Não é novidade que blogs e pessoas teimam em fazer listas. No final de cada ano, todos fazem suas listas de presentes ou dos desejos para o ano seguinte.
Como para mim a vida é sonora, eis a lista dos 30 discos mais tocados durante o ano, e algumas observações que poderão descrever o som e o ritmo da dança que embalou 2010.
30. Anja Lechner, Vassilis Tsabropoulos - Chants, Hymns And Dances (2004)
Quando descobri esse disco do pianista Vassilis Tsabropoulos acompanhado da violoncelista Anja Lechner, pensei... Isso é para se ouvir no frio, acompanhado de vinho. Mesmo para aqueles que não tem experiência com música clássica é um disco marcante.
Ideal para dias chuvosos.
29. Röyksopp - Junior (2009)
Quem não conhece os noruegueses do Röyksopp nunca assistiu MTV. Os clipes antigos sempre são revisitados. Mais uma dupla que gosta de convidar garotas para cantar. Karin Elisabeth Dreijer Andersson (The Knife, Fever Ray, dEUS), deu voz e imagem aos poucos sucessos da banda.
Junior é um disco mais fácil e deve agradar a pessoas que curtem música eletrônica mais introspectiva.
Ótimo para ouvir em alta velocidade ou cooper com o headphone já explodindo :)
28. 8mm - Songs to Love and Die by (2006)
Difícil de acreditar que Sean Beavan, membro da banda, e casado com Juliette Beavan, a vocalista, já trabalhou com Marilyn Manson, Nine Inch Nails e Slayer. É mais uma das minhas bandas Trip Hop, que vai de uma lamúria sentimental e descabida a músicas relaxantes e pensativas.
É Trip Hop, então é bom para o amor (com sacanagem).
27. 3 na Massa - Na Confraria das Sedutoras (2008)
Esse é o filho único da banda formada por integrantes do Nação Zumbi e um apanhado de garotas donas de vozes sedutoras. A pegada da banda é essa mesmo, sussurro no pé do ouvido. Classificam o 3 na Massa como Trip Hop, e como nos shows os caras sampleam descaradamente músicas do Hooverphonic, o carimbo de tesante é válido e merecido.
Som para relaxar, e algo mais.
26. Sparklehorse - Dreamt For Light Years In The Belly Of A Mountain (2006)
Se você perder algum tempo irá encontrar algumas referências aqui no blog sobre o Sparklehorse e seu mentor, Mark Linkous. Para muitos esse é o melhor disco da banda. Um misto de psicodélico com depressivo, mas com um tom doce, capaz de fazer apreciadores do Radiohead gritarem: Deus, por que eu não ouvi isso antes?
Inclusive, na turnê de 1996 o Sparklehorse era a banda de abertura dos shows do Radiohead.
Escute sozinho em dias de introspecção ou solidão.
25. Conjure One - Extraordinary Ways (2005)
Se você já é cliente do blog (um dos 2 leitores), ouviu falar em Rhys Fulber e Bill Leeb (Fulber & Leeb para os intimos) algumas vezes. O Conjure One é um dos projetos dos caras. É uma mistura de world music com eletrônica. As vozes femininas são parte marcante da sonoridade do grupo. Batidas Trip Hop criam um ambiente empolgante. Um dos discos que eu levaria para uma ilha.
Ótima opção para ouvir durante o trabalho ou como som ambiente em sala de cirurgia.
24. Hooverphonic - The Magnificent Tree (2000)
Ai você vai dizer: Como diabos o cara indica um disco de 10 anos atrás?
Na verdade, escuto o Hooverphonic a muito tempo, mas era vidrado no disco de estréia "A New Stereophonic Sound Spetacular", e nunca dei muita bola para saber de novidades desses belgas. No segundo disco, a vocalista Liesje Sadonius saiu por motivos estranhos, e deu lugar a Geike Arnaert, uma deusa loira de um carisma de fazer Ivete Sangalo procurar analista. "The Magnificent Tree" traz musicas a lá dor de cotovelo. Um trip hop bem pop.
É som para inundar o ambiente, a mulher canta demais.
Deve ser usado sem moderação. Enjoa rápido, mas quem disse se pode comer brigadeiro sem limites? :)
23. The Cranberries - Stars - The Best of 1992-2002 (2002)
Não tem muito o que falar, desconheço pessoas que não gostem do Cranberries. A Dolores O'riordan
tem esse magnetismo com as massas. Vi isso de perto no show aqui em Recife, onde ela arrebentou.
É música para tocar no carro, na sala, no quarto, sozinho ou fazendo dancinhas sem noção acompanhado. Daqui a mil anos ainda será divertido.
22. The Cranberries - Bury the Hatchet (1999)
O motivo desse disco está aqui? Claro, nostalgia.
É um dos disco da banda que eu acho mais divertido. Trás músicas como "Animal Instinct", "Promises" e "Desesperate Andy".
Ótimo disco para cantarolar desafinadamente em viagens sobre quatro rodas.
21. Band of Horses - Cease to Begin (2007)
Banda desconhecida para mim, que terminei pescando no Last.fm de alguém. Uma bela surpresa. Os caras tem um ritmo e batida marcantes, mas se você por essas palavras espera algo para chacoalhar o quadril, esqueça. É um som muito down, chega a ter uma levada gospel. É um folk desses de ficar respirando lento e suspirando. Não é para todo mundo. As meninas moderninhas irão gostar pelo visual dos caras, barbas de católicos ortodoxos russos e tatoos de surfistas.
Som introspectivo para noites na frente do Microsoft Visio :)
Continuação: Os 30 melhores discos de 2010... (for me) 20-11
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Os 30 melhores discos de 2010... (for me) 20-11
20. Hooverphonic - A New Stereophonic Sound Spetacular (1996)
Como já havia falado, esse é o disco de estréia do Hooverphonic. As composições são esmeradas e trabalhadas nos mínimos detalhes. É fácil você ver trechos das músicas desse disco serem usadas em programas de TV. É uma aula sobre produção musical. Tecnicamente falando, é um disco robusto, forte e marcante. A vocalista novata e sem experiência, mostra que paixão pode criar coisas surpreendentes. Hooverphonic é para se ouvir em qualquer momento.
19. The Smashing Pumpkins - Adore (1998)
Para mim é o melhor disco da banda. É curto e grosso. Rock sensível e sem muito choramingado, marca do Smashing.
É disco para pegar estrada... De carro, ônibus ou avião.
18. Clint Mansell - Requiem for a Dream (2000)
Música e cinema é a união perfeita. Essa trilha sonora é para quem viu o filme, um diapasão que marca o compasso entre cenas e sons. É ouvir uma música e automaticamente rever a cena. Clint Mansell é dono de várias outras Soundtracks de qualidade acima da média.
Ideal para cinéfilo que acabou de ver o filme ou quer relembrar.
17. Sera Cahoone - Only as the Day is Long (2008)
Quando descobri Band of Horses, veio junto a Sera Cahoone, ex-integrante do grupo Carissa's Wierd, que depois de extinto viu os integrantes saírem em carreira solo, como a Sera, a "S" (Jenn Ghetto) e o Mat Brooke e Ben Bridwell, que formaram o Band of Horses. Se você nunca se imaginou escutando country, esse disco é o abre portas ideal. A Sera tem uma voz doce e madura, para um disco de estreia nos vocais, ele merece constar na lista de disco realmente inesquecíveis.
Para aqueles dias que você quer estalar os dedos e não se preocupar com nada.
16. Future of Forestry - Twilight (2007)
Vi essa banda (acho...) em um dos blogs de música que visito. Podem chamar de Post-rock, ou qualquer outra coisa, mas é uma banda Gospel. Sempre gostei de músicas de cunho religioso, principalmente os coros de vozes negras, ai ninguém ganha. O Future of Forestry é dessas bandas antenadas e preocupadas com o mundo. Videos esteticamente despojados mas com resolução HD podem ser encotrados facilmente.
Bom para elevar a alma :)
15. The Raveonettes - Lust Lust Lust (2007)
Engraçado o disco 16 ser gospel e o seguinte ser pura luxúria, ou três vezes luxúria. E foi devido ao titulo do disco ser meio exagerado que sempre reneguei ouvir essa banda. Mas um dia me rendi e fui conferir. É uma festa. A idéia deles deve ser ganhar grana mesmo, no modelo mais usual atualmente, chocar. Só que por infelicidade financeira, eles são realmente indies despojados e tem tudo para passar fome :)
Som para pagar mico remexendo como no tempo do Iê-iê-iê.
14. Above & Beyond - Tri-State (2006)
Fica difícil explicar o que é o Above & Beyond se você não sabe o que é trance. Se sabe, também deve saber que esse é um disco histórico. Os caras tem uma pegada que lembra muito o Paul Van Dyk, incluindo nisso as letras existencialistas, e dance apimentado com sentimento. "Alone Tonight" é uma das maiores obras de arte da música eletrônica (música numero 9 do disco). "Indonesia" lembra o tom de paz e guerra do "Cosmic Gate"(Djs Alemães). "Home" é para dançar coladinho, ouvindo no fundo o som do mar. "Air For Life" é para instrutor de acadêmia soltar a franga. "Can't Sleep" é moldada em cima de uma batida clássica do mestre Paul Van Dyk. Em 2011 os Above & Beyond devem receber o título de melhores DJs do mundo, nada mais justo. Disco obrigatório.
Não use esse CD em auto-estrada, não tô brincando...
13. Shelley Harland - Red Leaf (2010)
A Harland já foi uma das vocalistas do Delerium. Seguiu carreira solo com o segundo nome e lançou um disco de chegada fantástico: "Sinking Shade", trip hop rasgado, merecedor de citações em teses acadêmicas sobre o estudo do estilo (aposto que tem). Mas como todo ser humano precisa pagar as contas, a moça descambou para o pop surrado. E acredite, esse disco é maravilhoso. Por sorte o povo que insere músicas em novelas anda bem desligado, caso contrário a Shelley Harland já estaria no Domingão do Faustão. E quem disse que tudo que é pop meloso é ruim, eim?
Disco para ouvir vendo novela :) (Se vc prefere um romantismo mais carnal, pega o "Sinking Shade", trip hop é isso)
12. Morcheeba - Blood Like Lemonade (2010)
Marca a volta da Skye Edwards a banda (Deus existe). Se você acreditava que anjos são seres branquinhos e apáticos, esqueça... A Skye é uma negra de olhos eletrizantes, voz que faria um leão largar sua presa para suspirar apaixonadamente. Esse disco me fez acrescentar os trabalhos solo da Skye a playlist. É um legítimo Morcheeba, ame ou odeie, e se você não gostou de um Morcheeba alguma vez, pode averiguar, é do período que a Skye estava fora de casa, mas agora ela voltou. Obra de arte para apreciadores. Fácil ouvir os dedos escorregando pelas cordas do violão, envolvidos por notas médias e agudas que saem de uma garganta que emite timbres tão longos que parecem ser emitidos do céu a terra, nos convidando para um lugar inimaginável. Anjo ou Sereia, a Skye é única.
Disco para se ouvir na estrada, com vidros abertos, sentindo o cheiro de florestas ou do mar.
11. Trespassers William - Different Stars (2002)
Essa banda foi uma dica da minha amiga virtual/real Samantha. E eu não recomendo pra ninguém. Se você sabe quem é "Hope Sandoval" vocalista do "Mazzy Star" e achava que já tinha ouvido a voz mais triste do universo, acredite, é mil vezes "pior". Todas as vezes que escuto Trespassers William eu fico me perguntando: _ Meu Deus, o que fizeram com essa pobre garota? A música "lie in the sound" me remete a um filme do David Lynch que não chegou a existir, seria tão perturbador e triste que teria sua exibição proibida em nome da saúde pública. "untitled" poderia ser usada em alguma cena final de filme, onde todos morreram (incluindo o amado da moça) e só resta ela no universo... O que diabos fizeram com essa pobre garota?
Música para... para... para...
Olha, melhor você não escutar. Tô avisando...
Continuação: Os 30 melhores discos de 2010... (for me) 10-1
Como já havia falado, esse é o disco de estréia do Hooverphonic. As composições são esmeradas e trabalhadas nos mínimos detalhes. É fácil você ver trechos das músicas desse disco serem usadas em programas de TV. É uma aula sobre produção musical. Tecnicamente falando, é um disco robusto, forte e marcante. A vocalista novata e sem experiência, mostra que paixão pode criar coisas surpreendentes. Hooverphonic é para se ouvir em qualquer momento.
19. The Smashing Pumpkins - Adore (1998)
Para mim é o melhor disco da banda. É curto e grosso. Rock sensível e sem muito choramingado, marca do Smashing.
É disco para pegar estrada... De carro, ônibus ou avião.
18. Clint Mansell - Requiem for a Dream (2000)
Música e cinema é a união perfeita. Essa trilha sonora é para quem viu o filme, um diapasão que marca o compasso entre cenas e sons. É ouvir uma música e automaticamente rever a cena. Clint Mansell é dono de várias outras Soundtracks de qualidade acima da média.
Ideal para cinéfilo que acabou de ver o filme ou quer relembrar.
17. Sera Cahoone - Only as the Day is Long (2008)
Quando descobri Band of Horses, veio junto a Sera Cahoone, ex-integrante do grupo Carissa's Wierd, que depois de extinto viu os integrantes saírem em carreira solo, como a Sera, a "S" (Jenn Ghetto) e o Mat Brooke e Ben Bridwell, que formaram o Band of Horses. Se você nunca se imaginou escutando country, esse disco é o abre portas ideal. A Sera tem uma voz doce e madura, para um disco de estreia nos vocais, ele merece constar na lista de disco realmente inesquecíveis.
Para aqueles dias que você quer estalar os dedos e não se preocupar com nada.
16. Future of Forestry - Twilight (2007)
Vi essa banda (acho...) em um dos blogs de música que visito. Podem chamar de Post-rock, ou qualquer outra coisa, mas é uma banda Gospel. Sempre gostei de músicas de cunho religioso, principalmente os coros de vozes negras, ai ninguém ganha. O Future of Forestry é dessas bandas antenadas e preocupadas com o mundo. Videos esteticamente despojados mas com resolução HD podem ser encotrados facilmente.
Bom para elevar a alma :)
15. The Raveonettes - Lust Lust Lust (2007)
Engraçado o disco 16 ser gospel e o seguinte ser pura luxúria, ou três vezes luxúria. E foi devido ao titulo do disco ser meio exagerado que sempre reneguei ouvir essa banda. Mas um dia me rendi e fui conferir. É uma festa. A idéia deles deve ser ganhar grana mesmo, no modelo mais usual atualmente, chocar. Só que por infelicidade financeira, eles são realmente indies despojados e tem tudo para passar fome :)
Som para pagar mico remexendo como no tempo do Iê-iê-iê.
14. Above & Beyond - Tri-State (2006)
Fica difícil explicar o que é o Above & Beyond se você não sabe o que é trance. Se sabe, também deve saber que esse é um disco histórico. Os caras tem uma pegada que lembra muito o Paul Van Dyk, incluindo nisso as letras existencialistas, e dance apimentado com sentimento. "Alone Tonight" é uma das maiores obras de arte da música eletrônica (música numero 9 do disco). "Indonesia" lembra o tom de paz e guerra do "Cosmic Gate"(Djs Alemães). "Home" é para dançar coladinho, ouvindo no fundo o som do mar. "Air For Life" é para instrutor de acadêmia soltar a franga. "Can't Sleep" é moldada em cima de uma batida clássica do mestre Paul Van Dyk. Em 2011 os Above & Beyond devem receber o título de melhores DJs do mundo, nada mais justo. Disco obrigatório.
Não use esse CD em auto-estrada, não tô brincando...
13. Shelley Harland - Red Leaf (2010)
A Harland já foi uma das vocalistas do Delerium. Seguiu carreira solo com o segundo nome e lançou um disco de chegada fantástico: "Sinking Shade", trip hop rasgado, merecedor de citações em teses acadêmicas sobre o estudo do estilo (aposto que tem). Mas como todo ser humano precisa pagar as contas, a moça descambou para o pop surrado. E acredite, esse disco é maravilhoso. Por sorte o povo que insere músicas em novelas anda bem desligado, caso contrário a Shelley Harland já estaria no Domingão do Faustão. E quem disse que tudo que é pop meloso é ruim, eim?
Disco para ouvir vendo novela :) (Se vc prefere um romantismo mais carnal, pega o "Sinking Shade", trip hop é isso)
12. Morcheeba - Blood Like Lemonade (2010)
Marca a volta da Skye Edwards a banda (Deus existe). Se você acreditava que anjos são seres branquinhos e apáticos, esqueça... A Skye é uma negra de olhos eletrizantes, voz que faria um leão largar sua presa para suspirar apaixonadamente. Esse disco me fez acrescentar os trabalhos solo da Skye a playlist. É um legítimo Morcheeba, ame ou odeie, e se você não gostou de um Morcheeba alguma vez, pode averiguar, é do período que a Skye estava fora de casa, mas agora ela voltou. Obra de arte para apreciadores. Fácil ouvir os dedos escorregando pelas cordas do violão, envolvidos por notas médias e agudas que saem de uma garganta que emite timbres tão longos que parecem ser emitidos do céu a terra, nos convidando para um lugar inimaginável. Anjo ou Sereia, a Skye é única.
Disco para se ouvir na estrada, com vidros abertos, sentindo o cheiro de florestas ou do mar.
11. Trespassers William - Different Stars (2002)
Essa banda foi uma dica da minha amiga virtual/real Samantha. E eu não recomendo pra ninguém. Se você sabe quem é "Hope Sandoval" vocalista do "Mazzy Star" e achava que já tinha ouvido a voz mais triste do universo, acredite, é mil vezes "pior". Todas as vezes que escuto Trespassers William eu fico me perguntando: _ Meu Deus, o que fizeram com essa pobre garota? A música "lie in the sound" me remete a um filme do David Lynch que não chegou a existir, seria tão perturbador e triste que teria sua exibição proibida em nome da saúde pública. "untitled" poderia ser usada em alguma cena final de filme, onde todos morreram (incluindo o amado da moça) e só resta ela no universo... O que diabos fizeram com essa pobre garota?
Música para... para... para...
Olha, melhor você não escutar. Tô avisando...
Continuação: Os 30 melhores discos de 2010... (for me) 10-1
Os 30 melhores discos de 2010... (for me) 10-1
10. Hooverphonic - Blue Wonder Power Milk (1998)
Para quem é fã do Hooverphonic, esse disco tem alguns petardos. Talvez tenha sido uma tentativa de criar algo pop e vendável. É o segundo disco e já chega com uma nova vocalista, Geike Arnaert, lourinha que tem traços característicos do povo daquela região da Europa (Bélgica), é discreta, voz suave e magnetismo hipnótico. Os arranjos e produção do disco não são tão legais quando o primeiro, algo que tende ao experimentalismo comportado. Mas, se não rendeu grana, rendeu musicas inesquecíveis da banda, como: Battersea, Club Monterpulciano, Eden, This Strange Effect. Ver a Geike cantando Eden ao vivo da a mesma sensação do "Trespassers William": O que diabos fizeram com essa menina?
Como estamos em época natalina, olha o presente no Grooveshark, digrátis.
Se você preferir ver e ouvir a musica completa, vendo macho, seu video é esse aqui, eu prefiro a bonitinha da Marlene Cardaman. Se viciar em Flaming Lips, toma cuidado com os cogumelos :)
Elsiane - mend (to fix, to repair)
Para quem é fã do Hooverphonic, esse disco tem alguns petardos. Talvez tenha sido uma tentativa de criar algo pop e vendável. É o segundo disco e já chega com uma nova vocalista, Geike Arnaert, lourinha que tem traços característicos do povo daquela região da Europa (Bélgica), é discreta, voz suave e magnetismo hipnótico. Os arranjos e produção do disco não são tão legais quando o primeiro, algo que tende ao experimentalismo comportado. Mas, se não rendeu grana, rendeu musicas inesquecíveis da banda, como: Battersea, Club Monterpulciano, Eden, This Strange Effect. Ver a Geike cantando Eden ao vivo da a mesma sensação do "Trespassers William": O que diabos fizeram com essa menina?
Musica para... Bem, é mais um disco de trip hop, se você ainda não entendeu?
9. Delerium - Voice: An Acoustic Collection (2010)
Umas das surpresas de 2010. Eu já não tinha esperanças de ver novos trabalhos do Delerium (Fulber & Leeb, lembra?). Eis que surge uma coletânea com sucessos do projeto, cantados em versões semi-acústicas e de quebra com a Elsiane (Segura ai que já falo dela). Todas as vocalistas que ficaram famosas depois do projeto foram convidadas: Sarah MacLaclan, Kreesha Turner, Leigh Nash, Jaël e outras. É um disco nostalgia, e talvez por isso, minha empolgação ficou presa a Elsiane e saber que o grupo ainda pode render mais alguma coisa no futuro.
Som para se ouvir no almoço, numa varanda na praia ou (com headphones) durante uma reunião chata.
Umas das surpresas de 2010. Eu já não tinha esperanças de ver novos trabalhos do Delerium (Fulber & Leeb, lembra?). Eis que surge uma coletânea com sucessos do projeto, cantados em versões semi-acústicas e de quebra com a Elsiane (Segura ai que já falo dela). Todas as vocalistas que ficaram famosas depois do projeto foram convidadas: Sarah MacLaclan, Kreesha Turner, Leigh Nash, Jaël e outras. É um disco nostalgia, e talvez por isso, minha empolgação ficou presa a Elsiane e saber que o grupo ainda pode render mais alguma coisa no futuro.
Som para se ouvir no almoço, numa varanda na praia ou (com headphones) durante uma reunião chata.
8. Hooverphonic - No More Sweet Music: Live in Ancienne Belgique (2005)
Não sei como isso funciona, mas esse disco não faz parte da discografia oficional da banda. E para completar, existe um DVD, com todo o show, com qualidade sonora para audiófilo algum por defeito. Onde tem? Não tem. (Mas eu tenho). Ouvir as 20 músicas do álbum na seqüencia é maravilhoso, mas ver a Geike interpretando é de deixar o ouvinte pregado na tela. Celo, bateria e um tecladinho cabuloso. A pergunta é: Por que eu não nasci na Bélgica :)
Não sei como isso funciona, mas esse disco não faz parte da discografia oficional da banda. E para completar, existe um DVD, com todo o show, com qualidade sonora para audiófilo algum por defeito. Onde tem? Não tem. (Mas eu tenho). Ouvir as 20 músicas do álbum na seqüencia é maravilhoso, mas ver a Geike interpretando é de deixar o ouvinte pregado na tela. Celo, bateria e um tecladinho cabuloso. A pergunta é: Por que eu não nasci na Bélgica :)
Musica para ver na tela grande com uma cerva bem gelada.
Como estamos em época natalina, olha o presente no Grooveshark, digrátis.
7. Doves - The Places Between: The Best of Doves (2010)
Nunca gostei do Doves. Ficava jogado de lado, e no máximo tinha uma musiquinha de um seriado ou filme que agradavam (pouco). Mas depois que digeri a trilha sonora de "500 dias com Ela", peguei essa coletânea, e é merecedora que estar na discoteca. "There Goes The Fear" é dessas musiquinhas tristes que tentam dar um Up na vida, o sambinha que finaliza a música é muito válido.
Mais um disco legal para estrada. E se seu problema é dor de cotovelo, é um prato de filé com fritas, leva pra tu e te acaba ai nas magoas.
Nunca gostei do Doves. Ficava jogado de lado, e no máximo tinha uma musiquinha de um seriado ou filme que agradavam (pouco). Mas depois que digeri a trilha sonora de "500 dias com Ela", peguei essa coletânea, e é merecedora que estar na discoteca. "There Goes The Fear" é dessas musiquinhas tristes que tentam dar um Up na vida, o sambinha que finaliza a música é muito válido.
Mais um disco legal para estrada. E se seu problema é dor de cotovelo, é um prato de filé com fritas, leva pra tu e te acaba ai nas magoas.
6. Hooverphonic - The Night Before (2010)
Outra surpresa, outra volta triunfante. Quando a Geike Arnaert saiu da banda em 2008, tudo parecia ter acabado para o Hooverphonic. Eis que os dois integrantes que restaram saíram a caça de uma nova vocalista. Encontraram uma magrinha a altura. Noémie Wolfs chegou no meio de um marketing bem interessante. Selecionada no meio de 1000 candidatas e escolhida entre 14 finalistas, reza a lenda que a moça nunca cantou e sequer era fã do Hooverphonic (Papai noel existe). o Disco chegou as ruas no final de novembro, escuto o bicho a uns 15 dias e já está na oitava posição entre os mais ouvidos do ano. WOW! Adivinha, trip hop, mas sejamos justos, com muito açúcar... Mesmo assim, tem a música mais fantástica de todo o ano, que não sai da minha cabeça: "How Can You Sleep" (As letras de todas as músicas parecem ser destruidoras, um Hooverphonic legítimo)
Musica para ouvir com headphones, voar como superman e sentir o perfume da cara metade.
Outra surpresa, outra volta triunfante. Quando a Geike Arnaert saiu da banda em 2008, tudo parecia ter acabado para o Hooverphonic. Eis que os dois integrantes que restaram saíram a caça de uma nova vocalista. Encontraram uma magrinha a altura. Noémie Wolfs chegou no meio de um marketing bem interessante. Selecionada no meio de 1000 candidatas e escolhida entre 14 finalistas, reza a lenda que a moça nunca cantou e sequer era fã do Hooverphonic (Papai noel existe). o Disco chegou as ruas no final de novembro, escuto o bicho a uns 15 dias e já está na oitava posição entre os mais ouvidos do ano. WOW! Adivinha, trip hop, mas sejamos justos, com muito açúcar... Mesmo assim, tem a música mais fantástica de todo o ano, que não sai da minha cabeça: "How Can You Sleep" (As letras de todas as músicas parecem ser destruidoras, um Hooverphonic legítimo)
Musica para ouvir com headphones, voar como superman e sentir o perfume da cara metade.
5. Hammock - Kenotic (2005)
Os dois americanos do Tennessee que formam a banda, já trabalharam com o Jónsi do Sigur Ros e Alex Somers do Parachutes. Não é mais uma banda de Post-Rock, eles tem um tom de leveza que lembra o Shoegaze noventista com a sonoridade dos citados islandeses (Sigur Ros, Parachutes). Não é musica para dançar, nem deixar rolando... É coisa para quem quer respirar ar puro, tirar todas as sujeiras que existem guardadas no sotão dos pulmões. É para quem quer chorar por pura emoção e celebração a vida. Se nunca ouviu ou viu os vídeos do Hammock, não irá entender nunca. E se ouviu e não ficou tocado, siga em paz amigo... Quem sabe existe isso de várias encarnações, vai que você tá na primeira estadia... Musica para ouvir de olhos fechados com o melhor headphone que seu bolso possa pagar.
Como esse é o disco de estréia da banda, pelo experimentalismo, poucos recurso e resultado tão fantástico, posso compara-lo ao Ten, primeiro disco do Pearl Jam (melhor disco de Rock da minha vida)
Como essa lista é para os discos mais ouvidos durante 2010, o album "Chasing After Shadows... Living With the Ghosts" lançado este ano, ficou fora por puro descuido de minha parte.
Som para saltar de para-quedas.
E se você quer saber o motivo da minha adoração seletiva, onde música, vídeo e fotografia criam uma pausa no tempo, olha isso (em HD fica melhor ainda):
Os dois americanos do Tennessee que formam a banda, já trabalharam com o Jónsi do Sigur Ros e Alex Somers do Parachutes. Não é mais uma banda de Post-Rock, eles tem um tom de leveza que lembra o Shoegaze noventista com a sonoridade dos citados islandeses (Sigur Ros, Parachutes). Não é musica para dançar, nem deixar rolando... É coisa para quem quer respirar ar puro, tirar todas as sujeiras que existem guardadas no sotão dos pulmões. É para quem quer chorar por pura emoção e celebração a vida. Se nunca ouviu ou viu os vídeos do Hammock, não irá entender nunca. E se ouviu e não ficou tocado, siga em paz amigo... Quem sabe existe isso de várias encarnações, vai que você tá na primeira estadia... Musica para ouvir de olhos fechados com o melhor headphone que seu bolso possa pagar.
Como esse é o disco de estréia da banda, pelo experimentalismo, poucos recurso e resultado tão fantástico, posso compara-lo ao Ten, primeiro disco do Pearl Jam (melhor disco de Rock da minha vida)
Como essa lista é para os discos mais ouvidos durante 2010, o album "Chasing After Shadows... Living With the Ghosts" lançado este ano, ficou fora por puro descuido de minha parte.
Som para saltar de para-quedas.
E se você quer saber o motivo da minha adoração seletiva, onde música, vídeo e fotografia criam uma pausa no tempo, olha isso (em HD fica melhor ainda):
Hammock - Breathturn
4. Danger Mouse & Sparklehorse - Dark Night of the Soul (Deluxe Edition) (2010)
Quando comecei a fazer essa lista baseado nas informações do iTunes ou do Last.fm, tinha certeza que esse disco seria o mais tocado de 2010. Para minha surpresa, não foi. Esse disco tem toda uma historia. Graças a uma disputa judicial a EMI (tinha que ser) quase fez essa obra de arte psicodélica morrer em um porão. Além de vários artistas convidados (James Mecer do The Shins, Wayne Coyne do Flaming Lips, Julian Casablancas do Strokes, Frank Black do Pixies, Nina Persson do The Cardigans, Suzanne Vega, Iggy Pop, outros) O David Lynch canta e ficou responsável pelo visual da obra, incluindo nisso um album com mais de 100 páginas de fotos de sua autoria. Somente 5000 pacotes iriam ter esse brinde exótico. Para brincar ainda mais, graças a essa briguinha autoral, o Lynch deixou um CD-R virgem dentro de cada kit, com a seguite frase: "For legal Reasons, enclosed CD-R contains no music. Use it as you will" ou seja "use como você achar melhor" :)
Ainda não acabou... o Disco foi produzido em 2009, em dezembro desse mesmo ano, Vic Chesnutt, um dos participantes do projeto morreu de overdose (o cara já era deficiente desde 1983 graças a um acidente). Ok, então o disco seria lançado com dedicatória ao sujeito. Só que em março de 2010, Mark Linkous, mentor do Spacklehorse, tira a própria vida. Macabro.
A versão do pacote com 2 LPs + 2CDs + Poster + Cartões de fotos + livro com 48 páginas custa US$ 60,00 na Amazon. Já vi a versão com o livro de +100 fotos por mais de US$ 250,00 (E vale!).
Disco para ouvir enquanto dois enfermeiros tentam lhe segurar com uma camisa de forças e a enfermeira enfia a agulha com alguma substancia apaga-homem.
A primeira música do disco tem a assinatura do Flaming Lips, e é de rasgar a alma em um milhão de pedaços. Para "piorar" tem vídeo autoral:
Revenge - The Flaming Lips
Quando comecei a fazer essa lista baseado nas informações do iTunes ou do Last.fm, tinha certeza que esse disco seria o mais tocado de 2010. Para minha surpresa, não foi. Esse disco tem toda uma historia. Graças a uma disputa judicial a EMI (tinha que ser) quase fez essa obra de arte psicodélica morrer em um porão. Além de vários artistas convidados (James Mecer do The Shins, Wayne Coyne do Flaming Lips, Julian Casablancas do Strokes, Frank Black do Pixies, Nina Persson do The Cardigans, Suzanne Vega, Iggy Pop, outros) O David Lynch canta e ficou responsável pelo visual da obra, incluindo nisso um album com mais de 100 páginas de fotos de sua autoria. Somente 5000 pacotes iriam ter esse brinde exótico. Para brincar ainda mais, graças a essa briguinha autoral, o Lynch deixou um CD-R virgem dentro de cada kit, com a seguite frase: "For legal Reasons, enclosed CD-R contains no music. Use it as you will" ou seja "use como você achar melhor" :)
Ainda não acabou... o Disco foi produzido em 2009, em dezembro desse mesmo ano, Vic Chesnutt, um dos participantes do projeto morreu de overdose (o cara já era deficiente desde 1983 graças a um acidente). Ok, então o disco seria lançado com dedicatória ao sujeito. Só que em março de 2010, Mark Linkous, mentor do Spacklehorse, tira a própria vida. Macabro.
A versão do pacote com 2 LPs + 2CDs + Poster + Cartões de fotos + livro com 48 páginas custa US$ 60,00 na Amazon. Já vi a versão com o livro de +100 fotos por mais de US$ 250,00 (E vale!).
Disco para ouvir enquanto dois enfermeiros tentam lhe segurar com uma camisa de forças e a enfermeira enfia a agulha com alguma substancia apaga-homem.
A primeira música do disco tem a assinatura do Flaming Lips, e é de rasgar a alma em um milhão de pedaços. Para "piorar" tem vídeo autoral:
Revenge - The Flaming Lips
Se você preferir ver e ouvir a musica completa, vendo macho, seu video é esse aqui, eu prefiro a bonitinha da Marlene Cardaman. Se viciar em Flaming Lips, toma cuidado com os cogumelos :)
3. Hammock - Raising Your Voice... Trying to Stop an Echo (2006)
Se você nunca ouviu falar em Post-Rock, tudo bem, "nóis táqui pra isso"... Imagine o Rock Progressivo na sua aura mais eletrônica e viajada, mas como toda vertente, tudo ainda está sendo fabricado. É possível encontrar bandas que fazem uma coisa mais pesada como o Madensuyu ou sons transcendentais e hipnóticos como o God is an Astronaut (a que eu mais gosto). Tem até gente antenada no Brasil formando suas bandas e mostrando disposição para o novo, é o caso dos cearenses do Fóssil.
A grande sacada do Hammock é a levada Shoegaze, algo que não é pura tristeza, é mais, é uma depressão sofrida e combatida com rifes de guitarra suaves como seda, tonalidades sonoras que parecem acalmar a alma e manter o coração afagado por sentimentos de esperança. Se você acredita que música é terapia e cursa medicina, comece a estudar o Hammock, é um bálsamo sem contra indicações.
Esse é o quarto disco da banda, tão refinado e bem trabalhado quanto o primeiro.
A música que da nome ao Album, "Raising Your Voice...Trying to Stop an Echo" tem direito a vocal, vibra com uma emoção única. Depois de percorrer músicas químicas como "More Dead than Alive (Get Away From the Medicine)", você chega em "Disappear Like the Morning...", vai para "...Like Starlight Into Day", dificilmente você não ficará abalado. Ai chega já na penúltima música, "Will You Ever Love Yourself?".
Como falei, é uma terapia intensiva em 18 partes, e se o nome das canções ainda não lhe convenceram disso, olha ai (Ana Maria Braga Style):
Hammock - Will you ever love yourself
Se você nunca ouviu falar em Post-Rock, tudo bem, "nóis táqui pra isso"... Imagine o Rock Progressivo na sua aura mais eletrônica e viajada, mas como toda vertente, tudo ainda está sendo fabricado. É possível encontrar bandas que fazem uma coisa mais pesada como o Madensuyu ou sons transcendentais e hipnóticos como o God is an Astronaut (a que eu mais gosto). Tem até gente antenada no Brasil formando suas bandas e mostrando disposição para o novo, é o caso dos cearenses do Fóssil.
A grande sacada do Hammock é a levada Shoegaze, algo que não é pura tristeza, é mais, é uma depressão sofrida e combatida com rifes de guitarra suaves como seda, tonalidades sonoras que parecem acalmar a alma e manter o coração afagado por sentimentos de esperança. Se você acredita que música é terapia e cursa medicina, comece a estudar o Hammock, é um bálsamo sem contra indicações.
Esse é o quarto disco da banda, tão refinado e bem trabalhado quanto o primeiro.
A música que da nome ao Album, "Raising Your Voice...Trying to Stop an Echo" tem direito a vocal, vibra com uma emoção única. Depois de percorrer músicas químicas como "More Dead than Alive (Get Away From the Medicine)", você chega em "Disappear Like the Morning...", vai para "...Like Starlight Into Day", dificilmente você não ficará abalado. Ai chega já na penúltima música, "Will You Ever Love Yourself?".
Como falei, é uma terapia intensiva em 18 partes, e se o nome das canções ainda não lhe convenceram disso, olha ai (Ana Maria Braga Style):
Hammock - Will you ever love yourself
2. Anathema - We're Here Because We're Here (2010)
Anathema é um dos assuntos mais constantes aqui no Blog. Banda Britânica que escuto a muitos anos. O last.fm não me deixa mentir, é a mais tocada de 5 anos pra cá. Os caras eram cabeludos do Doom Metal, migraram para um som progressivo e largaram os gritos guturais. Uma banda formada por irmãos que abalados pela perda da mãe compõem dois discos altamente depressivos e soturnos, "A Fine Day to Exit (2001)" e "A Natural Disaster (2003)". Depois de uma lacuna de 7 anos o Anathema lança um novo disco. Não que eles estivessem parados no tempo. Inclusive esse disco é um apanhado de músicas que foram sendo inseridas nos shows durante esse tempo de seca. Eles prometiam um disco mais animado, e claro que isso deveria ser uma piada. O disco é realmente mais "Up" que o tradicional dos caras, mesmo assim, é feito de facadas no peito, dor e sofrimento em um ambiente etéreo, com anjos e som do mar, é para quem ama em qualquer sentido (nessa hora, esqueçe o trip hop).
Os caras vivem envoltos em dividas, ferrados, tocando em lugares pequenos, mesmo sendo músicos acima da média, com letras muito acima da média, mas esse mundo é feito de média, gente média, por isso o sucesso do Anathema é de nicho.
Mas para um grupo de rapazes que saiu de Liverpool a 20 anos, cantando Doom Metal até cair de bêbados em bares fedorentos, ter 24 milhões de execuções e 360.000 ouvintes no Last.fm não é nada mal.
É a banda mais propaganda boca a boca que conheço. O tempo passa, os caras vão ficando coroas, mas o som continua fiel, inovador e mantendo absurdamente o sentimento.
"We're Here Because We're Here" é composto de 10 músicas marcantes, fortes, metais, guitarras e bateria com assinatura incontestável da banda. É um rock progressivo com bases mais pesadas (as vezes), letras inteligentes mas simples. Se você tem 15 anos de idade e curte rock, dificilmente irá achar que esses caras tem na faixa dos 40. E se você tem 40, irá lembrar do bom e velho Pink Floyd.
É música para ter no mp3player a qualquer momento.
A primeira música do album:
Anathema - Thin Air
Anathema é um dos assuntos mais constantes aqui no Blog. Banda Britânica que escuto a muitos anos. O last.fm não me deixa mentir, é a mais tocada de 5 anos pra cá. Os caras eram cabeludos do Doom Metal, migraram para um som progressivo e largaram os gritos guturais. Uma banda formada por irmãos que abalados pela perda da mãe compõem dois discos altamente depressivos e soturnos, "A Fine Day to Exit (2001)" e "A Natural Disaster (2003)". Depois de uma lacuna de 7 anos o Anathema lança um novo disco. Não que eles estivessem parados no tempo. Inclusive esse disco é um apanhado de músicas que foram sendo inseridas nos shows durante esse tempo de seca. Eles prometiam um disco mais animado, e claro que isso deveria ser uma piada. O disco é realmente mais "Up" que o tradicional dos caras, mesmo assim, é feito de facadas no peito, dor e sofrimento em um ambiente etéreo, com anjos e som do mar, é para quem ama em qualquer sentido (nessa hora, esqueçe o trip hop).
Os caras vivem envoltos em dividas, ferrados, tocando em lugares pequenos, mesmo sendo músicos acima da média, com letras muito acima da média, mas esse mundo é feito de média, gente média, por isso o sucesso do Anathema é de nicho.
Mas para um grupo de rapazes que saiu de Liverpool a 20 anos, cantando Doom Metal até cair de bêbados em bares fedorentos, ter 24 milhões de execuções e 360.000 ouvintes no Last.fm não é nada mal.
É a banda mais propaganda boca a boca que conheço. O tempo passa, os caras vão ficando coroas, mas o som continua fiel, inovador e mantendo absurdamente o sentimento.
"We're Here Because We're Here" é composto de 10 músicas marcantes, fortes, metais, guitarras e bateria com assinatura incontestável da banda. É um rock progressivo com bases mais pesadas (as vezes), letras inteligentes mas simples. Se você tem 15 anos de idade e curte rock, dificilmente irá achar que esses caras tem na faixa dos 40. E se você tem 40, irá lembrar do bom e velho Pink Floyd.
É música para ter no mp3player a qualquer momento.
A primeira música do album:
Anathema - Thin Air
1. Elsiane - Hybrid (2007)
Elsieanne Caplette doa seu nome a banda que tem mais um integrante,
Stephane Sotto (um canadense com nome de mulher). Ela nasceu no Peru e migrou para o Canadá pensando nos estudos sobre música. Esse é seu primeiro e único disco. Faz um sucesso razoável na Russia e países europeus, lugares onde as pessoas no passado cresceram ouvindo música clássica. Não é difícil se apaixonar pela voz e brincadeiras com a eletrônica feitas por essa moça. Se já falei muito sobre Trip Hop, eis que aqui entra uma pitada de Downtempo (Por favor, não procure a tradução para isso na Wikipedia em Português, mas em inglês descreve bem o que é isso).
Elsiane é um passo a frente, um avanço real nas composições instrumentais e vocais. Todos querem mover o mundo e se acharem os descobridores de novos caminhos, e isso não funciona para a grande maioria.
Assim como o Depeche Mode popularizou a música eletrônica, o Nirvana trouxe de volta a potência dos power trios dos 70, Elsiane é musica para rádios o futuro. Se em um filme de ficção científica alguém sintonizar uma rádio no ano de 2095, provavelmente estará lá, ela. Enquanto isso não acontece, a moça também empresta a voz para o Delerium.
É música para deixar tocando, deitado confortavelmente e olhando para o teto, planejando o dia seguinte, ano seguinte, e o futuro.
Como 2010 é um ano que será apagado, enterrado, Elsiane foi a grata surpresa. A esperança que o futuro pode ser melhor, mais sonoro, mais enigmático e fantástico.
Elsiane - VaporousElsiane é um passo a frente, um avanço real nas composições instrumentais e vocais. Todos querem mover o mundo e se acharem os descobridores de novos caminhos, e isso não funciona para a grande maioria.
Assim como o Depeche Mode popularizou a música eletrônica, o Nirvana trouxe de volta a potência dos power trios dos 70, Elsiane é musica para rádios o futuro. Se em um filme de ficção científica alguém sintonizar uma rádio no ano de 2095, provavelmente estará lá, ela. Enquanto isso não acontece, a moça também empresta a voz para o Delerium.
É música para deixar tocando, deitado confortavelmente e olhando para o teto, planejando o dia seguinte, ano seguinte, e o futuro.
Como 2010 é um ano que será apagado, enterrado, Elsiane foi a grata surpresa. A esperança que o futuro pode ser melhor, mais sonoro, mais enigmático e fantástico.
Elsiane - mend (to fix, to repair)
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
As 50 melhores capas (41-50)
Essas listas de melhores maior parte das vezes criam injustiças.
Mas é valido pela curiosidade.
O site Gigwise faz essas enquetes sobre os "The Best" de uma pá de coisas, dessa vez foram os Covers (capas). E ai vai a lista dos 50 melhores Covers de todos os tempos!
(41-50), (31-40), (21-30), (11-20), (1-10)

41. Surfer Rosa, Pixies

42. Henry's Dream, Nick Cave

43. Infected, The The

44. The Eraser, Thom Yorke

45. Alive!, Kiss

46. The Queen Is Dead, The Smiths

47. Road to Ruin, The Ramones

48. In Utero, Nirvana

49. The Teaches of Peaches, Peaches

50. In The Court of King Crimson, King Crimson
Mas é valido pela curiosidade.
O site Gigwise faz essas enquetes sobre os "The Best" de uma pá de coisas, dessa vez foram os Covers (capas). E ai vai a lista dos 50 melhores Covers de todos os tempos!
(41-50), (31-40), (21-30), (11-20), (1-10)

41. Surfer Rosa, Pixies

42. Henry's Dream, Nick Cave

43. Infected, The The

44. The Eraser, Thom Yorke

45. Alive!, Kiss

46. The Queen Is Dead, The Smiths

47. Road to Ruin, The Ramones

48. In Utero, Nirvana

49. The Teaches of Peaches, Peaches

50. In The Court of King Crimson, King Crimson
As 50 melhores capas (31-40)
Continuando...
(41-50), (31-40), (21-30), (11-20), (1-10)

31. Pink Moon, Nick Drake

32. The Stone Roses, The Stone Roses

33. The Division Bell, Pink Floyd

34. Melt, Peter Gabriel

35. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, David Bowie

36. Different Class, Pulp

37. Ace of Spades, Motörhead

38. Rubycon, Tangerine Dream

39. Doggy Style, Snoop Dogg

40. Split, The Groundhogs
(41-50), (31-40), (21-30), (11-20), (1-10)

31. Pink Moon, Nick Drake

32. The Stone Roses, The Stone Roses

33. The Division Bell, Pink Floyd

34. Melt, Peter Gabriel

35. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, David Bowie

36. Different Class, Pulp

37. Ace of Spades, Motörhead

38. Rubycon, Tangerine Dream

39. Doggy Style, Snoop Dogg

40. Split, The Groundhogs
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