terça-feira, 12 de outubro de 2010

Filmes, Músicas e Japa (Céu)!


Sabe quando você diz: Eu acho que já vi esse estilo em algum lugar!

Foi isso que senti ao assistir Pleasantville - A Vida em Preto e Branco. Filme leve e que não tem intuito de dizer nada sobre as mudanças da sociedade, só que eles acontecem e isso é natural. Ontem mesmo eu estava dando minha opinião sobre o Twitter e que nunca iria usar, mas que quem tem 20 anos de idade acha o máximo (nem todos), mas uma empresa tem por obrigação ter um Twitter e ativo, porque independente da utilidade ou resultados efetivos (discutíveis) que a ferramenta possa gerar, é uma mídia barata e forte. Quando o Programa do Ratinho passou a exibir aberrações e tosqueiras em horário nobre, a audiência do programa era indiscutível, e anunciantes não se preocupam com moralidade ou ética, eles querem o dinheiro, e em teoria, maior audiência quer dizer mais resultado. Porém, eu alertava para a história da TV americana, que assim como os programas de auditório e o gongo show trazido ao Brasil por Silvio Santos, já eram um modelo falido por lá.

Com a velocidade da Internet copiar o sucesso se tornou algo rápido e fácil, mas posso citar o exemplo da Microsoft que já quis (e ainda quer) comprar o Yahoo, criou o Bing, e até agora não chegou sequer a causar alerta ao Google.

Pleasantville foi escrito e dirigido por Gary Ross, também responsável por Seabiscuit, dai me veio a lembrança dos detalhes suaves de personalidade e o quadro de atores "gente boa", como a bonitinha Reese Whiterspoon, o sempre sofrido Willian H. Macy e o garoto bonzinho Tobey Maguire.

A história é uma Sessão da Tarde, com direito a temas como traição, sexo e preconceito, tudo isso muito diferente da novela das oito, ou seja, sem sujeira. É de uma sutileza e cordialidade tão elegante, que mesmo vendo Pleansantville se "modernizar", ainda fica no ar aquele saudosismo de um tempo não vivido, e é fácil pensar: "Queria morar ai".

Um filme que tem na trilha Etta James, Dave Brubeck e Fiona Apple fazendo cover dos Beatles, já faz o tempo frente a TV valer a pena.



O clipe da Fiona Apple cantando "Across The Universe" ganhou o cenário do filme, e foi dirigido por Paul Thomas Anderson, e produzido pelo já citado Gary Ross. Ou seja, os bons (competentes) sempre andam juntos.

Ratinho, Silvio Santos e Twitter fazem muito barulho, por um tempo também geram resultados, mas tem gente que faz com o coração, para fazer rir e chorar, para respirar fundo e ter orgulho da sua obra... Outros tem isso desde que nascem, e eu falo isso escutando "Stormy Weather" na voz da genial Etta James.

Outra dica de filme sessão da tarde é Blood: The Last Vampire, baseado em um anim japonês, e que tem uma vampira japa que é simplesmente uma bonequinha, nome da moça: Jeon Ji-hyun, Gianna Jun para os próximos, feiaaaaa...

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