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domingo, 24 de maio de 2015

Porque a justiça matou Aaron Swartz?


Lembram de um negócio chamado fita cassete?
Ela existe desde os anos 60, mas copiar músicas é crime desde que a justiça inventou a tal da patente e direitos autorais.

Talvez você não lembre ou não saiba, mas o MP3 já foi motivo de brigas e levou gente para a cadeia.
Só lembrando, é proibido copiar músicas.
Mas a Sony, Philips, Polyvox e outras empresas, criaram a fita cassete e os gravadores, tornando fácil copiar músicas. O curioso é que essas empresas eram e são, donas das licenças, ou seja, donas das músicas.

Não foi uma empresa qualquer que mudou o mercado da música com MP3, foi a Apple com o sucesso do iPod, que gerou centenas de clones tocadores de MP3, na época que o MP3 era alvo da justiça, que sentenciava quem usava esse tipo de arquivo como criminoso.
Ao mesmo tempo que o iPod e os clones - chamados de tocadores de MP3 - se popularizavam, a Apple comprava os direitos das músicas.

Bem, talvez seja complicado entender como uma empresa cria um aparelho que facilita a cópia de músicas e ao mesmo tempo proíbe as cópias.
Esse tipo de incoerência é muito mais comum que se imagina.
A Monsanto fabrica agrotóxicos e sementes que ajudaram a reduzir a fome no mundo. Ao mesmo tempo ela é responsável por várias mortes e doenças, em uma escala que não se sabe ao certo, já que todos os processos contra a Monsanto são protegidos pela justiça.
Um dos disparates mais absurdos, são as pesquisas de faculdades serem altamente protegidas. Imagine quantos grupos de cientistas estão pesquisando a cura para AIDS, Câncer ou ebola, e por restrições, eles não podem trocar dados, o que aceleraria as descobertas.
Não é tão difícil entender que a justiça, muitas vezes é apenas a ferramenta usada para proteger uma camada de pessoas.

Aaron Swartz, fundador do Reddit, foi um desses jovens que tentou "burlar" as proteções criadas com apoio da justiça. Diferente de manifestantes que marcham e promovem tumultos, ele apenas copiou dados. 
Como isso o levou a morte, e como o MIT e a justiça americana tem culpa sobre essa perda, você vai descobrir vendo o documentário "O Menino da Internet: a História de Aaron Swartz"


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tudo se renova, mas deixa um espaço que nunca se fecha

Há duas semanas perdemos nossa querida Husky Siberiano, Flexa.
Hoje, perdemos nossa Tia Noêmia.
Foram tantas perdas em 2 anos, que eu poderia achar que isso é um teste.
Quem sabe não é?
Minha querida tia chegou na frente, vai tirar a dúvida, e saber se existe algo depois...
Flexa, viveu com tanto brilho e entusiasmo, que se existe um céu para cães, nesse momento já mandaram ela de volta a terra... Não iriam suportar as bagunças dela por lá. (Ela é esperta o suficiente para isso).

Minha Tia, não merece só um descanso, merece um paraíso inteiro só para ela, e novamente, se isso for um teste, tenho certeza que nesse instante ela já compartilha seu Eden com muitos.
Beijos minha queria Tia Noêmia.

O texto abaixo foi escrito em março de 2009.

O carnaval passou.

Ele passa todos os anos.
Uma das coisas que me marcou antes e durante o carnaval, foi uma frase repetida algumas vezes: _Que Mané de marchinha!?

Essa frase era algo que traduzia um conceito, o jeito de ver as coisas de uma pessoa com vinte e poucos anos. Uma ostentação a vitória de ser jovem e menosprezar aquilo que nem conheceu. Não era por falta de respeito, é só um pecado aceitável para quem ainda é jovem.

Infelizmente não sou do tempo das marchinhas, dos sambas poéticos ou das fantasias ricas de babados e poucas cores (Sim, nem sempre o carnaval foi multicolorido).
Se eu tivesse vinte e poucos anos na década de 20 do século passado, acredito que adoraria carnaval.

As pessoas “modernas” de hoje temem a velhice, a morte e a tristeza. Como se houvesse escolha ou saída para essas coisas que a meu ver deveriam até ser consideradas boas.
Meu carnaval foi mais que alegre, foi inusitado.

Só as pessoas que viveram comigo conhecem todas as historias por que já passei. Boa parte delas acham-me o maior dos mentirosos da terra. São tantas aventuras, tantos momentos que não foram provocados ou procurados... Tudo me pressionando a acreditar que existe algo maior, uma força acima do explicável. (E fico equilibrado entre o cético e o agnóstico – mais para agnóstico)
Na juventude eu até me divertia com essas coisas. Ser atirado por algo invisível que me salvou de um atropelamento. Desistir de lutar contra um pedaço de rede de pesca que me prendia a poucos centímetros do oxigênio e no ultimo instante ser solto já sem forças por ter lutado contra aqueles pedaços de nylon. A ultima grande intervenção inexplicável foi quando decidi há alguns anos atrás comprar uma moto.

Na semana que passei a procura de uma possante moto, um motoqueiro bateu na porta do meu carro e vi aquele estúpido piloto voar a mais de 3 metros de altura e uns 10 metros a frente, colidindo com galhos e arvores (ele não sofreu nada). No dia seguinte vi um homem com porte de halterofilista erguer metade do seu corpo com os braços, gritando e olhando suas pernas esmagadas (ele estava em uma moto). Antes que a semana findasse, no trajeto para casa também pude ver por dois dias corpos de motoqueiros, que para me deixar ainda mais chocado pareciam bonecos onde o asfalto agora fazia parte daquele amontoado de carne morta. Só para esclarecer, eu jamais paro para ver acidentes, não sou chegado a historias policiais, mas todos esses fatos ocorreram com um ângulo de câmera de cinema, e estou falando de uma visão privilegiada, como se tudo aquilo tivesse que fazer parte da minha mente.

Mesmo morando em uma cidade violenta, onde vejo todos os dias coisas abomináveis (você achou que o nome é Caos Urbanus por quê?) , tudo aquilo era demais para acreditar em coincidência. Desisti de ter uma moto.

Então, depois de muitos anos, sem nada que me fizesse acreditar em uma nova missão para essa vida. Começo a receber sinais de que ainda tenho muito a fazer.
Não vou revelar o que passei.
Até as pessoas envolvidas me achariam louco. Mas sei que agora já faço parte do destino de mais algumas vidas. E dessa vez, acredito que minha missão não será tão árdua e penosa. (A-rá... Como se eu ganhasse alguma coisa fácil nessa estrada).

E sobre os carnavais de outrora, eu digo, adoraria ter 80 anos hoje, ou mais... Eu teria vivido em um mundo com mais pobreza, com mais doenças incuráveis e com mais “tristeza”, mas seria um mundo de verdade, não essa matrix que vivemos.
Para os mais espiritualizados, posso falar que me vejo como um privilegiado. Não sei porque diabos, mas acho que passei a acreditar que todos temos missões. E se você aceitar sua importância, pequena ou grande para a mudança das coisas, passará a viver no mundo do “Efeito Borboleta”. E acredite, é muito bom saber que você tem um papel a cumprir.


Minha Tia Noêmia
E como hoje é dia das mulheres (tem até dia gay, mas macho não tem direito nem a um dia sequer... ), nada melhor que contar um pouco sobre essa mulher fantastica que é minha tia.

Amanhã irei a festa de aniversário da minha querida tia Noêmia.
Existe uma grande chance desse ser o ultimo aniversário dessa mulher que me inspirou desde minha primeira lembrança de vida.

Sem tia Noêmia eu não teria provado pela primeira vez Danone ainda quando criança.
Sim, minha família era pobre ao ponto de não ter dinheiro para supérfluos como iogurte.
Noêmia não era rica, pelo contrário. Vivia em uma casa muito simples, onde a parte frontal era de sapê, aquelas paredes feitas com barro recobrindo madeiras. A cozinha era toda feita em madeira, como uma daquelas casas de gente pobre do sul do Brasil.

Mas nem por esses traços a casa de minha tia era feia, pelo contrário. Ela sempre foi a pessoa de mais bom gosto que conheci na minha infância.
Minha tia nem imagina, mas é responsável pelo meu primeiro contato com a tecnologia. Eu tinha apenas 7 anos de idade, e ela me levou algumas vezes para a Aeronáutica, onde trabalhava perfurando cartões.

Explicação:
Cartão perfurado era um meio de armazenamento e transporte de dados que era usado nos primórdios da computação. Programadores escreviam programas em papel (maquina de escrever), esses textos eram enviados para digitadores, que escreviam tudo que estava ali, e uma maquina perfurava cartões de papel rígido, que eram levados a uma outra maquina que lia esses cartões de acordo com os furos, e daí executavam o programa, ou armazenavam tudo em fitas magnéticas.

Aos 7 anos eu não entendia aquele sistema, mas ficava intrigado com aquele senhor que passava o dia indo e vindo pegar pacotes de cartões perfurados que eram transportador em um carrinho de mão (Só para você ter idéia, acredito que mais de 100 carrinhos desses não possuíam dados suficientes para encher meio disquete... Só lembrando, um pendrive pode conter milhares de disquetes).

Na aeronáutica tive a oportunidade de me infiltrar em setores estratégicos, ver como funcionava a rotina de quartéis, cozinha industrial e salas de controle (Como eu iria imaginar que um dia projetaria e venderia salas de controle?).

Mas uma das coisas mais marcantes foi entrar nos aviões da segunda guerra e ver os primeiros aviões Tucano serem montados ou ainda os pilotos que brincavam com o “F-alguma coisa” e os russos Mig (Não sei o nome e modelos exato desses aviões).

Juntando as imagens da guerra do Vietnã e aqueles velhos aviões perfurados de balas e ainda com manchas de sangue e restos de roupa dos pilotos, aprendi muito cedo que guerra não era minha praia.
Minha tia era o que se poderia chamar de militar. Durona e nada chegada a afagos, ela era rígida. Tudo tinha que ser exatamente como ela planejava e ordenava em casa.

Criou três filhos homem sozinha (frase sempre repetida por minha mãe).

Cada um desses meus primos teve uma importância na minha vida.

Fernando, meu companheiro de mergulho, foi muito mais que um amigo. Foi um pai para mim.
Me ensinou a gostar de crianças, mesmo quando eu ainda era uma.
Eu ficava totalmente fascinado pelo carisma que ele despertava nas crianças.
Esse cara me ensinou tudo que tenho de bom dentro de mim, tudo mesmo.
E graças a sua mãe, me tornei durão, ou melhor, me mantive equilibrado ou sempre preparado para Guerra, mesmo sem gostar de brigas.

Fernando era o cara mais inteligente que eu conhecia. Um desenhista técnico primoroso. Perfeccionista. Ele me ensinou a manusear maquinas, que foram muito usadas em nossas criações para caça-submarina (As invenções eram ótimas, e éramos péssimos caçadores).
Foi também esse cara que me ensinou (ele não falava o que fazer, eu só o seguia) a ser cordial com mulheres, a tratá-las com respeito e carinho.

Aprendi com ele que não devo seguir pessoas como espelho.
Quando meu querido primo-amigo-pai, passou a beber além da conta, tive que me afastar.
Como observador, vi um cara maravilhoso mudar seu comportamento e mesmo ainda muito jovem, passei a tentar entender o gatilho que faz as pessoas perderem o rumo.

Meu primo era um apaixonado, e acredito que seu gatilho foi a frustração no amor.
Hoje, sei que esse é um dos grandes gatilhos que levam as pessoas a mudarem o rumo.
Como todos temem esse tipo de frustração, a sociedade vem impondo a retirada dessa armadilha pré-configurada. Particularmente admiro meu primo ainda hoje. Prefiro os frustrados e amargos aos seres sem alma.

Meu outro primo, Fábio, me levou ao primeiro emprego oficial.
Eu ainda não tinha feito 14 anos, e fui “jogado” ao mundo caótico do centro da cidade.
Era a boemia, lojas de discos alternativos, flyperamas, sebos, cheira-colas, ladrões, ônibus, almoço em quentinha, e outra infinidade de coisas que eu odiava na época, e que em pouco tempo passou a ser minha vida.

Trabalhar em um banco, e ter uma turma de beberrões formada já no primeiro dia de serviço, e o mesmo que receber um certificado de alcoólatra pré-aprovado aos 13 anos.
Mas novamente eu tinha exemplos, em primeiro lugar estava minha tia Noêmia.

Ela tinha a casa mais limpa da rua. Era a mais pacata e menos chegada a fofocas, e era impossível imaginar alguém mais idônea.
Era minha tia que muitas vezes enfrentava meu pai, alcoólatra de carteirinha, apesar de ser um homem idôneo também.
Eu não queria ser como meu pai, eu queria ser como minha tia.

Fábio também ajudou na minha formação. Aprendi com ele a ter paciência de esperar os resultados e a suportar as criticas que sempre se acumulam contra aqueles que tem objetivos.

O ultimo dos primos não me fez conhecer as maravilhas de um centro urbano em efervescência, mas também teve grande importância na minha vida. Foi Flávio que me levou as primeiras sessões de cinema, no magnífico Cinema São Luis, o cinema mais fantástico de todo o Brasil (Espero um dia ficar milionário, comprá-lo e deixá-lo exatamente como era).

Flávio também sem querer me ensinou... Ele teve um casamento conturbado (também passei por isso) e demorou demais para solucionar um problema sem cura simples.
Volto a lembrar da mãe dos meus primos. Ela sempre foi pratica, sim ou não, nada de enrolação, a vida é simples.

Minha tia também viajava sempre que podia para o Sudeste ou Sul do país, algo que era impensável para toda a família da minha mãe, que sempre foi pobre.

Provavelmente sem a existência da minha tia Noêmia eu não saberia o que foi a informática dos anos 70 (ainda mais vendo ao vivo), não teria passado parte da vida ligado ao mar (graças a Fernando). Não conheceria as malandragens e dureza de um centro urbano (que o Fábio e sua mulher Therezinha me propiciaram). Não teria assistido filmes de Renato Aragão na maior sala de cinema do país e comido pipoca com guaraná antes disso virá propaganda (Devo ao Flávio).

As pessoas normalmente avaliam suas vidas baseadas no que construíram de patrimônio, formação educacional ou quanto sexo fizeram e farras que participaram. Não existe regra para avaliar uma vida melhor ou pior. IDH não mete felicidade, nem extrato bancário ou virilidade aos 70 anos... Cada um tem sua receita, a minha é ser observador, aprender com as pessoas e com meus próprios erros, tentar mostrar o que parece um provável erro, e muitas vezes falar: 
Erre!
Dê uma chance!
Invista!
Acredite!
E não esqueça, tudo é “Efeito Borboleta”... Cedo ou tarde, situações do dia a dia, eventos pequenos ou grandes estão traçando sua vida e dos que estão próximos a você.

A idade e a doença não tiraram sequer por um dia toda a dignidade e dureza que minha querida tia possui. Ela é uma rocha. Ela me inspira.

Acho que falei isso no primeiro dos textos que escrevi no blog...
Na vida algumas pessoas só passam, e você aperta a mão, mas algumas você abraça.

Amanhã abraçarei minha tia, e como ela tem mal de Alzheimer, em 20 segundos esquecerá que a abracei, então acho que irei abraçá-la dezenas de vezes durante o dia.
Espero que toda essa energia sem explicação lógica, que vivo, sinto e me mostra sinais que nem tudo tem explicação, tenha um mundo particular reservado para essa mulher fantástica.
Uma só vida para pessoas assim é muito pouco.


(Isso foi escrito na sexta-feira, e sábado rolou a festinha que é sempre empolgada por um monte de primos bons de piadas. Com participação especial de Flexa e Lua, que agora moram com meu primo Fábio).

sábado, 3 de abril de 2010

Coisas que você não leu (e muito provavelmente não irá ler)

Abaixo coisas que você não leu porque não sabia que iria concorrer a um premio de 10 milhões de reais, viagem com 90 acompanhantes (interprete como quiser) e um pacote de amendoim japonês.
(A promoção acabou! vigorou no ultimo dia 1 de abril)
(Você ai que me conhece pessoalmente percebeu né?! Pois é, não tô bem  :P)





























































































Addendum


Perdi o Show do A-ha e do P.O.D, mas como Deus escreve torto em linhas retas (e tem um humor negro e sadismo para o meu lado) olha o que vem por ai:

16 e 17 de abril - Abril Pro Rock
Um monte de bandas velhas decrepitas, bandas gays e um punhado de indie (indie = gente sem dinheiro que só tem grana para maconha, alargador e chapinha).
Mas tem Pato Fu e Africa Bambaataa, então tá valendo.

01 de maio - Nouvelle Vague
No Mercado Eufrásio Barbosa em Olinda, ou seja, leve sua mascara de gás.
Adoro essa banda... Covers de tudo que é bom (tudo bem que é em bossa nova... Pelo menos não é em ritmo de axé)



28 de maio - Camera Obscura
Não, você não leu errado... Camera Obscura no Recife. Pelo menos tá no Myspace deles... Eu só não comentei no Last.fm que existem outras cidades no planeta com nome de Recife para a galera não desanimar :D (Ôh! cara ai de cima... não poderia ser outra banda não? Tinha que ser logo essa? Tô falando que é sadismo com o pobre servo aqui)

5 de junho - Anneke van Giersbergen & Danny Cavanagh
É, esse ai não tem como... Vai ser em São Paulo. Não quero ir só, mas é o jeito (não tenho amigos aventureiros). O jeito é refazer contato com a galera fã do Anathema e The Gathering, que são como donos de Golden Retrievers, só tem gente do bem.



Se tem uma coisa que me deixa feliz é saber que conheço pessoas que sabem que música é essa :D
e que fui eu que mostrei The Gathering pela primeira vez, e claro, o Massive Atack também :D

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A trilogia que eu fiz

Sergio Leone criou a trilogia dele:

"Era uma vez na América", "Era uma vez no Oeste" e "Quando explode a vingança".

(O nada besta do Robert Rodriguez roubou o titulo e criou "Era uma vez no México", que simplesmente não tem nada a ver, e nem sei porque diabos comentei isso)

Se você pretende um dia abrir a boca para dizer que sabe sobre cinema, tem que ver esses três clássicos. Melhor ainda... Ver e ouvir, porque o mestre Ennio Morricone criou uma obra que JAMAIS será superada (Como algumas obras de J.S. Bach, eu consigo até ouvir as marcações do Morricone nessas trilhas)

Se você nunca na vida sentou sozinho para contemplar música, é a hora... Se não sentir toneladas de composições químicas se formando em seu corpo ao ouvir “Once upon a time in the West”, pode voltar para seu axé, porque seu ouvido e coração nasceram para mão-de-vaca e aguardente. (Como eu sou agressivo... Parece até que não como cuscuz e já cantei musicas de Reginaldo Rossi em Karaokê).


Era uma vez no Oeste (“Once upon a time in the West”)


Uma coisas curiosa é que quando lembro dessa trilogia eu não consigo deixar de mudar o ultimo dos filmes. Eu retiro “Quando explode a vingança” e deixo no lugar “Lendas da Paixão”.
Os motivos eu não sei... Deve ser porque ainda não consegui ver o ultimo dos três filmes, e acho que a violência, paixão e bandidagem de “Lendas da Paixão” combinam perfeitamente com os “Era uma vez...” só fica faltando a trilha alucinógena do vô Ennio.

Estava aqui... Escutando Front Line Assembly, chacoalhando como um epiléptico, ai o itunes começa a tocar “Once Upon A Time In America”, e foi simplesmente impossível não vir aqui compartilhar essas maravilhas.


Ennio Morricone "Once Upon a Time in America" live in Warsaw


Para os cabras machos que ainda sobraram nesse mundo, a dica é que nesses filmes podemos encontrar mulheres de uma beleza que hoje em dia não esta fácil achar.
Para as meninas, vai o alerta, o cara que escreve isso aqui pode não ser promiscuo, mas meu temperamento é bem parecido com o do Tristan, ou seja, ninguém põe corrente (Por isso o Tristan não para quieto e ainda fica velho lutando com ursos... Hahahahaha!).

Ennio Morricone é o ultimo dos grandes mestres da música clássica ainda vivo.
Sua obra é tão grande que existe uma pagina a parte na Wikipédia só para sua discografia.
A trilha de “Orca – A Baleia Assassina” é outra grande obra que me faz viajar.

Vida eterna ao grande Ennio, e ao Sergio Leone, por unir cinema, beleza e personagens marginais, que podem conquistar até os mais evangélicos (Ahmm?).
Sem esquecer o Edward Zwick que é responsável por "Lendas da Paixão" e outra grande obra, "Diamantes de Sangue".

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bastidores da tecnologia

Devem existir poucas pessoas no mundo que não possuem uma lista de ídolos.
Todos nos usamos alguma figura pelo menos como referência.

Meus ídolos não morrem de overdose (só alguns), e na maioria dos casos são figuras de bastidores. Tenho uma paixão absurda por bastidores.
Não existe nada mais estimulante do que bastidores.

Algumas figuras que construíram tantas coisas importantes, não passam de nomes citados apenas em revistas especializadas.

Se nesse momento você esta lendo esse blog, pode parar por alguns minutos e procurar mais informações sobre Marc Andressen, pois você deve a ele a existência de um treco chamado Browser ou em português, navegador.

Esse cara não só criou o Netscape (anteriormente chamado Mosaic), ele mostrou o caminho. A próxima explosão de dinheiro se chama Cloud Computing, e não iria acontecer sem existir algo chamado Application Server, TCP-IP e segurança no trafego de dados, e tudo isso começou na Netscape.

Sei que ninguém olha essa pilha de links na barra lateral, mas na parte BUSINESS BLOG você acha o link para o Blog do Marc. Ele não é só um Geek, é um ativista, um idealista, um sonhador, e suas palavras saem primeiro pela boca ou pela escrita antes de passar pelo cérebro. Ele bota pra F... mesmo. E só hoje percebi que o nome dele é quase uma versão anglo-saxônica do meu. :)

Meu outro ídolo é Mister James Clark, simplesmente uma lenda viva. Esse cara era um jovem pobre, que foi expulso do colégio, e mesmo sem concluir um curso tradicional, era tão bom que foi aceito na faculdade, conseguindo um mestrado em física e um doutorado em Ciência da Computação (no tempo que isso valia alguma coisa - quer dizer, hoje em dia vale, mas não representa nada).

Se o Marc Andressen é responsável pelo navegador que faz você visualizar a internet, James Clark fez os computadores saírem das telas pretas para as cores e imagens 3D. Seus trabalhos acadêmicos relacionados a equipamentos para visualização 3D deram origem a empresa que eu mais admirei na vida, a Silicon Graphics.

O Clark apesar de seus cabelos brancos e sua aparência de tio comportado, é pura energia jovial. Ele pediu pra sair da Silicon Graphics (SGI) no momento que a empresa mais fazia sucesso. Ele falava para seus colegas que o mundo não podia ser fechado, toda aquela tecnologia que só eles dominavam deveria ser do mundo, e que o foco deveria ser em maquinas "pau-pra-toda-obra". Com essa divergência, e conhecendo o Marc Andressen e seus planos para construir um mundo que não existia, Mr. Clark largou um dos cargos mais desejados do mundo, e foi comer pizza com cerveja com um punhado de Nerds. Investiu US$ 5 milhões em algo que nem ele sabia como iria dar retorno (Pausa! Me diz ai... Você conhece algum empreendedor de verdade?... Pronto, senta e chora... Nos vemos um dia em um outro país).

Trabalhei por 2 anos como representante da Silicon Graphics, era como tomar 200 pílulas de Viagra por dia. O James Clark ainda fazia parte do conselho da empresa, mas continuavam sem ouvir o mestre. A SGI chegou muito próximo do fim. O Clark e o Andressen ficaram bilionários.

Conheço dezenas de jovens que poderiam ir para a garagem e começar uma revolução, mas está todo mundo ocupado com seus empregos “fixos” e “lucrativos”.

Abaixo segue o vídeo da Discovery que faz parte de uma seqüência de documentários que contam a história dessa ferramenta que vem mudando o mundo, a Internet.

Guerra dos Navegadores - Dublado

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

10 anos se passaram...

Antes disso, montei um Kiosque Multimídia com som stereo, touch screen, interativo e com animação. Na época o PC tradicional ainda usava as cores verde e preto na tela, e som era aquele BIP! BIP!. A primeira versão do Kiosque era de granito, e pesava quase 300kg. Não foi problema, já que o projeto era para a Rapidão Cometa. Depois do primeiro acidente e o granito perder a elegância, fizemos uma caixa em madeira com tratamento épox e pintura metálica. Até hoje o design ainda seria moderno.

Também para a Rapidão Cometa, junto com meu amigo Franklin, tocamos o projeto do primeiro site comercial do Nordeste, um dos primeiros do Brasil. Eu vi nascer o HTML 1.0 :)

Claro, nessa época eu já era usuário do Lightwave, e um felizardo a conhecer uma Digital Video Recorde, ou seja, uma placa que capturava video direto para o HD (Hoje tem HD até dentro de celular, mas naquela época...)

Graças a minha curiosidade em multimídia e hardware, cheguei a SGI:












A 10 anos atrás eu era mais nerd, mais anarquista, mais arrogante e mais feioso :)











Tabacudo!





Uma semana antes da Infonordeste 1997, esse caminhão ai (Isso, estou dentro de um caminhão) chamado de MagicBus, passou uma semana estacionado para visitação na UFPE. Na pátio do Departamento de Mecânica (DEMEC).
Foram 2 dias de palestras, no auditório para 400 pessoas, comprimimos 500. (A SGI tinha acabado de realizar uma palestra no Rio Grande do Sul que contou com 3 participantes :)
Uma semana na UFPE e outro no Centro de Convenções de Pernambuco, com filas gigantescas para ver o que diabos tinha dentro daquele caminhão preto com valor estimado em 3 milhões de dólares na época.













A maquininha era pequena mas não era brinquedo não!















Até hoje, a Workstation mais linda do universo!


Depois de trabalhar na SGI (A maior realização na vida de qualquer nerd ou fanático por cinema e gráficos), voltei a fazer animações para o mercado prostituído de varejo para TV, fui convidado a trabalhar em uma revenda da Sun Microsystems e depois de um tempo aceitei.

Ai vendi todos os 58 Centros de Controle da Chesf, por pouco não consegui negócios na Eletrosul (Só plantei uma Workstation lá). Nessa mesma época atendia a Telemar de PE ao CE.

Como todo negócio que move muito dinheiro, meus chefes começaram a ver que já tinham o caminho das pedras e arrumaram um modo de me colocar num banco de reserva.

Ai entrei em parafuso, mudei para João Pessoa-PB, abri uma pousada, quebrei, fui morar em uma casa com piscina semi-olimpica, comprei 2 cachorras, quebrei, voltei para Recife, trabalho pra caralho, tô de saco cheio de quase tudo, e preciso de férias.

Se for acompanhar minha vida profissional em gráficos, devo estar a beira de uma nova guinada. O problema é que sempre que se está perto das boas notícias, o sujeito normalmente está numa fase de grande comflito e problemas.

Só escrevi toda essa merda para me lembrar que posso fazer coisas grandes, como transformar o sarcasmo de um presidente de multinacional em crédito para um nordestino sem faculdade, mesmo esse coitado do cabeção estando no WTC em SP, trajando sua humilde calça jeans. Hahahahahah! Adorei entregar um relatório mostrando mais negócios no NE do que todo o faturamento anual da SGI no Brasil, e aquele havia sito o melhor ano da SGI.

Tempos divertidos que voltarão em breve, Ôxalá.