quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tudo pelo Social

Você estava tão acupado vendo o Big Brother que nem percebeu que o mundo está em crise.
Não, não é a maldita crise econômica ou a crise política que vivemos mundo afora. A crise que importa é a existencial.
Eis que você ai preparado, catapultado e bombado homem (mulher) moderno(a), com três cursos importantes (na sua opinião é claro) na mão, com mestrado em alguma carreira da moda, bonito(a), com uma família que lhe comprou um carro ultimo modelo em suaves 36 parcelas, olha no espelho e não consegue se ver. O que é isso?
Essa semana li em algum blog, acho que foi... ah! Esqueci... um trecho que falava algo assim:
“No passado podíamos sonhar em ser ricos, almejando ter tudo, mas hoje qualquer um pode ter tudo, mesmo que seja de baixa qualidade – Não temos  mais motivos para desejar ter, nos já temos – O problema agora é aprender que não precisamos ter tantas coisas materiais”.

Assisti um dos fimes que estavam na minha lista, e como eu esperava, foi muito legal.


Em Edukators, três jovens (um triângulo amoroso é claro, afinal é filme europeu) assumem a responsabilidade de lutar contra o sistema capitalista, e mostrar aos burgueses que eles não estão seguros em seus castelos.
Claro que ninguém iria assistir a um filme desses a 20 ou 30 anos atrás. Pareceria chato e só mais um coletivo de idéias de filósofos frustrados que não conseguiram nada mais que comer duas alunas e três atrizes de terceira (Por isso eu digo, o David Lynch é o Chuck Norris do sexo). Sempre a mesma ladainha, queremos um mundo mais justo, vamos dar casa para todos, papai Noel não existe mas eu tenho essa barbinha aqui... (Cuidado, não deixe sua namorada entrar nessa de Viva La Revolution, nem queira saber que barba é essa que os seguidores de Che gostam de mostrar).

Mas os Edukators são realmente idealistas reais. Gente sem grana que encheu o saco dos ricos, e resolve um belo dia mudar o mundo. Epa, mas tem um detalhe... Ninguém mais hoje quer fazer passeata (só se for passeata gay). Qualquer um que inventar de pichar muro ou distribuir panfletos vai parecer invisível para uma turma de milhares de alunos que entram em faculdades pagando R$ 200,00 na mensalidade. Até essa dura realidade é mostrada no filme. Vivemos em um mundo que as pessoas sentem falta, mas não sabem de que, afinal, tem tudo logo ali na esquina.

Mais um filme europeu. Mais cenas e cenas de tragos de maconha. Mais um triangulo amoroso (isso tá ficando mais batido que piada com o dedo invisível do Lula). Mas tudo é por uma causa justa, o socialismo.

A mensagem do filme é... é... é...
É o que mesmo?
Ah! Em certo momento o personagem comemora com sua amada - amada por outro também - conseguir ver além da matrix (nesse momento cai no riso... Não sei o que é pior, ser um servidor do capitalismo ou um defensor da utopia do socialismo).
O filme vale a pena. Se você não é seguidor de nenhuma das doutrinas ou seja, não tem um poster do Karl Marx ou do Sam Walton, vai gostar de ver. E pode até ficar imaginando como eu... Será que existe um grupo de pessoas tão idiotas que chegam a certos extremos?

Eu realmente tenho ficado assustado com essa onda socialista, afinal, já fui ameaçado de ir para o paredão assim que eles tomarem o poder. E do jeito que essa hype social tá em alta, em breve viro exemplo de quem não aceita as regras do sistema (olha ai, está vendo porque eu não gosto de nenhum sistema?).

E não é só de Che Guevara que o cinema vive, vai ai algumas dicas de filmes que brincam com os boinas vermelhas:

A culpa é de Fidel ( La fault à Fidel França, 2006 - Julie Gavras)


Film Socialism (Film Socialisme - França/Suiça, 2010 - Jean-Luc Godard)


Adeus, Lênin! (Good Bye Lenin! - Alemanha, 2003 - Wolfgang Becker


A Cidade Perdida (The Lost City - EUA, 2005 - Andy Garcia)
Esse ultimo ai já vi duas vezes. É de fazer um socialista/comunista ter ataque epiléptico.
O detalhe é que o ator e diretor Andy Garcia é cubano, e sofreu 16 anos para terminar o roteiro e tentar divulgar o filme, afinal a esquerda domina no mundo das artes. O que o povão ainda não entendeu é que não importa a direção, quem está no poder é a situação, e do ultimo degrau não dá para ver quem tá lá em baixo. A piramide também é vermelha.
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