breve...
Sequência da trilogia com mais de três capítulos.
Gertrudes, a gata prezepeira e ninfomaníaca deu a luz a três gatinhos: Mayara, Lacraia e Caboré (Esses dois últimos estão a procura de um lar)
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Zoo em casa
segunda-feira, 25 de junho de 2007
A morte e ressurreição de Tudi
Há um tempo contei de nossa felicidade com a chegada de Gertrudes (O Papa, o dia das mães e Tudi) a gatinha ma non troppo que veio com a missão de livrar a casa de pequenos roedores, mas terminou virando mais um integrante de nossa família.Em 25 de maio Tudi faleceu, não de morte morrida, mas de morte matada (Street Spirit).
Flexa a Husky Siberiano com temperamento de cão inglês de caça não deu chances a nossa querida bichana vira-latas.
Tudi passou pelas grades que a protegiam, e em segundos Flexa já tinha mais uma frágil vitima em suas mandíbulas.
Nesse dia fiquei tão triste que escrevi “Tudi e a escada”, que não publiquei aqui no Blog para evitar que Liz chorasse mais ainda (Se é que isso era possível).
Só que para minha surpresa e mais ainda para Liz que chorou por duas semanas, Tudi não havia partido dessa para melhor. No trágico dia meu irmão, Geraldo, que foi acusado (injustamente) por mim de não reagir e salvar a gata, cuidou daquele pequeno corpinho desfalecido e ensangüentado.
Dois dias se passaram e ele me mantinha informado. Sim, a gata estava viva, mas na minha cabeça era como imaginar um ser humano que fora atropelado por uma Scania de 18 rodas e ficara entre seus pneus após arrastado por 100 metros.
Eu sou adepto da vida livre e feliz, quase um hippie, na minha mente não dá para imaginar um animal que escala, pula e salta vivendo sem movimentos e comendo por uma seringa, a morte é algo melhor que isso.
Após 8 dias fiquei sabendo que Tudi voltou a defecar, coisa que ela não fazia desde sua violenta surra. Até ai me recusava a ver a gatinha. Já fui um cara frio, mas hoje assumo que virei um prato de papa. Quando finalmente fiz a visita a enferma, percebi que um milagre havia acontecido, aquela doida que mia estava andando... Eu vi e não acreditei.
Tudi mancava como um velho jornalista cansado de aventuras de um longo período de vida, mas ela já voltara a ter sua fome assustadora e liberar aquele cocô dos infernos. Era ela de volta das cinzas, a Fênix bola de pelo.
Vendo essa gata sem praticamente nenhuma seqüela, fiz uma matemática de quantas vidas ela havia perdido no meio da saliva de Flexa... Bem, imagino hoje que no céu dos gatos existem bancos e financeiras, e Tudi vai ter que reencarnar tantas vezes para pagar suas dividas que deve ficar famosa entre os administradores divinos como a bichana que deu o maior golpe no sistema gato celestial (ERP até do paraíso dos gatos tem brecha).
Faltava agora comunicar a patroa que sua querida e falecida gatinha era Highlander, e como o famoso filho de Deus, voltou a terra dos vivos.
domingo, 24 de junho de 2007
Tudi e a escada
Tudi nunca desceu a escada de uma forma semelhante à anterior. Ela parecia um ninja escorregando pelo corre-mão, dando saltos e se jogando nos degraus como se estivesse em uma trincheira de guerra em uma batalha onde choviam rajadas de metralhadoras.A liberdade era sua meta, seja alcançada pelo telhado ou no peito e na raça driblando as feras (nossas duas cadelas).
Duas semanas de vida para um gato deve corresponder a uns três anos de um humano, ou mais. Nunca vi um gato ficar velho, o prazo de validade do bichano beira no máximo os 3 anos. Ou vira ensopado servido com aguardente, clone de churrasco nos restaurantes em Aldeia ou simplesmente desaparece, um sinal que mudou de residência sem nem dar esclarecimentos ao cidadão que o alimentava anteriormente.
Vamos dizer que Tudi só teve alguns meses de vida, mas ela nos cativou durante duas semanas que ficarão marcadas nas nossas vidas. Parece exagero, mas essa gatinha vivia loucamente 24 horas por dia.
Ela poderia ser duble de cinema. Entre suas façanhas está a de morder fios elétricos como se aquilo fosse algo inerte e feito para ser mastigado. Correr patinando pela cerâmica, com curvas que lembram um cavalo-de-pau daqueles que exibicionistas fazem com seus automóveis. Tudi já enfrentou ventilador, canudinhos (ela adorava canudinhos, aqueles que usamos para tomar refrigerantes), canetas, panos de chão e até colchão ele chamava para briga.
Foram duas semanas que durante todas as madrugadas ela estupidamente escalava o móvel, deitava no gabinete do computador e com suas patinhas entrava em guerra com meu mouse. Não adiantava... Tirava ela desse reduto dezenas de vezes, ela sempre voltava. A única forma de acalmá-la era colocando-a no colo e aceitando algumas mordidas e aranhões até ser vencida pelos cafunés.
Na derradeira noite ao seu trágico fim, Tudi foi tratada de forma menos carinhosa, afinal eu estava a dias sem dormir graças a trabalhos acumulados e fui mais ríspido.
Mesmo sendo rejeitada, essa pequena criatura não largou do meu pé e tomou boa parte do meu precioso tempo fazendo peripécias com uma lapiseira grafite (Dava impressão que ela estava em luta com uma anaconda de 12 metros).
Já não era necessário despertador, as 5:30h Tudi se dirigia a porta do quarto e miava até ser atendida. Descia como uma louca pelas escadas. Seu destino era aquele pratinho vermelho, no qual era servida aquela coisa estranha chamada de ração para gatos. Vale salientar que acredito que o engenheiro químico ou seja lá qual profissional “desenha” esse produto, deve ser um puta sádico, e enfia pólvora e repolho nessa porcaria.
Em certo momento eu mesmo pensava em dar cabo de Tudi, aquele cocô era algo inaceitável. Sem falar da urina de gato que é pior que qualquer acido.
Mas no mundo moderno tudo tem jeito. Jeito e otário para comprar areia para cocô de gato, o produto promete o milagre, mas na verdade só servia de diversão para Tudi, ela adora ver minha cara emputecida enquanto ela arremessava aquela areia estranha em todas as direções fora do seu recipiente coletor de bosta.
Tá, eu assumo, nessas horas eu pensava em enviar Tudi para um passeio nas churrascarias de Aldeia. Inocente e aventureira como ela só, acho que iria feliz e saltitante.
O fim de toda essa divertida história que só durou duas semanas é horrendo mas era esperado. Tudi passou as grades que impediam a entrada de duas calmas cadelas nas dependências da casa. Flexa a nossa Husky é uma exímia caçadora, além de rápida nutria uma ira por Tudi e todo aquele seu poder de desafiá-la.
Acho que Flexa pensava:
_Essa gata filha da puta não sabe o que a aguarda... Fica ai afiando essas patas no tapete, mas ainda vai sentir meus dentes.
Não foi divertido, mas terminou assim. Claro que Flexa apanhou como já apanhara antes por seu temperamento, mas em pouco tempo retorno a minha consciência, ela é só um animal, fez o seu papel por mais cruel que seja.
Tudi em uma escala menor também cometeu suas atrocidades... Sapinhos e lagartixas não irão sentir sua falta. Mas nos, que adorávamos correr atrás dela, amávamos suas mordiscadas nos pés e riamos com ela tentando pegar os atores das novelas que apareciam na TV, nos sim, perdemos a gatinha mais louca e divertida do mundo.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
O Papa, o dia das mães e Tudi
Semana turbulenta, o Papa toma lugar nas TVs, as cenas diárias de balas perdidas e aquelas que não se perdem dão lugar ao homem santo. País católico é assim mesmo, quando aparece alguém com patente de provedor de milagres tudo melhora para o povo, pelo menos na ótica do povo, ou será dá TV e dos vendedores de santinhos?Final de semana com o tradicional dia das mães, que hoje em dia de tradicional não tem nada, afinal, mãe daquelas que preparam a comidinha gostosa estão em extinção.
Mãe agora trabalha fora, fala mais alto que o pai (tirando os tiranos, acho que sempre foi assim) e ainda tem que ficar sem rugas até os 90 anos.
Mas a melhor (ou pior?) notícia da semana é a chegada de um novo membro na família.
Adotamos uma gatinha vira-latas que foi batizada de Gertrudes, vulgo Tudi. Além das unhadas, mordidas e claro o fétido cocô (meu Deus como fede), Tudi trouxe mais alegria para nossa casa.
Agora Flexa (Husky Siberiano) e Lua (Golden Retriever) estão muito mais animadas, correm o dia inteiro tentando ter um dialogo com Tudi. Já aconselhamos a Gertrudes não entrar nessa.
Um dos momentos mais divertidos do domingo foi ver Faustão, na verdade, foi ver Tudi assistindo TV. Ela parou por vários minutos em frente a tela e quando não se agüentou mais de curiosidade deu uma volta de 360 graus para ver o que diabos tinha atrás daquela caixa com gente dentro.
Todo gato tem aquele motorzinho roncando o dia todo, mas acho que o de Tudi é um Ferrari de 700 cavalos... Ela não para um segundo.
Entre tentar roer fios elétricos, brincar com o ventilador, desafiar as cadelas e descobrir novas e ariscadas formas de descer as escadas pelo corre-mão, acho que nossa gata está tentando desafiar o numero de sete vidas.
Sai daqui Tudi!!!!
[É a vigésima vez que ela tenta comer o mouse]
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