quinta-feira, 15 de julho de 2010

Descobrindo novas e velhas

This Lonely Crowd
Nem todo SPAM é do mal. Graças ao marketing intrusivo, descobri a banda "This Lonely Crowd".
Não, não é uma banda sueca de Shoegaze, são uns malucos de Curitiba. Os caras sequer tem um site!
Mas pelo Myspace da para curtir parte do som declaradamente chupado dos anos 90:
http://www.myspace.com/thislonelycrowd

No last.fm dá para baixar algumas musicas dos 2 EP's da banda:
http://www.lastfm.com.br/music/This+Lonely+Crowd

Sparklehorse
Banda que pode se encaixar em inúmeros rótulos. Os caras vão do depressivo até o rockzinho requebra quadril. O fundador do projeto - Mark Linkous - deu cabo da própria vida no maldito dia 6 de março de 2010. No meio da discografia é possível escutar diversas vozes (pouco populares, é claro) em meio a baixos, saxofones e bateria seca como quem tem a garganta implorando por um gole de vinho doce e suave.

Sparklehorse - Mountains


Sparklehorse - Painbirds


Tem um disco deles que ainda não tenho, "Dark Night of the Soul". Tem gente no meio como David Lynch, Nina Persson (The Cardigans), Iggy Pop, Julian Casablancas (Strokes), Frank Black (Pixies) entre outros. O disco foi limitado em 5000 cópias e acompanha um album de fotos criadas pelo louco do David Lynch. Qualquer amigo rico, pode me dar isso de presente que serei muito grato.


Leela James
Como diria meu primo Fernando...
Deixa prá lá, não tô muito pornográfico hoje :)
Descobri essa Leela James por acidente, mas me causou a mesma impressão quando vi a Beyoncé cantando Blues (A primeira vez que vi a moça na TV). Ou seja, voz negra das poderosas. A Beyoncé largou a rebolar e ganhar grana. Como essa Leela não tem tantos predicados físicos, rezemos para que continue com o bom e velho Rhythm and Blues.

Leela James - Tell Me You Love Me



The Cardigans
Bandinha que não precisa de apresentacão. A música abaixo faz parte da trilha do filme "A Life Less Ordinary". Não é aconselhável a jovens maníacos e perturbados. Espero que jogadores do Flamengo e "Marias-Chuteira" não leiam esse blog.

The Cardigans - War


The Cardigans & Tom Jones - Burning Down The House


Hahahaha! O Tom Jones sempre me lembra os Simpsons.


Azure Ray e Veruca Salt
Mais uma dessas bandas fofinhas. Já escuto a um bom tempo. Duas americanas com voz de anjo que fazem um som para acalmar porco na hora do abate. A Wikipédia comete o absurdo de comparar a dupla com as meninas do Veruca Salt. Definitivamente, nada haver.

Azure Ray - Nothing Like A Song


Veruca Salt - Volcano Girls

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Goleiro, bandido, Flamengo, futebol, jeitinho brasileiro, funk, aberrações, dinheiro, dinheiro, dinheiro... E altos índices de audiência. É o mundo que você quer?

Nos últimos meses cai em alguns sites que tratavam sobre um assunto que me interessava bastante. Os autores dos blogs citavam artigos científicos que explicavam como o ser humano vai ficando mais "conservador" com o passar do tempo.
Particularmente gosto de me policiar, e ver se realmente estou ficando mais "quadrado".

Isso para qualquer pessoa pode ser até simples, mas para mim é um grande desafio: Eu já nasci quadrado.

Redondo é aquela cerveja. Aquela que exibe seus consumidores como pessoas alienadas e inseridas em um mundo onde tudo é festa e alegria.

Mas como pode um cara quadradão desde nascença ter frequentado lugares cheio de jovens bêbados, muito barulho, cabeludos, boêmios, tatuados, etc?
Na adolescência brigava com os amigos para que eles não usassem loló e nas festas fazia de tudo para que a paz reinasse, mesmo que também estivesse carregando todos os hormônios da juventude. É, quadrado.

Engraçado é que teoricamente eu não poderia ser considerado quadrado por motivos diversos: Já fui cabeludo, já vivi muitas noites de festas, andando com amigos que não eram amigos, conhecendo gente estranha com jeito esquisito. Vendo dezenas de filmes cabeça onde drogas e sexo sujo são coisas semelhantes a pedir 200 gramas de queijo na padaria. Porém, cresci em um ambiente onde escutava algumas frase populares:

"Ande com quem é melhor que você"
"Quem com porcos anda, farelo come"
"Seja honesto, isso é uma virtude"
"Mentira tem perna curta"

Resumindo, tive pais. Um circulo de pessoas que me mostravam a vida como algo pragmático: Faça o certo.

Mesmo assim, como todo jovem cometi erros. E realmente foram erros que eu vejo hoje que colocavam minha vida em perigo. Estou falando em dirigir em alta velocidade.
Mesmo relembrando algumas noites que vi o mundo girando pelo efeito do álcool, eu e as pessoas que convivem comigo, podemos afirmar, que eu não gosto de bebedeiras, não gosto de festas do cabide e drogas é algo que pertence a uma clientela que sempre me mantive longe, e logo abaixo falarei deles.

Resumindo... Algumas loucuras, mas sempre tudo com ponderação, um típico quadrado.

Voltando as pesquisas sobre o comportamento "quadradístico", os autores e suas pesquisas revelam que um adulto tem a tendência de ser mais conservador. Mesmo aqueles que eram liberais quando mais jovens, terminam seus dias verdadeiros ditadores.


A violência só cresce. É o preço pela liberdade?

Eu realmente acredito nessas pesquisas. Deixa eu me expor como cobaia. Lá vai...

Padre também apanha
Quando eu era pequeno lá em Sitio Novo (eu sempre quis usar essa frase), com míseros 7 anos de idade, vi a única cena de violência e truculência imposta pela policia em toda a minha vida até a adolescência. Dai pra frente, tudo virou de cabeça para baixo.
Dois sujeitos brigaram com um policial e bateram no homem sem farda. Estamos falando do final dos anos 1970, isso quer dizer tempos de governo militar. Estava com minha família na casa dos meus avós como era de costume aos domingos.
Ao voltarmos para casa no Fusca verde, vimos a Avenida Agamenon Magalhães tomada por carros da polícia (Fuscas) em toda velocidade (Fusca? 60km/h?) na mesma direção da nossa residência. Contando os Fuscas e as Veraneios, eram mais de 50 carros.


Quando meu pai parou na frente da nossa casa, havia um carro da policia (fusca) sendo vigiado por 3 soldados. Era possível ver 2 homens jogados no banco de trás, um por sobre o outro. E no banco de passageiros na frente, um padre.

O padre tentou intervir e evitar que os policiais dessem uma surra nos dois homens. Em resumo, o padre por ter se metido em assuntos de relevância policial/militar, também levou uma sova.
Curiosamente nunca esqueci essa cena. Mas era menos forte que a menina vietnamita queimada por napalm. Como criança, mas muito precoce para aquela idade, acreditava que os sujeitos ali espancados eram bandidos, e inocentemente acreditava que como nos filmes de Tarzan (em preto e branco) ou qualquer um outro da minha infância, bandido tinha mais é que se fud**.

Só quem tem 40 anos ou mais, sabe a grande baboseira que é esse choramingado por liberdade e critica ao governo militar.

Até metade dos anos 80, o povo vivia de fofocas esperando uma revolução que tomasse o poder no Brasil. Uma verdadeira piada.
O estado militar implantado no Brasil que durou do final dos anos 60 até o Diretas Já, onde um presidente eleito, Tancredo Neves, ganhou mais não levou, e até hoje o povo não sabe se ele morreu ou morreram ele.

Os militares não eram bonzinhos. Batiam em teatrologos, artistas, gays (redundância?), e em donas de casas que jogavam bombas em bancos. Mas perai... Quem joga bomba em banco é gente boa?

Claro que não sou a favor de ditaduras, claro que não sou a favor da violência. Mas deixa eu continuar tentando explicar porque eu concordo que envelhecendo ficamos conservadores.

Droga é coisa de otário
Sacou que eu vi um padre cheio de sangue na cara e não tive peninha nenhuma? Isso aos 7 anos.
Pois bem... Aos 17 anos, outra cena que marcou fortemente minha vida:
Trabalhava em um bar/restaurante em frente a dois grandes colégios católicos. Um deles administrado por freiras o outro por padres. Eis que com o restaurante ainda fechado um homem cruza a rua e invade o ambiente. Completamente descontrolado, o senhor balançava a cabeça olhando para baixo e praticamente colidiu em mim. Passou a chorar como um bêbe de 10 meses, com as mãos apoiadas em meus ombros. Tentei acalma-lo mas ele não falava nada audível. Até que um grito primal saiu que dentro de suas entranhas: "Meu filho morreu!"

Aos prantos e já sentado (a força) o homem narra a história enquando adolescentes fardados entravam no restaurante e se posicionavam diante do homem de meia idade que em minutos estava cercado por dezenas de jovens que também choravam.

O filho dele tinha 13 anos. Famoso na escola por ser um excelente nadador e jogador de futebol. O garoto, boy, cercado de amigos e uma família com dinheiro suficiente para bancar uma das escolas mais caras, aceitou experimentar cocaína, se empolgou tanto que cheirou tudo que podia. Morreu se debatendo atrás das grades da sua bela escola. Dizem que não levou mais que 2 minutos para que seu coração parasse e sua língua ficasse exposta junto com sua bába.

Novamente eu me enchia de frieza. Perguntava-me como um cara podia ser tão otário. Eu ali, me matando de trabalhar para comprar revistas especializadas em construção e arquitetura, lutando para fazer uma terrível escola técnica, e o cara com tudo nas mãos, joga fora. Só sentia pena do pai do rapaz. Foi a primeira vez que eu senti o que é uma dor insuportável.

A outra cena que me fez continuar me tornando cada vez mais radical conservador, eu não precisei ver. Li nos jornais e escutei nas rádios. Em Recife mulheres estavam sendo estupradas em ónibus. Não, não eram aqueles ónibus que circulam nas madrugadas. Mulheres foram estupradas a luz do dia, com veículos lotados de passageiros.

Minha atitude? Mudei de cidade, aquilo era o limite para mim. Eu simplesmente passei um dia sem conseguir falar depois que li com todas as letras que: “Uma mulher foi estuprada em um coletivo na frente de dezenas de pessoas”.

Calma, agora o mais surpreendente.
Na minha adolescência até boa parte da fase adulta eu era defensor dos direitos humanos. Acreditava em um mundo melhor, onde as pessoas seriam amigas e ajudariam umas as outras. Acreditava na recuperação de pessoas, que mesmo com tudo contra, poderiam largar suas vidas bandidas e escolher um caminho melhor.Mas eu mudei. Radicalmente.


Atleta do crime

Hoje, dia 7 de julho de 2010, sentado na sala vendo ao noticiário da Rede Globo, escuto o casal Willian Bonner e Fátima Bernardes narrando a prisão do goleiro do Flamengo, Bruno Souza.
A alguns dias quando ouvi pela primeira vez a noticia desse caso, fiquei me perguntando: “Como diabos um sujeito com tantas acusações, mentindo de uma forma tão veemente que uma criança de 5 anos o chamaria de BANDIDO sem pensar muito. Como senhores, como esse MARGINAL tem direito a liberdade, emprego e dinheiro? Como? me digam... Como?


De 10 anos pra cá ninguém mais é BANDIDO, é suspeito.

Deixa eu tentar continuar... Não estou brincando... Fazem 4 horas que vi o Jornal Nacional e ainda estou fumaçando de raiva.

A reportagem segue contando a atuação dos COMPARSAS do Bruno:

O menor de idade junto com o MARGINAL de vulgo "Macarrão" transportaram a amante do goleiro e o bêbe (filho do goleiro BANDIDO). Ela, ameaçada por uma arma de fogo, reagiu e atacou o menor. A arma estava sem balas, e o menor atacou a mulher com coronhadas na cabeça.

A narrativa macabra continua... Lembrem-se, uma pequena criança estava dentro desse carro...Vendo a mãe ser morta.

Os BANDIDOS confessaram que a mulher não morreu com os golpes na cabeça, e foi levada para a casa de mais um COMPARSA. Lá, a mulher foi estrangulada...

Vamos retroceder um pouco. Todo esse escândalo começou porque a jovem Eliza Samudio, provavelmente uma "maria chuteira", sonhando em conseguir pelo menos uma casa e uma bela vida sem trabalhar ad eternum, engravidou do jogador do Flamengo.
Ele, amigão de BANDIDOS, resolveu "dar um jeito", e junto com seu COMPARSA forçou a Eliza a tomar uma substância que segundo ela mesma, não sabia do que se tratava. Como eles não conseguiram realizar o aborto, a criança veio ao mundo.
A mesma Eliza denunciou o caso a policia e contou a historia a uma pequena emissora de TV. O exame de seu sangue para constatar o uso de substancia abortivo só saiu 8 meses depois. Como isso não ficou claro, acresito que o exame saiu MUITO RÁPIDO após o desaparecimento da moça. Senhores, 8 meses... 8 MESES.
Talvez o goleiro tenha amigos na policia, afinal, todos sabemos que POLÍCIA, JUSTIÇA e POLÍTICA andam de mãos dadas com o crime no Brasil.

Voltando...
E essa mulher, hoje MORTA, continuou mantendo contato com seu PARCEIRO... Lembra lá no inicio, aquelas frases populares que mamãe e papai usavam de mantra o dia inteiro?
“Amigo de bandido é bandido, tudo farinha do mesmo saco”.


Finalmente, depois de apanhar porque ficou grávida. Sofrer uma tentativa de aborto via drogas, ser ameaçada diversas vezes e mesmo assim continuar atrás do seu sonhado plano de vida... Depois de três coronhas, estrangulada, Eliza não tinha mais vida.

Isso minha amiga, eu estava jantando. E ouvindo uma reportagem que não parecia ter fim. Eis que vem isso:

"O menor informou que viu o momento em que "fulano" jogou a "mão" de Eliza para ser comida pelos Rottwelers"

"O resto do corpo foi concretado"

Se você conseguiu ler até aqui, entenda o cronograma desse circo de horrores. Eu sou amante de filmes trash, Gore mesmo... aqueles com bem sangue... Mas entenda... Aquilo é uma brincadeira, um sarro, uma coisa de contra-cultura, uma coisa de quem não é quadrado.

Mas meus amigos... (queria conseguir para de usar reticências, mas não consigo. Muito nervoso) Durante meses, talvez anos, todos esses personagem poderiam ter feito escolhas melhores. Os banidos poderiam querer só dá um susto na vitima, por isso a arma não tinha balas. Mas não, a barbárie foi seguindo, um fluxo quase que extasiante de um filme de terror, e desses que eu me recuso a assistir. Puro sadismo.

Não... o Jornal Nacional ainda não acabou...

O bêbe, filho de um pai MARGINAL, uma mãe VAGABUNDA, agora MORTA, precisa de um novo lar.

Eis que a criança irá ficar aos cuidados do avô, Luiz carlos Samudio, ACUSADO DE ESTUPRAR UMA MENINA DE 10 ANOS...
Que vejam só, ele diz ser FILHA DELE, de um relacionamento extraconjulgal.


Quem não presta, não presta

Senhores, eu cresci assistindo Tarzan, um filme que hoje em dia é politicamente incorreto, já que o Tarzan MATAVA crocodilos e leões de verdade. Coitado dos bichinhos. Mas eu até superei isso, já que Tarzan sempre salvava vidas, inclusive a de seus inimigos. Talvez por isso na minha infância e adolescência eu acreditasse na recuperação das pessoas.

Sabe o que é mais curioso: A violência e as barbáries sempre existiram. Mas se eu visse um carro da policia, eu dizia, é a lei. Se eu visse um sujeito mal encarado eu dizia, é bandido.

Mas quem é quem hoje em dia?

Graças ao meu lado defensor dos direitos humanos e a favor do progresso capitalista, fui chamado de Neoliberal. Mas eu nunca fui muito fã do Fernando Henrique Cardoso, e depois que ele revelou ser a favor da liberação da maconha, realmente comprovei que não sou liberal, neoliberal ou libertário, eu sou muito conservador, e sabe por que?

Quando eu era criança nunca escutei um tiro. Mesmo que todos os jovens de hoje acreditem que a ditadura militar queimava vivo quem vestisse uma camisa anarquista, nunca vi, com exceção desse caso que contei, policiais batendo em quem não merecia. Não... deixa eu explicar melhor... Esse caso que citei os caras mereciam sim! Inclusive o padre.
Estou querendo dizer, que vi vários exemplos, inclusive, dados pelo meu pai, que adorava comprar brigas com os fardados, como se ele podesse ser a pira de uma revolução. Nunca tocaram em um fio de cabelo dele, mesmo ele provocando muito.

E você ainda jovem que não viveu os anos 70 e 80, acredite, nos viramos conservadores em coisas idiotas, como: Nos policiar com as piadas para não sermos presos como racistas, homófobos, xenófobos, etc

Mas ficamos liberais em DROGAS, CORRUPÇÃO, TRAIÇÃO, ALIENAÇÃO, CONSUMISMO e BANDITISMO. E isso não é ser liberal, é ser libertino.

Existe uma conta fácil de fazer. De 1980 para 2010 são 30 anos. Durante esse período a população das capitais brasileiras TRIPLICOU. Evidentemente a criminalidade sofreria o mesmo índice. Então me expliquem por favor, como eu nunca escutei um unico tiro quando era criança. Mas aos 14 anos fui assaltado e os bandidos me mostraram que eu não deveria gritar "pega ladrão", mandaram bala, e fiquei vivo para contar a historia. Hoje, em Recife, se você anda muito de carro ou mora em bairros pobres, ouvirá tiros pelo menos a cada 48 horas e com uma visão treinada, verá assaltos com antecedência. A marginalidade cresce exponencialmente, por "coincidência", como os meios de comunicação.

No tempo que a policia batia até em padre, bandido não aparecia na TV para dar entrevista e ficar rindo, gerando animo para novos criminosos.
Passei a concorda com uma frase que um dia já foi popular:

"Bandido bom é bandido morto"

Mas hoje em dia, parece que ser amigo de bandido da orgulho. Eu tenho nojo dessa lama que o mundo vem se afundando.

Queria que os filmes do Tarantino fossem só ficção.
Queria NÃO acreditar que durante minha vida, o melhor governo que vi no Brasil foi o de Fernando Collor de Melo. Um louco. E que provavelmente foi o que menos roubou, e mais chutou a bunda gente poderosa. Mas você jovem perdido da era Glee, não vai lembrar disso, e muito menos que o pai de Collor, Arnon Afonso de Fárias Mello, em 1963 em um dia de furia, em pleno senado federal matou o senador José Kairala, na tentativa de atingir Silvestre Péricles, seu inimigo. Arnon e seu filho presidente são loucos sim, mas todos sabiam quem eles eram.

Talvez para você leitor, não! mas para mim, vivemos em um mundo sureal, digno de fantasias do Marques de Sade, pior, fantasias não... REALIDADE!

O pai de Collor, mesmo matando uma pessoa, é previsível, um ser errante como qualquer um.
Já figuras ilustres que aparecem abraçados com traficantes, exibindo uma vida de glamour rodeado de escandalos, merecem não só desaparecer da mídia, merecem SUMIR do mundo.
Um sujeito que possui contatos que o levam a um profissional em DESOVA, com cachorros treinados para comer carne humana, ele não passou a ser BANDIDO semana passada. E se eu a duas semanas com pouca informação já sabia que ele era um CRIMINOSO, porque o Flamengo mantém um sujeito desses em seu quadro de funcionário?
Porque a policia não o prendeu antes?

Porque ele tem o direito de viver uma vida boa?

Pois bem, ADORARIA um regime de administração chinesa nesse momento no Brasil.
Juntava todos os envolvidos nesse caso, com direito até aqueles que estavam apenas próximos. Bastava ter falado pelo celular com qualquer um dos envolvidos. Isso daria umas 50... 100 pessoas.

Em uma transmissão AO VIVO, durante a novela das 20:00h, direto da praça do Palácio do Planalto, um FUZILAMENTO com direito a cena do carrasco indo lá enfiar uma bala na cabeça de cada um para confirmar o fim dessas figuras grotescas.
Garanto, a geração seguinte iria ser mais equilibrada.

Eu sou realmente muito quadrado.


sábado, 3 de julho de 2010

A Sete Palmos (Six Feet Under)

Você assistiria uma novela sem vilões?
Onde pecados são exibidos de uma forma tão banal que você pode começar a se perguntar: Será que os freaks são tão malucos assim?
E se ao mesmo tempo, esse enredo trouxesse grandes ensinamentos... Maiores que ensinamentos bíblicos, éticos, morais ou sociais.
Como isso é possível?
Como existe lei sem punição? Como existe ordem sem parâmetros?

O seriado “A Sete Palmos” consegue fazer o espectador se envolver nessa colcha de retalhos.
Eu não aconselho esse seriado para menores de idade. Para pessoas influenciáveis. Para pessoas com problemas pessoais sérios*, Nem pensar!

Problemas pessoais sérios = Pessoas amadas em estado terminal, doenças graves, neuras, pessoas que se impressionam e ficam doente por que no Jornal Nacional noticiou algum novo tipo de gripe.

Obras de arte são aquelas criações que cada um gera sua interpretação própria. A Sete Palmos carrega um enredo tão banal e simplista que poderia ser escrito em pequenas revistinhas de bolso.

Mas o que tem de tão entusiasmante em ver uma família que mora em uma funerária?
Talvez a morbidez do início de cada capítulo ser marcado com uma morte, que dá seqüência aos preparativos para o funeral. O primeiro episódio começa com a morte do patriarca da família, e já iniciam as divergências do que naturalmente pensamos sobre pessoas que lidam com a morte.


Mesmo uma família desconexa, sem coesão dos membros e exibindo toda a individualidade da cultura americana, convivendo com a morte por décadas... Mesmo assim, todos carregam as angustias e medos do fim da vida.

Para não deixar o roteiro gótico o suficiente para tornar o seriado uma seqüência canastrona de filmes para adolescentes, entram no contexto temas que poderiam ser taxados de tabus: Drogas, homossexualismo, traições, religião e distúrbios mentais.

Não é um seriado cheio de sangue como Dexter. Não tem ação como 24 horas. E não é hypado como Lost. É feito para um publico pequeno. Por isso é surpreendente saber que foi uma das series de maior audiência na TV Americana, uma das mais premiadas e citadas por muitos como a melhor série de todos os tempos (assino em baixo).

É impossível não se apaixonar por todos os personagens. Sem exceção, todos são caricatos da forma mais natural que o ser humano pode ser. Se você curte novelas da Rede Globo onde os atores falam com eles mesmos explicando a cena, esqueça; esse seriado não é para você.

Quando Alan Ball (Beleza Americana) apresentou o seu primeiro roteiro para Six Feet Under, ele teve aprovação da HBO, com um apoio inusitado da manda chuva da empresa, Carolyn Strauss, que sujeriu: “Amo esses personagens! Você poderia fazê-los mais ferrados?”
Ball, claro, vibrou e teve o direito de usar toda sua criatividade.

Já no primeiro episódio a jovem Claire (Lauren Ambrose) recebe a notícia da morte do seu pai “chapada” por uma droga que ela não sabe se é anfetamina ou crack. Como já disse, não é um seriado para qualquer um.

O que é sempre mais comentado do seriado é o personagem Gay vivido por Michael C. Hall, isso mesmo, o mesmo ator que faz o papel do psicopata Dexter. Ele encarna David Fisher, o filho que era o braço do pai na funerária.

Como todo seriado, A Sete Palmos tem temporadas mais empolgantes e outras menos. No geral, as falas sempre são o motivo principal da minha paixão por essa novela.

A carga psicológica vai da pura rebeldia da personagem Claire e seu amadurecimento durante as temporadas, indo mais fundo em Brenda Chenowith (Rachel Griffiths), uma personagem que por si só já renderia um seriado, com todos seus traumas de infância que lhe jogam em um mundo de mentiras e remorsos.

A mãe da família é uma pacata senhora, envolta no seu trabalho doméstico, e isso poderia tornar a figura de Ruth Fisher (Frances Conroy) uma simples figurante. Não irei tirar a graça para aqueles que ainda não assistiram, mas preparem-se, risadas e bocas abertas é o que a Ruth irá arrancar de você. Fico na dúvida quem é a mais louca, a Ruth ou a Brenda.

A serie tem 5 temporadas, e foi transmitida nos EUA de 2001 a 2005. Todos que eu conheço que assistiram, compraram os DVDs ou estão querendo completar a coleção. É uma obra prima que merece estar na prateleira.

Se já viu, fala ai, o que achou?

Ah! A serie voltou a ser exibida no SBT nas madrugadas do sábado, após Supernatural, começa as 03:15h.
É bem mais legal pegar na locadora ou usar os meios internéticos para download.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

There goes the fear again (Lá Vai o Medo de Novo)

Simplesmente nunca gostei do Doves.
Mas ai veio a trilha sonora de "(500) Days Of Summer". E não é que já escutei essa música umas 30 vezes de ontem para hoje. Criando mais uma TAG: Musica para levantar e pular




Out of here
We're out of here
Out of heartache
Along with fear
There goes the fear again
There goes the fear

And cars speed fast
Out of here
And life goes past
Again so near
There goes the fear again
There goes the fear

Close your brown eyes
And lay down next to me
Close your eyes, lay down
'Cos there goes the fear
Let it go

You turn around and life's passed you by
You look to ones you love to ask them why
You look to those you love to justify
You turned around and life's passed you by
Passed you by again

And late last night
Makes up her mind
Another fight
left behind
There goes the fear again
Let it go
There goes the fear

Close your brown eyes
And lay down next to me
Close your eyes, lay down
'Cos there goes the fear
Let it go

You turn around and life's passed you by
You look to ones you love to ask them why
you look to those you love to justify, why
you turned around and life's passed you by

Think of me when you're coming down
But don't look back when leaving town
Oh think of me when he's calling out
But don't look back when leaving town
Think of me when you close your eyes
But don't look back when you break all ties
Think of me when you're coming down
But don't look back when leaving town today

There goes the fear again
Let it go
There goes the fear
Let it go

Think of me when you close your eyes
But don't look back when you break all ties
Think of me when you're coming down
But don't look back when leaving town today

A tradução: aqui

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pomplamoose é diversão garantida

Se tem uma coisa que me deixa empolgado, é encontrar gente realmente divertida, e melhor ainda, criativa, multimídia... E ainda, um duo, casal! Wow! (Torcendo para que eles continuem indies no melhor sentido que essa palavra pode ter).
O casal de namorados Jack Conte and Nataly Dawn criaram o Pomplamoose em 2008. Fazem essa "zona" na casa do sujeito, e por mim, a avó do rapaz participaria de todos os clipes :)

SEPTEMBER!!! by Earth Wind and Fire


Michael Jackson - Beat It


Single Ladies (Put A Ring On It) - Beyonce


Encontrei isso no blog: Clip Clip Uha

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu queria dizer... TIME - The Bright Side of the Moon

Meu Deus... Eu li essa letra quando tinha uns 16 anos. E já faziam uns 2 que eu vivia cada dia como se fosse o ultimo! Agora mais 22 anos se passaram. A música continua me emocionando, mas ainda não me sinto velho, não sinto que perdi tempo. O conselho que posso dar a quem tem pouca idade, é que é melhor aprender vendo os erros alheios.

Pink Floyd - Time

O "tic-tac" vai marcando cada momento de um dia morto
você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente
Perambulando de um lugar para outro em sua cidade natal
Esperando por alguém ou alguma coisa que te mostre o caminho.

Cansado de tomar banho de sol, de ficar em casa vendo a chuva
Você é jovem, a vida é longa, e há tempo para desperdiçar
Até que um dia você descobre que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando começar a correr, você perdeu a largada.

E você corre e corre atrás do sol, mas ele está se pondo
Fazendo a volta para nascer outra vez atrás de você
de uma maneira relativa o sol é o mesmo, mas você está mais velho
Com menos fôlego e um dia mais perto da morte.

Cada ano vai ficando mais curto, parece não haver tempo para nada
Planos que dão em nada, ou meia página de linhas rabiscadas
Esperar em quieto desespero é a maneira inglesa
O tempo se foi, a música terminou, pensei que eu tivesse algo mais a dizer.

Em casa, em casa de novo
Eu gosto de ficar aqui quando posso
Quando eu chego em casa com frio e cansado
É bom aquecer meus ossos ao lado do fogo
Bem longe no campo
O toque do sino de ferro
Deixa os fiéis de joelhos
Para ouvirem as encantos mágicos sussurrados

































Todos perguntam onde está o sucesso, mas deveriam perguntar onde ficaram os erros.
Todos sabem dar conselhos e tentam alegrar-nos com clichês redutantes.
Eu sempre achei que você só deveria pedir conselhos as pessoas que você acredita que deram certo, que chegaram onde você gostaria de chegar. Quantas pessoas você conhece que chegaram lá? Seja qual for sua meta, pergunte a essa pessoa se foi fácil. Duvido que encontre quem diga que foi.

Se perguntarem-me meu maior erro de 10 anos para cá, direi: Ter largado o mercado de trabalho que me fez mais feliz, me deu mais resultado financeiro e me fez rir das pessoas com a preocupação pelos bens materiais. Ainda tenho dúvidas jovens amigos, mas acho que a única coisa que levamos dessa vida, são os últimos minutos na terra, onde você poderá escavucar suas memórias, onde existirão arrependimentos, magoas, amores, dores, alegrias... Só nesse momento você poderá saber se valeu a pena. Mas lembre-se, o tempo não volta.

Graças aquele fio de Nylon prendendo minha nadadeira, aqueles 5 cm de água que ficavam me dividindo entre o afogamento e a vida, vi pela primeira vez tudo passar muito rápido. E isso marca você rapaz. Para sempre.

Mas eu estou voltando ao mercado de tecnologia porra!
Tenho pena dos concorrentes! :)


Daqui a 10 anos voltarei a esse post, ai vemos o que mudou!


Pequena lista do que ainda falta (ou não):

1. Escalada na Pedra da Boca
2. 30 dias (ou mais) na Austrália
3. Mergulhar na Grande Barreira de Corais
4. Dirigir a mais de 200km 250km/h (legalmente)
5. 50 48 mergulhos no Vapor Pirapama
6. Tocar fogo em uma BMW
7. /*Censurado*/ a Maggie Gyllenhaal, Alessandra Ambrósio e a Jena Malone (Não! A Maggie foi cortada depois do filme Secretária)
8. Morar por um tempo na Escócia
9. Posar idiota como Peter Norton para qualquer mídia (novamente) [Coragem=on]
10. ...... Em branco, pode vir a substituir o item 7
11. Afundar 4 jet ski em menos de 1 hora.
12. Bater de carro a 100km/h e não levar um arranhão. Sair do carro morrendo de rir e chamar o causador do acidente para comer pizza em comemoração por estarem vivos.
13. Rapel na ponte cascavel de 01:00h, lua cheia. Queimar o tênis descendo com TUDO na vertical de cabeça pra baixo. E só descobrir porque o nome é Ponte Cascavel depois que estiver lá em baixo. :)
14. Mergulhar 4 vezes em Maracajaú-RN
15. Assistir 10.000x 9.900x Filmes Trash
16. Assistir "Mais Estranho que a Ficção" 10.000x 9.997x
17. Criar +5 +4 novos amigos para toda a vida
18. Ir em 100 98 1/2 shows do Pato Fu  (O primeiro só valeu 1/2)
19. Ir dormir agora!
20. Nadar com Moréias
21. Um amor para marcar ad eternum
22. Ter principio de embolia por pensar ser o Jacques Mayol (queimaduras na pele devido a mergulhar na LAMA a 27 metros só para dizer que tocou no fundo. Dois olhos inchados, 2 dias de dor de cabeça)
23. Todos os itens que não posso contar (Putz, eu fiz tudo mesmo, tô impressionado)
25. Ir dormir agora! Agora mesmo. (Só depois do próximo vídeo... Que escutei 4 versões no meio dos meus 9GB de Pink Floyd)

The Great Gig In The Sky


Você quer saber o que fala o narrador nessa música?
Olha ai:

"E eu não estou com medo de morrer,
a qualquer hora pode acontecer, eu não me importo.
Porque estaria com medo de morrer?
Não há razão para isso,
você tem que ir algum dia."
"Eu nunca disse que estava com medo de morrer."

"Se você pode ouvir este sussurro você está morrendo..."













E ai? Você já tem a sua lista?