio da primeira temporada é um choque. Quem viu toda a seria aprendeu a gostar da Clare... Ver a episodio 1 e lembrar que ela recebe a noticia da morte do pai topada por crack, no meio de seus amigos drogados, faz você se assustar. Ver a cara do Nate Fisher quando a Brenda diz: _Ah, e nos mentimos quando falamos que nunca fizemos isso antes!
Ela mencionava o que havia acontecido minutos antes, quando eles transaram no aeroporto onde haviam acabado de se conhecer (quer dizer... nem sabiam os nomes). Ela disse nesse momento que nunca havia feito isso antes, e ele disse o mesmo... Só ele falava a verdade.

Esse seriado não tem nada haver com pessoas que eu conheço, e ao mesmo tempo tem tudo com todos.
É a historia de uma família que parece ser incomum. Moram em uma funerária. Curiosamente o seriado pode parecer mórbido, mas é repleto de poesia. Assista as duas primeiras temporadas e será impossível você não identificar a família Fisher como qualquer outra família, talvez até mais normal que muitas que conhecemos.

Postar um comentário