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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ciclistas x Motoristas


Faz tempo que quero falar sobre a loucura coletiva (mais uma delas), que é ter um carro.
Eu já me conformei em saber que 90% das pessoas são idiotas, votam em corruptos, assistem programas televisivos para seres de QI abaixo de 30, etc...

Mas uma das coisas que mais me impressionam atualmente é o numero de carros nas ruas.
Aqui em Recife em alguns bairros, ruas estreitas que são ladeadas por condomínios se transformaram em estacionamentos que lembram os parques das indústrias automotivas. O pedestre que já tinha que se livrar dos buracos e barracas das calçadas, agora tem que caminhar no meio da rua.

O sonho de consumo de 10 em cada 8 brasileiros é um carro. Pouco importa se ele irá ficar 3 a 4 horas por dia dentro dessa lata, trancado em engarrafamentos. Pouco importa o custo do combustível e manutenção do veiculo. Se o cidadão já vai se lascar em 60 parcelas, para que se preocupar com o custo de seguro, ipva, emplacamento, troca de óleo e pequenos acidentes que custam 1/5 do valor do carro para serem consertados. Um carro é um símbolo de poder e status, e cada um tem um argumento de defesa para ter o seu. Mesmo que chegue em casa todos os dias reclamando do transito, o motorista sempre acha que o causadoror do problema é o mundo, e não ele.

Eis que pessoas lúcidas, que preferem manter a saúde física, caminhando nas suas ecologicamente corretas bicicletas, passaram a ser pura e simplesmente mais um elo do problema. Unidos a motociclistas, ruas sem ciclovias e carteiras de habilitação conseguidas facilmente, temos a receita do caos.

Em Porto Alegre na ultima semana tivemos o exemplo de quão irracional se torna uma pessoa que tem em suas mãos seu poderoso carrão. Dezenas de ciclistas que faziam um protesto pacifico pedindo mais respeito no transito, foram atropelados em uma das cenas mais absurdas dos ultimos tempos.



Eu que há alguns anos atrás andava de bike todos os dias antes de ir ao trabalho, parei de me divertir já que parcebi que seria atropelado mais cedo ou mais tarde. O mundo hoje é estranho, temos mais pessoas formadas e qualificadas que em qualquer outra fase da historia humana, mas agimos mais irracionalmente que um animal selvagem. A lei do mais forte nunca esteve tão evidente. Todos são meros gnus em suas manadas, abservando quem da tropa será devorado por seres medonhos.

A justificativa do atropelador aqui.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Goleiro, bandido, Flamengo, futebol, jeitinho brasileiro, funk, aberrações, dinheiro, dinheiro, dinheiro... E altos índices de audiência. É o mundo que você quer?

Nos últimos meses cai em alguns sites que tratavam sobre um assunto que me interessava bastante. Os autores dos blogs citavam artigos científicos que explicavam como o ser humano vai ficando mais "conservador" com o passar do tempo.
Particularmente gosto de me policiar, e ver se realmente estou ficando mais "quadrado".

Isso para qualquer pessoa pode ser até simples, mas para mim é um grande desafio: Eu já nasci quadrado.

Redondo é aquela cerveja. Aquela que exibe seus consumidores como pessoas alienadas e inseridas em um mundo onde tudo é festa e alegria.

Mas como pode um cara quadradão desde nascença ter frequentado lugares cheio de jovens bêbados, muito barulho, cabeludos, boêmios, tatuados, etc?
Na adolescência brigava com os amigos para que eles não usassem loló e nas festas fazia de tudo para que a paz reinasse, mesmo que também estivesse carregando todos os hormônios da juventude. É, quadrado.

Engraçado é que teoricamente eu não poderia ser considerado quadrado por motivos diversos: Já fui cabeludo, já vivi muitas noites de festas, andando com amigos que não eram amigos, conhecendo gente estranha com jeito esquisito. Vendo dezenas de filmes cabeça onde drogas e sexo sujo são coisas semelhantes a pedir 200 gramas de queijo na padaria. Porém, cresci em um ambiente onde escutava algumas frase populares:

"Ande com quem é melhor que você"
"Quem com porcos anda, farelo come"
"Seja honesto, isso é uma virtude"
"Mentira tem perna curta"

Resumindo, tive pais. Um circulo de pessoas que me mostravam a vida como algo pragmático: Faça o certo.

Mesmo assim, como todo jovem cometi erros. E realmente foram erros que eu vejo hoje que colocavam minha vida em perigo. Estou falando em dirigir em alta velocidade.
Mesmo relembrando algumas noites que vi o mundo girando pelo efeito do álcool, eu e as pessoas que convivem comigo, podemos afirmar, que eu não gosto de bebedeiras, não gosto de festas do cabide e drogas é algo que pertence a uma clientela que sempre me mantive longe, e logo abaixo falarei deles.

Resumindo... Algumas loucuras, mas sempre tudo com ponderação, um típico quadrado.

Voltando as pesquisas sobre o comportamento "quadradístico", os autores e suas pesquisas revelam que um adulto tem a tendência de ser mais conservador. Mesmo aqueles que eram liberais quando mais jovens, terminam seus dias verdadeiros ditadores.


A violência só cresce. É o preço pela liberdade?

Eu realmente acredito nessas pesquisas. Deixa eu me expor como cobaia. Lá vai...

Padre também apanha
Quando eu era pequeno lá em Sitio Novo (eu sempre quis usar essa frase), com míseros 7 anos de idade, vi a única cena de violência e truculência imposta pela policia em toda a minha vida até a adolescência. Dai pra frente, tudo virou de cabeça para baixo.
Dois sujeitos brigaram com um policial e bateram no homem sem farda. Estamos falando do final dos anos 1970, isso quer dizer tempos de governo militar. Estava com minha família na casa dos meus avós como era de costume aos domingos.
Ao voltarmos para casa no Fusca verde, vimos a Avenida Agamenon Magalhães tomada por carros da polícia (Fuscas) em toda velocidade (Fusca? 60km/h?) na mesma direção da nossa residência. Contando os Fuscas e as Veraneios, eram mais de 50 carros.


Quando meu pai parou na frente da nossa casa, havia um carro da policia (fusca) sendo vigiado por 3 soldados. Era possível ver 2 homens jogados no banco de trás, um por sobre o outro. E no banco de passageiros na frente, um padre.

O padre tentou intervir e evitar que os policiais dessem uma surra nos dois homens. Em resumo, o padre por ter se metido em assuntos de relevância policial/militar, também levou uma sova.
Curiosamente nunca esqueci essa cena. Mas era menos forte que a menina vietnamita queimada por napalm. Como criança, mas muito precoce para aquela idade, acreditava que os sujeitos ali espancados eram bandidos, e inocentemente acreditava que como nos filmes de Tarzan (em preto e branco) ou qualquer um outro da minha infância, bandido tinha mais é que se fud**.

Só quem tem 40 anos ou mais, sabe a grande baboseira que é esse choramingado por liberdade e critica ao governo militar.

Até metade dos anos 80, o povo vivia de fofocas esperando uma revolução que tomasse o poder no Brasil. Uma verdadeira piada.
O estado militar implantado no Brasil que durou do final dos anos 60 até o Diretas Já, onde um presidente eleito, Tancredo Neves, ganhou mais não levou, e até hoje o povo não sabe se ele morreu ou morreram ele.

Os militares não eram bonzinhos. Batiam em teatrologos, artistas, gays (redundância?), e em donas de casas que jogavam bombas em bancos. Mas perai... Quem joga bomba em banco é gente boa?

Claro que não sou a favor de ditaduras, claro que não sou a favor da violência. Mas deixa eu continuar tentando explicar porque eu concordo que envelhecendo ficamos conservadores.

Droga é coisa de otário
Sacou que eu vi um padre cheio de sangue na cara e não tive peninha nenhuma? Isso aos 7 anos.
Pois bem... Aos 17 anos, outra cena que marcou fortemente minha vida:
Trabalhava em um bar/restaurante em frente a dois grandes colégios católicos. Um deles administrado por freiras o outro por padres. Eis que com o restaurante ainda fechado um homem cruza a rua e invade o ambiente. Completamente descontrolado, o senhor balançava a cabeça olhando para baixo e praticamente colidiu em mim. Passou a chorar como um bêbe de 10 meses, com as mãos apoiadas em meus ombros. Tentei acalma-lo mas ele não falava nada audível. Até que um grito primal saiu que dentro de suas entranhas: "Meu filho morreu!"

Aos prantos e já sentado (a força) o homem narra a história enquando adolescentes fardados entravam no restaurante e se posicionavam diante do homem de meia idade que em minutos estava cercado por dezenas de jovens que também choravam.

O filho dele tinha 13 anos. Famoso na escola por ser um excelente nadador e jogador de futebol. O garoto, boy, cercado de amigos e uma família com dinheiro suficiente para bancar uma das escolas mais caras, aceitou experimentar cocaína, se empolgou tanto que cheirou tudo que podia. Morreu se debatendo atrás das grades da sua bela escola. Dizem que não levou mais que 2 minutos para que seu coração parasse e sua língua ficasse exposta junto com sua bába.

Novamente eu me enchia de frieza. Perguntava-me como um cara podia ser tão otário. Eu ali, me matando de trabalhar para comprar revistas especializadas em construção e arquitetura, lutando para fazer uma terrível escola técnica, e o cara com tudo nas mãos, joga fora. Só sentia pena do pai do rapaz. Foi a primeira vez que eu senti o que é uma dor insuportável.

A outra cena que me fez continuar me tornando cada vez mais radical conservador, eu não precisei ver. Li nos jornais e escutei nas rádios. Em Recife mulheres estavam sendo estupradas em ónibus. Não, não eram aqueles ónibus que circulam nas madrugadas. Mulheres foram estupradas a luz do dia, com veículos lotados de passageiros.

Minha atitude? Mudei de cidade, aquilo era o limite para mim. Eu simplesmente passei um dia sem conseguir falar depois que li com todas as letras que: “Uma mulher foi estuprada em um coletivo na frente de dezenas de pessoas”.

Calma, agora o mais surpreendente.
Na minha adolescência até boa parte da fase adulta eu era defensor dos direitos humanos. Acreditava em um mundo melhor, onde as pessoas seriam amigas e ajudariam umas as outras. Acreditava na recuperação de pessoas, que mesmo com tudo contra, poderiam largar suas vidas bandidas e escolher um caminho melhor.Mas eu mudei. Radicalmente.


Atleta do crime

Hoje, dia 7 de julho de 2010, sentado na sala vendo ao noticiário da Rede Globo, escuto o casal Willian Bonner e Fátima Bernardes narrando a prisão do goleiro do Flamengo, Bruno Souza.
A alguns dias quando ouvi pela primeira vez a noticia desse caso, fiquei me perguntando: “Como diabos um sujeito com tantas acusações, mentindo de uma forma tão veemente que uma criança de 5 anos o chamaria de BANDIDO sem pensar muito. Como senhores, como esse MARGINAL tem direito a liberdade, emprego e dinheiro? Como? me digam... Como?


De 10 anos pra cá ninguém mais é BANDIDO, é suspeito.

Deixa eu tentar continuar... Não estou brincando... Fazem 4 horas que vi o Jornal Nacional e ainda estou fumaçando de raiva.

A reportagem segue contando a atuação dos COMPARSAS do Bruno:

O menor de idade junto com o MARGINAL de vulgo "Macarrão" transportaram a amante do goleiro e o bêbe (filho do goleiro BANDIDO). Ela, ameaçada por uma arma de fogo, reagiu e atacou o menor. A arma estava sem balas, e o menor atacou a mulher com coronhadas na cabeça.

A narrativa macabra continua... Lembrem-se, uma pequena criança estava dentro desse carro...Vendo a mãe ser morta.

Os BANDIDOS confessaram que a mulher não morreu com os golpes na cabeça, e foi levada para a casa de mais um COMPARSA. Lá, a mulher foi estrangulada...

Vamos retroceder um pouco. Todo esse escândalo começou porque a jovem Eliza Samudio, provavelmente uma "maria chuteira", sonhando em conseguir pelo menos uma casa e uma bela vida sem trabalhar ad eternum, engravidou do jogador do Flamengo.
Ele, amigão de BANDIDOS, resolveu "dar um jeito", e junto com seu COMPARSA forçou a Eliza a tomar uma substância que segundo ela mesma, não sabia do que se tratava. Como eles não conseguiram realizar o aborto, a criança veio ao mundo.
A mesma Eliza denunciou o caso a policia e contou a historia a uma pequena emissora de TV. O exame de seu sangue para constatar o uso de substancia abortivo só saiu 8 meses depois. Como isso não ficou claro, acresito que o exame saiu MUITO RÁPIDO após o desaparecimento da moça. Senhores, 8 meses... 8 MESES.
Talvez o goleiro tenha amigos na policia, afinal, todos sabemos que POLÍCIA, JUSTIÇA e POLÍTICA andam de mãos dadas com o crime no Brasil.

Voltando...
E essa mulher, hoje MORTA, continuou mantendo contato com seu PARCEIRO... Lembra lá no inicio, aquelas frases populares que mamãe e papai usavam de mantra o dia inteiro?
“Amigo de bandido é bandido, tudo farinha do mesmo saco”.


Finalmente, depois de apanhar porque ficou grávida. Sofrer uma tentativa de aborto via drogas, ser ameaçada diversas vezes e mesmo assim continuar atrás do seu sonhado plano de vida... Depois de três coronhas, estrangulada, Eliza não tinha mais vida.

Isso minha amiga, eu estava jantando. E ouvindo uma reportagem que não parecia ter fim. Eis que vem isso:

"O menor informou que viu o momento em que "fulano" jogou a "mão" de Eliza para ser comida pelos Rottwelers"

"O resto do corpo foi concretado"

Se você conseguiu ler até aqui, entenda o cronograma desse circo de horrores. Eu sou amante de filmes trash, Gore mesmo... aqueles com bem sangue... Mas entenda... Aquilo é uma brincadeira, um sarro, uma coisa de contra-cultura, uma coisa de quem não é quadrado.

Mas meus amigos... (queria conseguir para de usar reticências, mas não consigo. Muito nervoso) Durante meses, talvez anos, todos esses personagem poderiam ter feito escolhas melhores. Os banidos poderiam querer só dá um susto na vitima, por isso a arma não tinha balas. Mas não, a barbárie foi seguindo, um fluxo quase que extasiante de um filme de terror, e desses que eu me recuso a assistir. Puro sadismo.

Não... o Jornal Nacional ainda não acabou...

O bêbe, filho de um pai MARGINAL, uma mãe VAGABUNDA, agora MORTA, precisa de um novo lar.

Eis que a criança irá ficar aos cuidados do avô, Luiz carlos Samudio, ACUSADO DE ESTUPRAR UMA MENINA DE 10 ANOS...
Que vejam só, ele diz ser FILHA DELE, de um relacionamento extraconjulgal.


Quem não presta, não presta

Senhores, eu cresci assistindo Tarzan, um filme que hoje em dia é politicamente incorreto, já que o Tarzan MATAVA crocodilos e leões de verdade. Coitado dos bichinhos. Mas eu até superei isso, já que Tarzan sempre salvava vidas, inclusive a de seus inimigos. Talvez por isso na minha infância e adolescência eu acreditasse na recuperação das pessoas.

Sabe o que é mais curioso: A violência e as barbáries sempre existiram. Mas se eu visse um carro da policia, eu dizia, é a lei. Se eu visse um sujeito mal encarado eu dizia, é bandido.

Mas quem é quem hoje em dia?

Graças ao meu lado defensor dos direitos humanos e a favor do progresso capitalista, fui chamado de Neoliberal. Mas eu nunca fui muito fã do Fernando Henrique Cardoso, e depois que ele revelou ser a favor da liberação da maconha, realmente comprovei que não sou liberal, neoliberal ou libertário, eu sou muito conservador, e sabe por que?

Quando eu era criança nunca escutei um tiro. Mesmo que todos os jovens de hoje acreditem que a ditadura militar queimava vivo quem vestisse uma camisa anarquista, nunca vi, com exceção desse caso que contei, policiais batendo em quem não merecia. Não... deixa eu explicar melhor... Esse caso que citei os caras mereciam sim! Inclusive o padre.
Estou querendo dizer, que vi vários exemplos, inclusive, dados pelo meu pai, que adorava comprar brigas com os fardados, como se ele podesse ser a pira de uma revolução. Nunca tocaram em um fio de cabelo dele, mesmo ele provocando muito.

E você ainda jovem que não viveu os anos 70 e 80, acredite, nos viramos conservadores em coisas idiotas, como: Nos policiar com as piadas para não sermos presos como racistas, homófobos, xenófobos, etc

Mas ficamos liberais em DROGAS, CORRUPÇÃO, TRAIÇÃO, ALIENAÇÃO, CONSUMISMO e BANDITISMO. E isso não é ser liberal, é ser libertino.

Existe uma conta fácil de fazer. De 1980 para 2010 são 30 anos. Durante esse período a população das capitais brasileiras TRIPLICOU. Evidentemente a criminalidade sofreria o mesmo índice. Então me expliquem por favor, como eu nunca escutei um unico tiro quando era criança. Mas aos 14 anos fui assaltado e os bandidos me mostraram que eu não deveria gritar "pega ladrão", mandaram bala, e fiquei vivo para contar a historia. Hoje, em Recife, se você anda muito de carro ou mora em bairros pobres, ouvirá tiros pelo menos a cada 48 horas e com uma visão treinada, verá assaltos com antecedência. A marginalidade cresce exponencialmente, por "coincidência", como os meios de comunicação.

No tempo que a policia batia até em padre, bandido não aparecia na TV para dar entrevista e ficar rindo, gerando animo para novos criminosos.
Passei a concorda com uma frase que um dia já foi popular:

"Bandido bom é bandido morto"

Mas hoje em dia, parece que ser amigo de bandido da orgulho. Eu tenho nojo dessa lama que o mundo vem se afundando.

Queria que os filmes do Tarantino fossem só ficção.
Queria NÃO acreditar que durante minha vida, o melhor governo que vi no Brasil foi o de Fernando Collor de Melo. Um louco. E que provavelmente foi o que menos roubou, e mais chutou a bunda gente poderosa. Mas você jovem perdido da era Glee, não vai lembrar disso, e muito menos que o pai de Collor, Arnon Afonso de Fárias Mello, em 1963 em um dia de furia, em pleno senado federal matou o senador José Kairala, na tentativa de atingir Silvestre Péricles, seu inimigo. Arnon e seu filho presidente são loucos sim, mas todos sabiam quem eles eram.

Talvez para você leitor, não! mas para mim, vivemos em um mundo sureal, digno de fantasias do Marques de Sade, pior, fantasias não... REALIDADE!

O pai de Collor, mesmo matando uma pessoa, é previsível, um ser errante como qualquer um.
Já figuras ilustres que aparecem abraçados com traficantes, exibindo uma vida de glamour rodeado de escandalos, merecem não só desaparecer da mídia, merecem SUMIR do mundo.
Um sujeito que possui contatos que o levam a um profissional em DESOVA, com cachorros treinados para comer carne humana, ele não passou a ser BANDIDO semana passada. E se eu a duas semanas com pouca informação já sabia que ele era um CRIMINOSO, porque o Flamengo mantém um sujeito desses em seu quadro de funcionário?
Porque a policia não o prendeu antes?

Porque ele tem o direito de viver uma vida boa?

Pois bem, ADORARIA um regime de administração chinesa nesse momento no Brasil.
Juntava todos os envolvidos nesse caso, com direito até aqueles que estavam apenas próximos. Bastava ter falado pelo celular com qualquer um dos envolvidos. Isso daria umas 50... 100 pessoas.

Em uma transmissão AO VIVO, durante a novela das 20:00h, direto da praça do Palácio do Planalto, um FUZILAMENTO com direito a cena do carrasco indo lá enfiar uma bala na cabeça de cada um para confirmar o fim dessas figuras grotescas.
Garanto, a geração seguinte iria ser mais equilibrada.

Eu sou realmente muito quadrado.


sábado, 27 de dezembro de 2008

Esperança

É o seguinte...
Eu não gosto de comentar filmes, particularmente eu gosto de surpresas (só em filmes e música), e ter aquela sensação de “nossssa!!!”, “Wow!” ou “Puta que pariu”.

Pois vou listar filmes obrigatórios, doentes, sádicos, masoquistas, sexies e perturbadores, muito... mas muito perturbadores mesmo.

Já disse antes que adoraria que as pessoas conseguissem ver o que vejo, como um Big Brother mental, uma rede de cérebros interconectados, onde o cognitivo do grupo poderia ver todas as imagens que passam diante dos meus olhos, ouvir o som dos meus ouvidos, e melhor, minhas lembranças ficassem abertas a uso público, e qualquer um poderia ir lá buscar o que bem entendesse.

Como tudo isso é muita viagem-na-maionese, é mais simples ver filmes de diretores como Darren Aronofsky.

Prepare seu estômago, pare por um dia seu tarja-preta, não use seu baseado por algumas horas antes, e se jogue nesses ambientes tenebrosos, assustadoramente reais, e entenda toda as metáforas que esses filmes trazem.

Não espero um suicídio coletivo, ou que quem passe por aqui me ache depressivo ou louco, mas não tem como não deixar de levantar do sofá, clicar no pause e gritar... PUTA QUE PARIU! Vendo um desses filmes.

Diferente desses filmes, estou super animado, ansioso por 2009, louco para rir dos meus concorrentes que estão derretendo como sorvete na praia, toneladas de planos na vida profissional, importantes planos na pessoal, e vislumbrando mais um período de bonança, mesmo assim... Ainda não tive coragem de assistir Wall-E, porque sei que ele irá me lembrar desse mundo que vivo, onde as pessoas são mais estúpidas e frias que robozinhos, mais autodestrutivas que marido de viúva-negra e que seguem tudo que é imposto pela mídia.


Réquiem para um sonho
Esse filme está completando 9 anos. Ele não fez sucesso, nem será lembrado pela critica, ou tornará o diretor Darren Aronofsky uma celebridade. Ele chuta o saco de toda a sociedade, e claro, fala de drogas. Drogas metabolizadas com química ou pelo nosso próprio organismo. Mistura sentimentos que vão do amor a agonia, da dor ao medo. As meninas irão querer assistir para ver o magrelo Jared Leto (vocalista do 30 Seconds to Mars), os tarados irão querer ver a linda Jennifer Connelly. Mas vai o alerta, pode ser que você fique broxado depois desse filme, pode ser que você vomite, pode ser que você passe a ter nojo de algumas pessoas, mas acredite... É só a realidade aumentada, ou a realidade real de quem vive nesse universo drogado.

A trilha sonora é maravilhosa, o mestre Clint Mansell sempre cai bem em filmes cabeçudos, e se você procurar na rede, vai achar um torrent não só com a OST, mas também musicas extras selecionadas pelo diretor. E como o filme é sobre drogas, claro, o som é maravilhoso :)
Não sei se atores conseguem fazer mais de um filme com o Darren Aronofsky, as interpretações nesse filme passam pela tela e são como mãos que puxam para toda aquele frenética insanidade, tenho a impressão que a trupe de atores precisou de meses para se recuperarem.


The King
Fiquei parado por 3 minutos olhando a pagina em branco com o titulo “The King”. Não sei o que falar desse filme. Ele me deixou por três dias atônito. Apavorado na verdade. Me perguntando se tudo que acontece de errado no mundo é culpa da sexualidade, é culpa de homens maus que comem pobres e inocentes mocinhas. Mas ai me vem à cabeça que não existem pobres e inocentes mocinhas. Então, é o amor (tesão, paixão, solidão...) causa de tudo de ruim na formação das pessoas?

Se Deus está tão próximo desses personagens, como tudo se transforma em um grande circo de horrores?

Se você é dessas moçoilas que não suporta ver filme com sangue e sustos, esse não vai te tirar da cadeira. Não tem sangue nem sustos, mas tem uma trama que me fez desligar a TV. Pela primeira vez na minha vida tive que parar um filme por não suportar mais (e olha que já vi os filmes do David Cronenberg e o pior filme da historia, “Irreversível”).

The King não consegue deixar você respirar, a paz não dura mais que 10 minutos, e quando você pensa que já está dormente, vem mais uma paulada no meio da sua orelha, e outra, e outra... Quando você chega ao final, no final... existe o risco de você ficar sem voz, ficar procurando uma bíblia, ou alguém para se ajoelhar aos pés e pedir para que a pessoa lhe diga que o mundo não é aquilo.

Sinto muito mesmo amigo. Mas esse é o mundo que vivemos.
(Vou morrer tentando fazer minha parte, mas me recuso a aceitar tudo isso)


Valente
Esse filme não é bom, nem sequer razoável. Uma coisa rara na carreira da Jodie Foster, que consegue salvar ou engrandecer até filmes de sessão da tarde. O diretor irlandês Neil Jordan até hoje não conseguiu me convencer. Seus filmes são do mediano ao fraco, mas nesse ele enfiou o dedo na ferida.
Valente não é para moçoilas com medo de sangue, tem muito sangue, muito mesmo.
Eu fiquei me perguntando como a Jodie Foster entrou nesse barco furado, mesmo que a idéia fosse mostrar a sociedade como estamos nos tornando bárbaros.

Esse filme pode deixar quem mora em cidades com mais de 1 milhão de habitantes tão perturbado que irá colocar grades até no exaustor de ar da casa.

A personagem vivida pela Jodie, que não é menina, mas durante todo o filme usa maquiagem e roupas de garota adolescente nova-iorquina (nota zero para isso), sofre um grande trauma ao ser violentada por uma gangue, fica em coma e guando acorda descobre que seu namorado não saiu vivo do ataque a eles.

Ela simplesmente passa a mandar bala para todos os lados, eliminando da sociedade os porcos.

Eu não queria levantar esse debate, mas não sei porque diabos, bandidos e gangues sempre são formados por negros. Eu só queria entender porque a sociedade americana é formada por menos de 20% de negros, mas em filmes e clipes de hip hop todo negro é bandido.
Isso é um dos tópicos do filme que me choca. Será que negros só conseguem se impor se for cantando músicas idiotas, agressivas ou com armas na mão?
Será que o cérebro de um negro é pior que de um branco?
Ou será que a industria lucra mais fazendo os negros de idiotas e colocando eles em grades virtuais, onde suas mulheres só servem para fazer o sheik-sheik. E discos e roupas são vendidos para outros negros e brancos, todos muito estilosos e inseridos na moda... E a moda é essa, mandar bala, letras cheias de putaria e balançar a bunda.
(Ainda bem que J.S. Bach nasceu a séculos atrás, isso tudo seria demais para o pobre homem)

Bem...
Por meios não convencionais consegui um pacotaço com toda a trilha de Donnie Darko, incluindo extras. Se você ainda não viu esse filme, pode pegar... Diferente desses ai de cima, é um sopro de alegria no coração, e devolve um pouco de esperança.

Acabou mais um ano, um resumo positivo de muitas coisas poderia citar, uma planilha financeira muito vermelha eu poderia expor, mas esse filme ainda está sendo rodado.
Minha maior felicidade é não ter nenhum amigo protagonista de filmes como esses que (tentei) comentar. E para completar, refiz contatos profissionais com pessoas das antigas, gente honesta, que como eu, lutam todo santo dia para não caírem no mundo sujo.
Amigos antigos também estão voltando para Recife, e todos, todos continuam vivos, continuam na estrada... Resumindo, mais um ano Du caralho!

Agora... 2009 vai ser para ficar na historia, e meu pé está pesadíssimo no acelerador... sai da frente!!!

Donnie Darko


sábado, 6 de dezembro de 2008

O mundo é Freak (Novidade...!)

Já aconteceram dias em que gritei ao mundo que havia desistido dele.
Mas sempre a beleza surge do inesperado e a esperança renasce.
É verdade...

Ir a eventos e ver jovens bebendo moderadamente e para minha surpresa não avistar nada de drogas no meio das centenas de pessoas me deixa feliz, mas isso era uma festa muito “elite”.

Vivo um conflito idiota. Não suporto ver o mundo de dissolvendo. Ver que a estupidez e a TV (ou Youtube) formam as mentes da nova geração, que começam a ter seus filhos agora...
Ou pelo menos deveriam, já que hoje só pobres casam, os ricos estão envelhecendo sem distribuir seu patrimônio.

A longo prazo, o dinheiro tende a mudar de mãos. E como todos sabem, o dinheiro vem migrando para as mãos dos menos favorecidos. O grande problema que ninguém tem coragem de contar, é que o numero de pobres não para de crescer e o volume de grana que chega nas mãos dessa camada sempre é o mesmo.

Existe toda uma industria já voltada aos “com pouca grana”. E isso envolve a melhora do setor produtivo, ou seja, fabricar mais gastando menos. Essa filosofia deveria ser usada pensando no meio ambiente, mas não é o que acontece.
Para dar conta do volume de produção, as indústrias são cada vez maiores, produzem mais e destroem mais.

Acreditava que essa crise financeira faria grandes empresas destruidoras do mundo afundarem. Nessas horas que acordo e vejo como sou inocente, como ainda me resta um pouco de esperança... Mas ela está por um fio.

A festa que me refiro acima foi em um Golf Club, onde além de carros bonitos foi possível ver gente estacionando seu helicóptero. Não, não era uma festa de granfinos (ou era?), era uma Rave. Me surpreendeu o pouco numero de tatuagens, de gente quase que fantasiada que é comum nesses eventos. Nada de brigas como sempre nas Raves em Recife, mesmo as mais populares. Todos se divertiram até o sol brilhar.

Comecei a pensar... Será que a elite está crescendo, amadurecendo?
Será que os jovens ricos voltaram a ter um pouco de juízo?
Será que os Freaks são só os pobres ou a esmagada classe média?

Lembro-me de quantas vezes sentei com meu primo olhando o catalogo de tatuagens, que naquela época eram feitas na rua ou teria que viajar até São Paulo se desejasse algo mais higiênico. Nunca fizemos. Os motivos sempre os mesmos: Higiene, dor desnecessária, e um futuro arriscado pelo preconceito alheio ou simplesmente um lapso de juízo, alertando que aquilo seria algo para a vida inteira. E diferente de uma camisa que é só parar de usar, aquilo estará ali no espelho até sua morte. Nunca fizemos, e eu particularmente nunca me arrependi.

Adoro Freaks, esse povo louco que se deixam fantasiar ou criar arte em seus corpos.
Mas isso vem do meu lado psicólogo/pesquisador social.
Uso isso como laboratório, um freak é só uma cobaia, que tem um tempo (às vezes... muitas vezes) mais curto de vida. Prefiro não conviver com Freaks, ter filhos freaks... Se você é um deles, me perdoe, mas você já está acostumado com isso, e sua dor é seu prazer.

Voltando aquela festa (que pulei muito por sinal) tive uma ótima noticia. Um amigo que sempre está nas Raves largou as drogas. Ele - como a grande maioria - dizia que não era viciado, que tinha controle (sobre o ecstasy e os moderadores de apetite). Diferente do que muitos acham, eu já desisti de salvar o mundo a um bom tempo, mas eu sempre caio na mesmice de tentar alertas as pessoas que eu gosto. Falei com ele algumas vezes, sobre seu peso que estava cada vez menor, e que estava achando ele desanimado. Ele sempre insistia me falando das sensações maravilhosas das drogas. No fundo, isso é uma fase, onde o êxtase do prazer faz o marketing do negócio, a fase seguinte é a depressão e perda dos amigos, dos verdadeiros amigos, sim... Porque a droga lhe priva até das pessoas que mais lhe amam. O próximo passo todos conhecem, sete palmos de terra.

Vejo que estou ficando velho.
Essa semana fui na lanchonete que costumo freqüentar, e não devo voltar mais lá. As mesas foram invadidas por menores de idade. Todos jovens pobres, moradores de um condomínio desses doados pelo Lula. Parte deles trajavam camisas de torcida organizada. O líder deles com uns 16 anos estava acompanhado de uma garota de uns 13. Seu cabelo moicano e anéis de prata junto com seu olhar me fitando deixou claro que ele era o chefe.
As poucas palavras que ele verbalizou com a menina não cabem aqui, mesmo com minha boca suja, jamais falei algo nem próximo para uma mulher.
Não voltarei mais na lanchonete, e não é por medo de uma briga de gangues, mas é para não ver tão de perto pessoas se destruindo, e para onde o mundo caminha.

E vejo que estou ficando velho, cansado e desesperançoso. Já não vejo mais motivos para lutar ou tentar ajudar, as pessoas escolhem seus destinos pela TV, pelo Orkut ou Youtube, e sempre preferem os exemplos errados (e o que mais me impressiona é que é bonito “parecer” Amy Winehouse ou qualquer outra criatura mórbida).

Construímos um mundo alto-destrutivo, viciado e sem cor, sem amor.

Tenho a sorte de conhecer pessoas maravilhosas, honestas e que gostariam que as coisas fossem diferentes. No fundo todos querem, mas estão perdidos na sua rotina, problemas particulares e luta pela sobrevivência.

Um outro grande amigo me deu a noticia que seu cunhado, um drogado que já havia sido preso e cometido diversos absurdos, foi assassinado. A minha resposta foi:
_Um a menos!

Olha, para quem me conhece de verdade... Sabe que perdi as contas de quantas vezes fui assaltado (a ultima levei dois revolveres na cabeça e ouvi muitos gritos: Atira! Atira!), e sempre defendi os ladrões, os marginalizados... A culpa é do sistema.
Mas hoje o povo é o sistema, você é o sistema, eu sou o sistema.
Se eu falo: “Um a menos!”
Pode acreditar, a esperança está por um fio.

Se você achar esse vídeo abaixo maravilhoso... Por favor, guarde essa informação para você, me deixe com esse pequeno fio.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O mundo acabou!

Vamos ser práticos, o mundo já era... acabou!

Não, não acabou agora nesse instante, ele ainda flutua em orbita do sol, mas aquele mundinho que alguns conheciam e ainda tinha esperanças que haveria uma harmonia se foi.
Por mais que alguns seres terrenos mais evoluídos tentem mostrar aos indivíduos classificados como média (média quer dizer todo mundo tirando você e eu) que fazemos tudo errado e estamos acabando com o mundo, a única coisa que boa parte da massa consegue pensar é na novela, no axé ou afogar o ganso (quem tem ganso né minha senhora).

O mundo está ficando mais triste. E não é devido a menina Isabella não. E muito menos porque está mais difícil financiar liquidificador nas casas Bahia. O mundo está ficando sem amor, sem carinho e sem rumo.

Não sou sociólogo ou estudioso desses bichos que vestem calças jeans e usam relógio, mas uma coisa eu tenho certeza, existe uma escala, uma seqüência de modas e princípios sociais que começam em algum ponto e se alastram pelo mundo.

Não é de hoje que o mundo (incluindo eu e você pobre leitor) vem imitando todos os passos da sociedade americana. Veja bem, estamos falando em média... e a sociedade média americana é burra.
Mas ai você vai falar: _Burro somos nos que não temos dinheiro (querido leitor, que bom saber que você também é pobre).
Não temos dinheiro uma pitomba (como diriam alguns populares aqui da terra do calor). Dinheiro temos e muito, só que ele pertence a menos de 10% da média, do povo, da mundiça.

Tá, só estou repetindo o que já falo desde que criei esse blog... Mas ultimamente tenho observado melhor o ciclo de novidades que chegam ao nosso país. E o trajeto sempre foi o mesmo. Uma mania pode começar em qualquer ponto dos EUA, mas só vai virar moda se chegar em Nova York, vai seguir para Miami, vem para São Paulo, Rio de Janeiro e depois se torna comum em todo o país.

Os americanos sempre viverem conflitos internos. Tanto que a guerra civil deles mesmo passados quase 150 anos, não conseguiram apagar as diferenças internas que existem até hoje.

Um povo que vive conflitos sociais que fomentam a natalidade de toneladas de psicopatas. Não é só nos filmes que a violência sem sentido existe, e parece que o cinema é uma ferramenta tanto de alerta quando de visualização de como anda o termômetro social do american life style.
Eu gosto e sempre gostei de filmes violentos. Adoro filmes trash onde voam pedaços de gente para todo lado. Mas eu sempre sabia que aquilo era ficção, era uma forma de tornar mais carnavalesco coisas fantasiosas.

Mesmo quando assisti “O resgate do soldado Ryan”, achei que a violência era válida, já que aquilo existe e serve para exibir o front, o local onde jovens irão perder suas vidas por lutas inúteis.
E é exatamente o cinema que me deixa crente que o mundo acabou.
Acabou mesmo. Só esqueceram de enterrar.

Essa semana estava louco para ver filmes. Sem tempo de pensar em cinema e curtir uma cerveja na rua, fui na locadora.

O primeiro filme foi “.45 – A vitória e a Vingança”, com a Milla Jovovich, que por ser fã, tenho a meta de ver todos os filmes dela (que são muitos). Não adianta eu falar que ela é uma boa atriz porque isso não cola, afinal sou fã ao ponto de já ter enfrentado um desfile de moda da Ellus só para ver aquela coisa magra de 1.80m e pernas finas usando roupas feias e maquiagem de filme de terror... Por que porra esse pessoal inventa essas coisas horríveis... por isso que o ambiente é cheio de gay (Ei, eu não sou gay, fui para ver a Milla, e quem fica na platéia pode ver o show de calcinhas das modelos).

Voltando ao filme...
Cara, é muita violência.
E eu sou um idiota conservador... Sempre acho horrível esse negócio de mulher apanhando, mesmo em ficção.
Mas nesse filme não tem só mulher apanhando. Tem velhinhas do lado negro da força, tem vingança, tem tráfico de armas, e tem TODO O ELENCO querendo comer a Milla Jovovich... Incrível, só faltou aparecer o Frodo do Senhor dos Anéis pleiteando uma tacadinha com a menina. Mas isso não quer dizer que ela é uma pobre e doce garota, pelo contrário:


Se você não entendeu... Ela diz algo assim:
"Tá todo mundo tentando me comer, se você é desse tipo de cara, eu vou enfiar o dedo no seu..."

Entrou na minha lista de filmes “Ninguém Presta”. Nessa mesma categoria um ótimo filme é “Era uma vez na América”, onde ninguém vale nada, nem mesmo a iniciante Jennifer Connelly, no papel de pirralha, que quando cresce entra no seu lugar Elizabeth McGovern que também não se salva... Eita mundo americano perdido!
Ah! “.45 – A vitória e a Vingança” é daqueles filmes que não fazem falta na sua vida... Desde que você não faça questão de ver os peitinhos e a região mais cabeluda da Milla Jovovich (Pausa para ver o filme again, again, again... pausa novamente... again...)

O outro filme que, esse sim me deixou perturbado com o fluxo cultural americano e sua chegada ao bananal tupiniquim foi “The King”.

O filme conta a historia de um jovem que larga a marinha e se dirige para uma cidade com o intuito de conhecer seu pai, um pastor. O restante eu me recuso a contar.
Não sei se esse filme tem uma hora ou três de duração, mas me senti sem ar, sufocado e quando eu consegui arfar um gole de oxigênio vinha uma nova porrada bem na minha testa...
Eu posso assistir toneladas de filmes de terror sanguinolentos, morrer de rir com gladiadores se mutilando, mas esse filme me deixou enojado. E olha que eu já assisti “Crash – Estranhos Prazeres”.

O filme é claramente uma critica as igrejas americanas que como as nossas evangélicas, tentam alienar mais e mais pessoas. Porém, existe um limite entre alienados e pessoas simples e de bom coração. Não sou religioso, mas isso não quer dizer que sou contra religiões, pelo contrário, aquele povo falado lá no inicio, o tal do cidadão médio, precisa de religião, precisa de guias, e o mundo é assim desde sua criação.

Eu me designo anarquista, mas não me enquadro nisso realmente. Sei que o povo precisa de regras, sem elas a massa é nada mais que uma manada de elefantes solta em um despenhadeiro.

Se formos criticar os pastores, padres e gurus pilantras é bom que peneiremos os realmente malandros.

O que venho notando é uma tendência ao escracho, a anarquia, mas isso não é por um fator revolucionário de libertação, isso é um movimento de bestas, demônios... E eles vestem ternos. São pilantras que fazem sucesso ganhando publicidade barata só por expor o grotesco de suas criações.
Não vou colocar esse filme dentro desse limite, mas ele é tendencioso, e não deixa mensagem alguma. No Maximo consegue deixar o espectador aterrorizado.

Já falei aqui de Zeitgest... mas tratei de mencionar que o documentário perde o valor devido ao desrespeito pelos cidadãos religiosos.

Um livro que vem fazendo sucesso nos EUA e é mais um no meio dessa moda de desqualificar as religiões é “God Wants You Dead”.

Infelizmente a globalização faz idéias nascerem e se divulgarem com a velocidade da luz, e os bandidos sempre sabem como ganhar com os menos inteligentes (a média).

Os EUA são ricos, mas possuem uma qualidade de vida tão ruim quanto a nossa. Não adianta se guiar por bolhas sociais. Cidade pequenas e pacatas existem lá e cá, mas “a média” é formada por grandes centros, e são deles que nascem as modas e os pequenos imitam os grandes.

Esse mundo já era.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O mundo dos números...
















Você acredita em números?
Acredita que 80% da população acha o governo Lula perfeito e que esse mesmo tanto de gente aprova um terceiro mandato dessa turma de ladrões?

Em Pernambuco um grupo de estudantes e jornalistas criaram um site para contar os mortos diários, vitimas da violência urbano do estado mais violento do país.
Tem até um buscador de defuntos:
http://pebodycount.com.br/

Hoje, dia 19/05 haviam contabilizado 22 mortos. Mas esse numero é atualizado ao meio-dia diariamente. Quem morre depois do almoço só vira estatística no dia seguinte.

Pois eu vou provar que esses números são falsos.

Em um único quarteirão do bairro mais famoso e riquinho de Recife, 2 sujeitos tiveram suas vidas arrancadas por balas. Na sexta-feira (17/05) um sujeito é assassinado entre prédios lindos e gigantes. No sábado uma horda de pessoas, conhecidas como populares, começou um linchamento de um sujeito que terminara de assaltar um ônibus. O meliante tentou se esconder em baixo de um carro, mas foi puxado pelos justiceiros, e mesmo antes de sair do esconderijo por completo, levou um chute na cabeça que causou um amasso na porto do veiculo que qualquer um acreditaria ter sido ocasionado por um acidente.

No domingo (18/05), estava eu lá, observando do alto do sexto andar, os prédios luxuosos ao redor. No prédio do outro lado da rua, vi duas crianças brincando sozinhas na piscina. O prédio é um Moura Dubeux (grife) com uns 40 andares, e como todo MD, um acabamento impecável. O menino e a menina sozinhos naquele mundo de concreto, molhavam uma calçada de granito que deveria ter uns 60 metros, e deslizavam sobre a fina camada de água. Fiquei ali rindo da felicidade deles.

Olhando para o outro prédio, também crianças na piscina. Apesar do prédio ser menor, o numero de crianças também era pequeno, três meninas.

Imaginei (como sempre) a distorção que existe nesse mundo.
Ali ao lado, no final da rua, existe uma favela, que a cada dia é mais empurrada para o rio, e fazendo o pouco que restou da mata e mangue tornarem-se mais concreto e palafitas.
A impressão visual que se tem ao olhar da favela para o horizonte onde fica a bela praia de Boa Viagem é de que um tsunami de arranha-céus irá engolir toda aquela comunidade de pessoas pobres.
Do lado pobre muitas crianças e jovens, alguns brincando, outros com um olhar morto, com o mesmo aspecto dos jovens de classe média que não sabem o que pensar ou fazer de suas vidas, mas desse lado da onda,é fácil achar pessoas. Já nos prédios ricos, a impressão é que todo aquele cimento é vazio, que não existe vida ali. Como em um domingo, um edifício com 40 andares só se pode avistar duas crianças? Só duas pessoas para aquele castelo gigantesco?
Do outro lado novamente, vejo aquelas casinhas e corredores que levam a pequenos quartos que são alugados por outros pobres que resolveram ganhar com a única coisa que possuem... Um terreno invadido.
E os tiros me tiraram a concentração daquele vento gostoso da varanda.
Alguns minutos depois a vizinha toca a campainha e conta sobre sua experiência em ver um sujeito eliminando outro.

No mundo que vivemos, não adiantam as muralhas dos castelos da Mouse Dubeux. Nem as Pajeros blindadas, estamos todos com os olhos sem brilho, sem vida. Estamos com medo.

Particularmente eu não acho que o mundo está mais violento. Mas ele está mais banalizado. Os políticos escondem os números feios e inventam números bonitos. Você e eu só ficamos chocados e procuramos muralhas maiores, mas o bom mesmo seria ver aquelas crianças que brincavam com centenas de litros de água tivessem mais irmãos, e os pobres e sofridos filhos da miséria tivessem menos irmãos.
A desigualdade social também pode ser medida por essas castas, por essas proles tão diminutas. Um castelo com duas crianças, uma favela com milhares de crianças e 2 defuntos e linchado em um fim de semana de um quarteirão de ricos prédios.

Quando vejo o numero de 22 mortos entre domingo e segunda-feira em todo o estado de Pernambuco, sei que esse numero é muito inferior a realidade.

A violência é algo global, e o filme Valente (The Brave One) com a Jodie Foster mostra perfeitamente em que ponto chegamos. Estamos regredindo socialmente para uma era de barbárie, e todos sabemos como o mundo era nesse período. A grande diferença é que hoje não usaremos mais espadas e as nações em seus duelos pelo poder não matarão só alguns milhões.

Uma coisa eu tenho certeza, o homem não sabe aproveitar todo o poder que tem.
Só irão sobrar baratas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Tropa de Elite - O Filme

Internet não é mais coisa de burguês, e milhões de pobres agora já usam lan house a R$ 1,00 a hora. Orkut, blogs e outras tralhas que tomam tempo de vida, já chegaram à população humilde. Coisa que para muitos é a saída para o crescimento intelectual, a informação entra e o cara nem percebe.

O que me deixa mais impressionado com o mundo Web é a forma como uma informação é viral. Se um simples vídeo no Youtube pode se tornar global em menos de 24 horas, o que podemos falar do filme Tropa de Elite do cineasta José Padilha é um verdadeiro sucesso antes de chegar aos cinemas.

Quem tem internet com banda suficiente, fez o download. Quem tem grana, comprou nos ambulantes fornecedores de DVDs. Ou ainda assistiu porque alguém ficou tão vidrado no filme que fez questão que todos vissem (Passei por isso com Um Sonho de Liberdade, mas no lugar de piratear, loquei o filme por uma semana e fiz um tour forçando aos amigos a assistirem, e claro, fornecer a pipoca e coca-cola)

Sou fanático por cinema, e não aceito nada inferior a qualidade de um DVD, mas depois que vi um filme no formato .rmvb, comecei a ver que o mercado de DVD vai passar por momentos difíceis. Os futuros formatos em HD serão por muitos anos coisa para meninos ricos. O mundo está conectado, mesmo os sem rede agora conseguem ter em mãos filmes que nem saíram no cinema.

Meus parabéns ao diretor José Padilha e ao ator Wagner Moura, vi o filme pirata sim, mas assim que sair no cinema serei o primeiro da fila.
Não gosto de filmes nacionais, não gosto das leis de incentivo, mas esse é um filme com uma estética muito boa, roteiro muito bom, e o principal, é a pura realidade que vivemos (Achei até pouco violento).

[Contradizendo como sempre, aposto que o filme será um sucesso no cinema, mesmo com toda a pirataria. Outra coisa que tenho uma explicação particular é que o sucesso do filme se deve a rigidez e fama de brucutu que o BOPE carrega.
O povo (principalmente os mais humildes) são como crianças na infância ou adolescência, eles querem pais presentes, que mostrem o caminho correto, mesmo que absurdamente isso seja duro. O ser humano se sente seguro quando está abaixo de um individuo mais poderoso como o pai ou a mãe. A sociedade quer ordem, e um “sistema” que funcione, e o BOPE para os humildes representa ordem]

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Recife, tecnologia e selvageria

Há alguns anos não suportava mais duas coisas, a violência urbana na minha cidade natal e trabalhar com tecnologia. É fácil falar que uma metrópole com 3 milhões de habitantes não tem como não ser violenta, mas a principio quando se pensa nisso imaginasse que o risco de ser assaltado é maior, evidentemente. Porém, aqui as pessoas estão morrendo como na idade média, na base de paulada, facada ou pedradas, fora tiros.

Eu sempre tive paixão pela violência, aquela violência cinematográfica do Quentin Tarantino ou dos filmes de terror trash... Sonhava em viver na era das espadas e morrer aos 30 numa batalha sangrenta. Na chamada vida real de hoje, não adianta muita coisa ser forte, ou saber arte marcial, você pode ter certeza que suas chances de não mexer nem um braço e ser fuzilado são as maiores possíveis, maiores do que as de um cidadão iraquiano ser morto por um tiro.

Recife se tornou a cidade do medo, onde sair de casa e ir ao trabalho deixou de ser algo banal. Você pode morrer com um tiro ao ir ao supermercado, shopping ou simplesmente por estar sentado na porta de sua casa jogando dominó com o vizinho.

Na época que se tornou moda estuprar garotas dentro dos ônibus achei que aquilo era meu limite, e me mudei para João Pessoa, uma bela e pacífica cidade a 130 km da capital Pernambucana. Menos de três anos depois tive que voltar.


Não sei se esse video é fake! Mas é exatamente a realidade que vivemos
A música ficou tão bem encaixada que parece um video clipe


Aproveitando tentei mudar de ramo profissional, e me afastei do mundo da tecnologia, onde eu trabalhava com muito orgulho, mas sempre vivendo no limite, já que meus clientes eram empresas públicas, que além de serem lentas e atrasadas, normalmente prosperavam os corruptos e comedores de bola (propina), não só os funcionários públicos, mas também os fornecedores escroques que se acham expertos em levar vantagem no jogo. Alguns chegam até a criticar o sistema, mas ao surgir qualquer oportunidade saem logo subornando do garçom ao guarda de trânsito, não demora muito até a propina chegar a mais alta esfera governamental.

Sempre achei que deveria lutar para mudar as coisas como elas são desde que nasci. Mas hoje cheguei ao ponto de desistir, e vejo que deveria ter desistido bem antes.

Vejo que deveria ter aceitado as oportunidades que surgiram em São Paulo, e que por pura frescura recusei, achei que ficaria bem aqui na minha amada terra e perto das praias que amo tanto.

O ser humano, mesmo os mais inteligentes, tem a tendência de achar que os problemas dessa ordem (violência, finanças, guerras) nunca chegarão a sua porta. Eu penso matematicamente e uso a probabilidade, se as coisas começam a acontecer muito próximo de mim, sei que posso me tornar vitima ou simplesmente mais um dado inserido no numero de corpos debaixo da terra. Para complicar mais a situação, famílias são compostas de varias almas, e o que fazer? Abandonar os que você ama e se mandar para uma terra mais civilizada?

Nesses dias vi o vocalista do Skank, Samuel Rosa falando uma frase que expressa tudo que eu acho: “Se está assim, é porque alguém está lucrando com tudo isso”

Na MTV também rola uma vinheta com o titulo “Ovos e tomates” , que vem do manifesto que rolou nas ultimas eleições, que só funcionou para os políticos coitadinhos aparecerem na mídia e ameaçarem a empresa, o público que na verdade deveria reagir, fica esperando a vinheta acabar para poder ver o clipe da Shakira.

Se você tem um pouco mais de miolo, um pouco de grana e um inglês ou francês razoável, foge logo daqui, isso não é um lugar de se viver.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Yeltsin, Cho Seung-hui, papel higiênico e masturbacão

Tem horas que acredito que o único lugar no mundo que não muda é o Brasil. Nem para ruim e muito menos para melhor. Corrupção e violência são coisas que vejo desde criancinha lá em Sitio Novo.

A única mudança por aqui são os nomes dos que xingamos. Entram e saem políticos, artistas e filósofos, e a única coisa que resta é mangar deles. E eles claro, revidam como podem, roubando e negligenciando mais ainda o que já é caótico.

Um conselho de amigo: Se for a uma repartição pública ou empresa monopolista regada pelo governo (como a Telemar por exemplo), fique calmo, não reclame das filas ou da burocracia... Aquele cidadão que está lhe atendendo pode tornar sua vida pior ainda.

Não queria ser tão negativo, mas as noticias da semana não são nada divertidas:

Morreu hoje o russo que abriu as portas do capitalismo na URSS, Boris Yeltsin. Chegado a uma vodka, o senhor grisalho geriu a Rússia após o inicio das reformas começadas por Mikhail Gorbachev, outro camarada que deixou o nome na parede do planeta.

Nos EUA mais um louco saiu as ruas matando pessoas como em videogames. O Estudante Cho Seung-hui estudante da universidade de Virgínia tinha todo um histórico de quem é perigoso para o convívio social, mas sabe-se lá como essas coisas acontecem, comprou 2 armas e matou 32 pessoas.

A atriz humorista Nair Bello muda de plano no dia 30 de março, deixando o mundo menos alegre.

Policia Federal prende uma pá de engravatados, doleiros e bicheiros. No meio da quadrilha juízes e procuradores da justiça... Esse termo é até engraçado: “procuradores da justiça”.
Claro, já ta todo mundo em casa planejando a próxima viagem para Europa e qual o par de esqui a família vai comprar nesse semestre (Sol, praia e cerveja é coisa para pobre meu filho).

Para aliviar o jeito é ver imagens engraçadas e ler coisas sarcásticas:

Sheryl Crow tem um humor estranho. Andou falando que o povo americano deveria limpar a bunda só com um quadradinho de papel higiênico. Para completar ela diz que vai lançar a moda da camisa com manga removível... Na hora de limpar a boca no restaurante prontamente você limpa a boca na manga da camisa, é só tirar e colocar uma manga reserva.















Pola de coleano do Sul. Eu que quelia malta aqueles amelicanos de melda.

























Felicidade

















Agora você pode ajudar ao seu cãozinho a não morrer na pata (Nem na sua canela)

















Imagina os pais!

















Contribuindo para a campanha da Sheryl