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domingo, 2 de outubro de 2011

Coldplay #RockInRio

































Coldplay é uma dessas bandas que mesmo escorregando aqui e ali, ainda tem um poder visceral.
Não gosto da nova fase da banda, mas é inegável o quanto o Chris Martin é um showman.
A apresentação no Rock in Rio foi marcada por uma sequencia de sucessos e novas músicas do futuro disco "Mylo xyloto" Acompanhei o show pelo site da Globo... Dizem que tocou "The Cientist" mas eu não vi (e ouvi).

Então, senti falta dessas:






Outra canção de rasgar o coração e que a banda não toca em shows é "A Rush of Blood to the Head", tema do seriado fúnebre "A Sete Palmos" (Six Feet Under)

Até agora, o único show que havia assistido era o do Snow Patrol.
Coldplay valeu muito a pena, e amanhã, rola System of a Down. Quem sabe não vejo até o Evanescence...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coisas que me chateiam

As vezes é tão complicado explicar uma opinião pessoal, principalmente se ela pode ser considerada polêmica, que eu prefiro deixar a opinião para mim mesmo... Mas como esse blog é MEU...

Em vários posts aqui... vez por outra jogo umas pedras nos homossexuais...
Claro que é coisa em tom de brincadeira, mas quando me refiro aos gays do lado negro da força, eu pego pesado mesmo. E como já expliquei aqui algumas vezes, é impossível alguém me taxar de homófobo. Basta gastar um tempinho (notou que já comecei a usar "inho" para agradar as beshas?) e vai notar que preconceito é algo que não é comigo... Vide dezenas de posts sobre Six Feet Under e até alguns que tenho que explicar que não faço parte do time do arco-íris (porque quem defende muito ou é muito contra... você já sabe, é bicha)

Toda essa introdução (ui!) foi para dizer, vejam esse filme:

Filme Gay
(Melhor mudar esse título ou o Google vai jogar muita biba aqui)

Direito de Amar ("A Single Man" originalmente e não me pergunte como traduziram)
Um dos blogs sobre música que visito é o sANDman diaries. Tudo bem, tem o pequeno detalhe de ser um site RUSSO, mas o Google Translate tai pra isso. Só que quando vi a capa do Blu-Ray com a Julianne Moore (ela é uma delícia em fotos) e outra figura, que eu jurava ser o Ewan McGregor (claro, bicha também fica velha, seu gay). Imaginei... Filmezinho de época (notou o "inho"), deve ter algo de drama, e os atores valem a pena (estou me referindo a Julianne, fato).



Né que o cabra NÃO É o Ewan McGregor! E pior, a trama do filme é sobre um professor boiola, e chega uma hora... uma hora não... para mim foram dias com 240 horas, que surge um aluno cheio de boa vontade e SEN-SU-A-LI-DA-DE (depois dessa soletração, até eu tô achando que sou viado).

Meu amigo (putz, tô falando... é como coceira, depois que começa não para mais), o sujeito com insônia, se sujeita a contravenção de baixar um filme, vai ver essa bagaça tarde da noite, e do nada tá lá vendo cena de um homem (homem não né) se controlando para não ser seduzido por outro (ergh!). Peço desculpas aos meus amigos lado B (meu Deus eu tô gay demaiisssss), mas não estou preparado para essas coisas. Mesmo depois de ver A Sete Palmos, Angels in America e Philadelphia, ainda assim, essas cenas incomodam. E pior, esse filme não tem beijo, rala-e-rola... É pior, é realmente romântico (eita que meus amigos enrustidos estão todos animadinhos agora). Tirando toda essa áurea rosa, o filme é muito bom. É exatamente o que eu quero falar. O cara é gay, e dai? Um senhor de coração nobre, capaz de continuar amigo da ex-mulher que o perdeu para um homem é claro. E no final você fica com aquela coisa rara hoje em dia, um filme com mensagem e sem apelação. Ou seja, não é porque o sujeito é gay que precisa ser drogado, promíscuo e parecer uma árvore de natal.

Já que comecei com assuntos delicados, vamos continuar...

Música Evangélica endiabrada
(Por favor, me desculpem o subtítulo, não resisti)
Tenho uma regra de tentar entender as músicas que estou escutando. Muito babaca sai de casa com uma touca na cabeça, cheio de correntes de prata no pescoço e com o Eminem tocando no celular. O pobre coitado não faz idéia do que aquele branquelo idiota tá falando. A única coisa que o Eminem fez de bom na vida foi ter lançado a Dido, parou por ai. Se você acha que é arte um sujeito fazer um clipe musical onde ele xinga e MATA a mãe, por favor, esteja a vontade para fechar o browser e ir tomar seu anabolizante.

Eu escuto bandas que mesmo gostando muito do som, tenho um certo cuidado. Não acredito em tudo que eles falam (nas letras), e como é moda chocar, imagine quem já faz isso naturalmente o que não é capaz. O engraçado é que nunca tive que deixar de lado alguma banda que curto por isso. Certa vez vi um debate que acusava a Kari Rueslåtten de nazismo, ou melhor, a banda que ela tocava antes de sua carreira solo. Eu realmente deixaria de ouvir qualquer banda que levantasse essa bandeira.
Por outro lado, é muita besteira deixar de ouvir bons músicos porque eles sejam de determinada religião. E aqui para nós, as igrejas são berços de grandes artistas do som.

Algumas das bandas que escuto a muito tempo possuem diretrizes religiosas ou místicas. Existem casos de gente completamente maluca que não sabe em que acreditar, mas jogam todas essas dúvidas nas notas musicas. Outros fazem letras louvando Deus ou a natureza mística do universo. Aqui mesmo no blog é possível achar esses pregadores: Live, A Perfect Circle, A Band of Horses, The Duhks, entre outros, fazem parte dos que procuram respostas. E tem uma banda que descobri recentemente, que ainda toca nas igrejas e fazem um rock divino :)

Future of Forestry - Bold and Underlined


o myspace dos caras: http://www.myspace.com/futureofforestry

Descobri essa banda graças (notou que migrei de viadagem para coisas divinas?) ao Standardsongs, uns caras que são pastores do bom gosto sonoro.

Toquei nesse assunto religioso, para dizer que sou contra esse movimento mundial de ateização. Sou a favor que o mundo continue tendo diversas religiões, e que as pessoas continuem aprendendo e escolhendo sua fé. A nova moda no Brasil é o Espiritismo, e entre imaginar um mundo de ateus e ou de espíritas, eu fico com a segunda opção. Conheci pessoas maravilhosas que eram espíritas. Tenho amigos evangélicos, católicos e ateus, mas sendo bem síncero... Fanáticos são chatos, independente do livro sagrado escolhido. E ateus podem ser até mais chatos.
Muitos acreditam que sou ateu. Pode até ser uma boa definição, mas sou um cara para lá de espiritualizado, melhor me enquadrar como um Deista-humanista, ou qualquer outra coisa, desde que você não me jogue na fogueira.

Mais um assunto que levanta poeira, e que para mim a cada dia é mais físico que moral...

Tatuagem, para quê e para quem?
Outra moda que pegou. Infelizmente.
Todos aqui sabem que tenho idade suficiente para levar nome de tio, tiozão ou ainda coroa. Já prometi para mim mesmo que tenho que tomar vergonha na cara e deixar de ir para raves, olhar garotas abaixo dos 30, ser sensato e arrumar um emprego burocrático e esperar a morte chegar, mas é DIFÍCIL. (ainda mais sabendo que vai rolar Above & Beyond dia 5 de novembro)

Ultima festa... E-nation (Sim! Foi em Recife)


Bem... voltando...
Quando eu tinha uns 15 anos, freqüentava diariamente o centro da cidade. E algumas vezes parei com meu primo na rua da Aurora, perto da rua Sete de Setembro para observar os tatuadores que faziam seu trabalho ali mesmo, a céu aberto. Por duas vezes quase pintamos nossas peles.
Meu primo era muito mais velho que eu, mas nos meus sensatos 15 anos de vida, desistia na hora e ele por tabela também. Lembro-me do meu pensamento na época e que continua sendo o mesmo até hoje: "Se eu colocar isso, posso me arrepender um dia, pode ser amanhã ou daqui a 10 anos, mas nunca irei conseguir tirar isso".

Além de pequenos argumentos... Coisa simples como: AIDS, hepatite, tuberculose, preconceito (sim, existe) e além disso, a manutenção, ou você acha que sua pele não irá envelhecer e a tinta terá a mesma aparência sempre?
Tudo bem, eu sei que tem pessoas que gostam de sentir dor, e de tempos em tempos ir lá ser furado(a) deve dar prazer.

Medo é algo que nunca esteve na minha pauta. Pensar no prejuízo social de perder emprego ou ser atendido por ultimo em um hospital só por ter uma tatoo... Não, nada disso me impediria de colocar uma pintura em mim. Mas mesmo muito jovem, eu pensava adiantado o terror que seria ver no espelho algo eternamente. Pior ainda, poderia chegar o dia que eu mesmo não quisesse mais ver, e ai? comofaz?

Nos primórdios do Orkut (primórdios mesmo) uma garota ficou famosa por suas tatoos. Tinha o corpo inteiro tatuado de... vaca holandesa. Eram manchinhas (notou a viadagem voltando?) espalhadas por todo o corpo. Não ficava só nisso. Ela também tinha a língua bi-partida (aquele lance de cortar a língua ao meio) e também fazia suspensão corporal (sabe aquele negócio de enfiar ganchos na pele e ser erguido do chão?).

Com toda essa descrição você ai já criou o perfil visual e mental dessa garota. Só que olha que engraçado,  fui um dos que partiu em defesa dela quando um sujeito foi muito agressivo com ela pelo danado do orkut. Porque eu fiz isso? Simples, ela era só uma menina, e seus textos e imagens não condiziam com as agressões. Ela despertava muito mais pena das pessoas do que agressividade. Sendo síncero, claro que ele tinha problemas mentais. Você ai que é "artista" e acha lindo pessoas de língua partidas e ver ganchos sendo enfiados na pele humana, fique sabendo, prazer em sentir dor não é considerado algo normal, e nunca será. Sim, defendi a menina, mas eu não quero conviver com Freaks, e muito menos gostaria que isso se tornasse normal para a sociedade.

Com a moda das tatoos, agora qualquer madame pode ir no shopping e pintar a imagem do Luan Santana nas costas. Ou o office-boy pode ir na esquima e tacar no braço o brasão do time de futebol. Tudo isso porque é moda... E depois?

Vamos lembrar que a pele é um orgão. Além disso, é algo estético. Principalmente nas mulheres o efeito negativo (para mim) é enorme. Mesmo aquela gata de Floripa, que tinha sua tatoo tribal perfeita, me enjoaria de tanto ver aquela porcaria todo o tempo. Imagine ai meu amigo... Sua patroa, linda e sensual aos 20 anos. 5 anos depois tá lá, você vendo TODO SANTO DIA ela com a mesma calcinha. 5 ANOS. CINCO ANOS... TODOS OS DIAS, A MESMA CALCINHA. Tudo bem, eu acho que sou o único ser macho da terra, romântico, que não liga muito para isso de lingerie, mas 5 ANOS vendo pelada sempre do mesmo jeito, também não seria fácil manter o animo. Pois uma tatoo é isso - não é pior - é algo eterno e que não da para mudar.

Sempre achei bonito mulheres de pele branca ariana ou negras cor de chocolate. A pele feminina é uma obra de arte (se a mulher for bonita é claro), e fico me perguntando como uma garota de 19 anos, com uma pele de dar inveja a qualquer chinchila, sai de casa e leva seu lindo corpo para ser marcado para sempre... Pior, essa jovem ainda pode completar a barbarie colocando silicone nos seios. Mas pelo menos ela vai poder guardar as fotos do seu exibicionismo (Esse negócio de divulgar foto de mulher pelada é outra coisa muito de viado).

Como falei lá em cima, preconceito não é comigo. Se você já vem de fabrica tatuada, pode ter certeza que conta negativamente. Mas nada que uma boa conversa fiada não me enrole. (Espero que não leia os dois últimos posts abaixo)

Pois é, esse foi um post totalmente perda de tempo... Será que Above & Beyond não trazem a Justine Suissa e rola uma session Ocenlab made in Recife?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Brenda, Nate e Ferreira Gullar com café


Quando um ser vivo procura abrigo, muitas vezes ele adentra numa caverna para fugir da chuva, e pode ser devorado por inimigos na escuridão. Essa é a mecânica da vida.
Mas quando esse ser vivo é dotado de consciência, partimos para um mundo cheio de estradas.
Quando pessoas formam grupos e esses por sua vez discutem os sentidos e caminhos trilhados pelo homem e a sociedade, surgem os filósofos, serem desprovidos de regras; são verdadeiras maquinas de jogos de azar, apontando resultados aleatórios, e fazendo alguns acreditarem que sabem qual será o resultado.
Gosto dos termos Existencialismo e Humanismo, exatamente por isso.

Ao assistir o 11º capitulo da segunda temporada de A Sete Palmos (Six Feet Under) não consegui parar e fui impelido a ver o 12º e o 13º (Ultimo da temporada).

As cores pasteis e tons de cinza conseguem fazer o dia mais ensolarado de Los Angeles (onde se passa a historia) parecer a Sibéria. Não bastasse uma família que cuida de embalsamar, velar e enterrar (ou cremar) um ou mais defuntos a cada episódio, as personagens são para lá de complicadas.

A partir do 11º capitulo dessa temporada, a loucura da Brenda passa a ser insustentável. Acompanhada de sua amiga, uma prostituta, ela participa de um bacanal, e não... A garota de programa é muito sensata, rejeitando drogas e convites para entrar na "brincadeira".

Ela chega na casa dos seus pais ainda drogada para participar da sua festa de "chá-de-panela".
Se surpreende pelo carinho de sua sogra, que a abraça e agradece pelo que ela tem feito pelo filho (Nate), que era um "perdido".

Com um surto de consciência, ela rompe a amizade com a prostituta, alegando que ela lhe leva a se desvirtuar (What?). Se você ai meu amigo estudioso de psicologia tem o nome científico para esse tipo de atitude, me informe... É bom dar nome aos bois, no caso da Brenda, a vaca.

Mas quem e o ser humano que não se sensibiliza com uma jovem que teve seu cérebro completamente destroçado por seus país (psicólogos, hippies, swingers, drogados, burgueses alienados, etc)

Você pode dizer: Coitadinha! Bichinha! (Leva pra tu!)

Mas é exatamente nesses 3 últimos capítulos da S2 (Session 2) que é possível perceber como a Brenda manipula todos. Incluindo os próprios pais e irmão (também pirado).

Se o Nate tivesse apenas que aturar uma noiva que transa com metade da torcida do Santa Cruz, tudo bem, era só ele sentar em qualquer bar e vociferar poesias do sábio Reginaldo Rossi, mas não, o sujeito engravidou uma araponga-hippie-vegetariana, que é muito simpática com todos, menos com ele, e de santa não tem nada também (a sujeira dessa só aparece muitos capítulos a frente).


Não acaba por ai...
O Nate tem um coagulo no cérebro, e recebe tratamento de um médico que lembra um estagiário de oficina de ventiladores de teto. No episódio 12 ele também passa a acompanhar os últimos dias de um jovem cético e frio. Mas no seu ultimo momento Nate esta lá, para vê-lo chorar clamando pela "luz". Ele diz:
-Não tem luz, não tem luz nenhuma.

(Ué? o cara era tão frio e cético, se já sabia que não existe luz alguma...)

Outra sacada sutil é quando o pai da Brenda conversa com o Nate e abre seu coração falando de arrependimentos, erros do passado.

O mais curioso é o pré-julgamento de todos com relação ao Nate (Sim, ele ainda por cima tem que aguentar isso).

A terceira temporada é completamente louca... Uma hora revejo.

Coincidência ou não, hoje tive que declamar um poema de Ferreira Gullar:

Despedida

Eu deixarei o mundo com fúria
Não importa o que aparentemente aconteça,
se docemente me retiro.

De fato
nesse momento
estarão de mim se arrebentando
raízes tão profundas
quanto estes céus brasileiros.
Num alarido de gente e ventania
olhos que amei
rostos amigos tardes e verões vividos
estarão gritando a meus ouvidos
para que eu fique
para que eu fique

Não chorarei.
Não há soluço maior que despedir-se da vida.
























Depois que vi os 3 episódios seguidos, muita água e cloreto de sódio derramados, me deu uma vontade louca de comer pão francês com queijo e café, e claro, escrever isso aqui durante a madrugada. O pão estava uma delícia. E a vida... Ah, a vida...


E para você que já viu a série... Uma das cenas mais legais

sábado, 31 de julho de 2010

Lisérgico? talvez!


Já é madrugada, daqui a algumas horas tenho que estar em um cliente! E por que diabos abri o Google DOCs para escrever no blog?

Talvez porquê fiquei dando gargalhadas enquanto tomava banho!
E por que essas risadas desenfreadas?
Talvez porquê na próxima semana minha vida esteja mais uma vez dando uma guinada, e dessas grandes.
Talvez porque meu filho que leva o nome de Nirvana (Isso mesmo, tem um Nirvana no meio do nome do rapaz), ficou aqui no quarto ao lado lendo um post que escrevi há um bom tempo, e suas gargalhadas me embalam.

Talvez mesmo, seja por ter lembrado de 8 ou 9 anos atrás de uma mesa de bar em João Pessoa, quando tentei exibir minha total falta de interesse por um relacionamento amoroso naquele momento, e na mais inocente grosseria narrei o que seria uma mulher ideal para mim:
Viúva com dois filhos, que tenha sofrido muito com um marido ruim, independente e relax com a vida... Ah, e que tivesse a mesma faixa etária minha.
E todos sabem que a pessoa que ouviu essas palavras se tornou minha namorada mesmo tendo 10 anos a menos. Hoje é uma grande amiga. Coisa que nunca imaginei consegui ter um dia com um relacionamento passado.

Mas, as rizadas não paravam!
Por que diabos eu estava/estou rindo a toa?

Talvez porquê hoje escutei mais umas dez vezes seguidas uma música que me dá uma tristeza tremenda: “Revenge” do Flaming Lips (dois posts abaixo tem o clipe).
Talvez porquê re-vi mais um episódio de Six Feet Under... e daqueles que as falas e os sentimentos dizem tudo... Somos pequenos demais e gigantes demais ao mesmo tempo, e isso me lembra o quanto é maravilhoso estar vivo! Motivo suficiente para cambalhotas.

Ah! Talvez tenha sido pelo mico que uma amiga irá pagar amanhã levando os filhos em um Cosplay na UFPE.

Talvez seja por ter visto o anuncio de uma festa Open Bar no Recife Antigo, via Last.fm, com duas dezenas de bandas famosas :)
É, sou inocente suficiente para rir com coisas bobas. Como uma festa chamada EsculhamBAR :)

Talvez por outros motivos, que não cabem aqui...
Mas eu passei 20 minutos rindo sozinho...
Sabendo que terei que acordar cedo, e morrendo de rir.
Mas eu olhava no espelho, narcisista, e pensava... Por que esses olhos estão brilhando e claros cintilantes?
Ah! É lua cheia!

Mas no fundo, eu sabia... Foi a Smirnoff com coca-cola, o efeito foi lisérgico, talvez...

Talvez...

Ah... Notaram que a cara do Blog mudou, né?
Passei a usar a nova ferramenta de Design do Blogspot, que agora aceita CSS 3 e HTML 5, WoW!

Aconselho a todos (Nerds ou não), usar o Google Chrome como navegador. Ele é o mais seguro, leve e compatível de todos.

A imagem do Background é da fotografa Vanessa Nielsen, que cedeu outras imagens. Em breve serão alternadas no BG (assim que eu conseguir tempo para arrumar isso).
Nem preciso dizer que o trabalho dela é magnifico! A imagem do post - Claro - É dela.

sábado, 3 de julho de 2010

A Sete Palmos (Six Feet Under)

Você assistiria uma novela sem vilões?
Onde pecados são exibidos de uma forma tão banal que você pode começar a se perguntar: Será que os freaks são tão malucos assim?
E se ao mesmo tempo, esse enredo trouxesse grandes ensinamentos... Maiores que ensinamentos bíblicos, éticos, morais ou sociais.
Como isso é possível?
Como existe lei sem punição? Como existe ordem sem parâmetros?

O seriado “A Sete Palmos” consegue fazer o espectador se envolver nessa colcha de retalhos.
Eu não aconselho esse seriado para menores de idade. Para pessoas influenciáveis. Para pessoas com problemas pessoais sérios*, Nem pensar!

Problemas pessoais sérios = Pessoas amadas em estado terminal, doenças graves, neuras, pessoas que se impressionam e ficam doente por que no Jornal Nacional noticiou algum novo tipo de gripe.

Obras de arte são aquelas criações que cada um gera sua interpretação própria. A Sete Palmos carrega um enredo tão banal e simplista que poderia ser escrito em pequenas revistinhas de bolso.

Mas o que tem de tão entusiasmante em ver uma família que mora em uma funerária?
Talvez a morbidez do início de cada capítulo ser marcado com uma morte, que dá seqüência aos preparativos para o funeral. O primeiro episódio começa com a morte do patriarca da família, e já iniciam as divergências do que naturalmente pensamos sobre pessoas que lidam com a morte.


Mesmo uma família desconexa, sem coesão dos membros e exibindo toda a individualidade da cultura americana, convivendo com a morte por décadas... Mesmo assim, todos carregam as angustias e medos do fim da vida.

Para não deixar o roteiro gótico o suficiente para tornar o seriado uma seqüência canastrona de filmes para adolescentes, entram no contexto temas que poderiam ser taxados de tabus: Drogas, homossexualismo, traições, religião e distúrbios mentais.

Não é um seriado cheio de sangue como Dexter. Não tem ação como 24 horas. E não é hypado como Lost. É feito para um publico pequeno. Por isso é surpreendente saber que foi uma das series de maior audiência na TV Americana, uma das mais premiadas e citadas por muitos como a melhor série de todos os tempos (assino em baixo).

É impossível não se apaixonar por todos os personagens. Sem exceção, todos são caricatos da forma mais natural que o ser humano pode ser. Se você curte novelas da Rede Globo onde os atores falam com eles mesmos explicando a cena, esqueça; esse seriado não é para você.

Quando Alan Ball (Beleza Americana) apresentou o seu primeiro roteiro para Six Feet Under, ele teve aprovação da HBO, com um apoio inusitado da manda chuva da empresa, Carolyn Strauss, que sujeriu: “Amo esses personagens! Você poderia fazê-los mais ferrados?”
Ball, claro, vibrou e teve o direito de usar toda sua criatividade.

Já no primeiro episódio a jovem Claire (Lauren Ambrose) recebe a notícia da morte do seu pai “chapada” por uma droga que ela não sabe se é anfetamina ou crack. Como já disse, não é um seriado para qualquer um.

O que é sempre mais comentado do seriado é o personagem Gay vivido por Michael C. Hall, isso mesmo, o mesmo ator que faz o papel do psicopata Dexter. Ele encarna David Fisher, o filho que era o braço do pai na funerária.

Como todo seriado, A Sete Palmos tem temporadas mais empolgantes e outras menos. No geral, as falas sempre são o motivo principal da minha paixão por essa novela.

A carga psicológica vai da pura rebeldia da personagem Claire e seu amadurecimento durante as temporadas, indo mais fundo em Brenda Chenowith (Rachel Griffiths), uma personagem que por si só já renderia um seriado, com todos seus traumas de infância que lhe jogam em um mundo de mentiras e remorsos.

A mãe da família é uma pacata senhora, envolta no seu trabalho doméstico, e isso poderia tornar a figura de Ruth Fisher (Frances Conroy) uma simples figurante. Não irei tirar a graça para aqueles que ainda não assistiram, mas preparem-se, risadas e bocas abertas é o que a Ruth irá arrancar de você. Fico na dúvida quem é a mais louca, a Ruth ou a Brenda.

A serie tem 5 temporadas, e foi transmitida nos EUA de 2001 a 2005. Todos que eu conheço que assistiram, compraram os DVDs ou estão querendo completar a coleção. É uma obra prima que merece estar na prateleira.

Se já viu, fala ai, o que achou?

Ah! A serie voltou a ser exibida no SBT nas madrugadas do sábado, após Supernatural, começa as 03:15h.
É bem mais legal pegar na locadora ou usar os meios internéticos para download.

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados Modernos

Hoje, dia dos namorados, Sinéad O'Connor esteve aqui em casa novamente tentando reatar.
O dialogo foi mais ou menos assim:

Sinéad, sei o quanto você é linda, como canta bem e seu dom intelectual e potencial para gritar contra os erros da igreja catôlica, mas Sinéad, você não faz idéia de quem você mesma é... Uma hora diz ser lesbica, outra pede perdão ao papa, mas volta a criar polêmica... Você já assumiu que tem distubio bipolar, isso é um passo. Mas Sinéad, eu sou só um cara comum. Não nasci para viver com artistas. Artistas são como a Milla Jovovich, dão para qualquer diretor em troca de um bom papel, ou pode resolver em um belo fim de semana de sol ir cheirar quilos de cocaína com seus amigos. A mesma Milla pode cantar com um lindo vestido vermelho em um dos projetos do Maynard James Keenan, com o sugestivo nome de Pucifer (Pussy+Lucifer), eu nem sou tão quadrado, sério... Eu adoro a Milla e o Maynard, mas não quero eles como amigos... Sinéad, eles são artistas, e loucos, eu não. Eu sei linda irlandesa, sei que você é diferente deles, mas você mesma não sabe quem é. Não é culpa sua, você faz parte de uma turma que se perdeu pelos caminhos do mundo. Pelo menos, você já assumiu que tem problemas e tá se cuidando. [Nessa parte eu menti para a pobre Sinéad].

Olha, eu andei seguindo seus conselhos, mas não deram certo comigo. Não sou um cara prático. Não sou egoista e não consigo deixar de ser romantico. Ser desonesto então, é algo que me trava. Mas eu já te disse que conheço muito bem o mundo, que adoro olhar as coisas por cima e tentar aprender com as mudanças da sociedade. Olha ai por exemplo seu país; tantas brigas e conflitos internos e hoje o povo praticamente esqueceu toda aquela luta armada dos anos 70 e 80. A vida é assim, uns se conformam com pão e circo, outros continuam de olho nos malandros que sempre distorcem os fatos em favor próprio. No seu caso, você foi honesta, tinha seus traumas e resolver expurgar tudo.

500 Dias com Ela
Não Sinéad, não estou "pegando" ninguém. Você me conhece, sou um sujeito igual ao Tom do filme "500 Dias com ela". Não vejo graça em ser "casual" como a Zooey Deschanel no filme. Mas esse mesmo filme, que faz alguns marmanjos fazerem mimimi, me fez morrer de rir, afinal, eu sou um clone do Tom, e mesmo que muitos chamem a mim e ao personagem de otário, meus risos continuam sendo verdadeiros. Entendeu né Sinéad, verdadeiros!

Easter egg moleza... Quem ai entende de Rock?



9 Songs

Outro filme que poderia me deixar triste com o mundo e ter total consciência que o futuro será negro, principalmente para mulheres como você, inseridas de uma forma tão pujante que lembram um guerreiro romano, é "9 Songs". Esse foi engraçado, porque ao ver comentário achei que seria só mais uma comédia romantica, mas com direito a 9 shows de Rock, e claro querida Sinéad, eu amo Rock. Como de costume fui dar uma conferida no filme depois de baixado, e epa, aquilo é um pênis...? Eita! Eu tô vendo coisas ou isso é sexo oral?

Isso mesmo moderna e complicada Sinéad, o filme é recheado de cenas de sexo explicito. Claro que você não se choca com isso, afinal você posou nua na sua gravidez, passou parte da vida careca, você é artista Sinéad, eu não.

Pra falar a verdade, o filme é até bom, tem uns trocadilhos poéticos. Imagine um cara que trabalha na Antártida narrando como um continente totalmente inabitado faz você se sentir claustrofóbico.

Uma citação interessante que o protagonista faz é essa:

"O gelo está em todo lugar.
Ele se estende como um vazio sem limites de brancura e rigor geométrico.
É o continente mais alto, com mais vento e o mais seco. Sua topografia, a mais simples da Terra. Um exercício de reducionismo.
O iceberg é um microcosmos na Antártica. Na queda, substância e símbolo são separados simultaneamente. Assim, são registradas diversas camadas de gelo.
Ao se separar, a massa de gelo vai se desintegrando.
A maioria dura menos de dois meses."

Após essa descrição com imagens brancas e frias (claro que é comparando com a frieza dos relacionamentos modernos), entra a garota do par romantico, ela chacoalha seu traseiro e fala:

"E a bunda faz assim... Assim, frente e trás. Mas tem que se mexer mais".

Não Sinéad, eu não sou tão quadrado que acho sexo algo ruim e feio, mas durante o filme a garota cheira cocaína, vislumbra cenas de garotas sendo usadas por seu "namorado", vai a puteiros "brincar" e no dia que resolve largar o carinha, vendo sua face de otário desolado, solta a frase:

"Às vezes, você tem que ter fé nas pessoas"

Sinéad, nem você com toda sua raiva dos padres pedófilos aceitaria uma frase dessas naquele momento.

Ah! E olha, por mais que o mundo se mostre evoluido e libertino para as novas fêmeas amazonas dominadoras, homens continuarão sem desejar ter algo sério com mulheres "artistas", que aparecem em um filme se expondo, e isso não se enquadra só para atrizes de cinema... As modernas podem muito bem se tornarem famosos graças a youtube, orkut, facebook, twitter, etc.

Paris, Texas
Mas Sinéad, esses debates não chegam a lugar algum. Nos mesmo, amamos os filmes do Win Wenders. Ele toca na ferida, é um Nelson Rodrigues da morbidez amorosa. E é graças a sua sensibilidade em exibir os contornos finos da raça humana, que distingue homem e mulher, que eu queria te falar Sinéad, que vendo "Paris, Texas" me conformo em aceitar que o mundo é feito de pessoas distintas, mas claro, nunca irei me conformar com a banalização das coisas.

Essa cena... Nessas horas eu realmente amo a arte do cinema.

Olha, eu nem queria ser rude, mas tenho que ir... Obrigado por sua visita!
Ah! Você tinha me perguntado sobre o que é uma mulher ideal para um homem...
Eu não sei o que te responder, e tenho até medo de responder, porque talvez o ideal seja uma coisa muito parecida com Deus, o gostoso é ficar na dúvida se existe ou não. Ai já começa o conflito do que eu falo, afinal irlandesa linda, você não acredita em Deus ou em moralidade.

Fica triste não Sinéad, a maioria das mulheres fez escola com você. Elas sonham em ganhar muito dinheiro, serem vistas, desfilarem reluzentes e terem um homem/amante perfeito. Mas não existe espaço no mundo para bilhões de Ivetes Sangalo e Madonnas. E mesmo comprando um homem para você, vai chegar uma hora que você irá se sentir só. O seu lacaio irá contratar uma enfermeira para lhe trazer o remédio das doenças da velhice. Ele muito provavelmente passará os dias vendo TV a cabo, sem sequer olhar para seus olhos uma unica vez na vida.

Não Sinéad, não chore, você ainda é famosa, e ninguém nunca acreditou mesmo na sua aposentadoria, estão todos esperando seu próximo escândalo. Na verdade, você pelo menos é bonita e tem uma voz linda, diferente das escandalosas de hoje em dia.

Tá bom, vou te responder essa pergunta maldita...
Eu acho as personagens da Reese Witherspoon o sonho de consumo de um homem sensato. E para piorar, na vida real ela é chegada a frases de efeito, como quando perguntaram a ela sobre sua separação:

"Quando as pessoas me dizem: 'Isso vai passar'. Eu me pergunto: 'Elas estão loucas?'"

Calma Sinéad, isso tudo não tem nada haver com você, afinal não é você que desenha o mundo... Ou será? Agora me perdi!

Olha Sinéad O'Connor, você pode berrar quanto quiser, mas no mundo ainda existem mais de 6 bilhões de habitantes, pode continuar falando que não existem Reese Witherspoons, mas elas existem sim. Difícil mesmo é encontrar personagens como o Tom.


Agora é Sério...
Para namoradas(os), esposas(os) e amigos(as) safados(as) que aprontam com suas respectivas(os) parceiras(os)...

Ontem vi o Tony Ramos declarando seu amor por sua parceira de 41 anos de estrada juntos.
Eu gostaria de dar os parabéns aqueles que suportaram e suportam conviver por tanto tempo com uma pessoa do lado. Queria dar um exporro em alguns amigos safados, que colocam seus relacionamentos em jogo por pura idiotice. E algumas criaturas do sexo feminino, que parecem ter nascido com testículos, e exatamente por isso possuem uma atração sexual negativa.


PS: Sério mesmo agora... Se eu fosse um pouco mais idiota, só mais um pouquinho, esse Tom do filme "500 Dias com ela" me levaria aos tribunais para cobrar direitos autorais :D
Até a camisa dos meus sonhos dos 14 anos de idade ele me roubou.

E para completar a fúria das feministas, eis o presente que quero receber no próximo dia dos namorados:


Ainda não acabou...

Estou revisitando Six Feet Under, e essa semana vi o sexto capitulo da primeira temporada. Resumindo umas das partes... Um senhor por volta dos 80 anos acorda e vê que sua mulher está morta ao seu lado. Morreu durante a a gélida noite.
A mulher é levada para a funerária dos Fisher, e o senhor velhinho é um "Seu Lunga" da vida. Não quer que toquem na mulher dele. Mas conseguem convence-lo ao embalsamamento antes que ela comece a feder.
Depois que a mulher é "preparada" e maquiada como uma boneca, o velho solta essa:

-Essa não é minha mulher!
-Sim, é sua mulher!
-Meu filho, estou lhe dizendo, essa não é minha mulher... A mulher que acordava comigo todos os dias é feia.



O dialogo segue:

-Filho, você é jovem, deve ter uma mulher jovem e atraente. Você a ama?
-Sim!
-Filho, você não sabe o que é o amor. Essa mulher viveu comigo os últimos 56 anos. Estávamos no cinema e eu me borrei todo, e foi ela que me limpou. Isso é amor!

Você não vai entender nada vendo só essa parte final...
Mas lá pelos 05:30 começa a tocar a música "Let's Go Out Tonight" do Craig Armstrong, cantado por Paul Buchanan. Acredite, somos pequenos demais no universo, faça da sua vida algo que valha a pena. A Sinéad deveria ter ouvido esse conselho a muito tempo.

Six Feet Under - Preimeira Temporada - parte 6


Sinéad... Eu nem quero imaginar quem é o sujeito da foto

sábado, 22 de maio de 2010

Mary e Max - Uma Amizade Diferente

Primeiro alguns adjetivos para esse filme:
Tocante, hilário, comovente, empolgante, divino, sensível, apaixonante, triste, alegre, dolorido, carinhoso, amargo, envolvente, marcante... E por ai vai.

Há uns dois meses eu baixei Mary and Max, e junto com tantos outros ficou jogado na lista dos filmes a serem visto. Porém, eu sabia muito bem que seria um desses filmes que mudam a sua vida, quer dizer, podem mudar a vida de algumas pessoas.

Antes de “Mary and Max” a animação que mais me comoveu foi “UP – Grandes Aventuras”. Curiosamente os personagens principais são homens de certa idade, rabujentos e por que não, contra o mundo.

Max Jerry Horowitz é portador de uma doença mental chamada de síndrome de Asperger, que chegou a ser anexada ao autismo, só que os portadores desse mal são pessoas comuns, que como EU, não gostam de mudanças, não aceitam coisas irracionais como produzir milhões de carros e trocá-los a cada 2 anos, morrer de trabalhar por dinheiro (literalmente) e deixar tudo sempre para o futuro, ou seja, tenho muito em comum com o Max, pelo menos na minha revolta com as coisas erradas do mundo moderno.

O filme é narrado pelos dois personagens que vão navegando por suas vidas separadas pelo tempo e distância. O Max é um senhor de 44 anos, morador de Nova York. Mary é uma garotinha de 8 anos vivendo na Austrália dos anos 70. O que eles tem em comum? Solidão e uma infinidades de coisas que deram errado em suas vidas.

A amizade que cresce por meio de cartas e troca de presentes, digamos, exóticos, vai nos mostrando como é difícil seres humanos se entenderem. Diferente de UP, onde uma paixão une o casal eternamente, Max e Mary são pessoas comuns, da vida real (inclusive a historia é baseada em fatos reais), e na vida real, choramos comovidos no cinema e gritamos horas depois com qualquer um por qualquer motivo em casa (não é o meu caso).

Esse filme me lembrou muito 3 pessoas que conviveram comigo, três mulheres que choravam aos baldes com filmes, mas que após 20 minutos já estavam de volta a vida real. É tudo muito bonito na propaganda e nas doações por 0800, mas ajudar a mãe a lavar os pratos é uma tarefa hercúlea. Imagina salvar o mundo, então, deixa pra lá...

Vão aqui meus agradecimentos a Adam Elliot:
-Adam, fique sabendo, seu filme é um dos que me marcaram, e jamais irá sair da minha cabeça. Não sou budista ou revolucionário, mas acredito que as pessoas devem parar de agir irracionalmente no sentido de consumo, e racionalmente no amor, carinho e paz, coisas que aparentemente só uma pessoa com síndrome de Asperger parece entender. (Notei que a Fundaj estava lotada desses loucos :D).

E se você é fã de cinema e som, irá sair correndo a procura da trilha desse filme, simplesmente demais. Seca e claustrofóbica como o Max. Na parte do áudio é bom bater palmas para o Philip Seymour Hoffman (voz do Max). Lembrou-me “Com amor Liza” (Love Liza) - Filme que a principio eu não gostei, e depois de maturado, passei a adorar. Coisas que fazem você maior, muito maior, e ver como é um ser humano real e verdadeiro. Nesse momento me vem à cabeça a cena da primeira temporada de Six Feet Under, quando todos estão no enterro do patriarca, e o filho fica sem entender todo aquele circo frio e calculista (olha aqui). Seymour mesmo antes de seu Oscar por Capote já era para mim um dos melhores atores da história, e agora merece um novo Oscar por essa voz fantástica.

Eu não falei nada da Mary, né?
Bem, primeiro... Irei colocar minha vida em risco. A Mary é simplesmente um clone de uma pessoa que conheço, não posso falar que é uma professora famosa senão irão descobrir e me entregar...
Hahahahahahahahahahahah! (Pronto, estou morto)

Vou estragar uma surpresa do filme... (Pule logo esse parágrafo)
Só ouvimos a voz da Mary depois de uns 20 minutos de filme. O que da a impressão que teremos um stop motiom tradicional e sem vozes. Ao ouvir a primeira frase pronunciada pela doce garotinho é impossível não se derreter. Acho que todos pensaram simultaneamente: "Que coisinha mais fofinha!" (Ei madame, você ai, isso... Olha, eu sou macho... Pronto, dei o recado).
Sabem de quem é a voz? Ninguém menos que Toni Collette! Não sabe quem é? E se eu falar: Pequena Miss Sunshine? :D (Pronto, to muito fresco mesmo, me deu vontade de apertar bochechas de uma pirralha gorducha :D). Mas atenção, Toni (Antonia) não é a pirralha de Miss Sunshine, aquele gorduchinha é a Abigail Breslin.

Fui assistir na tela grande, pena que eu não estava em grupo, assim tive que conter (um pouco) minhas gargalhadas, e as lágrimas já no começo do filme. Mas... A ANIMAGE – Festival Internacional de Cinema de Animação de Pernambuco vai até dia 27 de maio, e irei assistir essa jóia novamente.
A exibição de curtas de animação também começou hoje (21 de maio), e a programação pode ser vista aqui: ANIMAGE

Boca livre
Nos últimos dias parece que o cara de cabelos brancos lá de cima tem me ajudado com programas baratos ou digrátis. Ver um filme desses pagando NADA é quase um absurdo. :D
Voltar para casa de carona, é ótimo. E antes disso comer um Bem Bom Especial no Carlitos Burger, não tem preço (não tem mesmo, porque meu irmão pagou :D).
Outro programa que fiz (na faixa) muito bom, foi o show do Carlinhos Veloz, onde fiquei conhecendo o trabalho da percussionista Lara Klaus, que é coisa de gente grande. O Carlinhos além de carismático é uma dessas figuras que ficamos sem entender porque não está na grande mídia, o cara é muito bom mesmo. Essa ai eu fico devendo a Suany, Henrique e a Luana, a próxima eu pago. :D

Mais uma vez, falando bem do Recife
Recife é uma cidade única. Sempre adorei ciceronear cariocas e paulista que tinha que trabalhar comigo por um tempo. Como estrangeiros que chegam ao Brasil e ficam surpresos em não encontrar macacos nas casas, esse pessoal do sudeste que chegam em primeira viagem ficam muito surpresos com o tamanho da cidade, gastronomia e boemia. Isso sem falar da efervescência cultural.

Uma das coisas que aconteceram aqui na cidade e eu fui contra, foi o banimento do Axé via lei. Eu realmente venho aprendendo que às vezes a única forma de educar é sendo ditador. Eu preferia que tudo fosse escolha do povo, mas tenho que lembrar que nosso povo vem sendo alienado há muito tempo. O reflexo dessa medida anti-axé rendeu um efeito muito maior. A cultura do Rock e da música pop de qualidade voltaram a relembrar o Recife dos anos 70 ou 90, onde aqui era o berço de muitas coisas legais.

Em Recife se você tem grana e disposição, a vida é um foguete, e as badalações nunca acabam. Como sou um sujeito mais calmo, minhas dicas serão sempre de passeios ideais para casais, ou turma de amigos recatados. (E o Pablo vai ler isso aqui e espalhar ao mundo que sou cara de pau demais... ahahah!)

Dicas Culturais:
ANIMAGE – Festival Internacional de Cinema de Animação de Pernambuco
Onde: Fundaj, AESO, Centro Cultural Correios (Veja mais informações no site)
Site: http://www.animagefestival.com
Dicas: Não perca Mary and Max
Preço: Digrátis

Cinema da Fundação Joaquim Nabuco
Onde: Rua Henrique Dias, 609 Derby - Fone: (81) 3073.6767
Site: http://www.fundaj.gov.br
Dicas: As comidas da cafeteria são legais, mas o café nunca vem quente (delicioso assim mesmo).
Preço: Inteira R$ 8,00 – Estudante R$ 4,00 (Se não me engano, nas terças meia para todos)

Carlitos Burguer
Onde: Rua Professor Trajano de Mendonça, 340 – Torre Fone: (81) 3228.5717
Onde 2: Rua Senador Fábio de Barros, s/nº - Ilha do Retiro
Dicas: O melhor é o “Bem Bom Especial” (500.000 calorias  :D)
Preço: Bem Bom Especial é na faixa de R$ 10,00

Lara Klaus – Percussionista

Carlinhos Veloz – Cantor e Compositor
Onde: Biografia

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Sete Palmos

Semana que vem irei dormir menos ainda...
Vou rever por completo o seriado Six Feet Under.
Preciso urgentemente renovar minha crença nas pessoas. Preciso urgentemente aceitar que meu papel é pequeno demais nesse mundo, mas que não posso desistir de fazer algumas pessoas olharem o mundo de cima.

Final de semana passado recebi notícias tristes sobre um velho amigo. E fiquei muito feliz com outro velho amigo, que irá passar 15 dias em São Paulo. Pode parecer muito pouco, pode parecer idiota acreditar que uma viagem de 15 dias mude algo em uma pessoa, mas muda sim.
E quando falamos de quem teve poucas oportunidades, 15 dias de uma visão diferente do seu habitat é algo revolucionário.

O que forma sua mente é sua cultura. O que forma sua vida são as estradas por onde anda.
Para muitos sou um sonhador. Para alguns sou um louco que vive batendo com a cabeça contra a onda gigante que é o mundo e seus conceitos "modernos".

Também irei separar mais tempo para ouvir mais música sem ser em multitarefa. Ou seja, ouço musica o dia inteiro, mas sempre trabalhando ou fazendo qualquer coisa. Quero só deitar, ficar no escuro e ouvir os timbres e marcações de instrumentos que existem a centenas de anos.
Por mais que o mundo mude, que as pessoas mudem, sempre existirão aqueles que olham o mundo de cima, e que não tem vergonha de ficar fora da moda, fora do ciclo virtuoso da sociedade moderna que se afoga em consumismo e anti-depressivos. Quem sabe você ai não goste também de imaginar pianos e violinos em harmonia.



Se você já viu Six Feet Under a muito tempo... Ver o primeiro episódio da primeira temporada é um choque. Quem viu toda a seria aprendeu a gostar da Clare... Ver a episodio 1 e lembrar que ela recebe a noticia da morte do pai topada por crack, no meio de seus amigos drogados, faz você se assustar. Ver a cara do Nate Fisher quando a Brenda diz: _Ah, e nos mentimos quando falamos que nunca fizemos isso antes!
Ela mencionava o que havia acontecido minutos antes, quando eles transaram no aeroporto onde haviam acabado de se conhecer (quer dizer... nem sabiam os nomes). Ela disse nesse momento que nunca havia feito isso antes, e ele disse o mesmo... Só ele falava a verdade.

Esse seriado não tem nada haver com pessoas que eu conheço, e ao mesmo tempo tem tudo com todos.
É a historia de uma família que parece ser incomum. Moram em uma funerária. Curiosamente o seriado pode parecer mórbido, mas é repleto de poesia. Assista as duas primeiras temporadas e será impossível você não identificar a família Fisher como qualquer outra família, talvez até mais normal que muitas que conhecemos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal das Formigas (e Cigarras)



Você só irá viver até os 80. Ou aos 64. Ou até amanhã. Lute, ganhe dinheiro, coma, reze, mas nunca, nunca deixe de viver.
Até hoje não consegui entender nada sobre a vida e as pessoas. Todas elas têm suas razões, preceitos e gostos particulares, tendo ideologias ou não. Alguns se rendem a seguir padrões, como se ceitas e gurus oferecessem algo solido o suficiente para garantir a paz.

Mas eu vos lhe digo, todos temos dias contados.
Seja você útil ou não para o mundo, no final, você não passará de matéria decomposta. Vai sumir. E mesmo que Deus exista, a sua existência aqui terá acabado.
Então se você precisa de um carro para se mover, precisa de energia para ver TV ou não vive sem uma coca-cola, vou te dar uma sugestão... Vá para o nada, vá para o vazio, vá para o grotesco. Assista documentários sobre holocausto e fome, sobre doenças e maldades humanas.

E depois veja outros sobre as baleias Orca e sua fidelidade familiar. Leia sobre simbiose, e como seres venenosos se ajudam mutuamente para continuarem vivos, vivendo em total dependência de um cuidar do outro. Veja como algumas culturas com milhares de anos ainda sobrevivem no meio das antenas e satélites. Veja como Cuba, um país pequeno conseguiu sobreviver oprimido por 50 anos isolado do mundo (isso não quer dizer que eu ache Cuba uma maravilha). Leia sobre os países ricos que não possuem área para plantar nem 20% do que precisam para comer, e mesmo assim são poderosos.

As regras que servem para alguns, ou para um único ser, deveriam ser esquecidas depois de praticadas. Se você realmente acredita que alguma “receita de bolo” irá mudar sua vida, esqueça! Todos somos diferentes.

E cada um tem o direito de desejar o que bem entender, sonhar livremente, mas deveríamos pensar seriamente antes de usar outro ser vivo como escada, ou objeto, ou couro para sapato, ou deposito de esperma, ou ainda vibrador vivo (as mulheres hoje já chegaram ao topo da hierarquia freudiana).

Natal
Hoje é Natal, e vejo em todos os cantos como essas datas estão mudando.
O mundo da diversão e alegria que explode nas cores berrantes das prateleiras de supermercados, nas imagens em alta definição das TVs ou nos outdoors... Tudo é festa, festa de consumo.

Claro que ainda existem famílias que se reúnem e trocam presentes. Podem ser realmente felizes e dividir um peru, ou não tão felizes e carregarem algumas brigas e desentendimentos entre tios ou primos, mas se conseguem unir todos em volta de uma mesa, ainda são família.

Existe uma tendência com crescimento bem alto, para que essas festas deixem de existir.
Não é porque as pessoas estão deixando de acreditar em Jesus ou Papai Noel (Hahaha!), mas família é algo que em breve deixará de existir, ou será muito raro.

Junto com a alienação do consumo, o fim dessa entidade chamada família, é a prova que o mundo tem muito a melhorar.

Temas pra caralho
Estou sem tempo para escrever, mas como sempre não faltam idéias, e como tão vai ter jeito mesmo, vou pincelar o que mais vem me afetando/alegrando/motivando esses últimos dias (ou meses):

Six feet under
Tenho que assistir todas as temporadas novamente. Se você quer saber o que é família, veja também.

Amor
É, não tem como negar, eu to ferrado! :D
(Não me peçam maiores detalhes, essas coisas eu não falo nem para amigos... quer dizer... falo só o básico :D)


Meu irmão grosseiro, troglodita nem imagina o quanto eu acho ele sábio em diversas vezes que ele filosofa como um guru. Ontem ele mencionou o caso Tudi, e tenho que contar como ele salvou a vida dessa gatinha, que eu, na minha dureza falei por 2 vezes em sacrificá-la em prol do não sofrimento. Mas ele persistiu e curou-a. Hoje Tudi é uma gorda gata que inclusive já foi mãe.

Meu irmão
Vou passar esse Natal com meu irmão, o cara que mais me deu forças e me ajudou durante todo esse ano.

Formigas e cigarras
Esse seria o tema de Natal. Eu falaria como não me sinto nem cigarra nem formiga, mas observo as formigas e adoro ver e escutar as cigarras.

Julgar
Mais uma vez eu me deparo com um mundo de controvérsias, e vejo que julgar pessoas é uma das coisas mais idiotas. Se você é desses que acredita que sabe tudo sobre uma pessoa só pelo jeito dela vestir, ou por onde ela mora, ou porque é filho de país sem instrução... Acredite, vejo todo dia pessoas que aparentam ser uma coisa e no fundo são o oposto.

Amigos
Esse fim de semana perdi meu celular, e estava em outra cidade, só por não conseguirem me contatar, amigos e família quase chamaram a polícia :D
Exagero demais é claro, já que não sou rico e nem menor de idade, mas é legal saber que ainda tem gente que se preocupa com você.
Amo tanta gente nesse mundo que os nomes não caberiam nesse blog.
Desejo muito para todos que o Natal um dia exista, em família e com um peru gigante na mesa.
(Se vc já tem tudo isso, parabéns!)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Fotos e Fatos

(Atualizado)
Os fotografos ou modelos que não gostarem da publicidade, podem reclamar que retiro na hora.
Música...

Anathema












O cara que faz a arte do material do Anathema é o Travis Smith
Mars Volta






























Cristina Scabbia - Lacuna Coil






































Bjork


























































































































































Olha ai o presente Garota Imatura :)


Harland































Kate Bush (Historiadores ainda irão descrer o que essa mulher fez pelo pop mundial)

































































Milla Jovovich (Sim, ela canta - E bem!)






















Nirvana + Meat Puppets?























The Gathering -Por que acabou? :(


































































Coisa feia...
Guerra (Conflitos em Israel)











































Mulherada...
Devon Aoki


































































































































































Lucy Liu






















Kelly Craig - Lembra do Oráculo de Sparta?











































Nicole Neumann






















Milla Jovovich (Preciso falar que é a mulher mais linda do mundo?)

















































































































































































keira knightley











































Charlize Theron




































Karen Elson































Marina Dias























Fotógrafo Russo Fer ru - Tirando o que a menina tem de melhor.





































































Filmes...

Six Feet Under

































































Você ainda não viu esse seriado?


Resident Evil (Adivinha... Milla Jovovich)











































Imagem demo de uma camera RED (Cinema Digital 4K)



















Nasa (Que ilha é essa? Olha só a estradinha...)




















Garoto










































Beluga




















Alto























O Grito
































Moda






































































Um belo papel de parede :)
















Gato