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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Above & Beyond II

A maior parte das pessoas acredita no que vê na TV. Eu queria ter tempo de explicar aqui porque a Dilma vai (para minha surpresa) perder essa eleição. Depois eu explico, mas lembrem-se disso, tem haver com o filme Tropa de Elite, com a guinada do marketing do Serra, falando contra a bandidagem. E eu que odeio o jeitinho brasileiro, odeio a corrupção, e por muitas vezes me confundem com um burguês que quer manter o "Status Quo", lembro a esses que Chico Buarque não é um coitadinho que pede esmola, que a mulher do Lula fez várias  cirurgias plásticas, que o salário do Lula em 8 anos como presidente não pagaria sequer uma.

Bem, mas interrompi minha gripe e 3 projetos que estou "trampando" para dizer que meu sonzinho, que está somente com uma caixa de som funcionando (Já queimei uma delas por duas vezes, e não foi agora não...), está emanando o conhecido cheiro de basalto queimando  :D

Música é algo como mergulhar a 40 metros, é como o amor, é como a vida, só presta se for intenso.
E como graças a essa maldita gripe não irei amanhã para um paraíso do mergulho, lugar tão mágico quanto o milagre de ter ouvidos sensíveis, vou ficando por aqui, com duas versões, dois sentimentos...

Espero que a ultima caixa de som sobreviva!


Above & Beyond - Home (Versão Original)

Above & Beyond - Home (Uma das versões que tocam nas festas)


É assim, ou você gosta ou não... Se gosta, aproveita...
E sobre o que se vê na TV, festas rave ou trance tem drogas sim, mas babacas hoje em dia tem em todos os cantos. A festa que mais vi drogas não era rave, era o Abril Pro Rock, onde um monte de pivetes acham que estão fazendo fama por serem posers, e o mais engraçado é que os posers nem sabem que são isso.

Nas raves psy trance dá muito mais malucos, mesmo assim, a maioria é gente boa. Mas como as festas criaram fama, começaram a surgir marginais/traficantes, o encanto acabou. E me parece que em Pernambuco e na Bahia, mesmo com todo o lado negativo, o Spy tá indo de vento em poupa.
E olha, eu conheço grupos de adolescentes que curtem esse som e no máximo tomam cerveja, são estudantes  premiados e suas familias não tem o que reclamar.

Já trance é música para gente grande. Por isso os discos originais são feitos de composições elaboradas com letras simples mas com mensagens legais. Nas festas... Bem, ai é festa e os graves falam mais alto :D

Ah!
E se você curte pegar uma estrada praieira com os vidros baixados, o vento na cara... Vou repetir pela milésima vez... O disco Sirens of the Sea do OceanLab é coisalindideus (Pegando sotaque das minhas amigas mineiras). Finalmente arrumei um disco para substituir Sliver, que graças as trepidações das estradas de barro e areia (sim, faço carro de buggy) consegui destruir 2 CDs originais da trilha. Mas esse da OST do Sliver é caso antigo, vai continuar ali na playlist, afinal é um disco para todos os momentos... Hahah!

OceanLab - Sirens Of The Sea

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Voice: An Acoustic Collection

Tudo bem, vamos economizar seu tempo, vou falar de música (pronto, eliminei 90% dos que visitam o blog).

E se eu falar que é o disco novo do Delerium? E se eu falar que não são músicas novas, mas sim antigas (tem 3 novas) com as veteranas vocalistas? Tá, e é ACÚSTICO!
Tudo bem, como o som é gerenciado pelo Rhys Fulber e Bill Leeb (As mentes do Front Line Assembly, Synæsthesia, Skinny Puppy, Fauxliage e outros), é praticamente impossível acreditar que isso é acústico, a qualidade é de precisão suiça, japonesa e alemã, somadas.

Outra novidade? Tem uma vocalista nova. Quem? ELSIANE!!!
E o cara me passou o link para esse tesouro sem nem imaginar o quanto eu sou fã da Elsiane e do Delerium (Conjure One, que é uma versão mais world music do Delerium, aparece nos meus Top do Last.fm - Também é um projeto do Fulber & Leeb)


01. Send Me An Angel (Previously Unreleased) (Feat. Miranda Lee Richards)
02. Dust In Gravity (Acoustic) (Feat. Kreesha Turner)
03. Too Late, Farewell (Previously Unreleased) (Feat. Butterfly Boucher)
04. Silence (Acoustic) (Feat. Sarah McLachlan)
05. Innocente (Acoustic) (Feat. Leigh Nash)
06. Vienna (Previously Unreleased) (Feat. Elsiane)
07. Lost And Found (Acoustic) (Feat. Jal)
08. Flowers Become Screens (Acoustic) (Feat. Kristy Thirsk)
09. Love (Acoustic) (Feat. Zoe Johnston)
10. After All (Acoustic) (Feat. Jal)
11. Orbit Of Me (Acoustic) (Feat. Leigh Nash)
12. Touched (Acoustic) (Feat. Rachel Fuller)

Voice: An Acoustic Collection é um apanhado dessas versões que ainda não haviam chegado aos ouvidos do mundo. Todas as vocalistas sem exceção, são donas de vozes poderosas e angelicais. O Delerium praticamente lançou a carreira solo ou em outras bandas de cada uma delas.

Tive que interromper meu saudosismo de musicas eurodance anos 90, nesse momento estou ouvindo a estridente voz da Jaël em "After All", e os anos para ela parece que não passam.

Será sem dúvida o disco mais ouvido até o fim do ano (aqui no meu notebook é claro).

E já que falei do Rhys Fulber e Bill Leeb, o FLA (Front Line Assembly) também tem disco novo na praça: Improvised Electronic Device, que trás em uma das faixas (Stupididy) o malucão do Al Jourgensen (Não, não é o Seu Jorge versão canadense), é o vocalista do Minisry! Yeah!


1. "I.E.D." 6.35
2. "Angriff" 6.43
3. "Hostage" 6.57
4. "Release" 5:21
5. "Shifting Through The Lens (Extended Version on American Release, Edit on European Release)" 6:06
6. "Laws Of Deception" 5:21
7. "Pressure Wave" 4:58
8. "Afterlife" 5:57
9. "Stupidity" (Featuring Al Jourgensen) 4:15
10. "Downfall" 8:06
11. "Day Of Violence" (Only on the Deluxe Edition) 8:27
12. "Attack The Masses" (Only on the Deluxe Edition)

Pois é isso, um disco com princesas e outro o bom e velho rock industrial eletrônico com sangue escorrendo pelas cordas das guitarras e sintetizadores!

Imaginar que os mentores de projetos tão diferentes são os mesmo caras é no mínimo inusitado.

Se você chegou até aqui, não poderia ficar sem um presente, né?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Destiny
























Quando as coisas não estão favoráveis, existem duas opções:
1. Reagir e fazer o que tem que ser feito.
2. Acreditar com toda a sinceridade que os princípios do TAO estão corretos, ou seja, não faça nada que tudo se resolve por si só.

Um dia cheguei a pensar em ser budista (isso faz muito tempo), mas tenho passado a ter vontade de estudar o Taoismo, não como religião, mas como filosofia de vida.

Seria um verdadeiro contra-senso imaginar uma pessoa inquieta e agitadora como eu, taoísta. Mas eu sempre convivi com pessoas mais velhas, e tenho profunda admiração por senhores de mais idade que sabem ficar calados, e quando abrem a boca, resolvem tudo com poucas palavras.

Bem, enquando ainda resta um pouco de hormônios, vou usando um tao musical, pensando na vida baseado em músicas que tem muitos significados dependendo do momento que você se encontra, como aqui, aqui ou em mais essa musica que eu sempre uso quando me cabe:



Eu sei, você vai rir desses caras anos 80...
Sei que quem entende disso sabe que essa música é do meloso Christopher Cross (que eu gosto também), que o disco Destiny é o mais comercial dos comerciais discos do Saxon.
Mas e dai? Eu acho esse disco do kct! Tenho ele em LP, e foi um ótimo companheiro em noites de alta velocidade pelas estradas.

Infelizmente, acho que o Tao se confunde com a falta de atitude, e é uma espera por acontecimentos que podem nunca acontecer, ou só acontecerão em séculos, mas eu não tenho séculos de vida. Achar Gandhi um grande líder eu acho, mas ver meu povo morrer e não lutar porque acreditava que a paz se conquista esperando a consciência alheia, e algo que nunca irei compreender, morro na luta, mas não desisto... Ride like the wind.

Infelizmente, por ser sempre a favor da opção 1, muitas vezes a falta de paciência me deixa em situações difíceis. Vou me esforçar para ser um pato morto por um tempo, como aqueles animais que se fingem de mortos para se livrar do predador... Quem sabe não me entorpeço e passo a ser uma pessoa que espera que o universo resolva tudo ao acaso.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Just Be

A coisa mais valiosa de todos os tempos hoje em dia é o tempo.
Só quando não sobra tempo para nada, inclusive se alimentar ou dormir, é possível dar o real valor a isso. Pelo menos se você tem consciência de que está gastando um precioso dia de vida.

Estou trocando noites, dias, e muito tempo, por moedas. Mas não é o tintilar de peças de prata ou ouro que me movem. E enquando não chego nos objetivos, continuo me movendo pela música, empurrado por ela. Só o som armonico (ou não) consegue me guiar, afagar e fazer mudar o ritmo da velocidade com que me movo, desejo e quero conquistar seja lá qual for a meta.

Dormir é para os fracos!  :)

Se você está pensando que em Raves só tem drogados e que é uma reunião de malucos, pois bem... Cola esse rótulo ai em mim meu filho! (Mas se você me conhecer vai se surpreender).

3 versões da mesma "coisa"

Tiesto - Just Be



Tiesto feat Kirsty Hawkshaw - Just be



E se você tem um som com graves de fazer paredes tremer...


Na verdade... Estava na lista de coisas para postar, mais e mais violência... Incluindo um link que o Franklin me mandou, que ajuda a provar que o Brasil não é somente essa maravilha que aparece nas TVs e revistas exibindo líderes do mundo babando nossa terra. Todos odeiam a China e também babam eles.
O mundo inteiro está em colapso, mas quem tem acesso a TV a Cabo e perde um tempo vendo jornais da Alemanha, Portugal ou Itália (que é um Brasil com mais dinheiro), percebe que mesmo no meio da desordem geral, o Brasil ainda é o país mais esculhambado.

Porém... Minha vibe tá muito acelerada e pra cima (não estou tomando ecstasy ou viagra), e como eu já disse algumas vezes, estou fazendo um esforço para me alienar, me tornar uma pessoa mais normal, afinal... já cheguei a conclusão que não tem jeito. Resta-me sentar e ver Roma pegar fogo, e me sinto menos culpado por saber que sou um dos poucos que não é um dos Neros que estão cantando e alegrando o mundo com mentiras. Just Be!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Get the message



Novas tendências?
José Roberto Mahr?
Electronic?
New Order?
Johnny Marr?
Bernard Summer?
Peter Hook?
Monaco?

Se tu gostou do clipe, segura as pontas que vai rolar um post histórico e cheio de velharia daqui a uns dias...

Esperaaaa!!!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

+450 km... É logo ali!



































São 3:45h, esse sono que nunca vem, essa angustia do fracasso por algo que nem sequer chegou a ser um projeto planejado em detalhes, era só um rabisco, mas parecia que iria ser uma casa tão linda, ventilada, com jardins verdes e flores coloridas.

O que ainda estou fazendo com esse copo de cerveja que de tanto tempo parado secou a espuma. Deveria ser um café, mas não, cerveja parecia combinar mais com o dia de hoje.

Pego as chaves do carro, e o sol já está querendo aparecer logo ali atrás do rio Capibaribe.
No som agora começa a tocar High and Dry. Se todos entendessem a beleza que existe por trás da dor, escutaria Radiohead.

Paro no posto para encher o tanque. Preciso confiar na autonomia do carro, já que decidi que hoje eu não tenho destino. Pensei em tomar mais duas garafas de Miller, mas estou sóbrio, e ainda não é meu dia de morrer na estrada.

Pego uma barra de chocolate ao leite na loja de conveniência lotada de jovens embriagados, todos com menos de 30 anos. Não sabem eles que esses risos falsos já me alegraram um dia.

Ao colocar a chave na ignição, com um bloco de chocolate na boca, ligo o som, começa a tocar Fake plastic trees, a música mais famosa do Radiohead, e que poucos entendem a letra, mas como já ouviram na TV ou rádio, acham maravilhosa, e eu muito mais.

O trecho de estrada que leva ao fim de Pernambuco, ligando ao estado da Paraíba nunca foi bom, sempre existem buracos e nada de acostamento. Por outro lado, o trecho que finaliza o Recife e começa a cidade de Abreu e Lima tem uma sequencia de curvas que fariam qualquer piloto iniciante se achar o Airton Senna.

Nessas curvas da BR 101 sinto os pneus gritarem, como se acompanhassem Nice Dream, e como essas curvas passam rápido... Que bom se elas não tivessem fim, e se esse carro passasse desses míseros 180 km/h.

Ao passar por Goiana me lembro quando rodei na pista numa noite de chuva, fui parar nos canaviais, e em um dos dias Lynchianos da vida, levei uma lanterna (algo havia me informado que eu deveria levar), tive que trocar um dos pneus em baixo de muita chuva e lama, mas todos os pneus haviam sido avariados. Parei em uma borracharia em Goiana, e fui a um bar estranho a procura de um banheiro. Além da decoração do banheiro lembrar o mais grotesco dos filmes de terror, ao sair do sanitário passei a reparrar que todos os clientes tinham serias deformações, aleijados, retardados, amputados e uma garçonete que transportava bebidas em uma bandeja segurada pelo seu único braço.

Agora era preciso mais atenção na estrada, o sol já estava começando a arder, e é nesse período que os caminhoneiros dormem ao volante.

Mais um trecho que no passado eu passava voando. Lembro de ter cortado uma fila com uns 50 carros. Andava tão rápido que o maior problema seria se algum motorista desatento não olhasse no retrovisor.

Mas eu não conseguia correr, começou a tocar Bullet proof ..i wish i was, a musica mais triste que já ouvi em toda minha vida (tem uma versão emo). Se eu escutar essa música 10 vezes seguidas, ela faz meu coração doer com a mesma intensidade por todas às vezes. E não é a marca de um amor frustrado, e essa droga de lado humanista/existencialista que tem pena desse mundo fragmentado.

Nada de sono, são 6:20h, e resolvo parar no Mangai em João Pessoa.
Que saudade dessa cidade linda e tranqüila. Quantos risos não gastei aqui nesse restaurante de garçons vestidos de cangaceiros. (Saudades de Paixão, a negona manontropo que um dia trabalhou ali).

Antes da tristeza me consumir, recuperei as energias com tapiocas, pão assado e queijo de coalho... claro, com um delicioso café com leite.

Nesse horário a avenida que corta a orla da cidade é fechada para carros, resolvi ir ver o mar.
Muitas pessoas caminham, é possível perceber porque a cidade é reconhecida por ser habitada por funcionários publico. Os temas das conversas dos transeuntes são sempre ligados ao seu trabalho, e boa parte deles andam em grupos de pessoas que fazem parte da mesma instituição governamental.

Vejo uma senhora passar com um Golden Retriever, e como é tradição de donos de cães dessa raça, eu paro o belo animal para ganhar um sorriso honesto. A senhora me conta sobre a historia de seu bichinho, e como ela não sobreviveria sem ele, já que ele foi uma fuga para sua perda recente, quando passou a carregar o titulo de viúva.

Não queria ter ouvido a historia daquela senhora. Péssimo momento para adquirir dor de terceiros.

Pego novamente a estrada, e fico frustrado por não poder pisar no acelerador, já que a pista esta em obras.

O único modo de relaxar é voltar ao meu CD, que agora começou a tocar a seqüência do disco Hail To The Theif, que muitos fãs do Radiohead não curtem muito. É um disco até mais pesado no sentido depressivo, mas é um marco na sonoridade da banda, que passa a usar ainda mais recursos eletrônicos.

Como isso não é disco para se ouvir em carro... Coloco uma novidade, Chants, Hymns And Dances, um disco para quem curte violoncelo clássico e piano. Anja Lechner e Vassilis Tsabropoulos mostram o que o pessoal de educação musical refinada sabe fazer na Grécia, terra de Vangelis.

Não é que a música é ruim, pelo contrario... Mas já são mais de 24 horas sem dormir, e com um som desses é impossível você não ter vontade de deitar nas nuvens. Para evitar conhecer o céu antes do tempo, mudo para algo mais animado, muito mais animado, Australia do The Shins, impossível não começar a estalar os dedos e balançar as pernas.

Já próximo a entrada que me levaria a Tibal do Sul, sou parado pela policia rodoviária, onde sou interrogado pelo meganha:

-Bom dia, indo para Natal?
-Talvez
-Pipa?
-Talvez!
-Pode descer do carro senhor
-Posso, mas por favor me dê um motivo
-O senhor é engraçado, e gostaria de fazer o teste do bafômetro 
-Ok
-Senhor, nosso bafômetro está quebrado
-E porque você me vez descer do carro?
-Achei que você estava embriagado
-Cara, é o seguinte...

Ai descrevi ao policial tudo que vinha acontecendo na minha vida nos últimos 6 anos. Ele me devolveu a carteira, quase me abraçou (suspeitei que ele era gay), e disse algumas palavras positivista. É, ele deve ser gay e ler livros de auto-ajuda.

Por vingança pela abordagem, arranco com o carro sobre uma camada de barro, o que levanta uma nuvem de poeira sobre todos os guardas e seus apetrechos que não funcionam.
Pensei que seria divertido uma perseguição na estrada, mas eles (os guardas) preferiram só comer poeira mesmo.

Ainda na “vibe” do The Shins, aperto o botão aleatório, e lá vem Going Down dos The Stones Roses, e as guitarras noventistas me lembram que não sou mais um garoto.

Resolvo que não irei pegar a estrada do sol, que corta o litoral mais lindo do Brasil, e é meu caminho oficial para diversão. Sigo direto para Natal.

Meu Deus como eu amo o ar dessa cidade. Já são 9:00h, e para quem não imagina, cidades com menos de um milhão de habitantes também tem engarrafamentos.

Passo em frente a UFRN, um lugar que me fez vir para esse lugar mágico por anos, e com uma freqüência que só motoristas de caminhão poderiam imaginar. Conheci professores dignos e muita gente honesta. Funcionários públicos que mereceriam filmes em sua homenagem.

E agora? Para onde vou?
Queria ver a nova ponte, queria ir para um certo ponto do centro, onde de uma ladeira é possível ver toda a cidade... Mas resolvi fazer a volta, e retornar a BR 101.

Agora sim, pista livre...
Depois que termina a cidade capital do Rio Grande do Norte, você começa a entender porque os cientistas alegam que o Nordeste está virando um deserto.
O calor é sufocante e o asfalto emite um som de atrito com os pneus que chega a assustar.

Sabendo que esse trecho a caminho de Mossoró sempre tem jumentos atravessando, resolvo tirar o pé do acelerador. Ainda muito zen com o som dos Stone Roses, defino minha próxima parada.

80 km depois de Natal entro no acesso que leva a Maracajaú, um dos lugares mais mágicos que já pisei (pisei não, porque lá não se pode pisar nos corais).

O sol já havia queimado meus braços erguidos no volante, agora era hora de torrar o resto do corpo. Dei sorte e a maré estava baixa, sem vento e nada de nuvem no infinito azul.

Como estamos em novembro, e não é um fim de semana, a lancha que leva os turistas aos Parrachos (banco de corais), teve que sair apenas comigo e uma francesa.

Mentalmente começou a tocar  minha trilha oficial de praia, que é o soundtrack do filme “Instinto Selvagem” (Sliver). Percebi que o animo estava voltando a circular nas veias.

A minha nova amiga francesa iria mergulhar de cilindro, pagando uma pequena fortuna. Eu disse a ela que não seria a melhor opção. Perguntei se ela se dava bem em apnéia, a resposta foi um sim muito sorridente.

O instrutor não gostou é claro, e não gostou mais ainda, quando levei a gringa para a segunda doca, que fica a uns 80 metros da primeira, e estava fechada já que não havia um numero suficiente de turistas.

Na verdade, fui para a segunda doca porque próximo a ela ficam os pontos mais profundos, que não chegam a 6 metros com maré baixa. Minha amiga Eva se mostrou muito experiente e com bom fôlego, e comecei a procurar alguns pontos que eu já conhecia de outras visitas. Encontrei o local onde já havia visto moréias, e levei Eva a uns 4 metros, onde ela pode quase que tocar uma moréia enorme, e ver uma delas andando entre os corais, exibindo uma cor muito rara, um verde quase fosforescente.

Ainda avistamos uma pequena tartaruga, anêmonas, peixes borboletas e lagostas.

As horas passam como se fossem segundos. E os guias que nos esqueceram por completo, ficam surpresos quando retornamos a doca.

Eva me dá um beijo de agradecimento, algo tão meigo como uma irmã mais nova que recebe um doce.

A lancha nos desembarca na praia.
Sinto meus pulmões. Sinto meu diafragma, esse músculo que eu nem acreditava ser ainda forte. Sinto minha bexiga que é enorme graças a tantos mergulhos na adolescência.
Sinto a água do mar que é expulsa pelas narinas, num fluxo reverso que eu não passava a muito tempo.

Não queria olhar para a Eva, já havia percebido o quanto ela era linda em seu corpo branco e alongado. Estava ali para esquecer outra mulher, e não iria usar a tática de substituição automática.

Tomei um banho no chuveirão da praia. Segui até o único restaurante do local que um dia foi uma colônia de pescadores, hoje vive do turismo. Traz um camarão alho e óleo falei para o garçom caiçara que passou ao lado da mesa.

Comi rapidamente, mesmo que aquele momento merecesse toda a calma do mundo. Pensei em conseguir uma rede e dormir por lá, mas resolvi voltar.

Alma renovada, corpo exausto, e a paisagem de dunas que parecem nos engolir.
chego novamente a uma encruzilhada da BR 101, a direita o Ceará, a esquerda o sul, minha casa, meu destino (Será tão fácil assim escolher o destino? Será que as pessoas sabem o que é melhor para elas?).

E esse maldito equipamento de som que faz uma seleção que tenta me jogar ao chão... agora toca In Motion #1 do The Gathering, que foi precedida da seqüência: Kevin’s Telescope,  Frail (You Might As Well Be Me) e Great Ocean Road, essa ultima me fez jogar o volume no máximo (Será minha música oficial quando estiver percorrendo a referida estrada na Austrália).

Cansei de coisas down. Paro o carro e como um cão que cava um osso, fuço entre os CDs, até achar Slive, aquela trilha sonora do filme “Invasão de Privacidade” que mencionei. Começa com a lentinha Can't Help Falling In Love With You do UB40, e fico esperando a seqüência, que é simplesmente perfeita. Tão perfeita que é meu CD oficial de viagens alegres, cheias de praias e dias ensolarados.

Vou encerrando esse texto escutando Age of Loneliness (Carly's Song), da mesma trilha, com as famosas vozes sensuais do Enigma. A música é perfeita para a Sharon Stone em seu papel.

A letra é de uma simplicidade que consegue explicar tudo:

Idade da solidão

Carly não fique triste
A vida é louca
A vida é louca
Não tenha medo

Carly não fique triste
Este é o seu destino
A única chance
Tome-o, tome-o em suas mãos


Preciso de férias a muito tempo.
Preciso muito.
Por enquanto vou continuar só ouvindo as trilhas.

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

The Butterfly Effect - Worlds On Fire

Em um mundo de tantas porcarias e pessoas desmioladas...
Ser existencialista não é nada fácil, ainda mais quando se tem que pagar contas e garantir o feijão com arroz.

Meu sonho de consumo: AUSTRÁLIA!!!!!!
Meta: 2012
Probabilidade: 50%
Ações: Jogar na mega-sena, Ganhar um projeto grande, passar nos testes de inglês e fazer amigos virtuais que moram na terra dos cangurus.
Pontos negativos: Amigos, família e uma terra que amo (e odeio também), tudo ficará para trás
Pontos positivos: Qualidade de vida, tranquilidade, canecas de chopp gigantes, mergulhar na grande barreira e The Butterfly Effect ao vivo...


The Butterfly Effect - Worlds on Fire



Stand up, take a bow,
You're leaving, so who's laughing now?
Just yourself, by yourself,
No one else, there's no one else.

Face the end,
Walk out the door,
You're leaving, giving up on us all.
Just yourself, by yourself,
No one else here who can help.

Now you wake up tired,
So uninspired.
To face the world,
The world's on fire,
The world's, on fire.

Lay down, on the floor,
It's over, you don't care anymore.
Face yourself, by yourself,
No one else here who can try.

Now you wake up tired,
So uninspired.
To face the world,
The world's on fire,
The world's, on fire.

Wake up, wake up,
To the the world,
The world's on fire,
The world's on fire.

Where did we go wrong?
Fighting for so long.
Where did we go wrong?
Fighting for so long.

I didn't ask for this at all,
When my back's against the wall,
And my face painted for war,
I didn't ask for this at all.

I didn't ask for this at all,
When my back's against the wall,
And my face painted for war,
I didn't ask, for this, for this, for this, at all.


E isso ai velhinho... "My face painted for war". Obrigado aos que torcem, e mais ainda para os que ficam rindo, vocês são como "meu fogo que queima".

Só para não me esquecer... NÃO COMPREM TIM, TIMWEB, 3G nada, nada mesmo da TIM, só em caso de masoquismo. Ainda restam 9 meses para o fim do contrato.  

sábado, 13 de setembro de 2008

Re-volta trance!

Você já sentiu vontade de nunca mais ler e-mail na vida?

De ir lá no seu vizinho e falar: _Meu irmão, tu é um otário! Chichete com banana é uma bosta e as novelas que você assiste só fazem você se tornar uma pilha de energia para a matrix... Quem te oprime é quem você sustenta!

Já teve vontade de no meio de uma reunião da empresa subir na mesa e gritar:
-Meu irmão, tu é um idiota!

Ou teve vontade de fazer uma reunião familiar, e no meio da páscoa chegar de bermuda e com uma cerveja na mão, e falar:
-Vocês são uns idiotas, a bíblia é um romance chato que foi criado para tornar todos vocês ovelhas seguidoras de uma lei que só serve para dar mais poder a quem já está no poder.

Bem, aproveitando que estou embreagado, e todo suado de tanto pular, sentindo o cheiro de basalto queimando que sai do meu som, sentindo o mundo inteiro tremendo...
Lá vai um pacote de musicas para quem quer estourar os ouvidos ou simplesmente dizer... Fooock de world!

Name

Artist

Composer

Album

Binary Finary 1999

Paul van Dyk

lethal industry

DJ Tiesto

Best & New 2005

love comes again (original 12"

DJ Tiesto

Best & New 2005

traffic (dj montana 12" edit)

DJ Tiesto

Best & New 2005

Cities Of The Future (Original Mix)

Infected Mushroom

Cities Of The Future EP

Illusion [Sfaction Version]

Benassi Bros

Pumphonia

Turn Me Up [Sfaction Version]

Benassi Bros

Pumphonia

Rumenian [Original Version] - Benassi Bros., Violeta de Outono

Benassi Bros

Pumphonia

No Matter What You Do

Benny Benassi

Hypnotika

I Love My Sex

Benny Benassi

Hypnotika

just be (antillas club mix)

DJ Tiesto

Best & New 2005

Speed

Paul Oakenfield

Swordfish --The Album-- Paul Oakenfold

The Anchor Song (trance edit)

D.U.G. feat. Bjork

 

Dizem que essas maravilhas sonoras estão empacotadas bem aqui para você fazer o download.

Sinto muita pena de você que não baixar esses 90MB, e mais ainda daqueles que não tem um som que fique cheirando a queimado, que a casa não fique balançando...

Só finalizando o post “bebum at surduz”, cuidado... Não use essa playlist dirigindo, e não vá ao limite do seu som... porque acho que queimei o meu  :(

Só mais uma... O Google tem barrado o esse blog aqui nas pesquisas, graças a tonelada de palavrões que eu escrevo. Eu amo o Google, uso tudo que é de produto deles.
Mas Google, vai tomar no cú!

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Música para as massas

Trabalhando no domingo















Final do domingo, insônia, ai no iTunes começa a tocar “Everything Must Perish”...
Como diabos alguém cria uma música tão legal e tão pouca gente tem ”acesso”?

Bem, para quem não conhece Front Line Assembly, vou dar um conselho, assista "Escola de Rock" com Jack Black... Se você acreditar que rock deve ser estudado, então passe para a segunda cadeira: Música Eletrônica.

O FLA (Front Line Assambly) faz parte de uma vertente chamada EBM (Eletronic Boby Music), que está muito bem descrita na Wikipédia.

Fiquei nostálgico e fui procurar na rede se o FLA tinha alguma coisa nova (Não dá para acompanhar tudo), e descobri que tem um disco que nasceu em 2007 e minha persona ainda não pois as mão no bicho.

Na busca achei esses blogs que entrarão em estudo assim que eu conseguir pagar as contas atrasadas:

http://wellenbereich.blogspot.com/

http://www.porticodastrevas.blogspot.com/

Outra surpresa foi saber que o Leeb e o Fulber (Donos dos projetos Front Line Assembly, Synaesthesia, Conjure One e Delerium) também assinam outra banda chamada Left Spine Down ou LSD para os íntimos.

Terminei filtrando durante a noite algumas musiquinhas que caem muito bem em viagens de carro, serenatas no banheiro, filas de banco ou supermercado, e claro, nas horas que você mais precisa de combustível para pular e queimar energia. No final da playlist tem uma água com açúcar porque ninguém é de ferro (Tô me sentindo o José Roberto Mahr).

O que eu fiz com essa lista além de ouvir e quase estourar meus ouvidos?
Eu empacotei de presente para os poucos leitores que passam por aqui.
No final do post tem os links para baixar, divirtam-se.


1 - Everything Must Perish – Front Line Assembly
2 - Justify My Love – Front Line Assembly
3 - In Die Einsamkeit - Girls Under Glass
4 - Black Celebration – Depeche Mode
5 - I Know Its You - The Crystal Method
6 - Name Of The Game - The Crystal Method
7 - Trip like i do - Crystal Method & Filter
8 - If Everybody Looked The Same - Groove Armada
9 - Superstylin - Groove Armada
10 - From Out of Nowhere - Faith No More
11 - I Never Met a Girl Like You Before - Edwin Collins
12 - Save tonight - Eagle Eye Cherry
13 - Open your eyes - Guano Apes
14 - Maria - Guano Apes
15 - Salvation – The Cranberries
16 - Can't Change Me - Chris Cornell
17 - Never Let Me Down Again - Smashing Pumpkins
18 - Black Metallic – Catherine Whell
19 - My Friend- Groove Armada
20 - Erase Rewind – The Cardigans
21 - I Saved The World Today – Eurythmics
22 - Somebody - Veruca Salt
23 - Ta douleur – Camille

Parte 1 e Parte 2

Se gostarem comprem os respectivos discos (Não meu, dos artistas).

-

Racismo NÃO!

Procurando o vídeo (que não existe) de “Everything Must Perish”, achei o que ninguém merece ver... E por isso não irei divulgar, mas vai ai meu comentário:

Não sou otimista com o mundo, pelo contrário, mas ainda credito nas pessoas, eu adoro apostar para perder, adoro ser enganado, adoro ver gente idiota achando que está se dando bem... Agora, quando vejo que existem movimentos racistas dentro de países que possuem um povo com acesso a educação, eu me pergunto o que será do mundo.

Pergunto para pessoas instruídas o que elas acham do Islamismo e são quase que unânimes em tachar os seguidores de loucos.

PAREM DE VER TV!
Eu sou contra religiões, mas elas tem que existir, o povo, a massa precisa disso!
O Islamismo é uma das religiões mais bonitas. Como todas as outras, na filosofia e poesia é uma maravilha, e tem pessoas que vivem felizes com isso, então porque não posso aceitar?

Nem todo judeu é a favor de um muro, nem todo negro é assaltante, nem todo gay é aidético, nem todo “alternativo” é hippie. Parem de dar títulos as pessoas, rótulos, bandeiras.
Eu só tenho um preconceito! É contra quem tem preconceitos...

Para você uma homenagem, seu racista de merda que caiu aqui nesse blog por erro do google:














Obs: Esse é o fuck-se mais gay que consegui arrumar :)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Chuva

Stone Temple Pilots - Adhesive

My friend Blue he runs the show
WIth hot pink purple china glow
His family trees are molded
No longer grows in summer
He holds it closer lets it go
Picks a fruit but keeps it whole
Can't keep the submarining
Can't keep the light from fading

Grab the hate and drown it out
Grab the beat and drum it out
It's all so confusing

Have a listen lend an ear
Here's a song now if ya care
We can all just hum along
Word's don't matter anymore

Adhesive love adhesive

Ain't the same for you and me
Cartoons like reality dogs and cats and children
The deepest wound is hidden
Ain't the same for you and me
Comatose commodity the superheroes dyin'
All the children cryin'
Sell more records if I'm dead
Purple flowers once again
Hope it's sooner. Hope it's near corporate records' fiscal year
Down the river, down the river

Flyin' high across the plain
Purple flowers ease the pain
Here, now have a listen
Ain't the songs you're missin'
Down the river, down the river

Stitch the womb and wet the bed with a whisper I'll be dead
Don't let the living die yet! Grab the hate...
Drown it out. Grab the beat...
Drum it out. It's all so confusing

Adhesive love Adhesive

sábado, 3 de maio de 2008

Post Emo


O Coração

Tem horas que desejaria ser só mais uma pessoa comum. Não que eu seja especial, pelo contrário, é mais fácil sentir-me deslocado, um garoto em um canto de parede, acuado pela insanidade global, sufocando-me com todo um ciclo produtivo e sopas de letrinhas comerciais, SAP, ERP, CIO, CEO, SEO...

Os instantes que a vida vale à pena (Tirando da hora que acorda até a hora que os olhos fecham de sono), são aqueles momentos que seu coração dói.

Vá lá você dizer a um médico que sua bomba cardíaca está dolorida e ele ira rir, e falar que esse músculo tão duro que nem o fogo queima é totalmente insensível e que ele não provoca dores.

Mas você que já tremeu e gelou para poder tocar no seu primeiro amor sabe muito bem que cardiologistas não entendem de nada, e que nosso coração pode ser esmagado ou pulsar tanto que parece querer fugir do corpo que o aprisiona.

A noticia ruim é que quanto mais sensações e mais novas experiências na vida, mais esse órgão vai relaxando, e se tornando aquela bomba fria que o médico tanto conhece na sua fisiologia.
Ai você que é uma pessoa normal, pode chacoalhar o símbolo do amor indo a um jogo de futebol torcer por seu time na final. Pode ir ao pagode e vibrar com seu ídolo ou orar na igreja por algum pedido impossível.

Como não sou comum (e sinceramente não sei se isso é bom ou ruim), passo a vida tentando tornar essas fibras musculares que ficam dentro do peito em aço forjado, já que elas parecem tão fininhas e frágeis que tenho medo que partam. Meu maior sucesso de alquimia com meu coração foi torná-lo chumbo, um metal que pode ser derretido até com um isqueiro.

A melhor dor do mundo é aquela que provocam em você. A pior é aquela que você inflige aos outros, mesmo sabendo que as vezes é um ferimento necessário, e que vai curar a pobre vitima de dores muito maiores.
E a vida sempre trás novas experiências, e faz esse órgão protegido pelas costelas se apertar como se o peso do universo estivesse sobre ele.
E se você é chegado a esse tipo de dor, que no fundo vem junto com toneladas de drogas produzidas pelo seu próprio organismo, vai pensar que o melhor remédio é o tempo, mas eu lhe digo... Use mais veneno, use música, e intensifique a dor, só assim ela passa mais rápido.

E tanto os comuns, como os esquisitos como eu, passam a vida a procura dessas dores, desafiando os pobres médicos que acreditam que coração não dói.

Estou pensando em ir numa sessão espírita ver se consigo ouvir o Jim Morrison reencarnar e cantar essa música:

Stone Temple Pilots - Atlanta

(Essa é a ultima música do disco Nº4 do Stone Temple Pilots, um dos melhores discos de rock da história)
Letra original aqui
Tradução aqui


Doenças do Coração

Se você é um jovem adolescente, lotado de hormônios e acha que seus olhos irão pular fora das orbitas graças aos afagos da sua primeira garota, grave na mente esses momentos, e se entregue. Esqueça conselhos babacas de amigos machões, guarde tudo com o maior egoísmo do mundo, isso é só seu.
As mulheres sempre dominaram o mundo, mas hoje elas lutam pelo poder, esqueceram de ler Freud, e não sabem que procuram (como os homens) o inalcançável, e perdem tempo sonhando com suas saias e terninhos por trás de uma grande mesa que vem associada de noites sem amor e frigidez humana. E você ai neo-capitalista do mercado-livre, deixe de imaginar amigos como “contatos”, troque network por uma rede na praia, e faça amigos de verdade, eles podem durar por toda sua vida, mas os negócios são só um ciclo, e eles (os negócios), esses sim, podem fazer mau para seu coração.

Essa musiquinha é direcionada a esse ultimo publico, os workaholics que deixam os amigos esperando na estrada ou nos bares:

Oasis - Champagne Supernova (Live)



(Não é a melhor do Oasis - Ou será? - Mas é a letra que eu mais gosto)

Letra Original aqui
Traduzida aqui

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sittin' on the beach

Anouk and Live - Dance with You


É a segunda vez que posto esse vídeo.
A música na versão original não tem o acompanhamento da Anouk (Uma pena), e essa versão tem um áudio muito ruim... O solo de guitarra dessa música é um dos mais bonitos e sincronizados com o tema romantico-existencial-psicodélico-viajado que já ouvi (vale a pena ouvir o original).

O live é considerado uma banda alternativa, apesar de no passado ter vendido alguns milhões de discos. No minimo alguma música virou tema de novela mexicana. Depois a banda ficou no esquecimento e só é apreciada por poucos. Os temas sempre são espirituais, karmicos, evangélicos, seja lé o nome que você quer dá... É só para flutuar.

Sittin' on the beach
the island king of love
deep in fijian seas
deep in some blissful dream
where the goddess finally sleeps
in the lap of her lover
subdued in all her rage
and I am aglow with the taste
of the demons driven out
and happily replaced
with the presence of real love
the only one who saves

I wanna dance with you
I see a world where people live and die with grace
the karmic ocean dried up and leave no trace
I wanna dance with you
I see a sky full of the stars that change our minds
and lead us back to a world we would not face

the stillness in your eyes
convinces me that I
I don't know a thing
and I been around the world and I've
tasted all the wines
a half a billion times
came sickened to your shores
you show me what this life is for

I wanna dance with you
I see a world where people live and die with grace
the karmic ocean dried up and leave no trace
I wanna dance with you
I see a sky full of the stars that change our minds
and lead us back to a world we would not face

in this altered state
full of so much pain and rage
you know we got to find a way to let it go

sittin' on the beach
the island king of love
deep in fijian seas
deep in the heart of it all
where the goddess finally sleeps
after eons of war and lifetimes
she smilin' and free, nothin' left
but a cracking voice and a song, oh lord

I wanna dance with you
i see a world where people live and die with grace
the karmic ocean dried up and leave no trace
I wanna dance with you
i see a sky full of the stars that change our minds
and lead us back to a world we would not face
we would not face
we would not face
we would not face
we would not face
we would not face

quarta-feira, 12 de março de 2008

Sliver

Houve uma época... há muito tempo, que o carro carregava nos tapetes areia de 8 praias diferentes, de 3 estados do Nordeste.

Mas a viagem mais maluca, mais divertida e sonoramente inesquecível foi uma para o Rio Grande do Norte com o Rodney. Desse dia em diante, meu CD exclusivo para passeios praieiros é a trilha sonora do filme “Invasão de Privacidade”... Ele é tão UP que tem até músicas orgasmicas (Hahahah!). E ainda sou o felizardo de ter o CD versão de 14 músicas, alguns só tem 13.

Tô falando sério... Sei que meu gosto musical não é lá muito popular, mas esse CD é pura diversão, vai bem na praia, no motel, fazendo o numero 2, tomando uma cerveja, atropelando uma velhinha ou fazendo uma feijoada de coelho... (Essa da velhinha é brincadeira, seu adolescente idiota e sem carteira de habilitação).

Enigma - Carly's Song


Carly don't be sad
Life is crazy
Life is mad
Don't be afraid

Carly don't be sad
That's your destiny
The only chance
Take it, take it in your hands


Esse CD é desaconselhável para aqueles que tem o famoso “pé-de-chumbo”, pior ainda se o carro é possante (Vê lá ein... Juízo...).

Observações de um pervertido:
Trip hop é tesante
EBM é tesante
New Age é tesante
Esse CD é um Viagra turbinado!
[Pronto, agora já sabem que sou um Nelson Rodrigues frustrado! ]

O Rio Grande do Norte junto com Santa Catarina são os lugares mais bonitos desse país!
















Nunca fez isso? Não sabe o que tá perdendo!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Hinos para uma vida...

Anathema - Temporary Peace


Paz temporária - Anathema

No fundo do coração o silencio
Olhando longe sobre o oceano
As ondas a quebrar
Lembranças quase esquecidas
no fundo desde momento
Sorrisos flutuam sobre a brisa
levantando e caindo agonizando dentro de mim
E eu juro, eu nunca conhecerei o talvez
Em todo este tempo, tudo que eu tenho dentro é aquilo que não posso ver
eu juro, eu nunca conhecerei o talvez
Todas as ondas quebrando, todas elas ferindo dentro de mim
Além desde belo horizonte
Repousa um sonho para você e eu
Esta cena tranqüila será congelada pelos rumores dos céus
Mas existe uma tempestade se aproximando
Vozes choram ao vento
Esta serenata está aumentando o frio cortante, minha alma está tentando cantar
E existem muitos, muitos pensamentos
Quando eu tentava seguir para o sono
Mas com você eu começo a sentir um pouco de paz temporária
Existe um movimento vindo e indo.



Soup Dragons - "I'm Free"

Eu sou livre - Soup Dragons

Não tenha medo da sua liberdade
Liberdade

eu sou livre para fazer o que quizer todo tempo
eu disse que eu sou livre para fazer o que quizer todo tempo

eu disse me ame, me agarre
me ame, me agarre
porque eu sou livre para fazer o que quizer todo tempo
e sou livre para ser quem eu quizer todo tempo

eu digo me ame, me agarre
me ame, me agarre
porque eu sou livre para fazer o que eu quero
para ser o que eu quero todo tempo
e eu sou livre para escolher quem eu sou
e posso me embriagar todo tempo

eu digo me ame (me ame para sempre)
me agarre (e o amor nunca morrerá)
me ame, me agarre
porque eu sou livre

você ouve o que eu digo
estas são as palavras que eu ouço do meu pai, vamos lá
estas são as palavras que eu ouço do meu pai
quem não diz nada nesse mundo gosta quando um homem sabe ser livre
livre para gostar (?)
livre para morrer (?)
livre como uma borboleta
livre como uma abelha
estas são as palavras que eu ouço do meu pai
disse que é bom ser livre, bom para ser livre
livre para gostar (?)
livre para morrer (?)
não tenha medo da sua liberdade

porque eu sou livre para fazer o que eu quero todo tempo (eu sou uma nova criação)
porque eu sou livre para fazer o que eu quero todo tempo
(não tenha medo da sua liberdade)
porque eu sou livre para fazer o que eu quero
para fazer o que quero todo tempo
eu disse que eu sou livre para ser quem eu quiser
para me embriagar quando quiser

domingo, 27 de janeiro de 2008

How To Measure a Planet?

Você gosta de música?
Não!
Tá bem, dá uma olhada na barra lateral onde tem Blogs [sites]Legais, lá você pode encontrar algo que lhe agrade mais.

Pronto, eliminado os não-audiófilos, vamos ao que interessa...

Primeiro junte alguns ingredientes necessários a experiência:

1. CD Duplo “How to Measure a Planet?” do The Gathering de 1998
(Se for baixar, procure em WAV - Deve dar algo perto de 1GB.
Em MP3 isso pode cair para 150MB – Se você acha que um travesti fantasiado de Gisele Bundchen é a mesma coisa da original... A baixo explico melhor)























2. Um equipamento de som

O melhor que estiver ao seu alcance. Ou vai na casa do seu amigo(a) que tem aquele sonzão... Se sua interpretação para “Sonzão” é de caixas de som ENORMES com um grave ideal para funk carioca... Por favor, vai lá dá uma olhada naquela barra lateral que falei acima.
Se não for via CD e sim via WAV ou (Ergh!) MP3, além de um sonzão você precisa de uma placa de som SoundBlaster. Aquelas saídas de som do seu PC são ótimas para escutar os bips do Windows, parou por ai. Se você acha realmente que o som do seu PC sem uma Soundblaster é fantástico, por favor, barra lateral!























3. Fique sozinho(a)

Você já viu alguma cena com 2 monges meditando juntos?
Bruce Lee se concentrando com um cabra do lado falando merda?
Não Né!
Pois bem, mande sua mãe ir no supermercado da cidade vizinha, seu pai ir consertar os freios do carro (que você danificou mentalmente), coloque vodka na água do cachorro... Resumindo, se livre daqueles que podem tirar sua concentração (Tá, sua avó que tem 102 anos e fica quietinha na cadeira de rodas pode até ser convidada, se ela ficar caladinha).
Isso pode ser um problema se você estiver usando o Som/PC daquele seu amigo, pior ainda se você for menina... Esse negócio de quarto escuro e som maneiro pode fazer seu amigo soltar a famosa frase do Roberto Jefferson: “Vossa Excelência provoca em mim os instintos mais primitivos”.




















4. Relax
Com o som já na agulha (quer dizer, laser), se coloque no lugar que você achar mais confortável. Pode deitar no chão, sentar numa cadeira, se pendurar no lustre, você que vai saber o modo mais confortável de ficar no mínimo 1 horas sem se mover.
























5. O inicio
Depois de conseguir cumprir essa maratona, solta o play e fecha os olhos.
Particularmente eu gosto de viajar com esse tipo de som deitado no chão, em um colchão daqueles fininhos ou pode ser um sofá daqueles maneiros.

6. O Resultado
Se você aprecia música de verdade, vai enlouquecer por esse disco.

Se não gostou, é sinal que você ainda não está preparado(a) para esse tipo de música. Pode evoluir nessa vida ou reencarnar algumas vezes até chegar a esse Nirvana fantástico das músicas viajantes.

Se não é o tipo de som que você curte, ainda existem dois caminhos. Você pode ir escutando aos poucos, e terminar gostando (Isso abre um novo horizonte) ou pode começar a escutar música clássica, trip hop ou new age, tudo isso leva você a novos caminhos e oportunidades.

Até os anos 90, o que mais se vendia na Europa era música erudita, dá para acreditar?
Ai chegou a MTV e fudeu tudo.

Sobre o The Gathering

A banda original nasceu em 1989, com os irmãos René Rutten (guitarra), Hans Rutten (bateria) e Bart Smits nos vocais. Os dois primeiros discos da banda eram uma mistura de Doom e Death metal. Em 1995 os cabeludos descobrem uma menina com nome de Anneke van Giersbergen, que além de uma voz poderosa é mais carismática que churros com leite condensado.
Nessa fase a Anneke pula como uma perereca. E tome balançado de cabeleira. O Som ainda é metal, mas muito longe de ser Death. O primeiro disco com ela é o Mandylion. Em 1997 veio o Nighttime Birds, e em 1998 a banda larga de vez o metal e entra no mundo do rock espacial, com esse disquinho duplo ai, o “How To Measure a Planet? ”, que na minha opinião é o mais bem produzido e refinado da banda, já que em seguida eles saíram em uma tour pelos EUA, e esse refinamento era para ter se tornado fama e grana, mas...
O The Gathering continuou no mundo obscuro das pequenas bandas, esteve no Brasil em 2006, e deixou de existir em 2007... Quer dizer... Agora não tem mais a Anneke.

A nova banda da Anneke se chama Agua de Annique. Apesar de ter gostado do novo som, acho que a química dela com os irmãos Rutten não deveria ter morrido. Mas mulher vocês sabem... TPM pode até causar o holocausto.

Sobre o disco

“How to Measure a Planet?”
para mim é uma verdadeira obra de arte. Daquelas que ninguém da muito valor, e séculos depois descobrem que o cara era um gênio do barroco ou um fantástico compositor apesar de ser surdo (É, estou falando de Bach e Beethoven).

“ Frail (You Might As Well Be Me)” é a música que abre o primeiro disco. Para quem está ouvindo o The Gathering pela primeira vez já vai sofrer o impacto dos timbres da Anneke. São notas gigantescas. Você irá pensar que é uma câmara de eco (Tá, eu sei a diferença entre eco e reverb), mas é o gogó da garota mesmo. O som da bateria está alto demais em boa parte das músicas, mas e daí... sou louco por bateria :)

“Great Ocean Road” é uma mistura mágica em particular, Great Ocean Road é uma estrada litorânea na Austrália, com 273KM de extensão . Um dos lugares que ainda irei antes de perder todos os dentes e cabelos. Na música além das brincadeiras que o René faz com a guitarra, a bateria tem os pratos torturados na medida certa, e você pode ouvir o som do didjeridoo, um instrumento usado pelos aborígenes australianos. É viajem ou não?

“Rescue Me” é uma baladinha ótima para dor de cotovelo (E o que não falta é musica para dor de cotovelo no The Gathering). “My Electricity” segue o rastro da anterior, é ainda mais lenta.
“Liberty Bell” particularmente não me agrada. Tem aqueles efeitos que robotizam a voz da Anneke. Essa música virou clipe, e eis o ponto fraco do TG... Eles não tem sorte com orientação visual. A Anneke pode ser linda, mas por vezes pode ser confundida com uma vendedora de acarajé holandesa.

“Red is a Slow Colour” não sei porque diabos me lembra o Rush dos anos 80. Tem uns instrumentos de percussão que não consigo identificar, e mais brincadeiras com a guitarra. Nessa hora você lembra que esse é um disco de transição, e provavelmente as composições daqui pra frente são só para fazer volume.

“The Big Sleep” é 100% espacial. Música para astronauta. Suave na essência da voz do anjo que canta e o som das escapadas de ar de uma nave espacial (É, nave também tem flatulência). Nessa hora você esquece que a música anterior era meio chata.

“Marooned” é daquelas músicas de filme, onde o cara aparece tomando um café numa lanchonete retrô com posters de PinUps. Ele, seu café e os pensamentos. Nessa música também rola uns sons estranhos... Acho que são samplers de xícara raspando no pires.

Se você acha que meus textos são desconexões, ainda não tentou ler as letras do The Gathering ou do Caetano Veloso (Eu não acredito que escrevi Caetano Veloso, ergh!). “Travel” segue uma linha caetanesca, só vai entender quem for amigo da Anneke.

“ South American Ghost Ride” instrumental que o título é mais uma jogada de marketing tão ruim quanto o pessoal que faz o figurino do The Gathering.

“ Illuminating” é mais uma brincadeira com a voz da Anneke em várias camadas, mais sons estranhos e uma harmonia bem legal. Parece uma seqüência de “The Big Sleep”.

“ Locked Away” em sua versão mais acústica e introspectiva. Uma música que lembra "Nighttime Birds", o disco anterior do TG.

“Probably Built In the Fifities” tem mais de 7 minutos, é o lado metal que ainda corre nas veias dos integrantes. Fica meio destoante em um disco viajado como esses, mas devemos lembrar que esse disco foi um laboratório. Na seqüência dos estudos acusticos, tiveram coragem de criar “How to Measure a Planet”, música que dá titulo ao CD. São 28 minutos de experimentalismo, com direito a vozes russas em conversas espaciais. Dá metade para o final é meio cacofonia com o som de um buraco negro (Tá, no espaço não tem som, mas nos filmes tem!) .

[Eu não acredito que você leu até aqui!]


















Qualidade de Som


MP3 pode ser muito popular, mas é uma tecnologia que gera uma perda de qualidade quando o CD Original é convertido. MP3 de boa qualidade usam compressão de 192kbps pra cima. Mesmo assim, a única vantagem do MP3 é sua função primordial, que é diminuir o tamanho dos arquivos de áudio.
Quem é vidrado por áudio não curte muito esse negócio de perder qualidade.
Se você converter um CD para WAV por exemplo, com uma qualidade de 1.411kbps, 16bit e 44.100 kHz, uma música de 3:30 minutos irá ficar com 36MB.
A mesma música em MP3 com 192kbps fica com 4.5MB.


Placa de Som

Não adiante ter um CD produzido nos melhores estúdios do mundo sem ter o equipamento certo para ouvi-lo. Não precisa ter um som importado ou caixas acústicas vindas da Alemanha ou Japão (Os dois países mestres em equipamentos de precisão), mas aquelas caixinhas de som de R$20,00 que acompanham os computadores baratinhos só servem de peso para papel.
Junte uma grana e compre uma placa de som SoundBlaster, pode ser a mais simples, já é 30x melhor que aquele som de radinho de pilha original do PC.


Caixas de Som

Com uma SoundBlaster até os MP3 irão ter um ganho, mas você ainda precisa de caixas de som. Se você tem aquele Microsystem maneiro, é só ligar a placa de som nele e pronto.
Se o jeito é usar tudo no PC, compre caixas de som da Creative, o mesmo fabricante da SoundBlaster. Barato é algo relativo... Se você juntar todas as caixinhas de som de R$ 20,00 fabricadas na China no ultimo semestre (deve dar alguns milhões delas) e ligá-las todas juntas, uma Creative 4.1 irá lhe mostrar que estou falando a verdade.
Se escutou o CD... conta aqui sua experiencia!

[Ainda não acredito que você leu até aqui]

Finalizo esse longo, longo... ao som de Vangelis, uma coletânia chamada Portraits
Se você quiser deixar alguém feliz, pode dar esse CD do Vangelis de presente.