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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Google+ A maior sacada dos últimos 20 anos


Em uma única semana o Google liberou quase uma dezena de novidades no Google APPS e Gmail. Coisa que parecem bobinhas, mas facilitam ainda mais o uso das ferramentas e melhora a produtividade.

Há um bom tempo critico o visual feioso do Facebook e a sua usabilidade, fora a segurança. Apesar de ter passado a usar o Twitter, também não sou fã dessa geringonça (Mesmo depois de descobrir que é só filtrar adolescentes e fãs da Lady Gaga que dá até para aproveitar algo).

Para surpresa de boa parte dos "antenados" e "experts" que reverenciavam o Facebook, o Google anunciou ontem sua nova Rede Social, ou melhor, sua nova plataforma de vida!

Para a grande maioria será apenas um site que reune uma Rede Social, chat com vídeo, catalogo de usuários, onde você gerencia seus contatos por Circulos, exatamente como na vida real. Ainda dá para colocar seus albuns de fotos, videos e trocar idéias com a comunidade.

De uma só vez o Google comprou briga com o Skype, Facebook, MSN, sites de armazenamento de fotos e coisas que ainda estão por vir...

Do lado técnico, o Google passa a gerenciar as pesquisas pelo gosto dos usuários. O que vale agora é a relevancia e toda essa nova plataforma fará as respostas as pesquisas serem muito mais precisas.

O Stream é onde você vê o que está rolando de assunto entre seus amigos e pessoas do Circulo.

Sparks é um cantinho onde você tem assuntos relacionados ao seu gosto pessoal. Se você por exemplo gosta de automobilismo, será um dos itens disponíveis, ou ainda você pode informar sua preferencia de tema.

Chat é o bom e velho Gtalk, integrado diretamente no Google+. A simbiose do Chat com a tela branca de fundo é algo tão soberbo em design que você fica se perguntando... Por que diabos não era assim desde o inicio?

Hangout é o chat video (ou video-conferência, se preferir) onde você fala com amigos dos seus Circulos ou pessoas convidadas.

Ainda existe o Google+ para Mobiles (celulares e tablets) onde é possível usar as mesmas ferramentas e uso dos contatos. Tcharammmmmm!!!!
Você pode falar com seus amigos por voz e vídeo direto do celular sem pagar ligação (se estiver usando Wi-fi, evidentemente)

Tentei enviar convites para alguns amigos, mas só o Marcelo Generoso conseguiu receber, e logo após ter enviado, o link com convites sumiu.

Os poucos (Poucos???) que já estão na Rede Social Google+ já começaram o show de piadas e comentários hilários. Nos primeiros dias vai ser tudo muito divertido... Até os moleques invadirem, mas isso é a vida e os filtros estão ai para isso, bloquear gente chata.

Os primeiros testes que fiz foram interessantes. 
Fiquei tão empolgado que fui levado a desenterrar minha webcam  :)
A usabilidade é uma obra prima. Mesmo existindo dezenas ou centenas de possibilidades, é fácil focar no que você quer fazer.

Amanhã (hoje) irei testar testei no iPad e Android (Motorola Tab)

Outras novidades...

Se você é webdesigner já sabe que o Flash tem os dias contados. O Google criou uma ferramenta que converte os arquivos em Flash para HTML 5. O Swiffy é na verdade um site onde você envia seu arquivo Flash e recebe o novo arquivo convertido, simples assim.

Você pode ter mais detalhes sobre o Google+ nos links abaixo:

http://googlediscovery.com (Onde as informações sobre as novidades aparecem mais cedo)


Já tá rolando as famosas piadas:


sábado, 28 de maio de 2011

Lojas online - É muito mais divertido comprar usando um tablet

Marimoon, no lançamento do iPad2 - A cara de uma geração

Quando as redes P2P (Napster, e-mule, torrent, etc) tornaram-se uma febre, a indústria fonográfica gastou fortunas tentando criar uma barreira contra uma guerra já perdida.

Isso tem até nome, chama-se, tecnologia disruptiva.


Steve Jobs continua apontando os novos caminhos

Os tablets não são só uma moda, são parte de uma evolução

Se vocês ainda não perceberam, estamos mais velhos e as mudanças hoje são absurdamente rápidas.

Olhem para as pessoas de faixas etárias entre 15 e 25 anos, olhem para suas mãos, e verão dedos
muito velozes a teclar um celular, como se aquilo fosse um computador, e é.

Podemos continuar pensando em sites, em produtos com preços colados e remarcados, ou podemos ser modernos,criar o que o mercado quer e não o que queremos (como comerciantes de séculos atrás).

Hoje o cliente é rei, e entende-se por cliente não só aquele que compra, mas do funcionário ao fornecedor, todos são clientes (exatamente como os dispositivos de rede).

No mundo conectado, você pode criar uma identidade falsa, mas logo será desmentido.  Todos lhe observam, e você observa todos.

Tirando o lado negativo dessa nova realidade, temos uma infinidade de novas possibilidades.

O mundo não será mais o mesmo depois dos tablets.

Estamos há anos falando de TV Digital, WebTV, iTV e várias idéias ficam flutuando pelo mundo. Em algum momento, a integração entre mídias será uma realidade.

Pode ser que isso já seja até uma realidade, basta olhar o novo celular da Motorola, o Atrix e seu conceito WebTOP:


 Atrix, o celular mais poderoso do mundo (Títulos como esses duram pouco)

Inclusive, de 30 de maio a 4 de junho acontece a Computex 2011, e a ASUS promete fazer barulho com um equipamento inovador, o que será?


Será um celulão? Mais uma tábua digital?

iPad, Atrix ou qualquer outro equipamento, são apenas a parte mais simples da evolução. Quem faz toda a integração e interatividade é o lado do Software, e alguns sabem bem para onde estamos indo, como os pensadores da notion (fantástico site de design e idéias). Um projeto chamado MetaMirror, mostra como se faz algo inovador e legal (Quem lembra do Joost a uns anos atrás, irá acreditar que é um Déjà vu).


MetaMirror, como uma TV deve ser

Encontrei essa integração entre iPad e TV procurando por design de sites para Tablets, no site fastcodesign.com, exatamente o que eu pensava, comprar via Tablet é uma experiência divertida. Adeus sites feiosos e poluídos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Microsoft + Skype + Nokia (MSN)


Mais uma vez a lenda de Davi e Golias se mostra como um caso pouco provável, já que o maior sempre ganha. E no mundo da tecnologia você pode arrumar algumas exceções, mas é só procurar que você encontra o motivo do gigante não pisar na cabeça do baixinho. A Intel por exemplo, vive levando rasteira da AMD, um mosquito picando um elefante. Por quê a Intel não acaba com a AMD?
Simplesmente não pode! As jurisprudência dos negócios nos EUA e restante do mundo civilizado não permite que um único "player" fique sozinho no mercado.

Eis que a imprensa que se diz especializada, caiu de pau em cima da AMD quando comprou a ATI, e eu, humildemente, vibrei pra caralho!

Quando a AMD resolveu vender as fabricas de processadores e se focar no Design dos Chips, também achei fantástico e genial, mas a imprensa de TI me chamava de louco... Adivinha, a AMD, do tamanho de um mosquito, além de continuar viva, depois de tantas estrepulias, tem tecnologias que hoje são imitadas pelo elefante, a rival Intel.

Quando a Nokia anunciou ao mundo que iria simplesmente largar de lado o sistema operacional dos seus celulares, o Symbian e passar a utilizar exclusivamente o Windows Phone (WP7), a imprensa mais uma vez, previu o fim dos tempos. Onde diabos a Nokia estaria com a cabeça?

A empresa finlandesa não parou por ai, está levando 3.000 funcionários de desenvolvimento para as mãos da Accenture, que passará a administrar o desenvolvimento do já sem futuro Symbiam. E eu aqui, aplaudindo... (Já que sei um pouco mais que a imprensa...) Não se ganha dinheiro fabricando celulares, isso dá é prejuízo, que o diga a Motorola. A Nokia minha senhora, ganha dinheiro vendendo infra estrutura para as operadoras de telefonia, patentes e conteúdo para aparelhos móveis, celular, aquele aparelhinho, é só uma tranqueira que leva o cidadão a gastar grana com outras coisas.

Diabos, onde estava a cabeça da Nokia, uma mega corporação que começou a vida fabricando armários, depois botas, fios... E hoje é uma das líderes em equipamentos e padrões de comunicação utilizados em todo o planeta, para enfiar o pé na lama e fechar um acordo com a Microsoft, e levar windows para todos os celulares dela, justamente a que mais vende...

Talvez, eu disse: TALVEZ... A diretoria da Nokia soubesse que a Microsoft iria comprar o Skype, o que aconteceu hoje (10/05). Talvez a Microsoft soubesse que iria precisar da empresa que mais entende de Telecom, para usar protocolos especificos, e criar uma linha de aparelhos celulares nunca vistos, com comunicação via internet, integração com equipamentos para jogos como o XBox 360 e Kinect. Wow! Muita coisa virá por ai... E a imprensa continuará sem entender direito como tudo isso funciona, exatamente o que acontece com a Microsoft, que está torrando US$ 8 bi no Skype, mas ainda não aprender nada sobre Internet. A nova versão do MSN e Internet Explorer provam isso.

Por outro lado, no mundo que dá dinheiro (retorno), a MS continua indo fundo, melhorando suas soluções em Cloud Computing. Ela só tem que se decidir, se quer ser uma fornecedora de serviços como a Apple, de infra como a Oracle ou irá continuar pulverizando produtos mais ou menos, como o Windows 7, que apesar de robusto, tem toneladas de problemas de usabilidade.

2012 promete ser o ano mais quente da década. Veremos celulares que filmam em Full HD, tablets leves e cheios de serviços nas nuvens. Quem será o próximo Davi e Golias?

sábado, 12 de março de 2011

iPad 2 - O único iPad Killer, de verdade.



Sinceramente, eu gosto do Android! Mas é coisa para quem quer ficar correndo atrás de solucionar problemas como:
"Como diabos eu faço para o Pendrive funcionar?"
"Cadê o Flash que não funciona?"
"Tem HDMI, USB, mas nada funciona, e agora?"

Tio Steve Jobs se mantém folgado na liderança, e se suas criações estão a 2 ou 3 anos a frente da concorrência, o iPad 2 chega para massacrar... E não é pelo Hardware (somente), mas sim pela funcionalidade.

Nunca quis ter um Mac ou iPhone, mas já quis um Macbook Pro só por tesão no visual do notebook... Nunca me convenci que valia a pena.
Mas quando você toca em um Macbook Air ou no iPad, as células do consumismo fervem no seu organismo.


Toda a familia de produtos agora com FaceTime. Cadê a concorrência?
Vivendo sem Flash (Software que eu falo mal desde o dia que nasceu), usuários do iPad 2 agora podem desfrutar de uma bateria com fôlego para "apenas" 10 horas.
O brinquedo é ainda mais fino que o antecessor, e mais rápido com gráficos e vídeos.


Não toque em um MacBook Air, ou sua conta bancária irá sofrer um abalo.


Longa vida a Apple, longa vida ao Steve!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Qwiki é a prova, ainda existe criatividade

Depois de ganhar míseros US$ 50 mil do TechCrunch Disrupt*, a Qwiki, uma startup que conseguiu a proeza de se destacar no meio desse universo tão concorrido de empresas criativas, agora recebeu um aporte de mais US$ 8 milhões do Facebookman Eduardo Saverin (Se você não é Nerd, não viu o filme, e não prestou atenção, o cara que paga a primeira hospedagem do Facebook e a primeira viagem de negócios do Mark Zuckerberg, é um brasileiro - só nasceu aqui)

Eu realmente vibrei com a Qwiki. Imagine uma Wikipedia que lhe dá respostas em vídeos e imagens, e tudo montado na hora, sem intervenção humana. Divertido, revolucionário e visual decente.




Sobre isso de Startups, gostaria de dar uma alfinetada...
Em nenhum lugar existem investidores "Anjinhos", essa galera quer investir e retirar 1000 vezes o que colocou.

Aqui no Brasil, antes das pessoas normais saberem o que era Internet, fui convidado para iniciar uma empresa de Games. A empresa era só uma idéia, e idéias no ar são NADA. Minha matemática era simples, nada de nada... é... NADA.
Mas claro, a proposta era empolgante, principalmente porque a menina sabia muito sobre o mercado de games (Isso mesmo, minha quase sócia... Uma mulher, nerd, viciada em games e que entendia tudo do business).

Eu disse não 1, 2, 3 vezes. Isso durante uns 2 ou 3 anos. Mas a menina parecia acreditar que eu realmente poderia ajuda-la (Na época eu era um dos poucos que realmente entendia de modelagem 3D, hoje até o meu sobrinho de 7 anos sabe o que é OpenGL), e quando recebeu um aporte de R$ 20 milhões, me ligou novamente. Dessa vez ela tinha dinheiro, disse que eu poderia fazer a proposta que desejasse, e eu seria contratado. Eu só fiz uma pergunta: Quem é seu padrinho nesse negócio?
Depois que ela me disse o nome do sujeito, juntando com a informação de que o dinheiro viria do banco Oportunity, eu disse mais uma vez, NÃO.

Essa garota, que lutou com sua alma, mente e coração para criar uma empresa revolucionária, hoje sumiu do mapa. Descobriu o quanto é sujo o mundo dos negócios (principalmente no Brasil), e não deve querer ouvir falar nunca mais em startup.

Se você tem uma idéia, uma tecnologia, um pequeno negócio, cuidado, investidores anjos podem até existir, mas eu só vi esses, em filmes.

*Tecnologia disruptiva é aquela que quando chega, é tão revolucionária que destroi a concorrencia e cria novos mercados antes nunca pensados. Ex: CD x MP3, VHS x DVD, Skol x Bohemia.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Top 50 The Next Big Thing

Se você comprou um desses, também deve ter ações da Fisker... Adora o risco, né?


Esse negócio de lista é coisa para mulher, com exceção de lista de músicas e lista de qualquer coisa relacionada a dinheiro. Porque mesmo com toda a mudança social e liberdade feminina, Freud ainda dita a regra: O macho alpha tem que ter grana para bancar a fêmea.
Tudo bem, Freud era boneca e não imaginou que mulheres poderiam “comprar” homens para gerar filhos.

Agora falando sério...

O The Wall Street Journal (vi isso graças ao anuncio na Soasta) listou as 50 empresas de capital aberto que são aposta certa (The Next Big Thing). O que me chamou a atenção?

1. Muitas delas são empresas de tecnologia voltadas a Internet. Isso me deixa animado, afinal eu ganho com isso, por outro lado, vejo que muitos investidores ainda não entendem o negócio Internet. Bio Ciências na minha opinião deveriam ter pelo menos 40% de participação nessa lista. Outros 20% para empresas ligadas a economia de energia e meio ambiente. Os 40% restantes poderiam ficar com as empresas de TI.

2. A lista trás empresas que eu apostava, mas não vou negar que me assusta ver a Fusion-io Inc. como segunda da lista. Gilt Group Inc. em 19º, Glam Media no 13º, Fanfare Group 17º, fora outra tonelada de empresas totalmente desconhecidas e que (como nos anos 90) não passam de idéias loucas.

3. Das empresas relacionadas à Internet que achei muito justo, uma delas é a Zoosk (72), que tem uma ferramenta de “namoro” baseada em localização e perfil. Ainda não chegou nem perto de uma das minhas idéias sobre ferramenta de “socialização” (pensada a uns 6 anos atrás e que ainda hoje seria muito avançada e dependeria de celular ou um “aparelho”). As empresas de Cloud Computing, como a citada SOASTA merecem aparecer na lista.

4. Fisker Automotive Inc. que foi fundada em 2007, com a proposta de fabricar carros esportivos ecológicos aparece em 8º. A empresa tinha um aporte de US$ 115 Milhões em janeiro, e apostava chegar em março com US$ 529 Milhões. Se você for investidor, olhar para as empresas automotivas, e ainda a crise no mercado financeiro que não estancou, você investiria em uma empresa de carros? Ainda mais, com 3 anos de vida? Por isso existem os VCs :D (Ah! Meu antivírus encontrou alguns Trojans no site da Fisker, e isso fez o site não abrir corretamente).

5. A Zynga, desenvolvedora dos jogos FarmVille e Mafia Wars entre outros, ficou no quarto lugar. Particularmente eu não consigo gostar de games desse tipo, mas os números mostram que muita gente gosta (eu também nunca cliquei em um link patrocinado, mas tá ai o Google dominando o mundo para provar que sou um alien).

Essas listas deveriam servir de estudo para nossos investidores. O Brasil é um país lotado de problemas, mas não faltam mentes criativas e boas idéias. Já é mais que provado que o mercado aberto criou muitos problemas, mas cabe aos defensores do sistema capitalista colocar a casa em ordem. Já passou do tempo do Brasil investir de verdade em educação e capacitação, e se formos esperar pelo governo isso nunca acontecera. A população que participa da Internet deve triplicar em tempo recorde, podemos ficar olhando empresas americanas criarem softwares multilinguas e distribuí-los em segundos por download, ou podemos usar a nossa criatividade, malandragem (por que não?) e capacidade para criar empresas novas, olhando para o planeta, não só para nosso quintal.
E eu aposto que daqui a um tempo, empresas brasileiras estarão na “Top 50 The Next Big Thing”.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

iPhone 3G













As pessoas comuns nem imaginam que estamos vivendo uma radical mudança de âmbito global. Boa parte do que a algumas décadas era ficção científica hoje é realidade.

Thomas L. Friedman mencionou essa revolução em seu maravilhoso livro “O Mundo é Plano”, e deixou claro que tudo que existe hoje em tecnologia que deixam muitos maravilhados é só a ponta do iceberg digital, no fundo ainda estamos criando a base e os moldes de como será a verdadeira era moderna.

Em menos de 10 anos a tecnologia de aparatos como computadores ou celulares deixará de ser hardware e se tornará software, ou seja, muita coisa será vendida como serviço.
Isso já é realidade para os celulares, só que poucos aparelhos hoje possuem as ferramentas necessárias... Opa! Não é bem assim não, o iPhone 2.0 foi lançado ontem.


iPhone 3G

A nova versão do iPhone custa metade do preço do seu antecessor, promete ser mais rápido e tem recursos que antes eram desconhecidos para essa faixa de preço (US$ 199).

Além de tudo que já se conhece, como ouvir música e acessar internet, o novo iPhone ao usar a rede de telefonia conhecida como 3G, mais os recursos de GPS*, Fototagging*, acelerômetro* e a promessa que a Apple irá liberar o desenvolvimento de aplicativos, torna esse aparelho um dos primeiros gadgets a depender da internet para ser útil.

Ai você deve está se perguntando... Qual a utilidade?
Só citando algumas que pensei rapidamente:

Segurança
O aparelho pode ser usado como registro de presença para guardas de segurança privada, que além de serem encontrados via GPS (mostrando que estão no local que deveriam estar em determinada hora) podem enviar fotos com tagging marcando hora e local exato.

Polícia
Sabe aqueles vídeos que mostram as imagens filmadas de dentro de carros da policia nos EUA?
Pois bem, o iPhone pode ser usado dentro do carro, enviando em tempo real via conexão 3G imagens e referencia GPS.

Controle remoto
Com o recurso Bluetooth o iPhone pode controlar aparelhos como uma TV, basta um software. Reversamente, se a Apple realmente abrir para os desenvolvedores o sistema operacional do aparelho, será possível controlá-lo remotamente, pela internet, por exemplo, e a partir dele controlar remotamente infinitos tipos de aparelhos e engenhocas.

As possibilidades são infinitas. Mas o mais interessante é se começarmos a pensar em soluções baseadas em internet, onde o processamento e as aplicações podem ficar em qualquer lugar do mundo, e o iPhone seria uma interface de entrada e visualização de dados, como o monitor e o teclado do seu PC.


Algumas coisas que em breve estarão presentes nos celulares:

Scanner de documentos que fazem OCR
Tradutores de textos
Projetores de imagens (O celular poderá exibir uma tela de 20” ou mais)
Biometria

















Para variar... Steve Jobs e sua famosa calça jeans no WWDC exibindo o novo iPhone 3G.
Ele promete que o aparelho com 8GB irá custar no máximo US$ 199 em qualquer país do mundo. Se isso for realmente acontecer aqui no Brasil, o brinquedinho vai ficar na faixa de R$ 330,00 (Só acredito no dia que comprar o meu).

WWDC 2008 News: iPhone 3G makes its debut



3G - Terceira Geração da tecnologia móvel celular
A maior diferença da nova geração é a capacidade de usar uma rede de alta velocidade, aceitando as tecnologias existentes e inseridos novas como o Mobile WiMAX.

GPS - Global Positioning System - (Sistema de Posicionamento Global)
Grupo de satélites que calcula coordenadas X, Y e Z do planeta, assim criam uma referencia de longitude, latitude e altitude.

Fototagging - Marcação em foto digital
É possível inserir no arquivo da fotografia informações como local (via GPS) hora e data.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Revolução silenciosa

As mudanças ocorrem sem grande parte das pessoas perceberem, no fundo elas demoram tanto que isso acontece suavemente. De 20 anos para isso deixou de ser verdade. A rotatividade de produtos tornou-se algo frenético, muitas vezes insano. O mais engraçado é que no meio desse turbilhão surgem figuras mundiais que tomam pra si a gloria da conquista, o renome pela quebra de paradigmas. Tradicionalmente esses são grandes farsantes.

O século 21 está sendo pilotado por gênios que agem no background, ficam sempre atrás das cortinas. Isso não é novidade, como as brigas por patentes ou gloria pela criação, o mundo sempre precisou dos Robins, de Wozniaks, Ballmers, Milevas...

(O primeiro artigo cientifico de Einstein chamava-se “Annus Mirabilis Papers”, daria um ótimo nome para papel higiênico. Traduzindo do latin é algo mais limpo, e aproveitando o fim do ano, você pode sair por ai desejando um Annus Mirabilis para sua tia, seu primo, sua mãe...)

Porém, o mais curioso é que o poder vem saindo das mãos dos barões e eles nem sabem disso.

Com a popularização do radio e TV, o mundo deu uma guinada social e cultural, tirando do atraso boa parte do mundo, isso levou um século. Dos anos 80 para cá, a coisa foi assim, década de 80 – PC para Nerds e cientistas. Anos 90 até 2000 – PC para as massas. E nesses primeiros anos do século 21, aconteceu tudo que os poderosos não previam: O consumo de papel explodiu, livro sendo vendido até em farmácia. E o mais surpreendente, os meios de comunicação de elite, como TVs a cabo e Jornais, caíram na lama pela falta de clientes e lucro. Nesse mesmo segmento, empresas que não partiam o mundo em classes ou fatias MUITO distintas tornaram-se lideres como o Discovery, dona de uma dezena de canais que praticamente só exibem cultura e curiosidades cientificas.

Aqui no Brasil temos 2 exemplos muito claros do que é pensar em um mundo plano ou continuar na mentalidade se senhor de engenho. A Rede Globo apesar de muito criticada, é inegavelmente a TV com melhor qualidade técnica, e se não abre sua programação totalmente para a cultura não devemos culpar o povo, mas sim os anunciantes, que acreditam cegamente que a população é estúpida e alienada.
Se fosse verdade o pensamento coletivo desses “empresários” a emissora Rede TV, patrocinada por uma igreja evangélica, não estaria migrando para a segunda colocação, tomando o lugar da populista TV do Silvio Santos, o SBT. O que difere essas emissoras são o conteúdo, claro. No fundo o SBT ainda é Silvio Santos, onde o mundo é ele e sua genialidade, que funcionou muito bem no regime militar, e enquanto o povo não almejada uma vida melhor, era conformado em ser só uma camada da pirâmide.

A Rede TV pode não ser uma Discovery, mas investe pesado em conteúdo. Dá até para perdoar os erros cometidos e imitações de canais mais famosos, afinal, a empresa só existe desde 1999, e outro problema é achar profissionais no mercado que não sejam engessados aos paradigmas Globo/SBT.

Outro exemplo de como seguir o líder não é uma boa alternativa é a FIAT. Essa empresa italiana instalada no Brasil com uma boa ajuda governamental, sempre foi revolucionaria. Isso lhe custou uma baixa aceitação do público. Claro, seus carros eram medianos, e alguns modelos eram pura dor de cabeça para o cliente, e a fama pegou.



Mesmo com a dificuldade comercial, afinal, a empresa oferecia o que ela achava melhor e mais moderno, enquanto o povo brasileiro sempre foi encantado pela alemã Volkswagem, com seu apelo de durabilidade e economia, que sempre vagaram entre a pura mentira ou dito popular.

Eis que a FIAT torna-se líder em vendas nacional, e pasmem, com um preço médio maior que da antiga líder Volks. O que aconteceu? Por que não foi a FORD com seus parcelamentos gigantes e carros com preços até mais baixos que saltou para primeiro ou segundo lugar?



A FIAT tem um apelo que os tradicionais desconhecem. Crianças viam Unos Mille pelas ruas, viram Palios com cores berrantes no seu lançamento. As propagandas da FIAT lembram alegria e juventude, e são contínuas, ou seja, a empresa tem um foco direto e forte há décadas.

A Nestlé que sempre admirei, entrou na onda das vendas para a base da pirâmide. Produtos como leite Ninho e Nescau foram reformulados, e ninguém pediu por isso. Lembram da New Coke? Foi um marco na história do marketing, nunca antes ninguém tinha alcançado uma cagada tão grande :) (Desculpem, o texto tava ficando muito sério)

O tempo de povo idiota pode não ter acabado totalmente, mas estamos migrando, e chegaremos lá. (Provavelmente não estarei mais nesse plano)

O mundo novo será baseado em conteúdo (content), e isso quer dizer informação. E ela não será só vista na TV ou internet, tudo será conteúdo. As TVs que hoje brigam com um punhado de concorrentes irão lutar contra jovens que estão grudados com o povo, que são ágeis e não precisam de mais que uma Kombi com câmeras, antenas e idéias. Os mais velhos irão se assustar em ver tantos programas em um mesmo canal. Ou ainda poder falar ao vivo de casa com aquela mulher na TV, jogar uma partida de damas com um cara da china e tendo sua voz traduzida em tempo real. Toda essa tecnologia já existe, não é tão cara, mas em 10 anos será commodity.

O mundo não será mais domínio de poucos, o poder será fragmentado, e nada mais será como antes (Sonhar ainda é grátis e não tem imposto).

E você ai que é um escravocrata escroto, acha que o mundo é um tabuleiro de xadrez e só você mexe as pedras, você tá fudido meu amigo!
It’s revolution baby!


A imagem é mui grande, quem quiser pode imprimir uma camisa :)

Peguei essa imagem neste site, onde sobre ela tinha escrito:

I'll do it!
Anarcho-capitalists aren't real anarchists.

Me senti um lixo, agora sei que sou só um anarquista de merda!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Joost beta 1.0 para todos!













Finalmente o Joost liberou a versão beta 1.0.
A maior novidade é que agora a boca-livre de TV Online está aberta a qualquer cidadão sem necessidade de convite.
Se você tem uma conexão com mais de 1mbps corre lá e baixa o programa, e seja bem vindo ao futuro da TV.
Com o Joost você assiste mais de 100 canais e durante o programa pode trocar idéias com seus amigos por um chat. Em breve será lançado um kit para desenvolvedores, e ai vai começar a loucura geral...
O Joost deve continuar sendo grátis, sobrevivendo de dinheiro dos seus fundadores e das empresas parceiras. As operadoras de telefonia não gostam dele, as empresas de TV a cabo (que não participam dele) estão fumaçando e o Google torcendo para que dê errado, mas use o Joost uma única vez e verá que esses revoltosos já perderam a guerra.
Se você é artista gráfico, animador ou apreciador desse mundo, não deixe de passar pelo canal VFS - Animation and Visual Effects. E se você curte carros, ai tá lascado, serão horas perdidas na sua nova TV :)
Joost it!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Perceptive pixel

Depois que a Microsoft veio a público divulgar sua tecnologia Surface, o mundo começou a saber mais sobre os projetos que deram base a essa próxima revolução das Interfaces com o Usuário (UI).No fundo, essa tecnologia já existe a alguns anos, o que ainda não foi formatado é a padronização dos softwares. Se você ficava nervoso ao ver alguns senhores da terceira idade com dificuldades em lidar com o mouse, agora é sua vez de aprender a ver o mundo em 3D.


Perceptive pixel



Bem vindo ao mundo novo!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Futuro da Competição

It’s (R)evolution Baby

Você tem entre 18 e 45 anos, já é uma figura online, lê seus e-mails diversas vezes por dia, usa alguns sites para trabalho, outros tantos para diversão e informação.

Você não percebeu, mas sua rotina é igual à de milhões de pessoas pelo mundo, e isso criou uma grande feira global. São infinitos profissionais e desocupados virtuais, cada um criando uma forma de experiência pessoal com a internet.

Se você é uma pessoa de negócios, pensaria no que está acontecendo hoje ou daria aos seus produtos a cara e conceito de uma geração que está por vir?

Considerando que uma geração quer dizer 30 anos, esse parâmetro não deve ser levado em consideração por muitos, já que a preocupação é com o curto prazo. Mas se você olhar o presente e o passado, notará que o ciclo de gestação e amadurecimento de produtos voltados a internet tem um ciclo de 3 a 5 anos, e pode virar uma febre mundial em menos de 24 horas após ser lançado no mundo conectado.

Voltando ao tema "negócio" - É insano imaginar como o mercado pode reagir a algo com um período de crescimento tão curto, mas existe sim gente estudando esses fenômenos.

Porém, alguns não ficam só pensando, e agem, criando fortunas.
Outros fazem uma revolução ao estudar esses casos de sucesso explosivo.

E onde tudo isso começa?
Em algo chamado "Inovação!"


Inovação, da concepção ao colaboracionismo

Inovar não é só criar um produto ou conceito, é conseguir tornar uma idéia algo que seja compartilhado por diversos consumidores. Isso já existe desde que a publicidade nasceu. Mas rompemos todas as barreiras, mudamos os conceitos de como se compra.
Hoje queremos ter influência sobre o produto, queremos criar o nosso próprio diferencial e ter aquele produto de massa com nossa personalidade.

O cientista C.K. Prahalad em seu livro “O futuro da Competição” descreve seus estudos sobre empresas que aceitaram dividir com seus clientes, parceiros e colaboradores o dever de criar um valor para determinado produto. Já faz algum tempo que os princípios da formação de preço de um produto mudaram de custo+lucro para custo+valor agregado+lucro. O curioso é observar empresas que ainda não aprenderam sobre isso e as que dizem estar preocupadas com essa interação.

Já notou que grande parte das empresas se baseiam em “receitas de bolo?”
As apresentações dessas companhias são exatamente iguais. Os famosos valores, missão e visão do futuro não passam de cópias umas das outras. Afinal, será que grande parte do mercado acha que o mundo é idiota?

Pode ser mais fácil seguir a manada, mas aqueles que se destacaram no mundo dos negócios sempre foram os que investiram em diferencias e produtos revolucionários.
Hoje dificilmente você terá uma idéia brilhante que alguém jamais pensou. A corrida do ouro parece que nunca irá acabar. Sempre existirão os aventureiros, mas poucos deles conseguem achar a pepita reluzente.
C.K. Prahalad concedeu uma entrevista a revista Exame, nela ele fala de competição e colaboração, coisas muito simples, mas que a velha guarda do empresariado engessado teima em fechar os olhos. Note que as exceções são as empresas que se tornam destaque, lembrou de alguma?


O homem ou o negócio?

É errado achar que uma empresa tem seu sucesso baseado na administração de um Super-CEO. Claro que homens de negócios como Bill Gates ou Steve Jobs além de serem imãs para os holofotes são bons administradores. Mas a historia já provou que o foco tem que estar no negócio e não em cadeiras e títulos pomposos. Acreditar que o sucesso pessoal deve estar acima da empresa é prova que seu pior inimigo está ganhando, o ego.

O tempo dos super-presidentes parece que acabou. Agora são as mentes e idéias que geram riquezas. Enquanto as gravadoras brigavam para proibir as trocas de MP3 pela internet, um mundo de negócios muito maior que o de CDs de áudio emergiu. Hoje você pode transportar mais de 200 músicas (mais de 15 CDs) em um Pendrive de 1GB. Pode levar essa discografia completa para ouvir no seu carro, aparelho de som do quarto ou na casa de um amigo. Com o mesmo Pendrive que custa menos de R$ 50,00 é possível armazenar Podcasts de reportagens ou treinamentos e ouvir onde lhe for conveniente.

Provavelmente tudo isso aconteceria sem a influência de Shawn Fanning criador do Napster e de seus sucessores Janus Friis e Niklas Zennström criadores do KaZaA. O que esses jovens senhores fizeram foi chegar na frente. Eles não inventaram o MP3, mas tornaram a distribuição global desse tipo de arquivo algo fácil e divertido. Criaram um bilionário mercado com a simples regra: Programas de graça, dialogo com os usuários e muita vontade de inovar.

Friis e Zennström se mostram como a nova onda. Depois do KaZaA criaram o Skype, mais uma revolução global que eles usaram novamente tecnologia disponível no mercado e de livre acesso. Em 2005 o Skype foi vendido a eBay por US$ 2.6 bi. Depois de colocar de cabeça para baixo os mercado de música e telefonia, os dois mais bem sucedidos visionários da historia resolveram atacar um dos maiores mercados do mundo, as emissoras de TV. O Joost começou seu desenvolvimento em 2006 e já tem mais de 100 canais que podem ser visto de graça em qualquer parte do mundo direto da internet. Em 6 anos 3 empreendimentos totalmente grátis para o usuário, um ciclo de novas experiências e colaboração global, além de uma legião de fãs torcendo para o negócio dar certo. O que mais impressiona é como as teorias do Prof. Prahalad se encaixam perfeitamente com a filosofia desses dois homens de negócios.


A velocidade do ciclo

Cada vez mais o hardware é descartável, ou você ainda não notou quanto tempo dura um celular?
O termo multimídia passou a ter um verdadeiro valor. Vamos imaginar hoje um serviço que só rode em uma plataforma ou formato, como os jornais em papel ou lojas sem sites (ou com sites pobres e esquecidos como um panfleto sujo jogado ao chão). Os tradicionais jornais estão fechando as portas mundo a fora, dando lugar a publicações online com atualização em tempo real, afinal, a noticia hoje é feita na hora, graças a internet, câmeras digitais e a compressão de áudio e vídeo. Lojas gigantescas como a Best Buy fecharam várias filiais e estão fechando outras. Hoje, a maior loja de produtos eletrônicos e relacionados à informática chama-se Newegg, e ela não tem nenhuma loja de tijolo.

No site da Newegg como no da Amazon, os clientes podem trocar experiência relatando suas opiniões sobre os produtos. No passado um comerciante não aceitaria um cliente xingando um produto para um grupo de compradores, hoje a informação é aberta, e o lojista fica sabendo da opinião e índice de satisfação de cada produto.

No mundo conectado as empresas terão que entender o que é multimídia. Os usuários estão cada vez mais ligados a várias interfaces de comunicação como celulares, internet, TV Digital, PDAs e dispositivos integrados como tocadores de MP3 e sistemas de navegação por satélite (GPS).
O site mais acessado do mundo, o Google, pode ser usado em PDAs, Browsers, celulares e acredite, até por fax ou telefone convencional.

Muitos estão olhando para essas mudanças e escolhendo sua parte da pizza. Mas como fala Thomas L. Friedman em “O mundo é Plano”, isso tudo é só o início da revolução que está por vir. Friedman tem 3 Prêmios Pulitzer na carreira e o Prahalad foi considerado pela revista Business Week "o mais influente pensador sobre estratégias corporativas dos dias atuais".

E eu, com a próxima revolução na gaveta a espera de um investidor!
Ei, você ai, me dá um dinheiro ai!


segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Touch

Não posso negar, sou um felizardo.
Infelizmente por não ter tanta coragem larguei o mundo do desenho ainda muito jovem.
Não era fácil conviver com pouca (nenhuma na verdade) grana e viver de arte. Tentei unir as duas coisas, prazer e sobrevivência, entrei no mundo da animação e modelagem 3D para maquetes eletrônicas e comerciais de TV, nesse mesmo período descobri o que era multimídia, e expus o primeiro quiosque multimídia e interativo do Brasil... Isso em um computador de 14 MHz e maravilhosos 2MB de RAM. Foi a primeira tela touch Screen que muita gente viu na vida. Como sou muito mais pratico que teórico, e burocracia sempre foi algo que não me agrada, nem sei exatamente a data deste fato, mas foi por volta de 1993/94 em uma exposição do setor transportes no Center Norte em São Paulo.

Multimídia nessa época era algo que os descolados tentavam dar uma tradução, mas aqui pra nós, naquela época os descolados eram na verdade um bando de empreendedores tentando ganhar grana. E como toda área onde muita gente quer participar, destacam-se os grandes nomes ou acontece o pior, a briga por preços se instala e o mercado que parecia propicio simplesmente evapora.

Como multimídia ainda é algo levado pouco a sério até hoje, imagine como não era difícil explicar a um diretor de empresa, acostumado a lidar com toneladas de papeis e carimbos o que é ter prazer em se divertir aprendendo.

Mais uma vez a sorte estava do meu lado, e fui trabalhar com a empresa que era o sonho de qualquer fanático por tecnologia e multimídia, a Silicon Graphics. Eu já não era mais desenhista, animador ou multimídia man, passei a ser um chato vendedor de maquinas voltadas a artistas. Mas não vou negar, foi o período mais divertido da minha vida e onde mais aprendi sobre tecnologia, gente e carreira profissional.
A maior lição que ficou para mim da Silicon Graphics foi a de que tecnologia não deve ser algo restrito ou difícil de usar.

Outra empresa que me deu aula sobre mercado e tecnologia foi a Barco. Essa empresa Belga é responsável pela expansão mundial de duas tecnologias que fizeram o mundo chegar onde estamos, o rádio e a televisão. Não me esqueço de um engenheiro da Barco me explicando que a TV Colorida que usávamos na época era uma tecnologia mais que ultrapassada, na verdade era só uma gambiarra que transformava a tecnologia P&B em Cores. Ele falava de uma revolução que estaria para acontecer em alguns anos, o LCD que na época era usado em relógios de pulso passaria a ser usado em TVs de alta definição. Bem, demorou mais de uma década para que eu pudesse ver a primeira TV LCD.

Na continuação da vida, a Silicon Graphics quase sumiu do mapa e terminei adotado por outra empresa que não era pouca coisa, a Sun Microsystems, mas que era muito mais “quadrada” e bem menos divertida que a SGI (A Silicon Graphics passou a se chamar SGI como já era nomeada entre seus funcionários). Graças a projetos ultra secretos, a 7 anos atrás vi celulares rodando programas de TV, Radio e uma pá de tranqueiras que só estão chegando no mercado do Brasil agora.

Infelizmente a Internet ainda não é multimídia como deveria ser, os programas ainda não são fáceis como deveriam ser, e usar tecnologia para uma grande parte das pessoas ainda é chato e complicado. Ainda tem o fator enrolação, onde você pode está comprando uma linda TV LCD e só descobrir depois que precisava de algo chamado HDCP ou um setup-box para ver a prometida TV Digital.

Minha mente hoje ferve tentando apontar onde será o próximo boom, onde será a próxima tecnologia ”vaporware”, e como diabos eu perco o bonde toda vez mesmo estando no olho do furação.

Ah! Se você quer saber minhas apostas...

Interfaces visuais:


Softwares que aproveitem essas interfaces:











Softwares de navegação 3D com controle via luvas ou algo assim:











Quem vai estar na frente de tudo isso? Bota ai 60% das minhas fichas na Adobe e o restante na Microsoft. O Pessoal do Canadá, Japão e Australia devem colocar as unhas de fora, esses paises são os fornecedores de tudo que envolve tecnologias disruptivas.

Tem um tal de Jefferson Y. Han, que sabe do que estou falando.

Quer mais?
http://www.ted.com
http://www.tillc.com/patents.html
http://www.technologyreview.com

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Hello Word Joost

Durante a curta existência da internet comercial podemos ver essa ferramenta colocar algumas indústrias de cabeça para baixo. Primeiro foram as redes P2P que tornaram o MP3 a maior força magnética para dinheiro. A mesma tecnologia P2P trouxe VOIP para qualquer um que estivesse na internet. Acompanhando o crescimento da rede mundial de computadores vieram as inundações de celulares, câmeras e outras tranqueiras.

Mas agora o mundo vai virar de cabeça para baixo em uma tacada só.
Os senhores Niklas Zennström e Janus Friis, os mesmos que criaram o Kazaa e Skype, agora estão prestes a chutar a canela de todas as emissoras de TV do universo.

Baixe o programa e segure o queixo.

Você e eu podemos não ter visto o cometa de Halley ou os primeiros Fords, mas estamos presenciando a maior revolução tecnológica (e social) desde que o macaco virou homem.

E olha que isso é só a ponta do iceberg. O P2P ainda vai gerar muita guerra, discórdia, fortuna e diversão.

terça-feira, 13 de março de 2007

Ciência Disruptiva

Poucas vezes paro para escrever sobre tecnologia. Mais uma vez esse meu lado anarquista me leva a falar sobre qualquer coisa, menos o meio pelo qual consigo as notas de papel que dão acesso aos maravilhosos bens de consumo moderno, e outros nem tão modernos.

Já pensei em fazer uma descrição/currículo da minha história profissional e artística que andam lado a lado com o mercado da tecnologia, porém isso iria ser enfadonho… Melhor deixar essa lengalenga para os coitados dos meus clientes.

Pois bem, já falei aqui nesse espaço sobre tecnologia sim, e acredito que foi o Post que mais me esforcei em divulgá-lo, já que na minha visão o assunto era de interesse público. Mas acho que o público gosta mesmo é de Big Brother, e não tiveram tempo para ler algo tão banal como Clusters de computadores, redes de alta velocidade ou ciência disruptiva.

As pessoas nem sabem, mas o termo disruptiva está associado a tudo que é realmente importante na evolução da tecnologia ou mesmo da humanidade.

Tive um choque quando descobri que alguém procurou no Google o termo “ciência disruptiva”, e a única fonte em toda a internet foi o texto que escrevi em 12 de julho de 2005, com o título nada hi-tech de “Vamos Viajar…”

Fiquei coçando a cabeça e resolvi procurar o assunto em inglês ("disruptive science"), o Google achou 243 páginas. Nossa! Muito pouco. Será que ninguém no mundo percebeu que nos últimos 2 séculos a ciência disruptiva fez tudo que estava em baixo saltar para o topo?

Vasculhando mais, notei que no Wikipédia não existem referências ao assunto (ciência disruptiva) em português, mas tem uma descrição de “Selecção disruptiva” que achei fantasticamente simples e clara:

Em evolução, a selecção disruptiva é um tipo de selecção natural que simultaneamente favorece os indivíduos nos extremos da distribuição normal. Quando este processo opera, os indivíduos nos extremos da distribuição (em menor quantidade) tendem a produzir maior descendência do que aqueles no centro da distribuição.

Com o gráfico fica mais fácil ainda:


Na Wikipédia em inglês tem tudo explicadinho sobre o assunto (Disruptive technology), que posso resumir assim:
Uma Tecnologia Disruptiva ou Inovação Disruptiva é uma inovação tecnológica, produto ou serviço que ultrapassa uma tecnologia dominante existente. Exemplos de tecnologias que mudaram a historia e causaram uma abrupta mudança: os carros que substituíram as carroças, os CDs que acabaram com os discos de vinil, as câmeras digitais que mataram o filme fotográfico. Agora, dá para entender como o assunto é importante?

Olhe o gráfico e veja como essa mudança anda a passos largos:


Por favor me explique como algo tão fantástico (Ciência Disruptiva) não tem descrição em português ou inglês no Wikipédia?

Se as Tecnologias Disruptivas são a força motora de toda nossa evolução, deveríamos dar mais atenção ao estudo dessas mudanças (Ciência Disruptiva). O curioso é que só acordamos para o fato de que a evolução pode ser medida recentemente. Foi em 1995 que Clayton M. Christensen em seu artigo “Disruptive Technologies: Catching the Wave” com o co-autor Joseph Bower criou o termo, que foi base para seu livro de 1997: The Innovator's Dilemma.

Nos próximos anos, empresas como IBM e Microsoft tentarão criar formulas que possam medir as chances de sucesso das suas inovações e quanto isso irá influenciar a vida das pessoas. Tudo pelo bom e velho capitalismo, ou atualmente, Ultra Capitalismo.

Enquanto isso, o Google, Yahoo, Joost, Skype entre outros, chegam na frente, inovando e criando legiões de fãns, oferecendo diversão, ferramentas colaborativas e conhecimento para um público essencialmente formador de opinião. Vai ser difícil quando a Microsoft e a IBM chegarem a conclusão que elas ficaram no passado (Isso deve demorar, mas acontecerá).

Hoje com o Ultra Capitalismo a evolução não é mais algo tênue, é simplesmente uma esfera gigante de chumbo atirada de um avião.

Como é impossível deter essa locomotiva que é a raça humana, melhor você estar preparado, pelo menos agora você sabe o que é Ciência Disruptiva.

Como é sempre bom ouvir opiniões contraditorias, o John Devorak pensa diferente.

terça-feira, 12 de julho de 2005

Vamos Viajar....

Imagine o amanhã.
Você acorda, a rádio ou a TV sintoniza na sua preferência porque a casa "sentiu" que você despertou para um novo dia.
Veste sua roupa que capta energia do calor de seu corpo e alimenta seu sistema móvel de computação, algo não muito diferente de um Palm.
Mas dentro desse aparelhinho você tem o poder de fogo de um Pentium de 10GHz ou mais, na verdade não existe um superprocessador dentro do aparelho, ele faz o processamento por P2P, tudo via Wi-Fi. Consome tão pouca energia que sua roupa é mais que uficiente para alimentá-lo.

Com esse aparelho você lê seus e-mails, vê filmes, fala com áudio e vídeo com um amigo em qualquer parte do mundo.

Nesse sonho de vida você não se preocupa se tudo está em Windows, Linux, OS X ou seja lá o que for. você sabe que seus 500GB de MP3 (ou MP4, MP5) estão armazenados em algum lugar do mundo, e seu acesso a eles é em realtime, mais veloz que o acesso a um HD em uma maquina desktop como hoje em dia.

No meio do caminho indo para o trabalho você se lembra que não checou as notas do filho na escola, mas ai é só sacar o aparelhinho, ver notas, observações dos professores e como a saudade do filhote bateu, você acessa as imagens da sala de aula do pivete.

Sua esposa que nesse momento está em um clínico obstetra, vê no próprio aparelho dela as imagens em tempo real do próximo membro da família, e todos os dados armazenados sobre a saúde do novato e o restante da família, que além de ser acompanhado pelo médico local recebe uma avaliação de um especialista da Noruega, que faz uma avaliação dos efeitos dos medicamentos que deixarão o pequeno feto viver até os 160 anos com muita vitalidade.

Como dá para notar, no meu vislumbre do futuro, o mundo estará mais que conectado, será poderoso, e bota poderoso nisso. O poder de processamento será comprado como água ou energia elétrica. Se esse mês sua família usou mais o aparelhinho, a conta é maior.

Para uns essa monitoração pode assustar, e é justificável. Qual o maluco que não adoraria saber qual o agente alérgico que pode matar seu rival, ou qual apresentadora de culinária na TV não adoraria roubar a fantástica receita de bolo da inimiga do outro canal.

A maior barreira para esses eventos tecnológicos não é mais o hardware ou o software, e sim a cultura.

As portas foram abertas, mas as mudanças só estão começando. Não existirão implantes de chips, ou equipamentos que monitorem sua mente, mas sim aparelhos portáteis que serão usados como roupas, mas com a mesma importância dos dedos ou dos olhos.

Muita gente está mergulhando nas ondas do P2P, mas nada se compara aos planos da Microsoft. Essa empresa tem o futuro mais que planejado. Ela demorou a abrir os olhos para a Internet, isso não quer dizer que ela não acreditava na idéia, e sim não estava preparada.
Esse mundo do tráfego de dados cresce tão rápido que já se tornou mais um caso de estudo da Ciência Disruptiva, o Caos.

Bill Gates que de besta não tem nada, já patenteou o trafego de dados e energia pelo corpo.
Você vai dizer – Mas isso não tem aplicação, não serve para nada – Hoje não, mas a fibra ótica foi uma invenção inútil por quase 30 anos.

As coisas acorrem com naturalidade e os cidadãos comuns não percebem os eventos que geram as grandes mudanças.

A Intel e AMD estão dando passos largos para uma tecnologia que será um dos fomentadores da supercomputação popular desse novo século, a Virtualização.

AMD chama sua cria de “Pacifica”, e como a Intel parece estar um pouco atrás, sua pequena rival mais uma vez sai na frente.
http://enterprise.amd.com/Enterprise/serverVirtualization.aspx

A detentora de 80% do mercado de processadores (Intel claro) chama seu recurso de
virtualização de “Vanderpool”, e como mencionei, parece estar bem menos maduro que o
Pacifica da AMD.
http://www.intel.com/technology/computing/vptech/index.htm

Para quem é analfabeto de computação de alto nível vou tentar clarear o céu cinzento:

Não é de hoje que as empresas de tecnologia de processamento (Servidores) lutam para terem maquinas Non Stop (sem paradas). A IBM com seus Mainframes, maquinas enormes e com uma tecnologia totalmente fechada (que ninguém mete a mão, só eles) já fazia seus primeiros equipamentos virtualizáveis nos anos 1970/80.
Como isso funcionava ? – Imagine você ter um único computador com muito poder de processamento e poder “quebrá-lo” em 2, 4 ou mais computadores “menores”. Assim a empresa dona do Mainframe (caríssimo) poderia dar um computador virtual para o departamento financeiro, outro para o RH, um para o jurídico...
O próximo passo foi poder realizar essa divisão de poder de uma única maquina em várias sem precisar usar o temível “Reboot”, o que para o PC domestico é simples, para um Mainframe é algo muito complexo, a operação de religar a maquina podia levar horas.
Nos anos 1990 a Sun, IBM, Fujitsu e HP aprimoraram as técnicas de fatiar um
supercomputador em vários. O preço dos computadores com 4, 8, 16, 32, 64 e até mais de 100 processadores foram caindo, e mais recursos implementados. E as maquinas se transformaram em Non Stops de verdade, um único supercomputador poderia ter vários sistemas operacionais, e a potencia de cada maquina virtual poderia ser transportada de um lado para o outro. Assim, se uma maquina virtual que era responsável pelo departamento financeiro necessitasse de mais poder em determinado dia do mês, a maquina ou as maquinas que estivessem ociosas poderiam “emprestar” poder.

As tecnologias de virtualização continuam presentes nos supercomputadores das grifes famosas de TI, mas agora ela está mais próxima do que nunca do cidadão comum.

Os novos processadores da Intel e AMD de 64bits e 32Bits já incorporam características voltadas a virtualização, na Intel isso ainda é só para servidores, mas o novo X2 da AMD além de ter 2 núcleos internos possui os recursos da tecnologia Pacifica.

Isso não vai mudar em nada o uso dos PCs, mas abre uma porta para pequenas empresas que nunca sonharam em ter a sofisticação dos mainframes.

E os grandalhões (mainframes) que já levaram até o apelido de dinossauros, agora podem passar de centenas de processadores para milhares. E finalmente as Blades Servers (servidores pequenos, finos e de baixo consumo de energia) poderão fazer sucesso.

O que tudo isso faz de diferença para Seu João do boteco?
Bem, o celular do João precisa de processamento, a emissora de TV Digital precisa de processamento, o hospital que faz tomografia precisa de processamento, o servidor de games online, o supermercado, a policia, o escambau...

Para todos esses o diferencial é a queda nos custos, e para Seu João é o acesso a novos recursos que antes não seriam possíveis. Como ocorreu com o celular, o Air Bag, a Tomografia computadorizada, a Internet e muito mais.

A virtualização associada aos recursos de Cluster e P2P farão em um futuro muito breve, o poder computacional sair da caixa quadrada que fica ligada a uma tela, ir para sua mão, seu bolso ou até sua roupa.

A empresa que mais tem chances de tirar proveito de todo esse novo mundo é a Microsoft, terá um sistema operacional que usa virtualização em 1 ano, o LongHorn. Contratou Toda uma equipe para trabalhar com P2P, está apostando auto em gadgets domésticos como o X-Box e o Mediacenter, e tem o principal, dinheiro e as melhores cabeças pensantes do mundo.

Resumindo, se você tem grana, compre ações da Microsoft e fique ansioso esperando o dia de comprar o seu aparelhinho que faz tudo.