domingo, 28 de novembro de 2010

O que é bom sempre dura



Ontem assiste ao melhor documentário da minha vida! Sobre o que? Música é claro. Mas o que especificamente? RUSH!
Rush Beyond The Lighted Stage é tão bom que vou arrumar um tempo para escrever sobre. Mas uma coisa que ficou latente na minha cabeça foi, o que será do futuro do Rock?
Essa semana escutei Kitaro, Ennio Morricone, David Gilmour, Led Zeppelin e coisas mais novas, e vendo o fantástico documentário do Rush é impossível não pensar: O mundo parou!

A década de 1970 marcou a historia do Rock. Era o fim e o começo ao mesmo tempo. A ruptura do acústico com o tecnológico. Kitaro, Jean Michel Jarré e Vangelis mostravam o que os sintetizadores aperfeiçoados pelo Kraftwerk e Alan Parsons (a cabeça técnica do Pink Floyd) podiam fazer, mas aquilo não era Rock, era algo mais introspectivo e elitista.

Chegam os anos 80, e as bandas de puro Rock se esfarelaram. A criatividade de muitos dos grandes ícones ficou dissolvida nos ácidos inseridos na corrente sanguínea (tá vendo que drogas não são legais!).
Era a vez do mundo pop, músicas feitas para vender como os Beatles, mas sem nada para pensar, era apenas curtir e se jogar nas pistas. Claro que foi uma década perdida. As melhores bandas de Rock desse período já eram escravas das FM's e do modelo de negócio "venda muito e rápido".

O Rush seguiu por mais de 30 anos sem se render. Sem perder a criatividade, sem ficar velho, sem deixar de aproveitar o que cada época tem de bom.

E eu que sou fanático por música, fico tentando encontrar substitutos para esses mestres que se foram, e os que ainda estão vivos mas carregam o peso da idade. Quem será o próximo Deep Purple? Quem será a próxima banda pop a ser um The Police?
E mesmo que eu não curta, quem será o próximo Elvis Presley?

Claro que existem muitas bandas legais e que tocam com furor, como o The Mars Volta, mas aproveitando esse exemplo, são figuras dos tempos atuais, fazem um disco por mês, sem continuidade (apesar do volume criado), é simplesmente quantidade.

Se você tiver o prazer de estudar o Rush ou Pink Floyd, e ver o quanto são complexas as criações do ponto de vista técnico, e o quando elas conseguem chegar ao público, irá concordar comigo, o Rock está em perigo.

Quando vejo em shows ou em foruns, pivetes falando de bandas Punk, nenhum deles sabe quem foi o The Clash. Simplesmente citam alguma música famosa e acreditam que música é só isso.

O Rush ficou vivo, e vivo não é somente conseguir ficar de pé em cima de um palco, vivo é preservar a essência. Quando você assistir Rush Beyond The Lighted Stage verá roqueiros famosos falando como fãs adolescentes, se ajoelhando diante de um altar, e você dirá: Caralho! Mas eu sou fã do Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e ele que não fala bem nem da mãe tá ai de joelhos...

E para os poucos que lêem todas as besteiras que escrevo, e ainda curtem essa minha fase espiritualizada e meu lado bundão de achar que verdade e amor podem salvar o mundo, esperem o post sobre esse documentário, será de fazer banda Sertaneja parecer coisa de classe!

Mas eu não iria falar sobre Rush, eu só queria compartilhar isso:


Programa Compacto - episódio 09
bloco 1 - Pato Fu e Érika Machado


Programa Compacto - episódio 09
bloco 2 - Pato Fu e Érika Machado

O projeto cultural da Petrobrás merece ser vasculhado. Tem muita coisa que eu simplesmente detesto graças ao Hype. Gente que é uma porcaria, mas algum grupo de gente estranha e esquisita eleva ao status de "novidade". Mas, novamente... Tem coisas muito legais. E tudo que é bom de verdade é como o Rush, uma superbanda que só apareceu em um programa de TV nos EUA depois de ter 33 anos de vida! Durante décadas teve o vocalista achincalhado, e até o baterista, simplesmente o melhor do mundo (Neil Pearl é proibido - hors concurs - de participar de concursos, ninguém ganha dele).

Quem sabe eu sou injusto com o Luis Caldas, Moveis Coloniais Acaju, Los Hermanos e Pitty... Quem sabe eles são ótimos e eu que não entendo nada de música...
Vamos ver se eles chegam aos 40 anos, como o Rush! WoW

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