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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Faça Diferente


Eu simplesmente gostaria de falar sobre... Mercado!

As Guerras
O mundo não começou a mudar depois da Internet (como alguns acreditam). A coisa vem um pouco mais de trás, no tempo que a Inglaterra era a maior potencia mundial. Da ilha saiam as grandes multinacionais que passaram a construir tecelagens em todo o planeta, dominar a exportação de todos os produtos que saiam da Índia e Africa. Os ingleses também tentaram dominar o mercado do Japão.

Na época da Primeira e Segunda Guerra, podemos dizer que nenhum dos grandes líderes mundiais eram santos. A disputa pelo poder na era industrial era tão ferrenha quanto as grandes batalhas travadas na era romana ou na idade média.

Já no fim da segunda grande guerra os EUA passaram a ser o grande líder e regente da ordem mundial, mas isso não acalmava o espirito de competição das outras grandes potencias.

Estamos vivendo o segundo milênio da era cristã. Tempo contato a partir da morte de Jesus Cristo.

E o mais incrível, é que mesmo 2011 anos após um cabeludo ser crucificado, simplesmente porque alguém tinha medo de perder seu trono, ainda hoje, as guerras pelo poder continuam a assombrar nosso cambaleante planeta.

Graças a nossa raça, milhares de especies animais e vegetais foram eliminadas, basicamente para dar lugar a plantações e terras improdutivas e que podem em algum momento deixar um ou poucos, ricos.

De onde nasce todo o erro
Não sei se o termo ego advém de egoismo, ou vice-versa.

Segundo a Wikipédia:
"Ego (al. ich, "eu") designa na teoria psicanalítica uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico. O ego desenvolve-se a partir do Id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas"
Há muitos anos um amigo me apontou o maior defeito e causa de problemas dentro de uma empresa que trabalhávamos  Segundo a tese dele, nada poderia evoluir naquele lugar, já que o ego dos donos era superior a opinião de qualquer um.

A pior coisa que pode acontecer a uma empresa é ela se manter estável por muito tempo. A segunda, é crescer desenfreadamente por muito tempo. Essas duas situações fazem os administradores acreditarem que o modelo é perfeito, e que tempos ruins nunca virão. Mas eles vem sim, e isso é cíclico.

Um belo exemplo disso é a Nokia. Essa empresa que hoje todos conhecem, mas poucos sabem que começou fabricando papel, sapatos de borracha, armários de madeira até se tornar líder em telefonia celular.

Recentemente a Nokia mostrou porque está viva a 146 anos. Terceirizou o desenvolvimento e suporte do seu sistema operacional, o Symbian, um produto que chegou a ser líder de mercado e em poucos anos passou a ser a maior critica contra a empresa. A Nokia em uma jogada "irracional" para os consultores, gestores e analistas de mercado, deu as mãos a Microsoft e gritou para o mundo ouvir que passaria a produzir todos os seus aparelhos com o Windows Mobile. Se vai dar certo ou não, ainda é cedo para se afirmar. Porém, antes mesmo de chegar ao mercado, o N950 já é um sonho de consumo para os mesmo que são críticos da empresa. E como grandes não são dóceis ou dormem no ponto, a gigante finlandesa armou outra surpresa, o N9, um smartphone que não é Windows, Android ou Symbian, e sim um legitimo MeeGo, um OS OpenSource que tem chances - depois desse dispositivo - de fazer barulho em um ambiente já muito competitivo.

Sabe o que existe em comum entre a Nokia, Google e Patagonia?
As duas primeiras são gigantes, a ultima é uma empresa média, que consegue sobreviver com um crescimento planejado e controlado. Todos querem lucro, todos querem crescer, mas em comum mesmo essas empresas tem a capacidade de ouvir seus clientes, e chama-se cliente aquele que compra seu produto, isso inclui (é lógico) seus próprios funcionários.

Em tempos de serviços e produtos grátis ou a preços muito baratos, os vencedores estão coletando dados, entendendo a preferencia do público e dando ouvidos a todos. Mas para filtras as informações mantendo a coerência com os anseios da maioria, uma empresa não pode ter ego, tem que agir como a Nokia, baixar a cabeça e entender onde está o errado, apontar a solução e gritar para o mundo para onde está seguindo. Se houver uma sinergia e seus seguidores passarem a apoiar, o resultado positivo já pode ser previsto.

Outra coisa em comum nas empresas que estão dando certo é a velocidade com que elas respondem as variações do mercado. As empresas que se focam em seu "core business" tem mais chances de serem melhores no que fazem. Grandes empresas que possuem dezenas ou centenas de distintas linhas de produção possuem executivos de alto nível que gerenciam suas unidades com o mesmo senso comum da matriz, porém com sua respectiva liberdade e atuação setorial. Se uma das unidades der prejuízo, as demais suprem a deficiência, como um organismo vivo, agindo em defesa do fortalecimento e unidade do conjunto.

Empresas novas (lembrem-se, a Nokia tem 146 anos), tem a tendencia de acreditarem que já conseguiram a estabilidade, e passam a investir fora do seu "core business". O ego age nas mentes de seus administradores, que acreditam já ter a formula do sucesso. Na maioria das vezes, o prejuízo financeiro é menor que a energia (tempo, pessoas, sinergia, etc) gasta. Rapidamente essas empresas voltam ao seu ponto de partida, e começam tudo novamente, em novas aventuras ou se centrando no que elas já conhecem bem. Claro, as chances de uma empresa centrada dar certo são maiores.

A Nokia mudou de ramo várias vezes, mas nunca abandonou seu "core business". Para sair da fabricação de papel e ir fabricar borracha, foram mais de 30 anos. Nos dias atuais, as mudanças não podem esperar 30 anos. Vide o Google que resolveu comprar a Motorola apenas duas semanas após se ver acuado por competidores.

É melhor aprender com os erros... Dos outros
Infelizmente só vivemos até 8 décadas, e não sobra tempo para aprender tudo e ser rápido o suficiente.
Os Estados Unidos serviram de espelho para o mundo por 100 anos. Pessoas morrem de câncer graças ao marketing do cigarro, por um grande período era a marca do sucesso, imposto por Hollywood.  Todos acham bonito atitudes de caridade e a defesa da natureza, mas ninguém deixa de querer ter um carro (o maior possível) ou não usar uma bola de futebol porque foi feita com mão de obra escrava.

Os EUA podem não ter cometido apenas erros. O mundo deve muito a eles, para o bem ou para o mal.
Os americanos são famosos por suas reviravoltas. Quanto antes eles jogarem o ego no lixo, melhor.

Mas você ai, leitor(a), teima em imitar modelos de negócios que deram errado e aparentemente dão certo, egoistamente só para poucos.

Mude, inove, mas siga o exemplo de quem está ganhando. Aqueles que houvem seus clientes, como a Google, Nokia e Patagonia.

Ou você pode preferir ser como a Inglaterra, Estados Unidos ou China, ser grande, poluir muito, matar muito, e no final da vida descobrir que poderia ter feito mais e melhor, bastava ouvir.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Novas Tecnologias e Dirty Harry


















Mascarado, 2007

Reynaldo Fonseca

óleo sobre tela 60 x 80 cm

Escritório de Arte, Rio de Janeiro


Eita! O carnaval nem chegou e passou e o ano para mim começou!

Será que eu não sou brasileiro?
Será que eu bati com a cabeça quando era pequeno – Porque eu nunca na minha vida acreditei nisso de que o ano só começa depois do carnaval.
O autor dessa lenda deve ser carioca. Malandro e brincalhão. Falou isso pela primeira vez em alguma roda de samba a sabe lá Deus quanto tempo. Algum espertalhão (Não... Eu não estou falando de um brasileiro cheio das malandragens não, tô falando de gente que sabe ganhar grana com a ilusão das massas) pensou em como venderia muito mais cervejas se o povo no lugar de estudar e lutar por uma vida melhor, esperasse o carnaval passar. E assim muitos esperam o carnaval passar para poder viver.

Ano passado escutei de algumas pessoas que o carnaval é um evento singular. Nele as pessoas descarregam toda a carga pesada que é viver uma vida dura, e soltam seus demônios no sentido menos figurativo possível.

Alguns usam máscaras, outros ficam nus, o que havia em comum nessas opiniões que escutei era que o povo usava esses poucos dias para se soltarem e fazer tudo que não tem coragem em outras épocas.
Falando sério, isso é muito estranho para mim.


Próximo assunto...

Continuo sem entender o mundo. Principalmente a baderna que são os conceitos filosóficos de pessoas que bradam certas bandeiras.
Sim, ainda existem pessoas lutando por ideais.

São socialistas que criaram modelos de negócios e estão fazendo dinheiro e aumentando o market share pulverizando a idéia de que a produção em larga escala baixou os preços e ajudou a erguer as classes menos favorecidas. Agora os pobres podem ter acesso a coisas que só os ricos tinham, como celular e DVD! (What? Cuma?)

Também temos inúmeras instituições que pregam a ética. Ética de um modo geral, mas é tão geral que eu queria entender o que é ética.

Se olharmos para o corporativismo governamental ou institucional, veremos que as “panelinhas” nunca foram tão fortes. Pode ser que poucos passem em concursos públicos, mas muitos conseguem se empregam em governos municipais, estaduais ou federais.

Quando mais me falam em números positivos da economia mais acho que estamos andando para trás.

Como podemos falar tanto em ecologia, aquecimento global, fome mundial se a única regra para todos os administradores do mundo é uma só, crescer.

Deveríamos cuidar das pessoas não dando só comida, mas comida de qualidade.
Não deveríamos só dar comida, mas educação. Neuroticamente educação.

Enquanto muitos acreditam que o mundo está se voltando a atender as necessidades dos pobres, com países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) encabeçando uma melhora de tudo que já foi de miséria e chagas para os esquecidos da sociedade, eu tenho a convicção que os ricos só descobriram uma forma de tirar dinheiro de quem já não tem.

A prova que fabricar pobre é a ultima moda pode ser facilmente conferida olhando para o Sul do Brasil. Em Florianópolis não existiam favelas a 10 anos, e agora?
Curitiba e Porto Alegre, lugares de gente branca e limpinha já não é assim aquela coisa tão européia. No Nordeste bairros pobres de Pernambuco, Bahia e Ceará agora estão mais parecidos com o sudeste, pelo menos com as áreas de morros apinhados de favelas.


Novas tranqueiras...

















Tablet Apple, quem não vai querer?

Eu trabalho com tecnologia, tenho que acompanhar os preços de muitos itens que chegam no Brasil. Boa parte por grandes corporações que descobriram meios de tornar a carga de impostos de importação uma reles etapa a ser passada por cima. Não precisa ser um contador ou gênio de matemática financeira para descobrir que é impossível concorrer com produtos que estão no mercado trazidos de forma “estranha”.




















Zotac MAG - pequeno, bonito e gasta 1/3 da energia de um PC, ainda roda tudo o que muitos PC antigos não rodam, como vídeos em HD. Quero inundar faculdades com esses bichinhos.


Os próximos 3 anos serão efervescentes para quem gosta de novidades tecnológicas. Já começaram a chegar no Brasil os primeiros Nettops, PCs de baixo consumo de energia que irão racionalizar o uso de computadores, que são devoradores de energia. Como as empresas irão trocar seus PCs antigos por esses equipamentos sem pensar duas vezes, já que a redução do consumo de energia vale muito a pena, irá passar em branco que o custo de produção desses equipamentos é muito mais baixo, mas eles devem se manter no mesmo patamar do preço dos PCs tradicionais. Mais lucro para os ricos, e ninguém vai nem perceber isso.

Ainda esse ano irá começar a avalanche de tablets. Computadores que são do tamanho de um livro, finos e com uma tela sensível ao toque (touch e mult touch). Esses Tablets já chegam ao mercado para destruir uma tecnologia que nem sequer começou, os eBooks – Leitores de livros também em forma de “tábuas” só que já vieram ao mundo natimortos, isso porque são de tecnologia fechada, ou seja, você é obrigado a comprar seus livros eletrônicos ao fornecedor do eBook ou parceiro dele.
Sem falar que os Tablets possuem telas com maior resolução e coloridas, coisa que não acontece com o mais famoso dos eBooks, o Kindle da Amazon.
A Microsoft e outros tantos já lançaram seus modelos, sem causar muito barulho aqui pelo Brasil, que para eles não é um mercado interessante para esse tipo de produto (por enquanto).
A sensação do mercado dessa nova tecnologia será o Tablet da Apple, que na verdade foi quem prévia a existência desse produto, mas vai chegar atrasada dessa vez.

E você, eu e o resto da massa, iremos desejar ter um desses. E o povão vai comprar as versões chinesas que não funcionam direito e duram 3 meses. E do Wallmart a lojinha de informática da esquina, todos irão vender os Made in China e os lindos e caros Tablets da Apple, Microsoft, Dell e HP.

Se o Twitter e o Big Brother fazem sucesso, porque algo que realmente vai mudar a forma das pessoas lêrem seus livros, sites e verem fotos, TV e vídeos não iria ser desejado?

Aqui no Brasil ainda teremos mais uns 5 anos até podermos ter uma qualidade de conexão com a internet de respeito. Não adianta sonhar com GVT ou Oi Velox Ultra (Isso especificamente no Nordeste e regiões longe de SP), essas empresas (como sempre) prometem o que não podem cumprir. Isso não é culpa deles, é culpa do governo que é um mero personagem fictício nessa republica fictícia.

Avatar

Avatar foi o que eu esperava tecnologicamente. E foi surpreendendo pelo enredo e desenrolar da historia. Eu já estava ficando acostumado com filmes que os bandidos ganham no final e que não existem mocinhos e mocinhas.

Dicas...

Revi (mais uma vez) Onde os fracos não tem vez...
Calma, eu não represento um perigo para a sociedade (onde é que vende dessas garrafas de oxigênio mesmo?).
Eu assumo, adoro filmes densos e que fazem o coração ficar apertado com medo da sociedade de consumo (com exceção de The King, porque esse me deixou passando mal por 5 dias).

Está aqui na fila de filmes para serem vistos:

Gran Turino – Vi um pedacinho. É o Clint Eastwood mais uma vez no papel de Dirty Harry :D

Contatos Imediatos do Terceiro Grau – Clássico do Spielberg (Adoro rever filmes bons).

Contato de 4º Grau (The Fourth King) – A critica meteu o pau, mas tem a Milla Jovovich, então...

Serenity – Já vi também. SCI-FI de primeira e foi a primeira vez que vi a Summer Glau, que mesmo fazendo papel de monga se destaca na tela.

Era uma vez na América – É difícil imaginar que alguém vê um filme desses varias vezes, mas eu vi mais uma! :D (Doutor Jivago, também!)

Esse ano pelo jeito será um post por mês e olhe lá.
Tenho que deixar de ser pobre, comprar uma casa, um carro, um tablet, um Nexus One, ter uma conta nas ilhas Caiman... Ufa! Vai ser dureza. Mas irei pedir conselhos aos CEOs do Wallmart, Intel, Telemar, Telefonica e quem sabe a Lula, o filho do Brasil.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Eu voto no negão!

Se um dia pudesse escolher uma dessas celebridades do mundo business para trocar figurinhas, o Marc Andreessen seria o primeiro da fila.

No mundo dos que faturam bilhões, existem aqueles que só querem poder e carros fora de série. Claro, o Andreessen deve ter seus tacos de golf premiados, e casas lindas, mas ele não é só um empresário de sucesso, ele é um grande visionário.

Tão importante para o mundo da tecnologia como o Bill Gates ou o Steve Jobs - Que no fundo são só homens de negócios - O Marc, fundador do Netscape, formatou comercialmente a internet via browser que conhecemos.

Esse cara era presidente e mentor intelectual da melhor fase de vida da Silicon Graphics, e largou a empresa para se aventurar em outros projetos.

Ele não abre uma Startup, ele joga várias empresas no mercado simultaneamente.
Já ganhou bilhões com isso, mas é um “drogado”... Start.... Boom! Pronto, ele pula fora e já abre outras... Sua ultima aposta é a rede NING, que é simplesmente genial, eu até me cadastrei, mas já torro tempo demais com outras coisas.

O Blog dele é atualizado diariamente, muitas vezes chovem textos em um único dia... E sim, é ele mesmo que escreve. O cara é foda!

Seu ultimo texto fala sobre as eleições americanas e um encontro de uma hora e meia que teve com o então senador Barack Obama.

O cara deixa você intrigado, e finaliza seu texto com o espírito que só lideres verdadeiros possuem... Um verdadeiro incendiário de mentes, esse é o Marc Andreessen.






















Perguntas certas, respostas exatas!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Futuro da Competição

It’s (R)evolution Baby

Você tem entre 18 e 45 anos, já é uma figura online, lê seus e-mails diversas vezes por dia, usa alguns sites para trabalho, outros tantos para diversão e informação.

Você não percebeu, mas sua rotina é igual à de milhões de pessoas pelo mundo, e isso criou uma grande feira global. São infinitos profissionais e desocupados virtuais, cada um criando uma forma de experiência pessoal com a internet.

Se você é uma pessoa de negócios, pensaria no que está acontecendo hoje ou daria aos seus produtos a cara e conceito de uma geração que está por vir?

Considerando que uma geração quer dizer 30 anos, esse parâmetro não deve ser levado em consideração por muitos, já que a preocupação é com o curto prazo. Mas se você olhar o presente e o passado, notará que o ciclo de gestação e amadurecimento de produtos voltados a internet tem um ciclo de 3 a 5 anos, e pode virar uma febre mundial em menos de 24 horas após ser lançado no mundo conectado.

Voltando ao tema "negócio" - É insano imaginar como o mercado pode reagir a algo com um período de crescimento tão curto, mas existe sim gente estudando esses fenômenos.

Porém, alguns não ficam só pensando, e agem, criando fortunas.
Outros fazem uma revolução ao estudar esses casos de sucesso explosivo.

E onde tudo isso começa?
Em algo chamado "Inovação!"


Inovação, da concepção ao colaboracionismo

Inovar não é só criar um produto ou conceito, é conseguir tornar uma idéia algo que seja compartilhado por diversos consumidores. Isso já existe desde que a publicidade nasceu. Mas rompemos todas as barreiras, mudamos os conceitos de como se compra.
Hoje queremos ter influência sobre o produto, queremos criar o nosso próprio diferencial e ter aquele produto de massa com nossa personalidade.

O cientista C.K. Prahalad em seu livro “O futuro da Competição” descreve seus estudos sobre empresas que aceitaram dividir com seus clientes, parceiros e colaboradores o dever de criar um valor para determinado produto. Já faz algum tempo que os princípios da formação de preço de um produto mudaram de custo+lucro para custo+valor agregado+lucro. O curioso é observar empresas que ainda não aprenderam sobre isso e as que dizem estar preocupadas com essa interação.

Já notou que grande parte das empresas se baseiam em “receitas de bolo?”
As apresentações dessas companhias são exatamente iguais. Os famosos valores, missão e visão do futuro não passam de cópias umas das outras. Afinal, será que grande parte do mercado acha que o mundo é idiota?

Pode ser mais fácil seguir a manada, mas aqueles que se destacaram no mundo dos negócios sempre foram os que investiram em diferencias e produtos revolucionários.
Hoje dificilmente você terá uma idéia brilhante que alguém jamais pensou. A corrida do ouro parece que nunca irá acabar. Sempre existirão os aventureiros, mas poucos deles conseguem achar a pepita reluzente.
C.K. Prahalad concedeu uma entrevista a revista Exame, nela ele fala de competição e colaboração, coisas muito simples, mas que a velha guarda do empresariado engessado teima em fechar os olhos. Note que as exceções são as empresas que se tornam destaque, lembrou de alguma?


O homem ou o negócio?

É errado achar que uma empresa tem seu sucesso baseado na administração de um Super-CEO. Claro que homens de negócios como Bill Gates ou Steve Jobs além de serem imãs para os holofotes são bons administradores. Mas a historia já provou que o foco tem que estar no negócio e não em cadeiras e títulos pomposos. Acreditar que o sucesso pessoal deve estar acima da empresa é prova que seu pior inimigo está ganhando, o ego.

O tempo dos super-presidentes parece que acabou. Agora são as mentes e idéias que geram riquezas. Enquanto as gravadoras brigavam para proibir as trocas de MP3 pela internet, um mundo de negócios muito maior que o de CDs de áudio emergiu. Hoje você pode transportar mais de 200 músicas (mais de 15 CDs) em um Pendrive de 1GB. Pode levar essa discografia completa para ouvir no seu carro, aparelho de som do quarto ou na casa de um amigo. Com o mesmo Pendrive que custa menos de R$ 50,00 é possível armazenar Podcasts de reportagens ou treinamentos e ouvir onde lhe for conveniente.

Provavelmente tudo isso aconteceria sem a influência de Shawn Fanning criador do Napster e de seus sucessores Janus Friis e Niklas Zennström criadores do KaZaA. O que esses jovens senhores fizeram foi chegar na frente. Eles não inventaram o MP3, mas tornaram a distribuição global desse tipo de arquivo algo fácil e divertido. Criaram um bilionário mercado com a simples regra: Programas de graça, dialogo com os usuários e muita vontade de inovar.

Friis e Zennström se mostram como a nova onda. Depois do KaZaA criaram o Skype, mais uma revolução global que eles usaram novamente tecnologia disponível no mercado e de livre acesso. Em 2005 o Skype foi vendido a eBay por US$ 2.6 bi. Depois de colocar de cabeça para baixo os mercado de música e telefonia, os dois mais bem sucedidos visionários da historia resolveram atacar um dos maiores mercados do mundo, as emissoras de TV. O Joost começou seu desenvolvimento em 2006 e já tem mais de 100 canais que podem ser visto de graça em qualquer parte do mundo direto da internet. Em 6 anos 3 empreendimentos totalmente grátis para o usuário, um ciclo de novas experiências e colaboração global, além de uma legião de fãs torcendo para o negócio dar certo. O que mais impressiona é como as teorias do Prof. Prahalad se encaixam perfeitamente com a filosofia desses dois homens de negócios.


A velocidade do ciclo

Cada vez mais o hardware é descartável, ou você ainda não notou quanto tempo dura um celular?
O termo multimídia passou a ter um verdadeiro valor. Vamos imaginar hoje um serviço que só rode em uma plataforma ou formato, como os jornais em papel ou lojas sem sites (ou com sites pobres e esquecidos como um panfleto sujo jogado ao chão). Os tradicionais jornais estão fechando as portas mundo a fora, dando lugar a publicações online com atualização em tempo real, afinal, a noticia hoje é feita na hora, graças a internet, câmeras digitais e a compressão de áudio e vídeo. Lojas gigantescas como a Best Buy fecharam várias filiais e estão fechando outras. Hoje, a maior loja de produtos eletrônicos e relacionados à informática chama-se Newegg, e ela não tem nenhuma loja de tijolo.

No site da Newegg como no da Amazon, os clientes podem trocar experiência relatando suas opiniões sobre os produtos. No passado um comerciante não aceitaria um cliente xingando um produto para um grupo de compradores, hoje a informação é aberta, e o lojista fica sabendo da opinião e índice de satisfação de cada produto.

No mundo conectado as empresas terão que entender o que é multimídia. Os usuários estão cada vez mais ligados a várias interfaces de comunicação como celulares, internet, TV Digital, PDAs e dispositivos integrados como tocadores de MP3 e sistemas de navegação por satélite (GPS).
O site mais acessado do mundo, o Google, pode ser usado em PDAs, Browsers, celulares e acredite, até por fax ou telefone convencional.

Muitos estão olhando para essas mudanças e escolhendo sua parte da pizza. Mas como fala Thomas L. Friedman em “O mundo é Plano”, isso tudo é só o início da revolução que está por vir. Friedman tem 3 Prêmios Pulitzer na carreira e o Prahalad foi considerado pela revista Business Week "o mais influente pensador sobre estratégias corporativas dos dias atuais".

E eu, com a próxima revolução na gaveta a espera de um investidor!
Ei, você ai, me dá um dinheiro ai!


segunda-feira, 16 de julho de 2007

Samsung pega a AMD


Não vamos tratar esse assunto como “notícia”, isso veio do The Inquirer, que muitas vezes sai na frente, mas na mesma proporção é só fofoca tecnológica.

Não existe fusão no mercado que mais faça sentido, inclusive falei isso quando começaram essas histórias que a AMD precisava de um salvador.

A Samsung não mataria a AMD, como a Renault não matou a Nissan nem a Sony os estúdios de Hollywood que ela comprou.

A Samsung é uma forte fornecedora de parafernálias domesticas como TVs, MP3 Players, DVD Players, Câmeras, Celulares, etc. Nada mais forte que a tendência de convergência, coisa que a AMD apontou na hora que comprou a ATI. A idéia é ter um processador com funções de gráficos e multimídia. Isso ainda vai levar algum tempo, mas nada no mundo hoje deixa os hard investidores mais loucos... Todos querem ser o próximo a tomar o titulo do Steve Jobs, lançando alguma tranqueira modernosa.

Se realmente a Samsung tomar o controle da AMD, poderemos estar diante do ponto de partida da bolha 2.0, onde veremos novas festinhas de gastanças bilionárias e homens brigando pelo domínio do universo. Isso poderia ter ocorrido com a compra do Yahoo pela Microsoft, mas como todos sabem, isso foi só mais um boato (que até eu cai :P).

A AMD realmente precisa de fôlego para crescer. Com a Samsung fabricando maior parte dos componentes que integram um PC, veremos os preços e soluções de computação domestica diminuírem.

Quem viver, verá!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Microsoft compra Yahoo


O título pode ser espalhafatoso, mas pode estar estampado nos jornais internéticos amanhã. Rolou a boataria hoje de que a empresa de tio Bill compraria pela bagatela de US$ 50 bi o famoso e pioneiro Yahoo!.

O boato tem boas chances de ser verdadeiro, e como o mercado é uma Maria vai com as outras, os papeis do Yahoo subiram hoje igual a pau de tarado solto em convento.

Gosto de fazer previsões, e todo esse barulho estava na minha list de tormentas que acontecerão até 2010, onde deveremos ter o início ou quem sabe o pico da WEB 2.0, a nova bolha.

Em 2010 o mundo comprará rios de Videogames, tranqueiras gedgeticas, e os homens que soltam papel verde na privada irão cuspir avalanches de dinheiro no novo velho mundo digital.

E o que você ganha com isso?
Mais coisas para comprar, mais tempo sem dormir, mais fastfoods gringos nos bairros classe média e mais trabalho nas costas.

Mas que alguns sairão desse ciclo milionários, sairão, sairão sim!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

AMD x INTEL - Fake publicity

Mais uma vez a boataria sobre a queda das ações, join ventures, aquisição e o diabo a quatro.
O que me deixa impressionado mesmo é que as noticia INTEL x AMD sempre rendem ibope... Aqui e lá fora.

O maior inimigo da AMD não é a INTEL, é a "publicidade" dos meios de comunicação.
Tem blogs e sites financeiros de um homem só que tentam disfarçar, mas é obvio o direcionamento para INTEL: AMD's Red-Sky Morning

Como pode um analista só ver pontos negativos em uma empresa?
Será que a AMD é tão ruim e mal administrada assim?

Infelizmente para a grande maioria os lobbies sempre ganham, e empresas que eram incríveis sumiram, como Compaq, Silicon Graphics, Netscape e Digital.

No caso de uma join venture unir a AMD com outra grande empresa, isso sim vai ser o começo do fim... Mas a Apple foi salva pelo Bill Gates, alguém lembra disso? Lembram da humilhação do Steve Jobs?
Porque será que a Apple sobreviveu?
(Tio Bill não é santo. Se a Apple tivesse fechado naquela época a Microsoft hoje seria no máximo 1/3 do que é)

Só vejo duas empresas que teriam perfil para unir-se ou comprar a AMD, a IBM ou Sun Microsystems. Em qualquer das opções nos (consumidores) saímos perdendo.
A IBM sugaria toda a tecnologia da AMD e depois largaria o zumbi cadavérico em qualquer esquina.
A SUN seria pior ainda, além de fazer o mesmo que a IBM, faria um acordo com a INTEL e triplicaria o preço das CPUs, reduzindo drasticamente a evolução acelerada (menos investimento em pesquisas).

A INTEL é a empresa mais importante na historia do hardware para PCs, porém ela deixou de ser criativa a muito tempo.

Toda a evolução da tecnologia de microcomputadores se deve a empresas que já morreram ou a IBM e a SUN. Nos últimos 10 anos quem produziu coisas legais? INTEL? o que? BTX? RAMBUS?

Quem obrigou o mercado a pensar em 64bits foi a AMD, quem criou um mercado de hardware para mp3 foi a Apple, quem jogou velocidade nos gráficos foram Nvidia e ATI.
A INTEL só fez CPUs mais rápidas. A única evolução que ela tem na manga é o Wimax, que deve levar mais 10 anos para se tornar realidade (A culpa é das operadoras de telecomunicações).

Precisamos da INTEL, mas precisamos muito mais da AMD.















“O homem racional adapta-se ao mundo, o irracional persiste em adaptar o mundo a si. Portanto, todo o progresso depende do homem irracional”. – Bernard Shaw.


Hummmm... Já tinha terminado meu pensamento... ai veio mais um:
- E se a Apple comprasse a AMD?