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domingo, 16 de dezembro de 2012
Só restarão 5 empresas no mundo. Será?
Queria escrever um livro sobre a culpa de políticos (lideres) e pessoas poderosas (bilionários) sobre a tragédia que eles causam para 80% das pessoas do mundo.
Mas ai vejo que essa luta por poder é cíclica e que as pessoas são facilmente corrompíveis.
Ninguém mais se preocupa em deixar um legado. É apenas viver intensamente e pronto.
O grande problema é que um individuo raramente chega aos 80 anos.
A industria farmacêutica prega que com os avanços chegaremos aos 120 anos, mas só quem consegue isso são as raras exceções e ainda assim, são pessoas que não tomam remédios ou comem lixo industrializado.
Você irá morrer até os 80 anos. Seus filhos crescerão em creches e comerão muitos Big Macs. Serão gordos, sem saúde e trabalharão para deixar alguns poucos ricos.
Mas seu sonho é ser um desses poucos ricos.
Irá passear de helicóptero, terá mil prazeres hedônicos e gastará boa parte do seu tempo administrando sua fortuna e tentando se livrar dos competidores e inimigos.
E se você sonha em uma continuidade, seus filhos que cresceram em creches ou em escolas ricas na Suíça, irão dilapidar sua fortuna rapidamente após sua morte.
E se você está livre dessas pressões, deve estar procurando o sentido da vida, ou descobriu que ela não tem sentido e tá domando seus medicamentos para depressão (Olha a industria ai novamente).
Tanto conhecimento, tanto poder, tanta inovação e tecnologia... Tudo isso para você correr mais, ganhar mais, ter mais... E morrer no final.
Produzir algo em grupo, consumir racionalmente e amar de verdade, poderia ser uma saída. Mas amanhã, os 80% que você faz parte, irão deixar seus filhos na creche.
E se você está na camada dos 20% VIPs, irá acordar, e pensar em novas formas de derrotar seus concorrentes, subir o valor das ações e sonhar com o dia que irá sair desse ciclo.
Existe uma tese que no mundo só restarão 5 empresas.
Até outro dia eu acreditava nisso, ai percebi que esse biossistema é auto-destrutível, como um câncer, onde células duelam matando umas as outras, sem perceber que independente de quem ganhe a guerra, todos já são perdedores.
Essa verborragia ai veio na cabeça depois de ver Green Zone.
http://mubi.com/films/green-zone
E sobre a minha mudança de opinião sobre as 5 empresas que (não) sobrarão:
http://www.huffingtonpost.com/2012/06/21/five-major-companies-in-d_n_1615222.html
A imagem acima representa bem a espirito daqueles que sonham com o domínio e poder:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouroboros
domingo, 19 de agosto de 2012
Ao cinema com carinho :)
Este blog está jogado as moscas da nuvem. Pior, irá continuar assim.
Mas as vezes da vontade de fazer propaganda de coisas legais...
Assumo, sou viciado em Cinema.
E semana passada, assisti "Deus da Carnificina" (Carnage no original). E como eu não leio sinopse de filmes, para não criar expectativas e me surpreender, com esse a surpresa foi grande. Como a censura era de 18 anos e com um titulo desses, eu pensei... Roman Polanski vai fazer sangue jorrar, mas o filme é uma comédia divertida, com a pitada de sarcasmo merecido pelo tema. Christoph Waltz rouba o filme pra si, tamanha é a sua cara de pau. Filmaço, com aquela assinatura reconhecida do meste Polanski.
Dessa vez fui no cinema padrão de mercado, em um shopping.
Como sou fã do Alejandro González Iñárritu, fica aquela coisa no ar de um quê de clonagem do estilo. Mas a historia também lembra o fabuloso Wim Wenders, com toda aquela sutileza dos insustentáveis padrões éticos e sociais, além da pureza e delicadeza dos humanos sobre o tema do amor, ou o inverso disso.
360 também pode lembrar outros diretores que seguem roteiros do tipo: Ninguém é culpado, é só a vida.
Lindo filme. Delicado e sensível. Se o Meirelles tivesse convidado o Iñárritu para segurar a câmera e definir quem cuidaria da fotografia e edição, o filme ficaria perfeito. Falto unicamente essa parte visual, para o Fernando Meirelles ter uma identidade, tal qual o citado acima, Roman Polanski.
Filmes com historias interligadas e cronometricamente cortadas como em uma novela, parece que viraram moda de vez.
Meirelles usou o maior de todos os poderes de um diretor, juntou um elenco maravilhoso e fez propaganda do seu país natal, o Brasil. Maria Flor, no seu papel de Laura, atuando ao lado do monstro sagrado Anthony Hopkins, não só se saiu bem, como mostrou sua beleza brasileira.
A minha surpresa ficou por conta de outro brasileiro no casting, um cara que só sei que existe porque em algum momento quando estou jantando demoro demais para mudar o canal e a novela das "oito" já começou. Estou falando do Juliano Cazarré, que no filme faz o papel do fotografo Rui. Não irei elogiar a interpretação dele, afinal, ele "pega" a Rachel Weisz (Rose), quando meu ciume passar, e ver como ele se sai em Febre do Rato, posso formar uma opinião.
Nos traillers, vi um filme que me deixou bem entusiasmado... Dizer que são dos mesmo diretores de "Pequena Miss Sunshine" já anima, mas com um par romântico nerd como o Paul Dano e Zoe Kazan (Que está gatinha), ainda somando a trilha do Kaiser Chiefs é coisa para levar um selo de imperdível.
A musica do trailer provavelmente não faz parte da Soundtrack, mas a letra caiu perfeita para o filme.
Mas as vezes da vontade de fazer propaganda de coisas legais...
Assumo, sou viciado em Cinema.
E semana passada, assisti "Deus da Carnificina" (Carnage no original). E como eu não leio sinopse de filmes, para não criar expectativas e me surpreender, com esse a surpresa foi grande. Como a censura era de 18 anos e com um titulo desses, eu pensei... Roman Polanski vai fazer sangue jorrar, mas o filme é uma comédia divertida, com a pitada de sarcasmo merecido pelo tema. Christoph Waltz rouba o filme pra si, tamanha é a sua cara de pau. Filmaço, com aquela assinatura reconhecida do meste Polanski.
Deus da Carnificina
Hoje, me aventurei novamente em mais uma ida ao cinema. (Isso, quando você cai na real que é um sedentário, ir ao cinema é uma aventura... E olha, o cinema no caso, fica no condomínio onde trabalho).Dessa vez fui no cinema padrão de mercado, em um shopping.
360
Eu não sou nacionalista. Não sou de dar pontuação para seja lá quem for, por apenas ser brasileiro. E no cinema isso é mais sério ainda. Eu não gosto do cinema nacional, com algumas exceções. Fernando Meirelles é uma dessas figuras que fazem a diferença, e mesmo que o filme não tenha sido rodado no Brasil ou com grana de programas assistências a cultura, 360 é um filme com categoria internacional.Como sou fã do Alejandro González Iñárritu, fica aquela coisa no ar de um quê de clonagem do estilo. Mas a historia também lembra o fabuloso Wim Wenders, com toda aquela sutileza dos insustentáveis padrões éticos e sociais, além da pureza e delicadeza dos humanos sobre o tema do amor, ou o inverso disso.
360 também pode lembrar outros diretores que seguem roteiros do tipo: Ninguém é culpado, é só a vida.
Lindo filme. Delicado e sensível. Se o Meirelles tivesse convidado o Iñárritu para segurar a câmera e definir quem cuidaria da fotografia e edição, o filme ficaria perfeito. Falto unicamente essa parte visual, para o Fernando Meirelles ter uma identidade, tal qual o citado acima, Roman Polanski.
Filmes com historias interligadas e cronometricamente cortadas como em uma novela, parece que viraram moda de vez.
Meirelles usou o maior de todos os poderes de um diretor, juntou um elenco maravilhoso e fez propaganda do seu país natal, o Brasil. Maria Flor, no seu papel de Laura, atuando ao lado do monstro sagrado Anthony Hopkins, não só se saiu bem, como mostrou sua beleza brasileira.
A minha surpresa ficou por conta de outro brasileiro no casting, um cara que só sei que existe porque em algum momento quando estou jantando demoro demais para mudar o canal e a novela das "oito" já começou. Estou falando do Juliano Cazarré, que no filme faz o papel do fotografo Rui. Não irei elogiar a interpretação dele, afinal, ele "pega" a Rachel Weisz (Rose), quando meu ciume passar, e ver como ele se sai em Febre do Rato, posso formar uma opinião.
Nos traillers, vi um filme que me deixou bem entusiasmado... Dizer que são dos mesmo diretores de "Pequena Miss Sunshine" já anima, mas com um par romântico nerd como o Paul Dano e Zoe Kazan (Que está gatinha), ainda somando a trilha do Kaiser Chiefs é coisa para levar um selo de imperdível.
Ruby Sparks - Uma Mulher de Sonho
A musica do trailer provavelmente não faz parte da Soundtrack, mas a letra caiu perfeita para o filme.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Re-revisitando coisas velhas (e boas)
Comecei a escutar Morcheeba, e sempre associo o vocal da Skye Eduards com mais duas cantoras negras de vozes sedutoras: Neneh Cherry e Macy Gray. E isso me leva a dupla de DJs do Groove Armada, que além de fazer um funk eletrônico meio sem regras (Funk não é esse carioca não), tem umas lentinhas muito gostosas.
O Disco Lovebox tem na quinta faixa a voz da Neneh Cherry em Think Twice (Todo o album é bem legal)
Outra que não sei qual a cognição me levou a lembrar, foi essa do Manic Street Preachers - If You Tolerate This Your Children Will Be Next. Não é o vídeo original, mas tem bem haver com a letra:
Não é que a minha tradicional sensibilidade voltou não, deve ter sido o filme The Jacket (2005) que me fez isso. Tem um roteiro legalzinho e a Keira Knightley, ai é mole, existencialismo com beleza, ai dou uma amolecida. Lembrei até de Smile do Olive... mas já passou da hora de dormir. Smile :)
O Disco Lovebox tem na quinta faixa a voz da Neneh Cherry em Think Twice (Todo o album é bem legal)
Outra que não sei qual a cognição me levou a lembrar, foi essa do Manic Street Preachers - If You Tolerate This Your Children Will Be Next. Não é o vídeo original, mas tem bem haver com a letra:
Não é que a minha tradicional sensibilidade voltou não, deve ter sido o filme The Jacket (2005) que me fez isso. Tem um roteiro legalzinho e a Keira Knightley, ai é mole, existencialismo com beleza, ai dou uma amolecida. Lembrei até de Smile do Olive... mas já passou da hora de dormir. Smile :)
domingo, 12 de fevereiro de 2012
50/50 - Um filme 100%
Sem tempo para escrever, mas quando a dica é boa, não resisto.
Virei fã do Joseph Gordon-Levitt em "(500) Dias com Ela" (500 Days of Summer). E não é que ele seja um excelente ator - ainda - mas seus papeis são carismáticos e muito reais e simplórios, e se existe uma coisa difícil nessa vida, é ser simples e real.
50/50 é mais um filme sobre câncer. Mais um filme de gente moderninha que curte fazer piadas bobonas mas com certa inteligencia acima da média - Já ouviu falar nos Simpsons?
Ruim? Claro que não! A direção de Jonathan Levine mostra que como seu jovem time de atores selecionados (casting), ele também tem um futuro promissor.
Na trama ainda temos o ótimo e fanfarrão Seth Rogen, outro ator de um papel único na carreira, mas que faz toda a diferença na química do enredo. No filme ele é Kyle, o melhor amigo de Adam (Joseph Gordon-Levitt). É daqueles amigos essências na vida de todo homem romântico demais. A cena que ele faz uma revelação bombástica da namora do Adam é de morrer de rir.
Falando na namorada... Demorei (muito) a reconhecer ela, a linda Bryce Dallas Howard - Parece que fizeram de tudo para ela não ter o rosto exibido, uma pena.
Outra personagem (gata) que chama atenção é a psicologa do Adam, Katherine - interpretada por Anna Kendrick. Tentei me lembrar qual o filme assisti e esse rostinho me chamou atenção, mas não lembro. Garanto que não foi nenhum da Saga Crepúsculo (que faço questão de não ver). Para um filme entrar na minha lista de nota 10, quase que obrigatoriamente tem que ter uma trilha sonora de peso. 50/50 é comovente, engraçado e arrasador na trilha.
Uma curiosidade bem legal desse filme é que a historia é baseada na vida real do roteirista Will Reiser, que na vida real é amigo do Seth Rogen. Isso rende um TED :)
Ah! E se você curte filmes doidões, não deixe de ver Hesher, o Joseph Gordon-Levitt novamente arrebenta, literalmente.
;-)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
O Preço do Amanhã
O filme não deve ser grande coisa...
Mas Olivia Wilde NOVAMENTE de cabelo Chanel, é para matar o cidadão na cadeira do cinema :)
O Justin Timberlake de tanto tentar, vai terminar virando ator de verdade...
Inclusive, existe um filme que ele até convence, não lembro qual.
O filme tem uma furada grande... Na historia todas as pessoas ficam para sempre com 25 anos... Quer dizer, quem paga pela droga que faz essa maravilha. Quem não tem o arame, morre aos 25.
Ai é que vem... Tem muito neguinho no filme com cara de 35. Acho que eles devem viver na farra, deve ser isso.
Olivia Wilde...
Mas Olivia Wilde NOVAMENTE de cabelo Chanel, é para matar o cidadão na cadeira do cinema :)
O Justin Timberlake de tanto tentar, vai terminar virando ator de verdade...
Inclusive, existe um filme que ele até convence, não lembro qual.
O filme tem uma furada grande... Na historia todas as pessoas ficam para sempre com 25 anos... Quer dizer, quem paga pela droga que faz essa maravilha. Quem não tem o arame, morre aos 25.
Ai é que vem... Tem muito neguinho no filme com cara de 35. Acho que eles devem viver na farra, deve ser isso.
Olivia Wilde...
sábado, 27 de agosto de 2011
"O que há ai?"
Ai o sujeito, que já está meio jogado na lama, assiste um filme para deixar um amargo na garganta e na alma...
A trilha sonora, não fica atrás...
E me lembraram de Death Cab for Cutie, especificamente, essa:
Que lincou mentalmente com um seriado de alto poder destrutivo...
E depois de ver Biutiful, ter a confirmação que o Alejandro González Iñárritu não é desde planeta, uma frase irá ficar na minha mente Ad Eternum:
Se você gosta de cinema, gente e da vida, assista todos os filmes do Inárritu.
A trilha sonora, não fica atrás...
E me lembraram de Death Cab for Cutie, especificamente, essa:
Que lincou mentalmente com um seriado de alto poder destrutivo...
E depois de ver Biutiful, ter a confirmação que o Alejandro González Iñárritu não é desde planeta, uma frase irá ficar na minha mente Ad Eternum:
"O que há ai?"
Se você gosta de cinema, gente e da vida, assista todos os filmes do Inárritu.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
The Way Back
Falar de um filme pode ser fácil. Falar sobre a vida é mais complexo. Descrever caminhos, alegrias, tristezas e problemas é algo que pode travar o fluxo de oxigénio que seu corpo tanto precisa, mas falar de fé, amor, compaixão e compreensão é algo que pode lhe despir e torna-lo frágil e desprotegido. Não existe melhor sensação do que falar o que vem de dentro, mesmo que suas muralhas se enfraqueçam e que seu coração corra o risco de fraquejar e virar alvo fácil.
Quando vi o trailer (no cinema) de Caminho da Liberdade (The Way Back), fiquei sem folego.
Sou apaixonado por paissagens colossais e de horizontes infinitos. Lugares onde você se sente tão pequeno que o barrulho do vento parece conversar com o seu intimo, lhe perguntando se você consegue compreender o quão magnifico é a vida.
O filme tem o titulo no Brasil destonante e fora do contexto, onde a tradução ao pé da letra ficaria muito mais propício (O Caminho de Volta). A saga de fugitivos que atravessam 6.500 quilómetros das regiões mais inóspitas do planeta, crusando a Sibéria até chegar no Tibet, fugindo dos russos com seu regime comunista e proibidos de pisar na Polónia, dominada por Hitler.
O filme me lembrou dos conflitos atuais. Em 2005 na França. Desde 2010 na Grécia e a uma semana na Inglaterra. O que está acontecendo com esses países civilizados e outrora ricos?
O mundo vive um momento de relativa paz, com pequenas guerras nas já tradicionais zonas de conflitos, como o Oriente Médio e África, eles sempre estiveram em guerras.
Muitos irão dizer que essas regiões vivem em derramamento de sangue desde sempre graças as disputas religiosas e suas culturas machistas e violentas.
A verdade é que o ocidente imprimiu a força a cultura do unilateralismo, do cartão de credito e do ateísmo.
Assistindo ao filme, em determinado momento onde o grupo de expedicionários adentra um templo budista procurando proteção, vemos crânios e destruição. A personagem de Saoirse Ronan, Irena pergunta o que aconteceu ali. A resposta:
- O mesmo que aconteceu com nossas igrejas e templos.
Para quem não sabe, Hitler e Stalin saquearam e destruíram, além de proibir, qualquer manifestação religiosa em todo seu domínio (eixo do mal - Alemanha, Itália e Japão).
Estamos vivendo um momento onde a comunicação rápida e barata faz sons ecoarem sem filtros, e aqueles menos preparados terminam agindo como homens das cavernas, gritando e formando uma urbe cheia de ódio e rancor, e o mais curioso é que boa parte da motivação é nula. São jovens que se sentem inferiores por não morar em condomínios luxuosos ou não possuem a jaqueta da Adidas e uma corrente de prata no pescoço.
Já os mais felizardos, donos de carros conversíveis e mansões, se gabam de sua inteligência em fazer fortuna comprando e vendendo títulos de renda variável (ações). Eles esquecem que esse termo, “variável” faz parte da vida e do equilibriu da natureza.
Boa parte das pessoas hoje em dia tem uma visão negativa do futuro. Ou existem aqueles que estão unicamente preocupados com a manutenção do que já é seu, conquistado ou tomado.
Voltando ao filme...
Adoro diretores que sabem colocar-se isentos na historia. Peter Weir foi tão sutil em sua colocação sobre o espiritualismo e a destruição da força comunitária, que no momento que os personagens são acolhidos por tibetanos, temos a impressão que eles serão entregues as forças comunistas.
A pouco tempo atrás, assistindo a uma aula de história, sobre cultura, vi a professora afirmar veementemente a sua turma de alunos que religião não é cultura. Naquele momento vi uma educadora enterrar os últimos quatro ou cinco mil anos da humanidade.
O mais curioso é me ver partindo em defesa de crenças que eu mesmo tenho dúvidas. Porém, me vejo feliz em ter um mundo inteiro lutando por liberdade, brigando inclusive por coisas que para pessoas da minha geração não são fáceis de aceitar, como a liberdade sexual feminina, casamento homossexual e por ai vai...
Da mesma forma que o Nazismo prometia riquezas para os que o apoiassem, vejo hoje o populismo tomando conta do mundo. Hitler (tentava) destruir culturas com fogo, hoje a cultura é destruida por ridicularização ou proibição legal. Nos EUA em cidades interioranas um muçulmano não se sente “a vontade” em expor sua ideologia. Na França garotas são proibidas de usar lenços na cabeça.
Passei muito tempo falando que estava cansado de lutar contra os erros do mundo atual. E o mais curioso, é que realmente desisti de salvar o mundo, e isso foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.
Agora estou preocupado em universos menores, coisas bem menores e tentando ajudar a quem realmente precisa e quer.
Posso olhar para o sul e ver tudo que não quero ver, ou posso mirar ao norte, fechar um angulo até ficar muito estreito, e definir que esse é meu caminho.
Como no filme, eu sei muito bem o que é lutar pela vida, ver paisagens gigantescas, se sentir pequeno e respirar o ar que ao sair expurga as sobras, o que não nos serve.
Divida sua água, acredite nas pessoas e continue andando, a vida só termina quando você fechar os olhos para sempre, e preste atenção, você os fecha todos os dias, e nunca saberá qual é a ultima vez.
Quando vi o trailer (no cinema) de Caminho da Liberdade (The Way Back), fiquei sem folego.
Sou apaixonado por paissagens colossais e de horizontes infinitos. Lugares onde você se sente tão pequeno que o barrulho do vento parece conversar com o seu intimo, lhe perguntando se você consegue compreender o quão magnifico é a vida.
O filme tem o titulo no Brasil destonante e fora do contexto, onde a tradução ao pé da letra ficaria muito mais propício (O Caminho de Volta). A saga de fugitivos que atravessam 6.500 quilómetros das regiões mais inóspitas do planeta, crusando a Sibéria até chegar no Tibet, fugindo dos russos com seu regime comunista e proibidos de pisar na Polónia, dominada por Hitler.
O filme me lembrou dos conflitos atuais. Em 2005 na França. Desde 2010 na Grécia e a uma semana na Inglaterra. O que está acontecendo com esses países civilizados e outrora ricos?
O mundo vive um momento de relativa paz, com pequenas guerras nas já tradicionais zonas de conflitos, como o Oriente Médio e África, eles sempre estiveram em guerras.
Muitos irão dizer que essas regiões vivem em derramamento de sangue desde sempre graças as disputas religiosas e suas culturas machistas e violentas.
A verdade é que o ocidente imprimiu a força a cultura do unilateralismo, do cartão de credito e do ateísmo.
Assistindo ao filme, em determinado momento onde o grupo de expedicionários adentra um templo budista procurando proteção, vemos crânios e destruição. A personagem de Saoirse Ronan, Irena pergunta o que aconteceu ali. A resposta:
- O mesmo que aconteceu com nossas igrejas e templos.
Para quem não sabe, Hitler e Stalin saquearam e destruíram, além de proibir, qualquer manifestação religiosa em todo seu domínio (eixo do mal - Alemanha, Itália e Japão).
Estamos vivendo um momento onde a comunicação rápida e barata faz sons ecoarem sem filtros, e aqueles menos preparados terminam agindo como homens das cavernas, gritando e formando uma urbe cheia de ódio e rancor, e o mais curioso é que boa parte da motivação é nula. São jovens que se sentem inferiores por não morar em condomínios luxuosos ou não possuem a jaqueta da Adidas e uma corrente de prata no pescoço.
Já os mais felizardos, donos de carros conversíveis e mansões, se gabam de sua inteligência em fazer fortuna comprando e vendendo títulos de renda variável (ações). Eles esquecem que esse termo, “variável” faz parte da vida e do equilibriu da natureza.
Boa parte das pessoas hoje em dia tem uma visão negativa do futuro. Ou existem aqueles que estão unicamente preocupados com a manutenção do que já é seu, conquistado ou tomado.
Voltando ao filme...
Adoro diretores que sabem colocar-se isentos na historia. Peter Weir foi tão sutil em sua colocação sobre o espiritualismo e a destruição da força comunitária, que no momento que os personagens são acolhidos por tibetanos, temos a impressão que eles serão entregues as forças comunistas.
A pouco tempo atrás, assistindo a uma aula de história, sobre cultura, vi a professora afirmar veementemente a sua turma de alunos que religião não é cultura. Naquele momento vi uma educadora enterrar os últimos quatro ou cinco mil anos da humanidade.
O mais curioso é me ver partindo em defesa de crenças que eu mesmo tenho dúvidas. Porém, me vejo feliz em ter um mundo inteiro lutando por liberdade, brigando inclusive por coisas que para pessoas da minha geração não são fáceis de aceitar, como a liberdade sexual feminina, casamento homossexual e por ai vai...
Da mesma forma que o Nazismo prometia riquezas para os que o apoiassem, vejo hoje o populismo tomando conta do mundo. Hitler (tentava) destruir culturas com fogo, hoje a cultura é destruida por ridicularização ou proibição legal. Nos EUA em cidades interioranas um muçulmano não se sente “a vontade” em expor sua ideologia. Na França garotas são proibidas de usar lenços na cabeça.
Passei muito tempo falando que estava cansado de lutar contra os erros do mundo atual. E o mais curioso, é que realmente desisti de salvar o mundo, e isso foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.
Agora estou preocupado em universos menores, coisas bem menores e tentando ajudar a quem realmente precisa e quer.
Posso olhar para o sul e ver tudo que não quero ver, ou posso mirar ao norte, fechar um angulo até ficar muito estreito, e definir que esse é meu caminho.
Como no filme, eu sei muito bem o que é lutar pela vida, ver paisagens gigantescas, se sentir pequeno e respirar o ar que ao sair expurga as sobras, o que não nos serve.
Divida sua água, acredite nas pessoas e continue andando, a vida só termina quando você fechar os olhos para sempre, e preste atenção, você os fecha todos os dias, e nunca saberá qual é a ultima vez.
domingo, 26 de junho de 2011
Hanna - Filmaço
Depois de comprovar que o Arnaldo Jabor não entende nada de cinema... Assistindo "Se Beber Não Case 2" (contra indicado por ele) e me divertindo como filho de bandido quando o pai tá preso, encontrei mais um filme para deixar o sujeito vidrado na tela...
Hanna não é um filme para rir, não é para chorar, é para se divertir com uma dessas tramas simples, feito para comer pipoca e mesmo assim, ficar ansioso pelo desenrolar da historia.
Quando falei sobre a Saoirse Ronan em Um Olhar do Paraíso (Lovely Bones), já imaginava o quanto seria brilhante a carreira dessa garota. Antes de Lovely Bones ela atuou junto com a Keira Knight em "Desejo e Reparação" (Atonelement), filme meio chato, mas com atuações fortes (Tá bom, o filme é fraco, vi mesmo pela Keira). Hanna e Desejo e Reparação são obras do diretor Joe Wright, que também é dono do épico e chato "Orgulho e Preconceito" (Olha a Keira novamente). Mas dessa vez ele acertou, Hanna é comparado ao famoso e fantástico "O Profissional" (Leon) do Luc Besson.
Se você é novato aqui no blog, pode infartar, eu não conto o enredo de filme.
A única coisa que posso revelar é que a Saoirse Ronan ficou perfeita no papel de uma adolescente de 16 anos assassina profissional (alguém ai lembrou de Nikita?), sua face e corpo nunca convenceriam uma formiga a teme-la. Esse inclusive é o único ponto fraco do filme, as cenas de luta não convencem.
Saoirse Ronan voltará a trabalhar para o Peter Jackson (que a dirigiu em Lovely Bones) na sequencia do Senhor dos Anéis (The Hobbit: An Unexpected Journey). Novamente aparecerá ao lado da Keira Knight em uma nova versão de Anna Karenina com direção do... Joe Wright (Achou que só existia panelinha no cinema brasileiro?).
Se ainda não ficou convencido a ver o filme, talvez a trilha sonora do Chemical Brothers faça a diferença...
Simplesmente fantástica. A cartada final é a presença da Cate Blanchett, ela faria até filme do Renato Aragão valer a pena.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Piratas do Caribe Francês
sábado, 23 de abril de 2011
Filmes
Gainsbourg - Uma Vida Heróica
(Gainsbourg - Vie héroïque)
Quem diabos inventou esse subtítulo de "Uma Vida Heróica", sem dúvida estava morrendo de inveja do Serge Gainsbourg. Inveja, claro, das lindas mulheres que ele amou (No mais puro sentido sexual), e ainda mais pelo sujeito ser feio pra danar, ter um repertório de músicas e outras artes de cunho pra lá de duvidoso. Muito provavelmente a unica música que você (e eu) conhece do sujeito é Je t'aime... moi non plus... aquela famosa trilha sonora de motel.
A seleção de atrizes é impecável. Inclusive, procurando o nome da deslumbrante interprete da Jane Birkin, descubro que chama-se Lucy Gordon, e deu fim a própria vida... E isso me deixa de cabelo em pé... Parece que virou moda isso de suicídio entre os bonitos e bem sucedidos. Ainda bem que eu pareço com o Gainsbourg.
Nota: 7,5
Motivos para ver: Deixa eu pensar... Mulheres lindas!
O que tem de ruim: O início é legal, mas o roteiro se perde depois de 1/3 do filme.
O Escritor Fantasma
(The Ghost Writer)
Nos últimos anos eu não tenho me empolgado com diretores famosos. Ir para o cinema e se deparar com filmes ruins e que ainda por cima ficam no "frison" de uma panelinha de babacas "entendidos" que vivem de arrumar palavras e embromações para justificar o tempo que você perde no cinema vendo algo grotesco (sim, no cinema também é moda ganhar dinheiro chocando), chato.
O filme do Roman Polanski que mais me marcou foi Lua de Fel, e o clássico Dança dos Vampiros de 1967. Em O Escritor Fantasma ele acerta em todos os sentidos. O filme tem uma certa angustia dos tempos modernos. A pressa, o dinheiro e a frieza. Interpretações bacanas e uma fotografia sublime, coisa difícil de se conseguir em climas chuvosos (viva as cameras digitais modernas).
Lars e o Verdadeiro Amor
(Lars and the Real Girl)
A história de um pacato sujeito, que envolto em sua solidão e abstração do mundo social, tem como vizinhos seu irmão e cunhada, que tentam a todo custo entrosar o rapaz com o mundo real. Só que um belo dia Lars conta a surpresa: Tem uma namorada e ela irá chegar para ficar morando com ele. Porém, surpresa mesmo é quando entregam uma caixa de madeira e de lá sai a tal namorada, uma boneca. Com esse roteiro, qualquer um deixaria esse filme como ultima opção na locadora (ou no torrent). Porém, é um dos filmes mais tocantes que vi nos últimos tempos. Tem uma sensibilidade e simplicidade que faz você se perguntar se ainda existem pessoas tão boas no mundo.
Vida que Segue
(Moonlight Mile)
Uma historia intrincada. Um filme lento, meio sádico se você não gostar de esperar pelo desembaraço. Maravilhoso para quem gosta de aprender, ver e adorar as nuances de como tudo é complexo para nós, seres humanos. Um filme com Dustin Hoffman, Susan Sarandon, Jake Gyllenhaal e Holly Hunter não precisa de apresentações. Doce e inteligente.
Não me Abandone Jamais
(Never Let Me Go)
Em toda a minha vida, sempre achei uma grande besteira essa discussão de livros que não ficaram bem como filmes ou vice-versa. Esse filme não merece ser um filme. Não li o livro, mas em 20 minutos de play já da para notar que essa novela não cabe no cinema. Mesmo assim, é o roteiro mais denso e sofrido que já vi em filmes pop. O filme não deve ter recebido um grande orçamento, e a Keira Knightley entrou como figurinha de segundo plano. Imaginei esse roteiro nas mãos do Win Wenders e o quão (mais ainda) sofrido seria ver seus 103 minutos (Com o Wenders ele prolongaria isso para 3 horas).
A história é narrada de uma forma tão fria, que só poucos irão entender que é tudo proposital, com o intuido de realmente mostrar um mundo completamente diferente do que vivemos. Não existe certo ou errado, o triângulo amoroso do filme é composto de pessoas que simplesmente nasceram e foram criadas para uma função. Um boi não tem a consciência que irá virar carne, os alemãs seguiram Hitler e os fanáticos de Manson mataram inocentes por pura diversão. É um filme para marcar. Tão agonizante quanto belo.
PS: Belo no sentido de despertar uma consciência.
(Gainsbourg - Vie héroïque)
Quem diabos inventou esse subtítulo de "Uma Vida Heróica", sem dúvida estava morrendo de inveja do Serge Gainsbourg. Inveja, claro, das lindas mulheres que ele amou (No mais puro sentido sexual), e ainda mais pelo sujeito ser feio pra danar, ter um repertório de músicas e outras artes de cunho pra lá de duvidoso. Muito provavelmente a unica música que você (e eu) conhece do sujeito é Je t'aime... moi non plus... aquela famosa trilha sonora de motel.
A seleção de atrizes é impecável. Inclusive, procurando o nome da deslumbrante interprete da Jane Birkin, descubro que chama-se Lucy Gordon, e deu fim a própria vida... E isso me deixa de cabelo em pé... Parece que virou moda isso de suicídio entre os bonitos e bem sucedidos. Ainda bem que eu pareço com o Gainsbourg.
Nota: 7,5
Motivos para ver: Deixa eu pensar... Mulheres lindas!
O que tem de ruim: O início é legal, mas o roteiro se perde depois de 1/3 do filme.
O Escritor Fantasma
(The Ghost Writer)
Nos últimos anos eu não tenho me empolgado com diretores famosos. Ir para o cinema e se deparar com filmes ruins e que ainda por cima ficam no "frison" de uma panelinha de babacas "entendidos" que vivem de arrumar palavras e embromações para justificar o tempo que você perde no cinema vendo algo grotesco (sim, no cinema também é moda ganhar dinheiro chocando), chato.
O filme do Roman Polanski que mais me marcou foi Lua de Fel, e o clássico Dança dos Vampiros de 1967. Em O Escritor Fantasma ele acerta em todos os sentidos. O filme tem uma certa angustia dos tempos modernos. A pressa, o dinheiro e a frieza. Interpretações bacanas e uma fotografia sublime, coisa difícil de se conseguir em climas chuvosos (viva as cameras digitais modernas).
Nota: 9,0
Motivos para ver: O roteiro é fantástico.
O que tem de ruim: Não encontrei nada que desmereça a ida na locadora
(Lars and the Real Girl)
A história de um pacato sujeito, que envolto em sua solidão e abstração do mundo social, tem como vizinhos seu irmão e cunhada, que tentam a todo custo entrosar o rapaz com o mundo real. Só que um belo dia Lars conta a surpresa: Tem uma namorada e ela irá chegar para ficar morando com ele. Porém, surpresa mesmo é quando entregam uma caixa de madeira e de lá sai a tal namorada, uma boneca. Com esse roteiro, qualquer um deixaria esse filme como ultima opção na locadora (ou no torrent). Porém, é um dos filmes mais tocantes que vi nos últimos tempos. Tem uma sensibilidade e simplicidade que faz você se perguntar se ainda existem pessoas tão boas no mundo.
Nota: 10
Motivos para ver: Depois que o filme termina, vem aquela vontade de fazer o bem.
O que tem de ruim: Nada
Vida que Segue
(Moonlight Mile)
Uma historia intrincada. Um filme lento, meio sádico se você não gostar de esperar pelo desembaraço. Maravilhoso para quem gosta de aprender, ver e adorar as nuances de como tudo é complexo para nós, seres humanos. Um filme com Dustin Hoffman, Susan Sarandon, Jake Gyllenhaal e Holly Hunter não precisa de apresentações. Doce e inteligente.
Nota: 10
Motivos para ver: Vontade de desvendar a trama.
O que tem de ruim: Nada
Não me Abandone Jamais
(Never Let Me Go)
Em toda a minha vida, sempre achei uma grande besteira essa discussão de livros que não ficaram bem como filmes ou vice-versa. Esse filme não merece ser um filme. Não li o livro, mas em 20 minutos de play já da para notar que essa novela não cabe no cinema. Mesmo assim, é o roteiro mais denso e sofrido que já vi em filmes pop. O filme não deve ter recebido um grande orçamento, e a Keira Knightley entrou como figurinha de segundo plano. Imaginei esse roteiro nas mãos do Win Wenders e o quão (mais ainda) sofrido seria ver seus 103 minutos (Com o Wenders ele prolongaria isso para 3 horas).
A história é narrada de uma forma tão fria, que só poucos irão entender que é tudo proposital, com o intuido de realmente mostrar um mundo completamente diferente do que vivemos. Não existe certo ou errado, o triângulo amoroso do filme é composto de pessoas que simplesmente nasceram e foram criadas para uma função. Um boi não tem a consciência que irá virar carne, os alemãs seguiram Hitler e os fanáticos de Manson mataram inocentes por pura diversão. É um filme para marcar. Tão agonizante quanto belo.
PS: Belo no sentido de despertar uma consciência.
Nota: 9,0 (10 pela inovação e provocação bem administrada)
Motivos para ver: Filme único e roteiro inovador.
O que tem de ruim: Acredito que a idéia do diretor era tornar o ambiente frio e calculista, exagerou na dose.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Vida que Segue
Nos últimos dias meu cérebro tem funcionado acima da velocidade que estava padronizado nos últimos meses de vida. A Sinapse das idéias tendem a atormentar o bom sono, mas quando sobra pouco tempo para si mesmo da nisso. E alguns teimam em achar que essa pressão sobre o tempo pode apagar amores, dores e problemas, não é verdade.
Envolto em minha gripe, numa tarde quente e nublada, jogo-me na cama, ligo o ar condicionado no máximo e vou escolher um filme para ocupar o tempo vazio. Escolho “Vida que Segue”, Vida que Segue (no Brasil) Sonhos Desfeitos (em Portugal) e Moonlight Mile (O original), que segundo as indicações dos usuários do MUBI é um filme desses que merecem todas as estrelas permitidas na pontuação.
A legenda estava dessincronizada e ainda por cima em português de Portugal. Sincronismo tem jeito, traduções com gírias e erradas, não. Mas, parecia ser um bom filme, e tentei usar meu fraco inglês de ouvido junto com as legendas meia boca. E foram inevitáveis os cochilos. Adormeci.
Quando enfermo, uma pessoa tente a misturar sonhos com a realidade, passando por momentos onde acorda, olha ao redor e volta a dormir. E minha pobre cabeça não parava de formular estratégias corporativas, tecnologias disruptivas, processadores, memórias, redes, e tudo quando é coisa ligada ao meu dia a dia. Finalmente o R.E.M passou a ser sossegado e apaguei.
Acordei por volta das 00:00h. Lembrei que não havia jantado, e gosto de levar a sério isso de ter todas as refeições. Liguei a TV (Péssimo vicio de comer vendo TV), e estava começando um filme que já vi por duas ou mais vezes. É um desses filmes que você aplaude o justiceiro, se sente vingado e aprecia ver a derrota dos bandidos, porém, como não é a primeira vez que vejo esse roteiro, fiquei me perguntando o quanto filmes afetam as pessoas, e se quem assiste isso, passa a acreditar que um cidadão comum pode, da noite para o dia matar outra pessoa (mesmo que o pior dos bandidos), e sair assobiando e comprar chicletes na esquina todo sorridente. Mesmo que eu tenha mudado muito nos últimos anos, achando que bandido bom é bandido na cova, sei que decidir sobre a vida ou pior, executar um ser vivo, não é algo que seja uma escolha fácil ou que o camarada leve isso até seu fim de vida como algo banal. Não, não é!
Ver em um mesmo filme a Jennifer Aniston e o Vincent Cassel é algo estranho. Uma, é bela e vem na cabeça o lado fofoca da vida publica de famosos: “Como diabos o Brad Pitt largou essa formosura por uma Angelina Jolie que nada mais é do que puro marketing (Ela pode fotografar bem, mas o que vale é nua, e ai nem tenho dúvidas que a Aniston ganha). O Vincent Cassel eu detesto há muito tempo, ele é o típico cafajeste sujo, ao mesmo tempo, me faz lembrar que mulheres se decompõem por caras assim, diga-se de passagem que ele (feioso como é) pega a gostosa da Monica Beluci.
O filme "Fora de Rumo" é basicamente a rotina de uma família normal, onde a filha que sofre de diabetes tenta ganhar um novo rim. O casamento já fraquejando, pinta a golpista sedutora da Jennifer Aniston. No final, o Clive Owen mata todos e vai na esquina comprar um chiclete. A historia acaba, e eu fico divagando sobre como o cinema e a TV tornam as pessoas burras e figurantes de uma pantomima voltada a vender produtos.
Após o filme, começa o programa do Serginho (Gayman) Groisman , que tem como atrações: O lutador top do momento Anderson Silva, o ator Diogo Vilela falando de sua peça Gaiola das Loucas, o cabeleireiro da Dilma e para não ficar só na boiolagem, a cantora que quer cuidar de idosos (por um belo salário e publicidade, claro) Paula Fernandes.
Ver Anderson Silva com sua voz de menina, que é patrocinado por outro sujeito estranho e papa travêco, Ronaldinho Tireóide... Diogo Vilela que é pelo menos uma boneca comportada, tudo bem... A gatinha da Paula Fernandes tem uma voz bonita... tudo bem...
Até que começa um show que faz parte da peça Gaiola da Loucas, ai pronto, meu limite de viadagem chegou ao máximo, fui dormir.
Meu irmão tem uma tese que os membros da família Marinho são todos boiolas, e eu tô começando a acreditar. Nada contra os bibas, mas pohha! Ainda existem héteros nesse mundo... Cadê os programas com garotas de camiseta molhada? “Cadê os pógrama pra macho pô?”
Como ainda não conseguia dormir sem pensar em specs, clock de cpus, nodes, renderfarm, algoritmos, dólares, garotas de biquine, etc... Usei o celular como reprodutor de musica, mesmo sabendo que a coletânea ali presente é de deixar o sujeito enterrado na lama até o pescoço.
Começou com Smiths, foi para Devics, Trespassers William, Band of Horses, Doves e mais um punhado de lamurias. E meu coração e mente fizeram uma triangulação com tudo de bom e ruim que vivi em 2010. Foi o suficiente para ir dormir do tamanho de um feijão.
Acordo com a sensação que ainda não me entreguei ao desleixo e a falta de sentimento que existe nesse mundo moderno onde só se fala em consumo e grana. Pensei na mesma hora: Tenho que ver aquele filme...
Após um café da manhã com chá e muito limão (tentativa de curar a gripe), volto ao filme que havia largado logo no inicio...
Moonlight Mile
Se você leu até aqui, é sinal que não tem muito o que fazer, e sendo assim, lhe aconselho a não continuar. Vá ler algum site de fofoca. Brincar de ver a vida (vida?) alheia de pessoas no Facebook ou Twitter. Nesse cantinho aqui, as coisas costumam serem verdadeiras ou quase isso, e quando se trata de filmes para fazer o sujeito dar um nó nos miolos, ou usar um lençol para enxugar as lágrimas, eu aviso logo, não leia. (Isso não é para proteger quem lê isso aqui, é para evitar que algum babaca venha comentar que o filme e ruim... E isso não me ofenderia, mas me deixa a brecha para chamar o sujeito de burro). Agora que você já descobriu que não sou flor-de-cheirar, vaitimbora!
Rammm rammm, hrummm, voltando... (Isso foi uma simulação de pigarro)
Quando você assiste um filme com o Jack Gyllenhaal já sabe que é história de bom moço que no final se ferra. Ou na melhor situação, ele é um alienado e excluído da sociedade por ter hábitos estranhos para o padrão (tudo bem que o padrão hoje é ter tatoo e usar drogas, mas esquece e pense em padrões antigos). E é quase isso mesmo o que acontece no filme, mas não vou contar detalhes é claro. Ele é um rapaz que ainda está meio perdido por um destino traçado, e que o leva a morar com os pais de sua noiva. O filme começa lento, muito lento. Não chega a ser um enigma, mas para os menos atentos pode ser difícil entender o que está acontecendo. E eu lhe aconselho, se você for uma pessoa que tem coração preparado para sentimentos nobres como o amor, não pare de ver o filme logo no inicio, dê uma chance.
Todos os filmes que entram na minha vida para marcar, tem algo em comum, são lotados de frases e diálogos muito bem construídos, e mais uma vez, para quem não tem paciência, o inicio do filme pode parecer insano, mas os sentimentos vão aflorando, transbordando e deixando o espectador com um ar de torcedor, querendo que tudo acabe bem, afinal, aquelas pessoas podem parecer estranhas, mas são lindas e poéticas.
Dustin Hoffman é um dos meus atores favoritos, muito comum eu adorar os filmes onde ele aparece. É como se o seu perfil fosse sempre igual, e que no lugar do casting escolhe-lo, ele que escolhe o filme. Sua atuação é como sempre complexa. Inclusive o Jack Gyllenhaal parece ser a versão do Hoffman adolescente. Ele faz o papel do pai da noiva, e ninguém menos fantástica que a Susan Sarandon é a mãe.
A cena em que a Jojo (Susan Sarandon) descreve como consegue suportar um casamento de 31 anos é de fazer os pulmões tremularem como se você tivesse tomado todo um litro de xarope expectorante.
A preocupação do personagem Joe Nast (Jack Gyllenhaal) em proteger as pessoas, ser verdadeiro e guardar para si mesmo todas as dores, é de você pensar muito sobre a vida e como você trata quem te ama, e a quem você ama.
A Jojo é a típica mulher poderosa que conseguiu manter um casamento. Nada fácil, já que seu companheiro não poderia ser tachado de bunda mole, e ao mesmo tempo é preso em vários TOCs como atender telefone, trancar portas e o singelo vício de colocar adesivos com o nome das coisas em italiano, inclusive uma das palavras mais bonitas nessa língua surge de uma forma que une tudo, Cielo (Céu).
E se minha gripe, anexada a um sono ruim estão me atrapalhando... As musicas do meu celular me lembraram datas, pessoas, momentos, e de quem eu sou, e que caminho devo trilhar (já que andei desvirtuando um pouco meu trajeto).
Acordar e ver um filme como esse, me renovou, na verdade, renovou minhas esperanças. Tudo por conta de frases. Frases perfeitas. E se você gosta de filmes assim, não deixe de ver esse, pode mudar sua vida, ou relembrar quem você realmente é. Imperdível.
PS: Nos créditos começa a tocar “Song to the Siren” musiquinha já comentada mais de uma vez aqui (no blog), só que dessa vez na voz de ninguém menos que Robert Plant.
PS2: Tenho que procurar mais filmes com Ellen Pompeo :)
PS3: Termino de escrever isso ao som de Kuduro, graças a um vizinho, que espero do fundo da minha bondade infinita, e ainda tocado pelo filme, que ele tenha um infarto desses que o sujeito chega no hospital todo cagado, ai ele vai entender o que é cuduro. Tô brincando, uma diarréia nível 5 já estaria de bom tamanho (desde que ele desligue essa mierda).
Abaixo vai a música citada e mais outras que se encaixam bem com o referido filme, ou pós filme... Porque a soundtrack do filme é só rock anos 70 (Moonlight Mile por acaso, é uma música dos Rolling Stones)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Black Swan - Aula de psicologia do Prof. Darren Aronofsky
Este na verdade deveria ser o terceiro post do ano... (Os outros dois ficaram muito agressivos e estão suspensos momentaneamente)
Vamos lá...
Black Swan
Graças as maravilhas do mundo internético, assisti Black Swan, que só deve chegar aos cinemas nacionais em 11 de fevereiro. O titulo por aqui deve ser Cisne Negro, isso se não surgir algum nome como "Lago dos Cisnes", "Dançarina" ou "Pato Preto" (Juro que eu estava tentando ser engraçado).
Como é de costume, procuro não me informar muito sobre filmes, fico a espera das surpresas. E pelo trailler fiquei com a impressão que o Vincent Cassel vestiria seu papel de sempre, homem mal.
Mas na verdade o filme é um thriller baseado em um drama psicológico. Calma, não irei contar a história, mas acho que é o primeiro filme do Darren Aronofsky que em 15 minutos já dá para saber o final. E se você conhece a história do balé "Lago dos Cisnes" do russo Tchaikovsky, ai o filme perde por completo a graça.
Mas perai?
Darren Aronofsky não é o mesmo cara de Requiem for a Dream?
O mesmo de Pi e O Lutador?
Do apaixonante e embriagante Fonte da Vida?
Como diabos esse cara fez um filme que em 15 minutos perde a graça e já sabemos o final? E pior, como um filme que promete levar a Natalie Portman a concorrer a um Oscar pode ser ruim?
Ai eu pergunto: Onde foi que falei que era ruim?
O filme é mais um chute no meio das pernas da sociedade. Muito provavelmente será um fracasso nos cinemas. Pessoas sairão da sala na primeira meia hora. E tudo porque ninguém suporta ver o delineado do sofrimento alheio (ainda mais sendo a gatíssima Natalie).
Eu já estava achando que vejo coisas demais onde não existem. tratei logo de diagnosticar mais uma portadora da Sindrome de Borderline (a personagem Nina), uma doença mental que não se herda da família, mas que surge devorando a vida de pessoas (mulheres principalmente) modernas. Mas outros tiveram a mesma opinião, inclusive em um blog de psicologia e outro sujeito que chegou a argumentar um diagnostico.
É um assunto tão delicado e complexo, e minha opinião é tão insignificante, que prefiro aguardar isso virar assunto na TV, mesmo sabendo que é um problema de escala mundial e nada será feito.
Mas o Darren tem essa sensibilidade e paciência. Ele tenta exibir na tela com imagens e áudio (e o som para ele é deveras importante) os erros de um mundo complexo. Ele usou quase a mesma receita em Réquiem para um Sonho, onde uma bela garota (Jennifer Connelly) acompanhada de seunamorado cúmplice, se jogam no mundo das drogas.
Em O Lutador Mickey Rourke faz o papel dele mesmo, e a aula mais uma vez é sobre o devaneio das drogas, só que com singelas pinceladas de azar, erros e amostras de como é difícil sair da lama depois do sujeito se atolar até o pescoço.
A trilha sonora deve ter sido um desafio para o Clint Mansell, que assina as músicas nos trabalhos do Darren, como a maravilhosa OST de Fonte da Vida (e todos os filmes citados). Ele conseguiu deixar o eletrônico de lado e compos em cima da famosa obra de Tchaikovsky, uma trilha que dá a ansiedade e o drama necessários, em um raro caso onde você se coloca emdois três mundos paralelos, o do autor e o da personagem principal. Conseguir isso em um filme que aborda um drama psicótico, é merecedor de aplausos de pé.
As meninas mais desatentas (e sapatas) irão achar calientes as cenas de sexo entre a Mila Kunis e a Natalie Portman, porém, mesmo um macho babão por cenas lésbicas, irá se tocar que tudo aquilo é muito estranho e confuso. Outra cena que deve ser muito comentada pelos tarados (hummmm) é o momento que a Nina faz justiça com as próprias mãos (Isso mesmo, masturbação)... Se eu contar mais perde a graçae a frustração.
Pode ir conferir no cinema, é um marco na carreira da Natalie Portman e do Darren Aronofsky. Eles conseguiram criar um ambiente impossível de explicar o tamanho das correlações quase que científicas, um verdadeiro laboratório de psicologia do Dr.Philip Zimbardo.
PS: A Winona Ryder está irreconhecível no papel de Beth Macintyre, a bailarina que ficou velha e agora ofuscada por uma "novata". Mais pano de fundo para debates... Esse Darren é fod*!
Vamos lá...
Black Swan
Graças as maravilhas do mundo internético, assisti Black Swan, que só deve chegar aos cinemas nacionais em 11 de fevereiro. O titulo por aqui deve ser Cisne Negro, isso se não surgir algum nome como "Lago dos Cisnes", "Dançarina" ou "Pato Preto" (Juro que eu estava tentando ser engraçado).
Como é de costume, procuro não me informar muito sobre filmes, fico a espera das surpresas. E pelo trailler fiquei com a impressão que o Vincent Cassel vestiria seu papel de sempre, homem mal.
Mas na verdade o filme é um thriller baseado em um drama psicológico. Calma, não irei contar a história, mas acho que é o primeiro filme do Darren Aronofsky que em 15 minutos já dá para saber o final. E se você conhece a história do balé "Lago dos Cisnes" do russo Tchaikovsky, ai o filme perde por completo a graça.
Mas perai?
Darren Aronofsky não é o mesmo cara de Requiem for a Dream?
O mesmo de Pi e O Lutador?
Do apaixonante e embriagante Fonte da Vida?
Como diabos esse cara fez um filme que em 15 minutos perde a graça e já sabemos o final? E pior, como um filme que promete levar a Natalie Portman a concorrer a um Oscar pode ser ruim?
Ai eu pergunto: Onde foi que falei que era ruim?
O filme é mais um chute no meio das pernas da sociedade. Muito provavelmente será um fracasso nos cinemas. Pessoas sairão da sala na primeira meia hora. E tudo porque ninguém suporta ver o delineado do sofrimento alheio (ainda mais sendo a gatíssima Natalie).
Eu já estava achando que vejo coisas demais onde não existem. tratei logo de diagnosticar mais uma portadora da Sindrome de Borderline (a personagem Nina), uma doença mental que não se herda da família, mas que surge devorando a vida de pessoas (mulheres principalmente) modernas. Mas outros tiveram a mesma opinião, inclusive em um blog de psicologia e outro sujeito que chegou a argumentar um diagnostico.
É um assunto tão delicado e complexo, e minha opinião é tão insignificante, que prefiro aguardar isso virar assunto na TV, mesmo sabendo que é um problema de escala mundial e nada será feito.
Mas o Darren tem essa sensibilidade e paciência. Ele tenta exibir na tela com imagens e áudio (e o som para ele é deveras importante) os erros de um mundo complexo. Ele usou quase a mesma receita em Réquiem para um Sonho, onde uma bela garota (Jennifer Connelly) acompanhada de seu
Em O Lutador Mickey Rourke faz o papel dele mesmo, e a aula mais uma vez é sobre o devaneio das drogas, só que com singelas pinceladas de azar, erros e amostras de como é difícil sair da lama depois do sujeito se atolar até o pescoço.
A trilha sonora deve ter sido um desafio para o Clint Mansell, que assina as músicas nos trabalhos do Darren, como a maravilhosa OST de Fonte da Vida (e todos os filmes citados). Ele conseguiu deixar o eletrônico de lado e compos em cima da famosa obra de Tchaikovsky, uma trilha que dá a ansiedade e o drama necessários, em um raro caso onde você se coloca em
As meninas mais desatentas (e sapatas) irão achar calientes as cenas de sexo entre a Mila Kunis e a Natalie Portman, porém, mesmo um macho babão por cenas lésbicas, irá se tocar que tudo aquilo é muito estranho e confuso. Outra cena que deve ser muito comentada pelos tarados (hummmm) é o momento que a Nina faz justiça com as próprias mãos (Isso mesmo, masturbação)... Se eu contar mais perde a graça
Pode ir conferir no cinema, é um marco na carreira da Natalie Portman e do Darren Aronofsky. Eles conseguiram criar um ambiente impossível de explicar o tamanho das correlações quase que científicas, um verdadeiro laboratório de psicologia do Dr.Philip Zimbardo.
PS: A Winona Ryder está irreconhecível no papel de Beth Macintyre, a bailarina que ficou velha e agora ofuscada por uma "novata". Mais pano de fundo para debates... Esse Darren é fod*!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Tron: O Legado
Se existe uma coisa que é nova pra mim, se chama... Ansiedade!
Aparentemente o lançamento de "Tron - O legado" no Brasil é dia 17 de dezembro.
Não costumo ler ou ver traillers, gosto de surpresa (só em filmes).
Mas tá difícil esperar...
Claro que não é para ver o Jeff Bridges, nem somente curtir a trilha assinada pelos Daft Punk (que já vazou na internet).
Quê? A Olivia Wilde? Nada, ela é féia demais... Eu jamais iria catar no Google Image uma tela dela para usar de background no notebook... Jamais, jamais...
Conjure One - Exilarch
Também já está jogado pela rede o novo disco do Conjure One, Exilarch.
Ainda em avaliação, mas para quem quer criar paixão pelo projeto (Delerium + Leeb & Fulber), vale a pena conhecer os discos anteriores.
PS: Recado para um amigo que agora vai morar em Vancouver, que além de ser a cidade numero 1 do mundo, é o lugar que moram os músicos mais loucos e criativos do universo. Farj, quando estiver em alguma lanchonete e der de cara com a Bjork, o Leeb, Fulber, Elsiane ou qualquer uma das dezenas de vocalistas que gostamos, pede um autografo no guardanapo para seu amigo aqui :)
Ah! E abre essa mão e vai nos shows rapaz...
Muito feliz por você, sua família, e o futuro... Porque o futuro sempre é melhor!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Era uma vez...
Mais um post requentado do baú!
Esse é de 26/02/2008. Lembrei dele depois de ouvir mais uma maravilhosa versão de "C'era Una Volta Il West".
E se você também é viciado em música, tem alma para vibrar junto com as cordas vocais da interprete (Arianna Rondina), os celos e violinos, segura a onda (como sempre, aconselho um bom headphone):
C'era Una Volta Il West - Ennio Morricone
Era uma vez no Oeste

Música é a única coisa capaz de acalmar (ou incitar) feras das mais ferozes.
Escutei Ennio Morricone pela primeira vez quando tinha uns 7 anos.
As noites na casa da minha tia eram acompanhadas por primos bem mais velhos e sua orda de amigos. Eu lá, pivete, no meio dos marmanjos.
Eram sessões quase que semanais de filmes em preto e branco, indo de Tarzan ou Batman & Robin (Classic) a filmes de terror e Westerns.
Acho que passei a ver filmes com o coração já nessa época. Gostava de ver toda aquela porcaria mal acabada dos filmes B (Gosto até hoje!), e rir das coisas absurdas. Mas quando o filme era enigmático e fechado, me empolgava.
Não tem como esquecer “Era uma vez no Oeste”.
Que mulher linda era aquela?
Como diabos esse cara é tão corajoso?
Nossa! Que mira!
Eita! O pau vai comer é agora!!!
Hoje vejo que mesmo analfabeto de cinema e com uma cultura de criança de bairro pobre, meus olhos e ouvidos não tinham barreiras para a arte.
O diretor italiano Sergio Leone costura toda sua obra com uma trilha sonora assinada por Ennio Morricone, outro italiano que tornou as soundtracks para cinema algo tão grandioso e mágico como as operas.
Esqueça que você não gosta de Western, mesmo sem nunca ter visto um. Esqueça que música clássica é coisa para velhos. Esqueça que filme precisa ser milionário para fazer você rir ou chorar... Corre na locadora e veja esse fantástico filme. Se você não ficar grudado na tela, sentir o cheiro das roupas sujas dos cowboys... Não se apaixonar pela Claudia Cardinale... e não vibrar com toda a sincronia musical (lembrando que a tecnologia é de 1969), esqueça, você não gosta de cinema, e muito menos de música.
OBS:
# A Obra de Ennio Morricone é tão vasta que existem blogs especializados no assunto:
Morricone Lover
Mondo Morricone
# Era uma vez na América é outra parte da trilogia que é imperdível para amantes da sétima arte.
#Ainda não vi Era uma vez no México :/ (Que é como deveria chamar o segundo filme da trilogia, mas aqui no Brasil ganhou o nome de Quando Explode a Vingança)
Para ficar com água na boca... olha aqui:
Ennio Morricone - Il était une fois dans l'Ouest (Concert)
Se você tem 13 anos e ainda não sabe que música clássica é puro Rock and Roll, olha essa versão:
(Tenha paciência, espere um pouco, veja até o final)
Ennio Morricone (once upon a time in the west)
Esse é de 26/02/2008. Lembrei dele depois de ouvir mais uma maravilhosa versão de "C'era Una Volta Il West".
E se você também é viciado em música, tem alma para vibrar junto com as cordas vocais da interprete (Arianna Rondina), os celos e violinos, segura a onda (como sempre, aconselho um bom headphone):
C'era Una Volta Il West - Ennio Morricone
Era uma vez no Oeste

Música é a única coisa capaz de acalmar (ou incitar) feras das mais ferozes.
Escutei Ennio Morricone pela primeira vez quando tinha uns 7 anos.
As noites na casa da minha tia eram acompanhadas por primos bem mais velhos e sua orda de amigos. Eu lá, pivete, no meio dos marmanjos.
Eram sessões quase que semanais de filmes em preto e branco, indo de Tarzan ou Batman & Robin (Classic) a filmes de terror e Westerns.
Acho que passei a ver filmes com o coração já nessa época. Gostava de ver toda aquela porcaria mal acabada dos filmes B (Gosto até hoje!), e rir das coisas absurdas. Mas quando o filme era enigmático e fechado, me empolgava.
Não tem como esquecer “Era uma vez no Oeste”.
Que mulher linda era aquela?
Como diabos esse cara é tão corajoso?
Nossa! Que mira!
Eita! O pau vai comer é agora!!!
Hoje vejo que mesmo analfabeto de cinema e com uma cultura de criança de bairro pobre, meus olhos e ouvidos não tinham barreiras para a arte.
O diretor italiano Sergio Leone costura toda sua obra com uma trilha sonora assinada por Ennio Morricone, outro italiano que tornou as soundtracks para cinema algo tão grandioso e mágico como as operas.
Esqueça que você não gosta de Western, mesmo sem nunca ter visto um. Esqueça que música clássica é coisa para velhos. Esqueça que filme precisa ser milionário para fazer você rir ou chorar... Corre na locadora e veja esse fantástico filme. Se você não ficar grudado na tela, sentir o cheiro das roupas sujas dos cowboys... Não se apaixonar pela Claudia Cardinale... e não vibrar com toda a sincronia musical (lembrando que a tecnologia é de 1969), esqueça, você não gosta de cinema, e muito menos de música.
OBS:
# A Obra de Ennio Morricone é tão vasta que existem blogs especializados no assunto:
Morricone Lover
Mondo Morricone
# Era uma vez na América é outra parte da trilogia que é imperdível para amantes da sétima arte.
#
Para ficar com água na boca... olha aqui:
Ennio Morricone - Il était une fois dans l'Ouest (Concert)
Se você tem 13 anos e ainda não sabe que música clássica é puro Rock and Roll, olha essa versão:
(Tenha paciência, espere um pouco, veja até o final)
Ennio Morricone (once upon a time in the west)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Obrigado Carl Sagan!
O Carlos Cardoso lembrou do aniversário do Carl Sagan. E isso me fez requentar o texto abaixo, que publiquei em 8/10/2005 - Contato - Carl Sagan. Quando procurei no blog por "Carl Sagan", outro post apareceu, e esse, é um dos mais ferrados já registrados. Foi em 24/09/2008 - Que ele esteja com todos nós.
Vai por mim, assista Contato, Cosmos e ame as pessoas, de verdade.
Contato - Carl Sagan

Assisti pela sexta vez o filme Contato do diretor Robert Zemeckis, baseado no livro de mesmo nome, escrito por Carl Sagan, que para pessoas da minha idade dispensa apresentações, mas para os nascidos nos anos 80 vale falar de alguns feitos do astrônomo e biólogo que é considerado um dos maiores incentivadores da popularização da ciência. Ele criou, dirigiu e apresentou o seriado Cosmos, que além de fazer muito sucesso em todo o mundo, levou jovens a ingressar no mundo da astronomia e outras ciências.
Carl Sagan também é um dos fundadores do projeto SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence (Busca de Inteligência extraterrestre). Uma fundação que vare os céus a procura de vida, e que chamou a atenção ao criar uma nova forma de inserir pessoas comuns na pesquisa. Eles usam um programa que pode ser instalado em qualquer computador, e enquanto o usuário estiver sem fazer nada na maquina, ela “empresta” o poder computacional para o SETI, assim o projeto já conta com um dos maiores supercomputadores “paralelos” do mundo.
http://setiathome.ssl.berkeley.edu/
Carl tinha paixão em ensinar e deixar dúvidas no ar. Uma coisa que muitos já deviam ter colocado na cabeça é que só existem respostas simples, por mais complexa que sejam. Tudo no universo muda, mesmo que não enxerguemos.
Carl Sagan morreu aos 62 anos, não chegou a ver o filme Contato finalizado, mas participou de boa parte da formatação do filme.
Como tudo que envolve ciência e religião, o filme é polêmico para os céticos. Alguns tem a visão de que o filme distorce o livro. Mas o filme deve ser visto com maior atenção e com a alma desarmada (Já tem cético querendo me matar).
Uma das tiradas do filme é genial, a Dra. Arroway (Jodie Foster) é interrogada pelo teólogo Palmer Joss (Matthew McConaughey) sobre a existência de Deus. Ela usa um princípio atribuído ao lógico inglês do século XIV, William de Ockham, “A Navalha de Occam”, que hoje em dia se enuncia: Se há várias explicações igualmente válidas para um fato, então devemos escolher a mais simples.
Palmer revida:
_ Você ama seu pai ? (O pai da Dr. Arroway morreu quando ela tinha 9 anos)
_ Amo muito!
_ Prove!
O mais curioso é que Carl Segan é idolatrado por céticos e ateus. Mas como pode um cientista, sério e renomado, vez por outra colocar dúvidas sobre um ser superior em seus livros?
Se é algo sumariamente inexistente, presente simplesmente em nosso imaginário furtivo, como Carl Sagan se preocupou em gerar essa polêmica exatamente no seu derradeiro livro?
No filme existem toques de pura sutileza. Na viagem que a Dr. Arroway faz na maquina que a transportaria para a estrela Vega, ela passa por túneis de luzes e energia. Em certo momento a uma aceleração, e ela fica atônita. Ela fala tentando comunicação com a terra, e diz palavras secas e totalmente voltadas a passar a informação técnica, mas ao mesmo tempo uma imagem da própria doutora se desloca do seu corpo, e como se fosse seu “eu” interno, ela fala: Meu Deus!
O curioso do filme é imaginar que existem muitas pessoas que pensam como eu, e podem ser encaixadas no perfil de agnóstico.
Sei que existe algo “superior”, mas não tenho como provar.
Sei que o ser humano precisa de crenças e mitos, isso vem dos nossos ancestrais que tinham muito pouco miolo.
Acho que somos os seres mais complexos e estúpidos do universo, mas ricos em sentimentos e energias.
Carl Sagan tirou sua duvida aos 62 anos, mas só ele sabe a verdade. Simplesmente evaporou e virou adubo (um fim cruel para tamanha inteligência) ou está agora conjecturando com um cara de roupa branca e cabelos longos e grisalhos :-D
Seja qual for sua tese sobre a vida, assista Contato. Desarmado... em paz.
Esqueça os efeitos especiais, se prenda ao texto e aos dilemas, você verá que o mundo é mais complexo que todas as galáxias juntas.
E que Deus te abençoe :-D
http://contact-themovie.warnerbros.com/main.html
Para encerrar a noite do domingo, assisti novamente Peixe Grande de Tim Burton.
Imagine que você é um enólogo, esses dois filmes devem corresponder a 2 garrafas de vinho de tirar o fôlego.
Se esse blog for lido por 1000 pessoas, 100 chegarem até o final do texto, 10 ficarem na dúvida, e 1 tiver coragem de assistir esses filmes e repensarem sobre a vida, eu sei que minha estadia aqui nesse planeta não foi em vão.
God Bless You :-D
http://www.sonypictures.com/homevideo/bigfish/index.html
Vai por mim, assista Contato, Cosmos e ame as pessoas, de verdade.
Contato - Carl Sagan

Assisti pela sexta vez o filme Contato do diretor Robert Zemeckis, baseado no livro de mesmo nome, escrito por Carl Sagan, que para pessoas da minha idade dispensa apresentações, mas para os nascidos nos anos 80 vale falar de alguns feitos do astrônomo e biólogo que é considerado um dos maiores incentivadores da popularização da ciência. Ele criou, dirigiu e apresentou o seriado Cosmos, que além de fazer muito sucesso em todo o mundo, levou jovens a ingressar no mundo da astronomia e outras ciências.
Carl Sagan também é um dos fundadores do projeto SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence (Busca de Inteligência extraterrestre). Uma fundação que vare os céus a procura de vida, e que chamou a atenção ao criar uma nova forma de inserir pessoas comuns na pesquisa. Eles usam um programa que pode ser instalado em qualquer computador, e enquanto o usuário estiver sem fazer nada na maquina, ela “empresta” o poder computacional para o SETI, assim o projeto já conta com um dos maiores supercomputadores “paralelos” do mundo.
http://setiathome.ssl.berkeley.edu/
Carl tinha paixão em ensinar e deixar dúvidas no ar. Uma coisa que muitos já deviam ter colocado na cabeça é que só existem respostas simples, por mais complexa que sejam. Tudo no universo muda, mesmo que não enxerguemos.
Carl Sagan morreu aos 62 anos, não chegou a ver o filme Contato finalizado, mas participou de boa parte da formatação do filme.
Como tudo que envolve ciência e religião, o filme é polêmico para os céticos. Alguns tem a visão de que o filme distorce o livro. Mas o filme deve ser visto com maior atenção e com a alma desarmada (Já tem cético querendo me matar).
Uma das tiradas do filme é genial, a Dra. Arroway (Jodie Foster) é interrogada pelo teólogo Palmer Joss (Matthew McConaughey) sobre a existência de Deus. Ela usa um princípio atribuído ao lógico inglês do século XIV, William de Ockham, “A Navalha de Occam”, que hoje em dia se enuncia: Se há várias explicações igualmente válidas para um fato, então devemos escolher a mais simples.
Palmer revida:
_ Você ama seu pai ? (O pai da Dr. Arroway morreu quando ela tinha 9 anos)
_ Amo muito!
_ Prove!
O mais curioso é que Carl Segan é idolatrado por céticos e ateus. Mas como pode um cientista, sério e renomado, vez por outra colocar dúvidas sobre um ser superior em seus livros?
Se é algo sumariamente inexistente, presente simplesmente em nosso imaginário furtivo, como Carl Sagan se preocupou em gerar essa polêmica exatamente no seu derradeiro livro?
No filme existem toques de pura sutileza. Na viagem que a Dr. Arroway faz na maquina que a transportaria para a estrela Vega, ela passa por túneis de luzes e energia. Em certo momento a uma aceleração, e ela fica atônita. Ela fala tentando comunicação com a terra, e diz palavras secas e totalmente voltadas a passar a informação técnica, mas ao mesmo tempo uma imagem da própria doutora se desloca do seu corpo, e como se fosse seu “eu” interno, ela fala: Meu Deus!
O curioso do filme é imaginar que existem muitas pessoas que pensam como eu, e podem ser encaixadas no perfil de agnóstico.
Sei que existe algo “superior”, mas não tenho como provar.
Sei que o ser humano precisa de crenças e mitos, isso vem dos nossos ancestrais que tinham muito pouco miolo.
Acho que somos os seres mais complexos e estúpidos do universo, mas ricos em sentimentos e energias.
Carl Sagan tirou sua duvida aos 62 anos, mas só ele sabe a verdade. Simplesmente evaporou e virou adubo (um fim cruel para tamanha inteligência) ou está agora conjecturando com um cara de roupa branca e cabelos longos e grisalhos :-D
Seja qual for sua tese sobre a vida, assista Contato. Desarmado... em paz.
Esqueça os efeitos especiais, se prenda ao texto e aos dilemas, você verá que o mundo é mais complexo que todas as galáxias juntas.
E que Deus te abençoe :-D
http://contact-themovie.warnerbros.com/main.html
Para encerrar a noite do domingo, assisti novamente Peixe Grande de Tim Burton.
Imagine que você é um enólogo, esses dois filmes devem corresponder a 2 garrafas de vinho de tirar o fôlego.
Se esse blog for lido por 1000 pessoas, 100 chegarem até o final do texto, 10 ficarem na dúvida, e 1 tiver coragem de assistir esses filmes e repensarem sobre a vida, eu sei que minha estadia aqui nesse planeta não foi em vão.
God Bless You :-D
http://www.sonypictures.com/homevideo/bigfish/index.html
domingo, 7 de novembro de 2010
Tropa de Elite 2
Um filme que no final é aplaudido (literalmente) por um público que vai para casa com um misto de vergonha e alerta pelo choque de realidade. A tomada aérea no final me diz que ele (o filme) é um marco. A porta está aberta para aqueles que querem mudar algo nesse país. E se o povão não para de ir ao cinema ver, comprar os DVDs piratas nas ruas, isso pode ser um sinal que a grande maioria quer mesmo é um capitão Nascimento como herói.
E para aqueles que acham que sou de direita e amo a revista Veja, copio aqui meu comentário no blog do Reinaldo Azevedo sobre seu texto: Capitão Nascimento foi fazer Ciências Sociais na USP ou na UnB e já está pronto para ser militante do PSOL. Que pena!
Curiosamente todos que já me falaram do filme, queriam assisti-lo pela segunda vez. Eu também!
Tropa de Elite 2 - Trailer Oficial
E para aqueles que acham que sou de direita e amo a revista Veja, copio aqui meu comentário no blog do Reinaldo Azevedo sobre seu texto: Capitão Nascimento foi fazer Ciências Sociais na USP ou na UnB e já está pronto para ser militante do PSOL. Que pena!
Tropa de Elite é o melhor filme nacional, ponto. Seja tecnicamente ou pelo seu roteiro. Já os méritos políticos da sua criação eu simplesmente não consigo mensurar a quem beneficiaria. Chamo esse filme - agora uma franquia - de marco na historia do Brasil. Nenhum intelectual, jornalista ou meio de comunicação conseguiu o que Padilha conseguiu com seu capitão Nascimento, mostra que a grande maioria do povo quer ordem e justiça. Me senti vendo um raro roteiro imparcial, onde erros são apontados de ambos os lados. Um esquerdista defensor dos direitos humanos termina por ser socorrido por seu opositor antagônico, que por sua vez mostrasse um ser “quase” normal, dialogando em narrativas (a unica parte novelesca do filme são as narrativas, que podem até ser perdoadas) seus erros, tornando o herói mais frágil e humano. Como filme, é fantástico e irá marcar para sempre o cinema nacional com o sucesso que fará fora do Brasil. Socialmente, carece de um estudo profundo. O que leva tantos brasileiros, inteligentes ou não ao cinema ver um filme que trata de violência e política, ferindo inclusive os “porcos” televisivos de grande audiência?
A tomada aérea no final, com foco no Palácio do Planalto, aponta o obvio, a culpa ou quem tem que assumi-la, sempre é o dono da casa. E se usar a regra do Frakonomics, esse filme pode ter contribuído bastante contra a Dilma (o que foi ótimo).
O legal desse texto é a parte que o Reinaldo (mais uma vez) assume que um dia já foi de esquerda. Ele se perde um pouco. Acho que tentou ser um Diogo Mainardi, mas dessa vez foi infeliz. Curiosamente todos que já me falaram do filme, queriam assisti-lo pela segunda vez. Eu também!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Solaris - Soderbergh - McElhone
Filmes que são fracasso de público, e muitas e muitas vezes de critica, me atraem.
Solaris já estava na fila para ser visto a um bom tempo, mas por coincidência, uma amiga virtual comentou sobre o filme, e fazendo a arrumação da partição "Filmes" encontrei o filme de ficção jogado e sem o ícone de check list (Eu mudo o ícone dos filmes que já assisti). Vamos lá...
Eu sempre confundo Soderbergh com Cronenberg, o primeiro é chegado a criar filmes de grandes bilheterias, mas já fez suas aventuras com filmes perturbadores como "Sexo, Mentiras e Videotape". Voltou recentemente a levantar poeira com "Confissões de uma Garota de Programa", que ainda não vi, mas trás como protagonista a atriz de filmes porno Sasha Grey. Inclusive, acredito que a escolha da atriz já foi para criar mais polêmica, já que a moçoila não tem cara de mulher de rua Augusta - E ter uma filha moderninha pode fazer muitos odiar esse tipo de filme. (A famosa moda do fale mau, mas fale...)
Já o Cronenberg... Esse é porra-loca até os ossos. No geral seus filmes são violentos, angustiantes e provocadores. Se você tem estômago, e não vai pirar na batatinha achando que todos os humanos são iguais ao mundo grotesco que ele exibe (e existe mesmo), vai nessa, é diversão para gente grande.
Voltando a Solaris...
O filme foi uma grande surpresa, um SCI-FI lento e pensativo. Acho que é o primeiro filme que vejo o George Clooney atuando fora do padrão canastrão ou cafajeste, e não vou negar, ele ficou bem na película. Atuação convincente e espirituosa. Ele faz o papel de um psicólogo que é enviado a uma nave que perdeu comunicação depois que a ultima mensagem enviada se dirigia a ele por um velho amigo, um dos tripulantes, que aparentemente está sofrendo de perturbações psiquicas causadas pela orbita no planeta Solaris.
O resto eu não vou contar, mas a minha interpretação? Quer saber?
É um filme poético, do início ao fim. Trata de coisas cada vez mais difíceis de se explicar, como o afeto, carinho, amor, fidelidade e até espiritualidade.
Mais um filme que pode deixar interpretações em aberto para cada pessoa, e isso sim, eu chamo de arte. Você pode como muitos não gostar do filme, mas sempre existirão aqueles que ficarão tocados, viajarão na maionese e verão mensagens subliminares espalhadas em um roteiro simples e que não foi feito hoje, e sim no inicio dos anos 1970, pelo polonês Stanisław Lem, com o filme dirigido por Andrei Tarkovsky, um russo que ganhou fama com o filme Stalker (1979) e que está aqui na fila, e tem uma fotografia em preto e branco de deixar a baba escorrendo.
Ainda em Solaris, é possível ver uma das mulheres mais elegantes de todo o cinema atual, colocando no bolso mulheres muito mais bonitas. Charme e elegância é algo mais raro que platina hoje em dia. Será que realmente estou ficando quadradão? (No dia que eu achar mulher bêbada, boca suja e engraçadinha, interessante, pode saber, não sobrou mais nada no mundo - Acabo de perder umas 3 amigas).
Pausa...
Hoje vi no desenho animado Homem de Ferro, o herói enfiar um murro na cara de uma mulher!
Ainda na TV vi algo semelhante, mas eu ainda estava atordoado tentando entender... um heroi (infantil) enfiando a mão numa mulher... Que saudades dos filmes de Tarzan em preto e branco, que mesmo brigando com as Amazonas que queriam escravizar os homens, não lembro do herói batendo em mulher.
Voltando...
Bem, a majestosa dama do filme Solaris é a atriz Natascha McElhone (lembra dela em Ronin?).
Estava achando ela até parecida com uma fulana... Mas ai lembrei, é uma atriz de novela, parecem muito, inclusive no charme... Me perdoe a Mônica Martelli, que é linda, Mas a Natascha é show!
Agora, em um mesmo post, duas mulheres de língua inglesa com nomes russos (Sasha/Natascha). Só que uma é phuta, a outra é uma dama. Por enquanto ainda dá para filtrar, mas será que isso de herói dando porrada em mulher vai virar moda? Será que o Cronenberg e seu Crash - Estranhos Prazeres são a realidade do mundo atual?
Eu dúvido, sou um otimista com isso!
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