Adicionei mais um link na lista [WEB]DESIGN. Nunca lembrava de deixar o site do Vitor Lourenço pregado lá. O cara é simplesmente um dos melhores criadores de interfaces do mundo atual.
Mas dessa vez, não foram as suas criações que mais me deixaram de cabelo em pé... No Tumblog do rapaz (Algo como um Twitter que serve para alguma coisa - Alias, o cara é um dos Designers da interface do Twitter). Olha só esses pensamentos:
“When you cherry pick, you lose integrity. You lose the below-the-surface aspects of what makes something great. You cut the invisible strings that hold the whole thing together. You wind up with a mash-up instead of something that’s got soul.” Matt Linderman, Cherry picking is the enemy of the soul
“If you work on something for five years, that’s more than 20 percent of your productive work life. Most people don’t think about that, but it’s the main thing I think about. I think about it all the time, much more than money. Because the only thing we can’t make more of is time.” Dean Kamen, in the fascinating fly-on-the-wall book by Steve Kemper, Reinventing the Wheel: A Story of Genius, Innovation, and Grand Ambition.
Meu inglês não é tão bom. O Google Translate me ajudou, mas o sentido eu entendi muito bem.
O camarada Pablito se interessou pelo termo "cherry pick", que segundo a Wiki tem esses exemplos aqui. Mas eu simplifiquei:
(Cherry pick é) tipo... ser um big brother! tu não tem chance alguma de ser nada na vida ai tu dá para alguém na Globo e vai para o Big Brother... Cherry pick!
Essa minha tradução de Cherry pick não deve tá muito correta, mas eu interpretei isso por esse pensamento do Matt Linderman. O texto completo pode criar outra interpretação, mas vou ficar com a minha mesmo.
Ah!! O Vitor Lourença tem 22 anos. Não só pelo trabalho, mas por sua seleção de coisas legais, é possível notar que nem tudo está perdido nesse mundo de mashups.
Nunca imaginei que iria comentar com alguém que assisti um programa dominical de TV e simplesmente achei fantástico. Para piorar, o programa é um reality show, tipo de programação que me faz desligar a TV instintivamente, como um motorista a 100 km/h que avista um cão atravessar a 100 metros.
Alguns podem pensar que o motivo principal da minha aprovação do Troca de Famílias tenha como motivo principal a apresentadora Ana Paula Tabalipa (que não é de se atirar aos cães, muito pelo contrário), mas o tema que é brega, me deixou fascinado, já que a troca de famílias era na verdade a troca das mães (Não seu pervertido, não é um bacanal ou festa swing).
De um lado uma mãe de família - uma linda família - moradores de uma comunidade alternativa chamada Mato Dentro, que fica no interior de Minas Gerais. Débora Silva D’Angio, que vive com seu marido e mais três filhos, vive uma vida saudável, pacata e vegetariana. Seu trabalho doméstico é dividido com toda a família e como fonte de renda ela dá massagens, e seu marido vende produtos produzidos por eles.
Do outro lado tem a mãe obesa, perua e desbocada (para não citar adjetivos piores). Uma senhora com dois filhos, que divide a casa com o marido e seu irmão (O marido dessa mulher deve ser um frei capuchinho... sustentar até o cunhado é foda). Priscila Temponi, a emergente, é tipo uma Paris Hilton jeca (A Paris já tem um potencial jeca enorme), que não aceita fazer qualquer trabalho domestico, mesmo que seja esquentar água para preparar um café solúvel.
A família dos gordinhos toma café da manhã todos os dias em uma padaria que fica a quilômetros da sua residência, e claro, eles vão de carro (Na verdade uma caminhonete). E você ai pensava que só os americanos tinham essa rotina. Para completar a família janta TODAS as noites pizza com coca-cola, e tudo com muita calabresa e gordura.
Logo no inicio do programa, a Priscila faz seu primeiro relatório da casa dos “hippies”: -Povo nojento, porco! Ela se referia ao costume da família em comer com as mãos, um ritual imitado dos indianos (Que filosoficamente eu até acho bonito, simboliza a igualdade entra as pessoas... Mas é anti-higiênico mesmo).
A Débora, em suas primeira impressões também mencionou a higiene da casa nova e dos 7 cachorros que dormem nas camas e fazem suas necessidades em qualquer lugar da casa. Além é claro de citar sua indignação de como pessoas podem comer tanto.
No final do programa as participantes recebem um premio em dinheiro que deve ser administrado de acordo com o que uma definir para a outra... O dinheiro é seu, mas quem define o destino é o outro... É claro, nem eu, nem você acreditamos em nada que aparece na TV.
E como tudo tem que terminar em comoção chorosa, o programa exibe o retorno de cada mãe a sua respectiva casa. A família da Débora, que se alimenta naturalmente, não tem muito açúcar no sangue, e como não assistem TV não se jogam as lagrimas, mas é notório o carinho entre eles, mas um treco chamado câmera deve inibir maiores afetos públicos.
Já a família da Priscila recebe a mãesona (literalmente) aos pulos de felicidade, como se uma picanha gigante estivesse acabando de sair do braseiro. Muito choro e emoção. Depois do rápido chororô, eles se entreolham e perguntam, e agora: -Ah! Agora vamos comemorar que estou morrendo de fome, vamos a uma churrascaria!! Oba! Oba!
Sim meus amigos! Essa é mais uma típica família brasileira inspirada no sonho de vida americano. Estou pensando em ir morar no interior de Minas Gerais... Mato Dentro, ai vou eu!!!
Esse programa pelo que consegui encontrar na Internet, é uma reprise... Ou seja, já passou há um tempo atrás... Tentei encontrar o vídeo disponível, mas a única referência que achei no youtube mostra unicamente a bunda da gordinha... Que recebe alguns elogios nos comentários... Esse mundo tá ferrado mesmo...
Termino esse texto ao som da trilha sonora do filme Clube da Luta. (Rapaz... Essa gordinha renderia a produção anual de sabonete do Tyler)
As mudanças ocorrem sem grande parte das pessoas perceberem, no fundo elas demoram tanto que isso acontece suavemente. De 20 anos para isso deixou de ser verdade. A rotatividade de produtos tornou-se algo frenético, muitas vezes insano. O mais engraçado é que no meio desse turbilhão surgem figuras mundiais que tomam pra si a gloria da conquista, o renome pela quebra de paradigmas. Tradicionalmente esses são grandes farsantes.
O século 21 está sendo pilotado por gênios que agem no background, ficam sempre atrás das cortinas. Isso não é novidade, como as brigas por patentes ou gloria pela criação, o mundo sempre precisou dos Robins, de Wozniaks, Ballmers, Milevas...
(O primeiro artigo cientifico de Einstein chamava-se “Annus Mirabilis Papers”, daria um ótimo nome para papel higiênico. Traduzindo do latin é algo mais limpo, e aproveitando o fim do ano, você pode sair por ai desejando um Annus Mirabilis para sua tia, seu primo, sua mãe...)
Porém, o mais curioso é que o poder vem saindo das mãos dos barões e eles nem sabem disso.
Com a popularização do radio e TV, o mundo deu uma guinada social e cultural, tirando do atraso boa parte do mundo, isso levou um século. Dos anos 80 para cá, a coisa foi assim, década de 80 – PC para Nerds e cientistas. Anos 90 até 2000 – PC para as massas. E nesses primeiros anos do século 21, aconteceu tudo que os poderosos não previam: O consumo de papel explodiu, livro sendo vendido até em farmácia. E o mais surpreendente, os meios de comunicação de elite, como TVs a cabo e Jornais, caíram na lama pela falta de clientes e lucro. Nesse mesmo segmento, empresas que não partiam o mundo em classes ou fatias MUITO distintas tornaram-se lideres como o Discovery, dona de uma dezena de canais que praticamente só exibem cultura e curiosidades cientificas.
Aqui no Brasil temos 2 exemplos muito claros do que é pensar em um mundo plano ou continuar na mentalidade se senhor de engenho. A Rede Globo apesar de muito criticada, é inegavelmente a TV com melhor qualidade técnica, e se não abre sua programação totalmente para a cultura não devemos culpar o povo, mas sim os anunciantes, que acreditam cegamente que a população é estúpida e alienada. Se fosse verdade o pensamento coletivo desses “empresários” a emissora Rede TV, patrocinada por uma igreja evangélica, não estaria migrando para a segunda colocação, tomando o lugar da populista TV do Silvio Santos, o SBT. O que difere essas emissoras são o conteúdo, claro. No fundo o SBT ainda é Silvio Santos, onde o mundo é ele e sua genialidade, que funcionou muito bem no regime militar, e enquanto o povo não almejada uma vida melhor, era conformado em ser só uma camada da pirâmide.
A Rede TV pode não ser uma Discovery, mas investe pesado em conteúdo. Dá até para perdoar os erros cometidos e imitações de canais mais famosos, afinal, a empresa só existe desde 1999, e outro problema é achar profissionais no mercado que não sejam engessados aos paradigmas Globo/SBT.
Outro exemplo de como seguir o líder não é uma boa alternativa é a FIAT. Essa empresa italiana instalada no Brasil com uma boa ajuda governamental, sempre foi revolucionaria. Isso lhe custou uma baixa aceitação do público. Claro, seus carros eram medianos, e alguns modelos eram pura dor de cabeça para o cliente, e a fama pegou.
Mesmo com a dificuldade comercial, afinal, a empresa oferecia o que ela achava melhor e mais moderno, enquanto o povo brasileiro sempre foi encantado pela alemã Volkswagem, com seu apelo de durabilidade e economia, que sempre vagaram entre a pura mentira ou dito popular.
Eis que a FIAT torna-se líder em vendas nacional, e pasmem, com um preço médio maior que da antiga líder Volks. O que aconteceu? Por que não foi a FORD com seus parcelamentos gigantes e carros com preços até mais baixos que saltou para primeiro ou segundo lugar?
A FIAT tem um apelo que os tradicionais desconhecem. Crianças viam Unos Mille pelas ruas, viram Palios com cores berrantes no seu lançamento. As propagandas da FIAT lembram alegria e juventude, e são contínuas, ou seja, a empresa tem um foco direto e forte há décadas.
A Nestlé que sempre admirei, entrou na onda das vendas para a base da pirâmide. Produtos como leite Ninho e Nescau foram reformulados, e ninguém pediu por isso. Lembram da New Coke? Foi um marco na história do marketing, nunca antes ninguém tinha alcançado uma cagada tão grande :) (Desculpem, o texto tava ficando muito sério)
O tempo de povo idiota pode não ter acabado totalmente, mas estamos migrando, e chegaremos lá. (Provavelmente não estarei mais nesse plano)
O mundo novo será baseado em conteúdo (content), e isso quer dizer informação. E ela não será só vista na TV ou internet, tudo será conteúdo. As TVs que hoje brigam com um punhado de concorrentes irão lutar contra jovens que estão grudados com o povo, que são ágeis e não precisam de mais que uma Kombi com câmeras, antenas e idéias. Os mais velhos irão se assustar em ver tantos programas em um mesmo canal. Ou ainda poder falar ao vivo de casa com aquela mulher na TV, jogar uma partida de damas com um cara da china e tendo sua voz traduzida em tempo real. Toda essa tecnologia já existe, não é tão cara, mas em 10 anos será commodity.
O mundo não será mais domínio de poucos, o poder será fragmentado, e nada mais será como antes (Sonhar ainda é grátis e não tem imposto).
E você ai que é um escravocrata escroto, acha que o mundo é um tabuleiro de xadrez e só você mexe as pedras, você tá fudido meu amigo! It’s revolution baby!
A imagem é mui grande, quem quiser pode imprimir uma camisa :)
Peguei essa imagem neste site, onde sobre ela tinha escrito:
I'll do it! Anarcho-capitalists aren't real anarchists.
Me senti um lixo, agora sei que sou só um anarquista de merda!
Você tem entre 18 e 45 anos, já é uma figura online, lê seus e-mails diversas vezes por dia, usa alguns sites para trabalho, outros tantos para diversão e informação.
Você não percebeu, mas sua rotina é igual à de milhões de pessoas pelo mundo, e isso criou uma grande feira global. São infinitos profissionais e desocupados virtuais, cada um criando uma forma de experiência pessoal com a internet.
Se você é uma pessoa de negócios, pensaria no que está acontecendo hoje ou daria aos seus produtos a cara e conceito de uma geração que está por vir?
Considerando que uma geração quer dizer 30 anos, esse parâmetro não deve ser levado em consideração por muitos, já que a preocupação é com o curto prazo. Mas se você olhar o presente e o passado, notará que o ciclo de gestação e amadurecimento de produtos voltados a internet tem um ciclo de 3 a 5 anos, e pode virar uma febre mundial em menos de 24 horas após ser lançado no mundo conectado.
Voltando ao tema "negócio" - É insano imaginar como o mercado pode reagir a algo com um período de crescimento tão curto, mas existe sim gente estudando esses fenômenos.
Porém, alguns não ficam só pensando, e agem, criando fortunas. Outros fazem uma revolução ao estudar esses casos de sucesso explosivo.
E onde tudo isso começa? Em algo chamado "Inovação!"
Inovação, da concepção ao colaboracionismo
Inovar não é só criar um produto ou conceito, é conseguir tornar uma idéia algo que seja compartilhado por diversos consumidores. Isso já existe desde que a publicidade nasceu. Mas rompemos todas as barreiras, mudamos os conceitos de como se compra. Hoje queremos ter influência sobre o produto, queremos criar o nosso próprio diferencial e ter aquele produto de massa com nossa personalidade.
O cientista C.K. Prahalad em seu livro “O futuro da Competição” descreve seus estudos sobre empresas que aceitaram dividir com seus clientes, parceiros e colaboradores o dever de criar um valor para determinado produto. Já faz algum tempo que os princípios da formação de preço de um produto mudaram de custo+lucro para custo+valor agregado+lucro. O curioso é observar empresas que ainda não aprenderam sobre isso e as que dizem estar preocupadas com essa interação.
Já notou que grande parte das empresas se baseiam em “receitas de bolo?” As apresentações dessas companhias são exatamente iguais. Os famosos valores, missão e visão do futuro não passam de cópias umas das outras. Afinal, será que grande parte do mercado acha que o mundo é idiota?
Pode ser mais fácil seguir a manada, mas aqueles que se destacaram no mundo dos negócios sempre foram os que investiram em diferencias e produtos revolucionários. Hoje dificilmente você terá uma idéia brilhante que alguém jamais pensou. A corrida do ouro parece que nunca irá acabar. Sempre existirão os aventureiros, mas poucos deles conseguem achar a pepita reluzente. C.K. Prahalad concedeu uma entrevista a revista Exame, nela ele fala de competição e colaboração, coisas muito simples, mas que a velha guarda do empresariado engessado teima em fechar os olhos. Note que as exceções são as empresas que se tornam destaque, lembrou de alguma?
O homem ou o negócio?
É errado achar que uma empresa tem seu sucesso baseado na administração de um Super-CEO. Claro que homens de negócios como Bill Gates ou Steve Jobs além de serem imãs para os holofotes são bons administradores. Mas a historia já provou que o foco tem que estar no negócio e não em cadeiras e títulos pomposos. Acreditar que o sucesso pessoal deve estar acima da empresa é prova que seu pior inimigo está ganhando, o ego.
O tempo dos super-presidentes parece que acabou. Agora são as mentes e idéias que geram riquezas. Enquanto as gravadoras brigavam para proibir as trocas de MP3 pela internet, um mundo de negócios muito maior que o de CDs de áudio emergiu. Hoje você pode transportar mais de 200 músicas (mais de 15 CDs) em um Pendrive de 1GB. Pode levar essa discografia completa para ouvir no seu carro, aparelho de som do quarto ou na casa de um amigo. Com o mesmo Pendrive que custa menos de R$ 50,00 é possível armazenar Podcasts de reportagens ou treinamentos e ouvir onde lhe for conveniente.
Provavelmente tudo isso aconteceria sem a influência de Shawn Fanning criador do Napster e de seus sucessores Janus Friis e Niklas Zennström criadores do KaZaA. O que esses jovens senhores fizeram foi chegar na frente. Eles não inventaram o MP3, mas tornaram a distribuição global desse tipo de arquivo algo fácil e divertido. Criaram um bilionário mercado com a simples regra: Programas de graça, dialogo com os usuários e muita vontade de inovar.
Friis e Zennström se mostram como a nova onda. Depois do KaZaA criaram o Skype, mais uma revolução global que eles usaram novamente tecnologia disponível no mercado e de livre acesso. Em 2005 o Skype foi vendido a eBay por US$ 2.6 bi. Depois de colocar de cabeça para baixo os mercado de música e telefonia, os dois mais bem sucedidos visionários da historia resolveram atacar um dos maiores mercados do mundo, as emissoras de TV. O Joost começou seu desenvolvimento em 2006 e já tem mais de 100 canais que podem ser visto de graça em qualquer parte do mundo direto da internet. Em 6 anos 3 empreendimentos totalmente grátis para o usuário, um ciclo de novas experiências e colaboração global, além de uma legião de fãs torcendo para o negócio dar certo. O que mais impressiona é como as teorias do Prof. Prahalad se encaixam perfeitamente com a filosofia desses dois homens de negócios.
A velocidade do ciclo
Cada vez mais o hardware é descartável, ou você ainda não notou quanto tempo dura um celular? O termo multimídia passou a ter um verdadeiro valor. Vamos imaginar hoje um serviço que só rode em uma plataforma ou formato, como os jornais em papel ou lojas sem sites (ou com sites pobres e esquecidos como um panfleto sujo jogado ao chão). Os tradicionais jornais estão fechando as portas mundo a fora, dando lugar a publicações online com atualização em tempo real, afinal, a noticia hoje é feita na hora, graças a internet, câmeras digitais e a compressão de áudio e vídeo. Lojas gigantescas como a Best Buy fecharam várias filiais e estão fechando outras. Hoje, a maior loja de produtos eletrônicos e relacionados à informática chama-se Newegg, e ela não tem nenhuma loja de tijolo.
No site da Newegg como no da Amazon, os clientes podem trocar experiência relatando suas opiniões sobre os produtos. No passado um comerciante não aceitaria um cliente xingando um produto para um grupo de compradores, hoje a informação é aberta, e o lojista fica sabendo da opinião e índice de satisfação de cada produto.
No mundo conectado as empresas terão que entender o que é multimídia. Os usuários estão cada vez mais ligados a várias interfaces de comunicação como celulares, internet, TV Digital, PDAs e dispositivos integrados como tocadores de MP3 e sistemas de navegação por satélite (GPS). O site mais acessado do mundo, o Google, pode ser usado em PDAs, Browsers, celulares e acredite, até por fax ou telefone convencional.
Muitos estão olhando para essas mudanças e escolhendo sua parte da pizza. Mas como fala Thomas L. Friedman em “O mundo é Plano”, isso tudo é só o início da revolução que está por vir. Friedman tem 3 Prêmios Pulitzer na carreira e o Prahalad foi considerado pela revista Business Week "o mais influente pensador sobre estratégias corporativas dos dias atuais".
E eu, com a próxima revolução na gaveta a espera de um investidor! Ei, você ai, me dá um dinheiro ai!
Muita gente ainda está esperando a tal TV Digital, HDTV ou um padrão universal.
Se observarem os últimos 10 anos de historia das tecnologias revolucionárias verão que quem dita o rumo hoje é o usuário. Enquanto os governos buscam padrões e normas, a TV que conhecemos está mudando.
Mas não é uma mudança de CRT para LCD ou de PAL/NTSC para HDTV, a TV agora vai ficar na tela do PC ou do celular, e para quem ainda não sabe, os sistemas de compartilhamento de vídeo pela internet já se tornaram um banco de dados nunca imaginado.
Agora você pode guardar seus vídeos no Youtube, que por sua vez está presente em blogs, sites e no Orkut. Qualquer um pode expor seu lado cineasta.
Os grandes fomentadores da tecnologia de vídeo pela internet estão trabalhando a todo vapor, e a Miranda Technologies já lançou sua solução completa para IPTV, onde qualquer empresário abastado pode abrir sua emissora de TV Online. (Por enquanto o governo ainda não criou regras para esse tipo de veiculo, é a famosa caça ao ouro, quem chega primeiro fica rico, ou quebra por completo)
Quem está prestes a enfiar a mão na mina (novamente) são os visionários Niklas Zennstrom and Janus Friis, fundadores do KaZaA e Skype. Dessa vez eles querem mudar os rumos da TV mundial, e ninguém tem dúvida que eles mudaram o mercado fonográfico e de telefonia. A empreitada agora se chama Joost, e eles apresentam a idéia com a frase: "Goodbye, television. Hello, Joost" Se inscreva no site, e fique na ansiedade de ser um dos escolhidos para ser beta-tester desse novo mundo.
Seja bem vindo a nova bolha .com, em 2 ou 3 anos a loucura irá recomeçar, e para quem achava que no mundo já havia muita fibra ótica pelas calçadas, agora verá uma explosão de antenas WiFi e mais fibra, mais fibra, mais fibra...
"Goodbye, television. Hello, Joost"
obs: o Joost ainda é beta... nesse momento por exemplo, está fora do ar ;-(