As vezes acontecem coisa inevitáveis, como por exemplo, clicar em links.
E, terminei clicando em um desses, que naturalmente eu deixaria passar em branco, mas a empolgação dos adoradores do Sílvio Meira era tão elevada, que resolvi ver...
Eu queria deixar claro, que já frequentei o Blog do famoso professor. Inclusive já aplaudi alguns textos dele. Mas, sempre achei mais do que exagero exacerbado, o altar que o colocam.
Isso é só a prova de quão incompetentes são aqueles que fazem o mundo da tecnologia no Brasil. Não é que o S. Meira seja o “máximo”, e que os realmente bons, não conseguem espaço na mídia, e isso é uma prática antiga no nosso país.
Ainda hoje, muitos acreditam no lema de Sílvio Santos: “Eu dou o que o povo quer”
TEDxSP 2009 - Silvio Meira: Cooperação
Jogando limpo, o Dr. S. Meira é até melhor do que essa palestra. Como sempre, ele faz um apanhado do que qualquer cidadão mais antenado já sabe. Ainda é um desses que teima em criticar o sistema educacional, mas não aponta soluções práticas (E não fala nada do lixo que se transformou o ensino atual). Para um professor, ficar diante de um palco do TED, acompanhado de um PowerPoint e com uma didática que deve ter feito 90% da plateia bocejar, vejo que os “mestres do universo” da tecnologia no Brasil realmente não entendem nada de gente, só do parco universo deles mesmo.
A dica que dou para o Sílvio Meira, é que vá a praia, as ruas e fale com as pessoas ao vivo, já que o mundo fechado do Twitter e redes sociais são apenas estatísticas, e a vida real é muito diferente do que popstars e bestsellers vendem.
O numero de usuários das redes sociais tende a crescer, e muito. Isso se deve a novos usuários da Internet, que só agora estão levando para casa seu primeiro PC. Esse publico novato irá abrir contas em Orkut e Facebook. Irão postar trilhões de fotos, enviarão bilhões e bilhões de mensagens, e agirão exatamente como novos compradores de iPhone, brincam por uma semana, e já perde a graça. Em algum tempo, e não acredito que irá demorar, a curva será decrescente. E essas empresas de publicidade que dizem entender de mídias conectadas sofrerão uma limpeza étinica, sobrando apenas os que realmente entendem os números, ou melhor, os HONESTOS, que não enganam seus clientes com promessas de milagres.
Nunca esquecerei os velhinhos de cabelos brancos do final da década de 90. Enquanto todos corriam desesperadamente para estar na Internet, os sujeitos conservadores que o Prof. Sílvio critica, estavam caminhando a passos lentos, e esperando para ver no que tudo aquilo iria dar.
E veio a Bolha, e as empresas de tijolos continuaram vivas.
Vejo essa febre de negócios na Internet se repetir, e novamente empresas de tijolos se aventuram no mundo da Web, só que não possuem alma, corpo ou mente para Internet.
Alma - Amar a agilidade - Logística, atendimento e transparência
Corpo - Morte por disfunção hormonal - Fazer sucesso na Internet muitas vezes quer dizer pagar para ter prejuizo. Poucas pessoas fazem idéia do que é ter um milhão de acessos diários, e o que é necessário de equipamentos para manter isso.
Mente - Para onde estou indo, o que eu sou? - É verdade que para estar no mundo online você tem que ser flexível, mas não dá para ser um gato pela manhã e um rato a noite.
No TED de 2009, além do renomado professor citado, vários outros personagens, famosos ou não, colaboraram. Como eu queria fazer um paralelo usando a metodologia que “todos” acreditam ser a formula do sucesso, fui atrás da palestra do evento que teve mais audiência no Youtube (A do Silvio tinha 1.783 visualizações), a que encontrei com mais visitantes foi a do presidente do Banco Santander, Fábio Barbosa (259.894 views). Ganhou de longe da Regina Casé, que fez uma apresentação sobre Funk Carioca, Forró Eletronico e Kuduro. Com 15355 views.
Tirem suas próprias conclusões, mas a minha é de que, o povo ainda é manada, mas na internet, são os que sabem ler e entender que prevalecem (por enquanto).
TEDxSP 2009 - Fábio Barbosa: Reforma de Valores
Ler e entender não quer dizer muito, já que esse mesmo público consome muita coisa estranha. E ainda correm o risco de acreditar que a revolução no Egito só aconteceu porque existe Internet e Celular (Se isso fosse verdade, Maria Antonieta teria sido enterrada com a cabeça no lugar).
Antes que mencionem isso...
O papel do Sívio Meira como empreendedor e alavancador do Porto Digital e do Cin na UFPE é irrefutável. Parabéns para ele. Porém, vivêmos a síndrome do mundo perfeito, e na realidade, estamos longe disso. Empresas vão para o Porto Digital para conseguir isenções e por pura hype, e acho justo... Se você trabalha com tecnologia tem que ficar próximo desse universo, e o Porto é o Vale do Silicio de Pernambuco, só não conseguimos emplacar algo que tenha repercussão. Somos apenas mão de obra barata. Mas isso também deve mudar. Idealistas e mentes pensantes não faltam. O que falta é um real incentivo. Algo que fomente grandes idéias sem querer tomar elas dos seus donos mesmo quando ainda são embriões.
Curiosidade...
Em mais uma das minhas batalhas campais, durante um debate mais ácido sobre Twitter, eu disse:
- Fulano, quantos funcionários existem aqui na empresa?
- 60
- Quantos tem twitter?
- Todos!
- Certo, isso porque vocês obrigaram os caras a entrar no Twitter da empresa!
- Hummmm eimmmm... éeeeee (morgol)
- Agora seja sincero, quanto usam essa merda?
- Nenhum!
Acreditem, NENHUM é NENHUM mesmo, inclusive a equipe que é voltada para aplicações Web. (Se eu fizesse parte dessa equipe, usaria Twitter todos os dias... Porque o segredo está ai, adapte-se ao “core global”, como disse o S. Meira, é uma questão “Darwiniana”).
O Fábio Barbosa trabalha para um banco, e nem por isso precisou esconder a verdade para levar o titulo de melhor palestra do TEDx São Paulo 2009 (Pelo menos em audiência no tubo).
O melhor comentário que achei no site do TED foi esse:
Celso Mattos: Suas palavras combinam com as deste bispo cearense: www.youtube.com/watch?v=ZNuFlHAWwxo E, como dizia Makiguti (educador japonês do início do século XX, perseguido pelos militares de lá): "Se você não tem a coragem de ser um inimigo do mal, então também não pode ser um amigo do bem."
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de maio de 2010
TED - Vale a pena espalhar idéias
Faz um bom tempo que não assistia as palestras do TED. Mas comecei a me interessar mais por Oceanografia, que pode (quem sabe) ser minha futura Faculdade. E lá já existem alguns cientistas falando bastante sobre uma coisa obvia: O mar não está para peixe.
Mas... O TED agora tem (alguns) videos com legendas em português. E eu lhes digo, esses dois ai abaixo valem MUITO a pena. Espalhe a idéia do TED.
O TED (Technology, Entertainment, Design) Não tem parâmetros para escolha dos seus palestrantes.
Vai de Games revolucionários a cantores. De idéias de alta tecnologia a pessoas como o william kamkwamba e seu "moinho de vento". São pessoas que tem histórias para contar.
Mas... O TED agora tem (alguns) videos com legendas em português. E eu lhes digo, esses dois ai abaixo valem MUITO a pena. Espalhe a idéia do TED.
O TED (Technology, Entertainment, Design) Não tem parâmetros para escolha dos seus palestrantes.
Vai de Games revolucionários a cantores. De idéias de alta tecnologia a pessoas como o william kamkwamba e seu "moinho de vento". São pessoas que tem histórias para contar.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Cliente x Mercado x Ultra-capitalismo

Primeiro é bom você se definir em que time está jogando...
Cliente
Este é pura e simplesmente aquele que tem o poder de compra, seja como tomador de decisão ou o proprietário da moeda de troca (normalmente dinheiro, cartão de credito ou financiamentos). Como todos somos compradores, todos são relacionados no universo como clientes. Sabemos muito bem nossos deveres como cliente: Dever nenhum.
O Cliente está protegido por diversas leis, hierarquias e organogramas que o tornam o centro do universo, mas a moeda de compra sempre é o que lhe torna mais poderoso.
Segundo a lógica vigente, sem moeda você passa a deixar de existir. Se tiver sorte pode morar em algum país a ser sorteado com a próxima bomba atômica e ter seu desenho moldado como tatuagem em alguma montanha a quilômetros do epicentro. Uma bela e poética forma de entrar para a historia.
O Mercado
Com a evolução do capitalismo selvagem, também nomeado de ultra-capitalismo, os mercados ricos tornaram-se pequenos para a expansão comercial, e na filosofia do desenvolvimento baseado no crescimento desenfreado, fronteiras teriam que deixar de ser barreiras, e isso aconteceu. Mas ainda era pouco. A indústria precisava ganhar mais, mesmo seus donos possuindo fortunas que seriam inesgotáveis para o maior de todos os gastadores do universo (Algo parecido foi mencionado por Larry Allison em sua descoberto que do bilhão de dólar em diante era possível comprar qualquer coisa).
Nesse momento algum cientista de negócios descobriu o poder da China, Índia, África e até dos futuros países do amanhã, como o Brasil (Aquele “amanhã” e “segunda-feira” que os obesos tanto se referem em suas promessas de regimes).
Eis que os Chineses aperfeiçoaram as técnicas do famoso Henry Ford, que ofertava carros pretos que podiam ser de qualquer cor, desde que preto.
Os chineses já começaram mais evoluídos, ofereciam várias cores, desde que o cliente não se importasse com a tinta que se largaria a primeira chuva ou vento ameno.
Os americanos e europeus criaram o marketing institucional da caridade, onde fabricar sabonetes do tamanho de uma bola de gude, xampu em saches de 50ml salvariam a áfrica de todos os males do universo. Infelizmente, a Unilever nos últimos 20 anos não conseguiu minimizar a miséria da África e nem sequer perfumar as pessoas, porém nem tudo tem final ruim, eles ganham muito dinheiro vendendo produtos subsidiados aos pobres e xampus de 3 ou 5 litros nos EUA.
E nos últimos 10 anos o mercado mundial é um só, e globalizado.
Ultra-capitalismo
O primeiro marco da globalização foram as caravelas dos portugueses e espanhóis, depois vieram as tecelagens vindas da Inglaterra junto com as ferrovias, e o mundo ficou mais rápido. Mas ainda precisávamos de mais. Então alguns grandes empresários descobriram naquela época que o negócio era comprar e vender sem manufaturar nada. E essa idéia pegou. Era bom para todo o ciclo. O fabricante/produtor tinha a quem vender sua produção sem se preocupar em ir atrás dos clientes. O cliente comprava um produto padronizado em um local certo, onde ele sabia que poderia confiar e continuar comprando. O varejista, aquele que era só um atravessador, era merecedor dos seus lucros, afinal ele facilitava a vida do consumidor e prometia ser atencioso e ofertar aquilo que era solicitado pela maioria (a massa).
Então veio a segunda-guerra, e o que ainda não havia se partido no primeiro grande conflito, explodiu junto com duas cidades japonesas.
Todos agora respeitavam os EUA (Da mesma forma que aquele moleque no meio da rua chutado pela população como cheira-cola quando consegue um Taurus 38). E todos queriam imitar aquela super potência que tinha rock and roll e muita comida enlatada para ofertar ao mundo, seus padrões e uma cultura... uma cultura... (Perai, qual é a cultura dos EUA mesmo?).
Bem, nem Henry Ford nem Rockfeller, quem marcou o comercio mundial após a segunda guerra foi um caipira avarento e obcecado em produzir e dominar tudo e todos que surgissem no seu caminho, um tal de Sam Walton, que fundou uma certa empresa chamada Wal-mart, que se subir alguns centavos o preço do quilo de arroz pode mudar os dígitos da inflação americana.
Não sei quem inventou uma regra que diz: “quem não for gigante, será engolido por um”.
Mas sei bem que ela é praticada do meio acadêmico até a barraca de pirulitos em frente às escolas (Opa! Estou ficando velho... As escolas agora tem cantinas, vendendo deliciosas pizzas ao óleo, refrigerante e tudo que tiver mais que 80% de açúcar).
Chegamos ao ponto
Tudo caminhava relativamente bem, com os americanos comprando suas garrafas de 5 livros de leite e os Africanos tomando banho com sabonetes que poderiam se perder em alguma parte do corpo, mas quando aconteceu o choque de duas culturas tão diferentes e parecidas ao mesmo tempo, o mundo nunca mais foi o mesmo.
Simultaneamente o Wal-mart passou a vender produtos chineses ou de qualidade inferior, e os chineses passaram a tomar toda a industria de tecidos, sapatos e manufaturas de baixa tecnologia. Por outro lado, a indústria mundial passou a querer vender para a China e Índia.
E se eles não cobravam qualidade, ótimo... Era só produzir muito, esquecer normas sobre poluição ou qualquer outra coisa que parecesse soar racional, o que interessava é que iríamos ganhar centavos, mas venderíamos trilhões de produtos. Isso pode ser mostrado para acionistas que possuem distúrbios freudianos, e quando olham qualquer coisa subindo eles abrem os bolsos.
Eis que o ciclo funcional do comercio mundial está bem resumido aqui, mas uma coisa foi esquecida... A responsabilidade do cliente.
Não é só o dono da Oracle que fica alienado com o poder, e muito menos o John Davison Rockefeller será o ultimo monopolista a ser destronado. O cliente vive um momento de êxtase, ele pode tudo e não deve nada (só as 72 parcelas do carro e da casa).
Eticamente falando o cliente é um ser confuso. Ele sabe que o Mercado Livre é um local infestado de larápios, mas ele tem acesso e pode alegar que aquilo é como qualquer remédio vendido nas farmácias, compra quem quer ou precisa.
E só para lembrar, é a necessidade que faz meu amigo africano tomar banho com um sabonete que nos ocidentais ricos jogaríamos fora. É a necessidade que faz um chinês morar dentro de uma indústria, só folgar aos domingos para uma pelada de futebol e achar tudo maravilhoso (na fazenda ele só comia uma tigela de arroz por semana, agora come uma por dia). O indiano não é diferente de um brasileiro que adora tomar cerveja, e tanto ele como nos aqui, cada dia temos que trabalhar mais para “vender mais por menos”, como o slogam dos produtos do Wal-mart, que são de péssima qualidade.
Então caro cliente, se você quer mais por menos, você teve o direto de fazer sua escolha.
Eu particularmente não acredito que a vida dos países em desenvolvimento irá melhorar. Surgirão apenas mais alguns Sam Waltons chineses, africanos ou indianos, e o ciclo do poder só é alternado por uma minoria tão irrelevante que caberiam em uma folha de papel.
Quando você comprar no Mercado Livre lembre-se daquele menino cheirando cola, quando comprar seu Nike caríssimo lembre-se que alguém trabalhou nele por uma tigela de arroz. Quando pegar um taxi em NY e não entender nada que um indiano mau humorado falar, lembre-se que ele foi para a America acreditando em um sonho, sonho que talvez você nem tenha mais, afinal é muito mais prático deixar tudo como está.
Tenho um método fácil para provar como nada melhorou nos últimos 30 anos...
Os refrigerantes hoje são barris gigantes, mas nada tinha mais sabor que limonada Antarctica, hoje é uma decepção. O cheiro das verduras da feira, hoje nem cheiro existe mais (principalmente se elas vierem do Wal-mart).
As brincadeiras na rua, as brigas normais entre amigos, os joelhos ralados e os banhos de chuva... Conte suas historias aos seus filhos que estão vidrados em um vídeo-game, e até eles ficarão com saudades do que não viveram.
Mas você como um bom cliente não tem responsabilidade por nada.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Eu voto no negão!
Se um dia pudesse escolher uma dessas celebridades do mundo business para trocar figurinhas, o Marc Andreessen seria o primeiro da fila.No mundo dos que faturam bilhões, existem aqueles que só querem poder e carros fora de série. Claro, o Andreessen deve ter seus tacos de golf premiados, e casas lindas, mas ele não é só um empresário de sucesso, ele é um grande visionário.
Tão importante para o mundo da tecnologia como o Bill Gates ou o Steve Jobs - Que no fundo são só homens de negócios - O Marc, fundador do Netscape, formatou comercialmente a internet via browser que conhecemos.
Esse cara era presidente e mentor intelectual da melhor fase de vida da Silicon Graphics, e largou a empresa para se aventurar em outros projetos.
Ele não abre uma Startup, ele joga várias empresas no mercado simultaneamente.
Já ganhou bilhões com isso, mas é um “drogado”... Start.... Boom! Pronto, ele pula fora e já abre outras... Sua ultima aposta é a rede NING, que é simplesmente genial, eu até me cadastrei, mas já torro tempo demais com outras coisas.
O Blog dele é atualizado diariamente, muitas vezes chovem textos em um único dia... E sim, é ele mesmo que escreve. O cara é foda!
Seu ultimo texto fala sobre as eleições americanas e um encontro de uma hora e meia que teve com o então senador Barack Obama.
O cara deixa você intrigado, e finaliza seu texto com o espírito que só lideres verdadeiros possuem... Um verdadeiro incendiário de mentes, esse é o Marc Andreessen.

Perguntas certas, respostas exatas!
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
O poder da arte
Arte não tem nada de privativo. Arte não é VIP, é popular.
A arte pode influenciar e mudar toda uma sociedade.
Os artistas e pensadores verdadeiros estão mudando o mundo e os que estão no poder ainda não acordaram para isso.
Como sempre, no Brasil as coisas são mais lentas.
Os políticos não andam com o povo, não estão no meio da massa.
Senhores, cuidado, nosso povo pode ser pacifico (até demais), mas tudo tem limite.
Crie seu vídeo e mude o mundo com arte...
A arte pode influenciar e mudar toda uma sociedade.
Os artistas e pensadores verdadeiros estão mudando o mundo e os que estão no poder ainda não acordaram para isso.
Como sempre, no Brasil as coisas são mais lentas.
Os políticos não andam com o povo, não estão no meio da massa.
Senhores, cuidado, nosso povo pode ser pacifico (até demais), mas tudo tem limite.
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