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domingo, 16 de dezembro de 2012
Só restarão 5 empresas no mundo. Será?
Queria escrever um livro sobre a culpa de políticos (lideres) e pessoas poderosas (bilionários) sobre a tragédia que eles causam para 80% das pessoas do mundo.
Mas ai vejo que essa luta por poder é cíclica e que as pessoas são facilmente corrompíveis.
Ninguém mais se preocupa em deixar um legado. É apenas viver intensamente e pronto.
O grande problema é que um individuo raramente chega aos 80 anos.
A industria farmacêutica prega que com os avanços chegaremos aos 120 anos, mas só quem consegue isso são as raras exceções e ainda assim, são pessoas que não tomam remédios ou comem lixo industrializado.
Você irá morrer até os 80 anos. Seus filhos crescerão em creches e comerão muitos Big Macs. Serão gordos, sem saúde e trabalharão para deixar alguns poucos ricos.
Mas seu sonho é ser um desses poucos ricos.
Irá passear de helicóptero, terá mil prazeres hedônicos e gastará boa parte do seu tempo administrando sua fortuna e tentando se livrar dos competidores e inimigos.
E se você sonha em uma continuidade, seus filhos que cresceram em creches ou em escolas ricas na Suíça, irão dilapidar sua fortuna rapidamente após sua morte.
E se você está livre dessas pressões, deve estar procurando o sentido da vida, ou descobriu que ela não tem sentido e tá domando seus medicamentos para depressão (Olha a industria ai novamente).
Tanto conhecimento, tanto poder, tanta inovação e tecnologia... Tudo isso para você correr mais, ganhar mais, ter mais... E morrer no final.
Produzir algo em grupo, consumir racionalmente e amar de verdade, poderia ser uma saída. Mas amanhã, os 80% que você faz parte, irão deixar seus filhos na creche.
E se você está na camada dos 20% VIPs, irá acordar, e pensar em novas formas de derrotar seus concorrentes, subir o valor das ações e sonhar com o dia que irá sair desse ciclo.
Existe uma tese que no mundo só restarão 5 empresas.
Até outro dia eu acreditava nisso, ai percebi que esse biossistema é auto-destrutível, como um câncer, onde células duelam matando umas as outras, sem perceber que independente de quem ganhe a guerra, todos já são perdedores.
Essa verborragia ai veio na cabeça depois de ver Green Zone.
http://mubi.com/films/green-zone
E sobre a minha mudança de opinião sobre as 5 empresas que (não) sobrarão:
http://www.huffingtonpost.com/2012/06/21/five-major-companies-in-d_n_1615222.html
A imagem acima representa bem a espirito daqueles que sonham com o domínio e poder:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouroboros
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Like Starlight Into Day (Como a Luz da Estrela no Dia)
E foi num sábado a tarde, em uma praia gélida, que eu lembrei de sonhos passados.
E eu estava ali, sem você, sem o sonho. Só o frio.
Olhar para o horizonte trás uma certa esperança, um certo conforto...
Nada é atingível nesse mundo.
Estou na praia que sonhava, mas essa areia era apenas coadjuvante dos sonhos quentes e estrelados.
Mas o horizonte está ali, ainda existe a esperança de alcança-lo.
Mas é só o horizonte.
Like Starlight Into Day
You say your time is over
You seek but never find
And the cold wind on your shoulder
A storm inside your mind
You say you're tired of waiting
You're weak and so ashamed
And your faith is finally fading
Like starlight into day...
So you throw yourself away
No more time for waiting
So you throw yourself away
You threw yourself away
You threw yourself away
...
E eu estava ali, sem você, sem o sonho. Só o frio.
Olhar para o horizonte trás uma certa esperança, um certo conforto...
Nada é atingível nesse mundo.
Estou na praia que sonhava, mas essa areia era apenas coadjuvante dos sonhos quentes e estrelados.
Mas o horizonte está ali, ainda existe a esperança de alcança-lo.
Mas é só o horizonte.
Lagoinha - Florianópolis - SC
Like Starlight Into Day
You say your time is over
You seek but never find
And the cold wind on your shoulder
A storm inside your mind
You say you're tired of waiting
You're weak and so ashamed
And your faith is finally fading
Like starlight into day...
So you throw yourself away
No more time for waiting
So you throw yourself away
You threw yourself away
You threw yourself away
...
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
As externalidades de Belo Monte
Não tenho mais tempo para escrever longos textos (sorte dos poucos que ainda passam por aqui).
Mas um assunto essa semana me chamou a atenção e ainda estou tentando entender o que está acontecendo (especificamente, por que o Youtube está retirando os vídeos do "É a Gota D' Água +10").
Um movimento chamado chamado Gota D´Água, conseguiu reunir vários artistas da emissora mais odiada e amada do país, a Rede Globo é claro.
Os globais começam um vídeo em tom sarcástico, mas terminam dando uma aula oral para aqueles que não perdem tempo lendo noticias e contra-noticias. Entenda como contra-noticia um artigo escrito ou falado que rebata uma tese, ou seja, uma anti-tese.
A imprensa vem noticiando sobre a Hidroelétrica de Belo Monte há um bom tempo, mas temos que ser realista e entender que boa parte da nossa população está estasiada com os benefícios criados pelo crescimento econômico. A maior preocupação das pessoas é em comprar um carro porque não suportam o transporte público. Não leva mais que uma semana para perceberem que não suportam os engarrafamentos.
Não é novidade que a lógica humana é um prato cheio para o humor negro.
Muitos reclamam que os atores da Rede Globo poderiam fazer campanhas sobre drogas, fumo ou a cachorrinha Bibi desaparecida a duas semanas. Adoram odiar qualquer coisa criada pela TV do Plin-Plin.
E são exatamente esses "Haters" que não perdem um capitulo de novela e votam em qualquer que seja o candidato escolhido pela emissora dos Marinho.
Eu gostei da propaganda contra a Hidroelétrica de Belo Monte. Vai gerar muito mais efeito que ouvir experts, tecnocratas ou ecologistas.
Infelizmente, ninguém irá contar na TV que nosso planeta não tem saída. Que a população não irá parar de crescer, que a Hyundai irá continuar vendendo milhares de carros e que a alternativa mais viável de energia para manter tudo funcionando e de forma mais limpa é a... adivinha... Energia Nuclear.
Belo Monte tem a visão errada de um século atrás, onde devemos explorar todos os recursos e povoar cada centímetro do planeta.
Assista o vídeo e leia algumas centenas de páginas sobre o assunto, veja os documentários sobre o tema, e forme sua opinião. Esqueça quem é da Globo, de esquerda ou de direita, todos vivemos no mesmo mundo, mesmo que ele seja diferente para os mais pobres e os mais ricos.
Se você leu até aqui, você é o cidadão mediano, tem poder de passar o conhecimento, tem grana para ir ao shopping e tem inteligencia suficiente para pelo menos começar a pensar sobre o futuro e sua responsabilidade mediana.
Em um debate com gente contra e a favor, terminei por encontrar um vídeo muito interessante para quem começou a ler Raj Patel (O Valor de Nada). É fácil identificar temas e termos usados pelo ativista inglês, e que no fundo, é um duelo dos pensamentos de Karl Marx e seu (teoricamente) rival antagônico Adam Smith.
O que importa para você, que não se importa com nada, é que a maioria sempre vence.
Nos últimos anos as grandes corporações passaram a se vestir de vovózinhas, escondendo seu apetite e grandes dentes. A verdade é que nem toda grande corporação é um monstro devorador de criancinhas, e que é natural que as coisas mudem e alguns fiquem insatisfeitos com isso.
Tenho visto ideias incríveis de empresas automobilísticas, como a Renault e seu carro social. A pequena Tesla e seus carros elétricos. O que realmente devemos aprender é, aprender.
Temos que esquecer não só o modelo ultra-capitalista de consumo voraz, mas mudar o modelo de politica partidária, onde para alguém ganhar, outro tem que perder. Temos que descobrir como usar o Crowdsourcing para ouvir todos, satisfazer todos e pensar em uma solução global. Sem capitalismo, socialismo ou comunismo, temos que reconstruir nosso mundo. Que se crie um novo nome para isso, mas que seja uma ferramenta que traga a paz e a conservação dos recursos naturais.
A História das Coisas
Se você gosta de ler, o debate começou aqui, no Google+
O vídeo acima foi indicação do +Luiz Tegedor em seu blog
Outro que deu boas dicas de textos e videos sobre o tema foi o +Igor Martins
Inclusive, esse abaixo:
Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Não esqueça de uma coisa chamada amor
There was a time
There was a place
But there was fear inside
A witty lie to save my face
The parachute of pride
To cross the line takes a tiny step
But will this spark cause the bridge to burn
My fear entwined with my regret
I'll be the path for safe return
So here we are
All just the same
But you will never know
My secret plan
How close we came
To share another role
I haven't lost my only chance
To tell you how I feel inside
Is it just me
I'd like to know
Or are we all just a little blind?
There's a thing called love
That we all forget
And it's a wasted love
That we all regret
You live your life just once
So don't forget about a thing called love
Don't forget, forget about a thing called love
There's a thing called love
That we all forget
And it's a wasted love
That we all regret
You live your life just once
So don't forget about a thing called love
Don't forget, forget about a thing called love
A versão mais dançante é essa aqui:
Mas eu prefiro a original... Entendeu porque Trance é musica para quem tem coração?
.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Steve Jobs 1955 - 2011
"Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E ainda a morte é o destino que todos compartilhamos.# Steve Jobs, Stanford discurso de formatura, junho de 2005
Ninguém jamais escapou dela. E isso é como deveria ser, porque a morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida. É o agente de mudança da Vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo.
Agora o novo são vocês, mas algum dia não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas é bem verdade. "Seu tempo é limitado, portanto não o desperdicem vivendo a vida de alguém.
Não caia na armadilha do dogma - que é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante, ter a coragem de seguir seu coração e intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o resto é secundário."
Belo trabalho Steve, belo trabalho!
Se quiser ver o discurso na integra e com legendas, aqui.
-
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Dinheiro! Dinheiro! Dinheiro!
Imagem do Trey Ratcliff, um cara que pensa diferente...
Recentemente um imbecil vazou na Internet a foto do Steve Jobs decadente e tão magro quanto uma criança esfomeada da Africa. Ética é a palavra que mais escutei nos últimos 10 anos, e me parece ser tão bem usada para o lucro pessoal ou empresarial quanto as palavras: ecologia, auto-sustentável e biocombustíveis (entre outras dezenas de clichês). O mais curioso é que o Jobs ostentava um sorriso inimaginável. Porque será que ele sorria? Por que será que alguns só descobrem o quanto é bela a vida no final dela?
Particularmente acredito que o Steve Jobs com toda a sua arrogância e grosseria conhecidas (do passado) acordou!
Sim, ele furou a fila do transplante para conseguir um novo fígado. Isso é totalmente sem ética. Mas o que você faria para salvar sua própria vida?
O mais curioso, é que pessoas como o Jobs sempre surpreende no fim. Não irei me assustar se anunciarem após sua morte que ele fez parte de alguns projetos sociais, doando ou influenciando soluções para consertar erros que ele mesmo ajudou a produzir.
Uma das músicas do Manic Street Preachers, tem um vídeo (não original) que nunca tive paciência de ver, já que me parecia muito apelativo e obra de mais um sujeito sem bom senso. Até que hoje eu assisti por inteiro:
No final, existe a referencia ao Projeto Venus, uma utopia de um senhor chamado Jacques Fresco.
O vídeo a baixo mostra ele em 1974, sendo entrevistado por Larry King, que como todo "bom" apresentador de auditório, tenta ridicularizar o sujeito, que apesar de realmente ser maluco, mostra idéias e conceitos que sonhamos um dia ser realidade.
Isso inflige duas situações, temos que nos educar para aceitar pensamentos divergentes e ser racionais, coisa que com toda a inteligencia humana não funciona direito.
Que tal educar a inteligencia coletiva? Será que isso já não está acontecendo e nem percebemos?
Será que toda essa extrema liberdade que temos hoje, e os problemas gerados por isso não estará sendo o cimento da base de um futuro melhor?
Ou será que somos somente tudo o que os filósofos e pensadores acham da raça humana, apenas seres hedônicos e egoístas?
As imagens do vídeo do Manic Street Preachers me lembraram de outra musica fantástica deles, que logo a baixo conto a historia...
Kevin Carter é o fotografo que ganhou o premio Pulitzer de 1994, por sua foto de uma criança faminta sendo espreitada por um urubu. Existem alguns versões sobre essa foto. Uma delas diz que o sujeito esperou por 20 minutos que o urubu abrisse as asas (e ele não abriu). Outra versão diz que ele fez a foto banhado em lágrimas (mas ficou mais preocupado em fazer a foto).
No mesmo ano de 1994 Kevin Carter se matou usando uma mangueira para levar o gás do escapamento do carro para dentro do veículo. Ele deixou uma carta:
"Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… Se eu tiver sorte, vou me juntar ao Ken*…"*Ken = Ken Oosterbroek, fotografo e amigo, morto por fogo amigo em 18 de abril de 1994.
"As melhores coisas da vida, não são coisas"
Sobre a ganancia humana, uma das historias mais interessantes é do rei Midas, que todos conhecem bem. O rei que recebeu a "dadiva" de que tudo o que tocasse se transformaria em ouro.
Não demorou para Midas perceber o problema que havia se metido. Baco, a mesma divindade que lhe atendeu o pedido, aceitou retirar o poder.
A parte da historia de Midas que poucos conhecem é sobre sua pena por discordar de uma decisão de Tmolo (Deus das Montanhas). Apolo puniu Midas colocando nele orelhas de burro. Constrangido, aquele que um dia foi o rei que em tudo que tocava virava ouro, conseguiu disfarçar suas orelhas com um turbante, mas seu cabeleireiro sabia do segredo, e não conseguia manter a boca calada, assim, cavou um buraco e gritou: "O Rei Midas tem orelhas de burro!"
Não funcionou, na terra onde o segredo foi escondido, nasceu um junco, e o vento fazia o som ecoar pelo reino: "O Rei Midas tem orelhas de burro!"
Além da historia de Midas, do Kevin Carter, e do Steve Jobs, muitos de nós deveriam prestar mais atenção em pessoas como o Jacques Fresco ou Raj Patel, que apesar de soarem como loucos alienados, podem nos ensinar muito, e criar um equilíbrio entre a alienação coletiva e os modelos de negócios que unicamente visam o lucro financeiro.
Um dos contos disseminados pela Internet (isso mesmo, correntes), atribuem autoria ao Alexandre Magno, como não conheci ele pessoalmente e não tem o telefone dele na lista, facebook ou G+ fica difícil saber se foi ele mesmo. Mas...
| Quando à beira da morte, Alexandre Magno (O Grande) convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos: 1º Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; 2º Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); 3º Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos. Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos,perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou: 1º Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte; 2º Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; 3º Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos. |
As vezes parece loucura querer mudar o mundo...
Mas já percebeu que ele sempre muda?
O problema é que você pode ser só inerte e passar a vida como observador, ou entrar no jogo. arriscar, ganhar, perder... Mas ter a certeza que viveu, contribuiu e distribuiu! É muito mais gostoso!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
The Way Back
Falar de um filme pode ser fácil. Falar sobre a vida é mais complexo. Descrever caminhos, alegrias, tristezas e problemas é algo que pode travar o fluxo de oxigénio que seu corpo tanto precisa, mas falar de fé, amor, compaixão e compreensão é algo que pode lhe despir e torna-lo frágil e desprotegido. Não existe melhor sensação do que falar o que vem de dentro, mesmo que suas muralhas se enfraqueçam e que seu coração corra o risco de fraquejar e virar alvo fácil.
Quando vi o trailer (no cinema) de Caminho da Liberdade (The Way Back), fiquei sem folego.
Sou apaixonado por paissagens colossais e de horizontes infinitos. Lugares onde você se sente tão pequeno que o barrulho do vento parece conversar com o seu intimo, lhe perguntando se você consegue compreender o quão magnifico é a vida.
O filme tem o titulo no Brasil destonante e fora do contexto, onde a tradução ao pé da letra ficaria muito mais propício (O Caminho de Volta). A saga de fugitivos que atravessam 6.500 quilómetros das regiões mais inóspitas do planeta, crusando a Sibéria até chegar no Tibet, fugindo dos russos com seu regime comunista e proibidos de pisar na Polónia, dominada por Hitler.
O filme me lembrou dos conflitos atuais. Em 2005 na França. Desde 2010 na Grécia e a uma semana na Inglaterra. O que está acontecendo com esses países civilizados e outrora ricos?
O mundo vive um momento de relativa paz, com pequenas guerras nas já tradicionais zonas de conflitos, como o Oriente Médio e África, eles sempre estiveram em guerras.
Muitos irão dizer que essas regiões vivem em derramamento de sangue desde sempre graças as disputas religiosas e suas culturas machistas e violentas.
A verdade é que o ocidente imprimiu a força a cultura do unilateralismo, do cartão de credito e do ateísmo.
Assistindo ao filme, em determinado momento onde o grupo de expedicionários adentra um templo budista procurando proteção, vemos crânios e destruição. A personagem de Saoirse Ronan, Irena pergunta o que aconteceu ali. A resposta:
- O mesmo que aconteceu com nossas igrejas e templos.
Para quem não sabe, Hitler e Stalin saquearam e destruíram, além de proibir, qualquer manifestação religiosa em todo seu domínio (eixo do mal - Alemanha, Itália e Japão).
Estamos vivendo um momento onde a comunicação rápida e barata faz sons ecoarem sem filtros, e aqueles menos preparados terminam agindo como homens das cavernas, gritando e formando uma urbe cheia de ódio e rancor, e o mais curioso é que boa parte da motivação é nula. São jovens que se sentem inferiores por não morar em condomínios luxuosos ou não possuem a jaqueta da Adidas e uma corrente de prata no pescoço.
Já os mais felizardos, donos de carros conversíveis e mansões, se gabam de sua inteligência em fazer fortuna comprando e vendendo títulos de renda variável (ações). Eles esquecem que esse termo, “variável” faz parte da vida e do equilibriu da natureza.
Boa parte das pessoas hoje em dia tem uma visão negativa do futuro. Ou existem aqueles que estão unicamente preocupados com a manutenção do que já é seu, conquistado ou tomado.
Voltando ao filme...
Adoro diretores que sabem colocar-se isentos na historia. Peter Weir foi tão sutil em sua colocação sobre o espiritualismo e a destruição da força comunitária, que no momento que os personagens são acolhidos por tibetanos, temos a impressão que eles serão entregues as forças comunistas.
A pouco tempo atrás, assistindo a uma aula de história, sobre cultura, vi a professora afirmar veementemente a sua turma de alunos que religião não é cultura. Naquele momento vi uma educadora enterrar os últimos quatro ou cinco mil anos da humanidade.
O mais curioso é me ver partindo em defesa de crenças que eu mesmo tenho dúvidas. Porém, me vejo feliz em ter um mundo inteiro lutando por liberdade, brigando inclusive por coisas que para pessoas da minha geração não são fáceis de aceitar, como a liberdade sexual feminina, casamento homossexual e por ai vai...
Da mesma forma que o Nazismo prometia riquezas para os que o apoiassem, vejo hoje o populismo tomando conta do mundo. Hitler (tentava) destruir culturas com fogo, hoje a cultura é destruida por ridicularização ou proibição legal. Nos EUA em cidades interioranas um muçulmano não se sente “a vontade” em expor sua ideologia. Na França garotas são proibidas de usar lenços na cabeça.
Passei muito tempo falando que estava cansado de lutar contra os erros do mundo atual. E o mais curioso, é que realmente desisti de salvar o mundo, e isso foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.
Agora estou preocupado em universos menores, coisas bem menores e tentando ajudar a quem realmente precisa e quer.
Posso olhar para o sul e ver tudo que não quero ver, ou posso mirar ao norte, fechar um angulo até ficar muito estreito, e definir que esse é meu caminho.
Como no filme, eu sei muito bem o que é lutar pela vida, ver paisagens gigantescas, se sentir pequeno e respirar o ar que ao sair expurga as sobras, o que não nos serve.
Divida sua água, acredite nas pessoas e continue andando, a vida só termina quando você fechar os olhos para sempre, e preste atenção, você os fecha todos os dias, e nunca saberá qual é a ultima vez.
Quando vi o trailer (no cinema) de Caminho da Liberdade (The Way Back), fiquei sem folego.
Sou apaixonado por paissagens colossais e de horizontes infinitos. Lugares onde você se sente tão pequeno que o barrulho do vento parece conversar com o seu intimo, lhe perguntando se você consegue compreender o quão magnifico é a vida.
O filme tem o titulo no Brasil destonante e fora do contexto, onde a tradução ao pé da letra ficaria muito mais propício (O Caminho de Volta). A saga de fugitivos que atravessam 6.500 quilómetros das regiões mais inóspitas do planeta, crusando a Sibéria até chegar no Tibet, fugindo dos russos com seu regime comunista e proibidos de pisar na Polónia, dominada por Hitler.
O filme me lembrou dos conflitos atuais. Em 2005 na França. Desde 2010 na Grécia e a uma semana na Inglaterra. O que está acontecendo com esses países civilizados e outrora ricos?
O mundo vive um momento de relativa paz, com pequenas guerras nas já tradicionais zonas de conflitos, como o Oriente Médio e África, eles sempre estiveram em guerras.
Muitos irão dizer que essas regiões vivem em derramamento de sangue desde sempre graças as disputas religiosas e suas culturas machistas e violentas.
A verdade é que o ocidente imprimiu a força a cultura do unilateralismo, do cartão de credito e do ateísmo.
Assistindo ao filme, em determinado momento onde o grupo de expedicionários adentra um templo budista procurando proteção, vemos crânios e destruição. A personagem de Saoirse Ronan, Irena pergunta o que aconteceu ali. A resposta:
- O mesmo que aconteceu com nossas igrejas e templos.
Para quem não sabe, Hitler e Stalin saquearam e destruíram, além de proibir, qualquer manifestação religiosa em todo seu domínio (eixo do mal - Alemanha, Itália e Japão).
Estamos vivendo um momento onde a comunicação rápida e barata faz sons ecoarem sem filtros, e aqueles menos preparados terminam agindo como homens das cavernas, gritando e formando uma urbe cheia de ódio e rancor, e o mais curioso é que boa parte da motivação é nula. São jovens que se sentem inferiores por não morar em condomínios luxuosos ou não possuem a jaqueta da Adidas e uma corrente de prata no pescoço.
Já os mais felizardos, donos de carros conversíveis e mansões, se gabam de sua inteligência em fazer fortuna comprando e vendendo títulos de renda variável (ações). Eles esquecem que esse termo, “variável” faz parte da vida e do equilibriu da natureza.
Boa parte das pessoas hoje em dia tem uma visão negativa do futuro. Ou existem aqueles que estão unicamente preocupados com a manutenção do que já é seu, conquistado ou tomado.
Voltando ao filme...
Adoro diretores que sabem colocar-se isentos na historia. Peter Weir foi tão sutil em sua colocação sobre o espiritualismo e a destruição da força comunitária, que no momento que os personagens são acolhidos por tibetanos, temos a impressão que eles serão entregues as forças comunistas.
A pouco tempo atrás, assistindo a uma aula de história, sobre cultura, vi a professora afirmar veementemente a sua turma de alunos que religião não é cultura. Naquele momento vi uma educadora enterrar os últimos quatro ou cinco mil anos da humanidade.
O mais curioso é me ver partindo em defesa de crenças que eu mesmo tenho dúvidas. Porém, me vejo feliz em ter um mundo inteiro lutando por liberdade, brigando inclusive por coisas que para pessoas da minha geração não são fáceis de aceitar, como a liberdade sexual feminina, casamento homossexual e por ai vai...
Da mesma forma que o Nazismo prometia riquezas para os que o apoiassem, vejo hoje o populismo tomando conta do mundo. Hitler (tentava) destruir culturas com fogo, hoje a cultura é destruida por ridicularização ou proibição legal. Nos EUA em cidades interioranas um muçulmano não se sente “a vontade” em expor sua ideologia. Na França garotas são proibidas de usar lenços na cabeça.
Passei muito tempo falando que estava cansado de lutar contra os erros do mundo atual. E o mais curioso, é que realmente desisti de salvar o mundo, e isso foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.
Agora estou preocupado em universos menores, coisas bem menores e tentando ajudar a quem realmente precisa e quer.
Posso olhar para o sul e ver tudo que não quero ver, ou posso mirar ao norte, fechar um angulo até ficar muito estreito, e definir que esse é meu caminho.
Como no filme, eu sei muito bem o que é lutar pela vida, ver paisagens gigantescas, se sentir pequeno e respirar o ar que ao sair expurga as sobras, o que não nos serve.
Divida sua água, acredite nas pessoas e continue andando, a vida só termina quando você fechar os olhos para sempre, e preste atenção, você os fecha todos os dias, e nunca saberá qual é a ultima vez.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Bonzinho só se dá bem!
Todos os dias (ou quase sempre) pela manhã ao me dirigir ao trabalho, uma música entra em loop no meu cérebro. Pode ser uma canção antiga, nova... Pauleira, dançante ou relax, mas é bom dia que dou a minha própria pessoa.
Não é difícil me flagrar estalando os dedos (mesmo sem saber fazer isso). Adoro respirar, ver as pessoas no ônibus, observar os trabalhadores que limpam as ruas, ver a infinidade de carros, ouvir os sons da conturbada cidade onde moro.
Nos últimos meses tenho vivido algo novo, um sentimento estranho para uma pessoa pragmática como eu, que por vezes pode até parecer frio. Estou falando do meu otimismo.
Matematicamente falando, costumo ver as coisas ao longo prazo. Sempre guio minha vida em espaços de 10 anos. Planejar e executar planos é algo que demanda muito tempo e paciência. Se você acertar, no máximo receberá um parabéns. Caso erre, e dependendo do erro, a punição pode ser destruidora.
Não estou alienado com as propagandas do Banco Santander, Coca-Cola ou Hyundai, sei que essas empresas visam o lucro, e somente isso. Porém, essa onda de bondade que se espalhou pelo mundo em forma de produtos e marcas, deixa espaço para que as pessoas voltem a pensar positivamente, queiram analisar os reais ganhos, e no lugar de sonhar com carros e aparelhos eletrônicos, podem pensar melhor sobre a vida e como é importante lembrar que somos finitos e que em um curtíssimo espaço de tempo morremos e pronto! Não levamos nossos sonhos materiais para lugar algum.
Não fiquei cego ou embriagado por uma paixão ou sonho de conquista, apenas vejo um futuro melhor. Onde uma nova crise financeira mundial talvez entoe os líderes a repensar como tudo funciona.
Curiosamente, é exatamente por não estar cego, que continuo vendo a violência e falta de respeito que tanto cresce no mundo.
Os muito jovens crescem sem parâmetros, já que não existe mais a instituição familiar. Mulheres e Homens são iguais, e ninguém parou para pensar em como essa igualdade é injusta, sendo exatamente o contrário do que toda a balela de liberdade prega. Vivemos em um mundo com tantas opções, tantos recursos, tanta comida e facilidades que terminamos em um ciclo vicioso de correr atrás do próprio rabo.
Hoje fico gordo porque comer é barato - mesmo que a qualidade do alimento seja suspeita. Amanhã pago por remédios para emagrecer, e esse ciclo esconde o que é realmente viver.
A belíssima música que tocava na minha cabeça ontem pela manhã, era "All the Word" do Fauxliage (Projeto paralelo da Leigh Nash e os integrantes do Delerium). E foi exatamente por ver essa música em um vídeo do seriado Dexter que resolvi escrever esse post...
Sendo bem sincero, acho que Dexter deve ser um excelente seriado. Mas só assisti a primeira temporada, e seu enredo é tão cruel, frio e deprimente, que preferi não ver a sequencia.
Dexter, um psicopata que na teoria do seriado age sobre controle, foi educado pelo seu pai a satisfazer seu desejo de matar eliminando bandidos e preservando os bons. O mais estranho é acompanhar a vida de um ser que não distingue certo e errado, ou pior ainda, não sabe o que é o amor, afeto ou vontade de preservar algo, algo vivo.
O meu positivismo está exatamente na visão que tenho do mundo, onde vejo todos os dias pessoas lutando para conquistar amores, sofrendo por esses e novamente por outros. Pessoas que ainda se chocam com a violência. Que querem construir uma família, criar filhos e ajudar aqueles que precisam. Vejo todos os dias pessoas que escolheram o caminho mais difícil, fazem o certo, são honestos(as) e trabalham muito para conseguir algo melhor, um mundo melhor. Dexter é só um personagem fictício, na vida real, a maioria só segue a manada, e se empresas hoje pregam o bem, o coletivo e a economia de recursos, uma hora tudo irá ficar mais claro e limpo...
| All The World - Fauxliage I´ll break you down I´ll take you down down Fill you with sadness Make your life madness I am having the hard time I am making you do the hard time too I am stuck in a bad way And I'm gonna make you pay for it Give me a mile I´ll take a hundred miles Such a mistake Sorry, you made I know you´re here I know you´re gone I never asked you to stay I am waking up, baby Now tell me Are you ok |
sábado, 21 de maio de 2011
Filmes para empreendedores e fracassados
Faço parte de algumas comunidades no Linkedin, a empresa estreou na bolsa de valores dos EUA essa semana.
O Linkedin pretendia vender suas ações a US$ 45,00, fechou o negócio em US$ 94,25.
Uma empresa que em 2010 valia US$ 243 milhões, passou a valer US$ 9 Bilhões.
Os próprios donos só achavam que ela valia US$ 4,5Bi.
Com essa jogada, algumas se tornaram milionários, e em algum momento, milhares perderão todo o dinheiro que investiram acreditando no lucro fácil.
A crise que aparentemente fez o mundo tremer em 2009, já parece ser passado. É o típico caso do sujeito recuperado de uma infecção intestinal que volta a comer o mesmo cachorro-quente, no mesmo lugar. Fácil prever o resultado, mas o camarada parece inebriado demais pelo sabor (ou vai ver, ele gosta de cagar).
Vários analistas já alertavam sobre a quebradeira financeira no início da década de 2000, e mesmo com a ruína de milhares de empresas com a bolha da Internet (naquela época), tudo parece se repetir, e mais uma vez, o lucro fácil e rápido fazem os olhos de vários investidores brilhar.
Foi no Linkedin, que hoje recebi a indicação de uma lista de filmes, que na teoria do mais puro capitalismo selvagem, são pérolas para instigar o espírito de conquista (e destruição).
Curiosamente já assisti quase todos esses filmes indicados, e a única coisa que eles tem em comum, é que o sucesso desses "fantásticos" ganhadores termina sem uma continuidade ou em falência.
A matéria indicada é de um blog de negócios, o mais puro clichê e toda aquela psicologia empresarial de auto-ajuda. Olha o título:
As pessoas teimam em acreditar em velhas receitas. Parece que as escolas ensinam algo que é irrefutável e que o mundo é imutável.
Se fosse assim, ainda estaríamos queimando bruxas, escravizando negros e linchando homossexuais, tudo com o consentimento da sábia sociedade.
Por outro lado, a liberdade e as regras impostas pela indústria, na busca do consumo e da competição, levaram a mesma sociedade que queimava gente na praça a deixar de se preocupar com quem é bruxa ou não, para desejar itens da moda, como TV, carro, jóias e mais recentemente, fama. E o movimento intelectual da auto-ajuda reza pela lei das regras competitivas mesmo que disfarçando com muito perfume e ouro toda a sujeira que envolve o mundo moderno baseado em disputa por poder e status.
A grande maioria da população, por mais que a educação tenha crescido no mundo, ainda é uma manada de bisontes, manipulados para correrem atrás de um líder ou pressionados por predadores. Irão sempre em uma direção escolhida por uma minoria, seguindo o animal mais velho ou fugindo dos caçadores. E é partindo dessa intrínseca constatação, que empresários, políticos e manipuladores escolhem o destino do mundo, e isso não vem dando certo ultimamente, vide a violência crescente no mundo, ou a falência econômica
de países até outrora ricos. E tudo isso sem precisar de uma longa guerra. A mentira e o credito falso se tornaram moedas nos últimos 30 anos e agora chegou a conta.
No lugar de você assistir os filmes sugeridos no link acima, e acordar amanhã cheio de idéias de como controlar a manada e retirar o máximo de lucro do trabalho escravista disfarçado de CLT, que tal seguir outra tendência, outra moda, a de ser engajado na defesa da natureza,
amor pelos clientes e funcionários, preocupação com o futuro e por ai vai?
Pode ser que isso dê mais trabalho, que você tenha que se constranger por beber um vinho de US$ 1 mil, ou pior ainda, se sentir vergonha por ter um carro de R$ 1 milhão, mas acredite, as empresas que mais estão ganhando com a moda do bem, são as que tentam praticar isso.
E se tudo é mentira, mais uma vez disfarçando a vontade voraz de alguns em serem poderosos, donos do universo e blah, blah, blah...
Não importa, o legal é que isso tudo guia a manada para um local mais seguro.
E te apresento três filmes capitalistas que podem sim, te dar idéias legais e trazer sorrisos para o mundo.
Agora, se seu negócio é só ganhar dinheiro, e ferre-se tudo, por favor, vai atrás de outro blog.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Economia & Negócios
Hoje (11/05) Vendo o programa Economia & Negócios da TV Record, ouvi uma frase que nunca esquecerei:
Não consegui descobrir o nome da executiva ou que empresa ela representava, mas o pouco que vi, me deixou bastante impressionado. O foco é criar produtos para a classe C, mas quando indagada sobre os produtos baratos, a moça saiu com outra:
Ela falava de um biscoito de R$ 0,90, que o cliente leva no bolso.
Ou seja, não existe realmente uma preocupação com o cliente, mas sim, como tirar o dinheiro que ele tem.
O programa Economia & Negócios apresenta durante essa semana uma sequência de entrevistas sobre business para a Classe C.
Outro dia, meu filho me interrogou sobre o motivo das propagandas da Coca-Cola serem voltadas as mães. A resposta é simples, são elas que vão ao supermercado.
Mas sendo sincero, adoro propagandas positivistas e que fazem brincadeiras com números. Até as de bancos querendo serem bonzinhos eu gosto. É muito mais legal ver gente lutando pelo bem.
Existem razões para acreditar
"O cliente entende muito mais do produto do que nós"
Não consegui descobrir o nome da executiva ou que empresa ela representava, mas o pouco que vi, me deixou bastante impressionado. O foco é criar produtos para a classe C, mas quando indagada sobre os produtos baratos, a moça saiu com outra:
"Nós estamos criando valor em um produto muito saboroso e portátil"
Ela falava de um biscoito de R$ 0,90, que o cliente leva no bolso.
Ou seja, não existe realmente uma preocupação com o cliente, mas sim, como tirar o dinheiro que ele tem.
O programa Economia & Negócios apresenta durante essa semana uma sequência de entrevistas sobre business para a Classe C.
Outro dia, meu filho me interrogou sobre o motivo das propagandas da Coca-Cola serem voltadas as mães. A resposta é simples, são elas que vão ao supermercado.
Mas sendo sincero, adoro propagandas positivistas e que fazem brincadeiras com números. Até as de bancos querendo serem bonzinhos eu gosto. É muito mais legal ver gente lutando pelo bem.
Existem razões para acreditar
domingo, 8 de maio de 2011
Mãe só tem uma... Mentira!
Eu tenho uma mãe. Não, você não entendeu... EU TENHO UMA MÃE!
E minha querida mãe pode não ser o modelo de mãe ideal para esses tempos modernos de pessoas que vivem de espelho, procurando ser o que aparece nas fotos das revistas ou nas novelas.
Eu tenho uma mãe...
Mãe daquelas do tempo que filho não crescia em creche, ou passam o dia sem contato com os pais, e crescem com o modelo educacional imposto por educadores da moda, gente que sequer tem filhos mas escrevem livros que viram Best Sellers.
Porém, o livro mais vendido até hoje sobre bebes é o “Vida de Bebê“ do Dr. Rinaldo De Lamare. Mães carinhosas e duronas que desejam cuidar de uma vida, já leram esse livro. Talvez minha queria mãe não o tenha lido, mas eu só tenho a agradecer por ter crescido em um ambiente cheio de problemas, conturbado e pobre.
Me tornei o durão mais coração mole da história, e para minha felicidade, não tive só uma unica mãe.
Estou indo nesse momento ser o cheff do rango do dia das mães na casa de Dona Edna, mas ligarei para minha outra mãe, Ana e ainda mandarei beijos e abraços para todas as outras mães que já tive e não estão mais por aqui nessa terra.
Temos várias mães e pais durante a vida, não custa nada você ir ali abraçar alguém que cuida de você.
Dona Edna, se prepare, vou quebrar umas 3 costelas suas hoje! :)
Ah! E como a vida sempre se renova, darei muitos cheiros na minha sobrinha mais nova, Theodora, a encantadora e linda filha da minha irmã Therezinha, que é a mãe mais bobona da terra.
Felicidades para todas as mães bobonas que ainda restam nesse mundo!
Hammock - Breathturn from David Altobelli on Vimeo.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Tudo pode ser melhor, mas você quer?
Todas as manhãs uma música toca no meu cérebro no caminho para o trabalho, acho que e uma reação as pessoas que vejo com seus headphones, fechadas naquele mundo particular.
É impossível não ficar pensando nas balelas que você escuta na imprensa. Hoje, por exemplo, no Bom Dia Brasil, um psiquiatra e umaestagiária psico-alguma-coisa traçaram o perfil do Wellington Menezes de Oliveira.
Somos só mais um dos países que imitam o modelo americano de ser. E você acha que esse tipo de coisa nunca aconteceria por aqui?
Você acredita que o cara fica pirado com bullyng, por rejeição ou por ser de uma camada social menosprezada?
Eu acredito, mas adivinha só... Você ai, tem problemas todos os dias, também já levou uns tapas na escola ou teve um pai ou mãe que te deram uns safanões... Já pensou se toda essa galera que anda de cabeça baixa, cresce sem amor próprio, não cria relações estáveis, não ama de verdade porque isso está fora de moda, faz da internet um album fotográfico de burrices adolescentes...
E ai? quantos seriais killers estamos criando?
Quer mudar isso?
Então deixe de sonhas com TVs de 50", carro zero, sapatos caros e jóias. Divida o que tem e lute por seus amigos, funcionários e parentes. Aceite a fé das pessoas. Aceite que no mundo sempre existirá uma camada marginalizada, simplesmente porque alguns querem viver na marginalidade...
Pois é meu amigo, esse mundo no modelo atual, não tem jeito...
É só esperar pelo próximo boom televisivo, ele irá ocorrer, e cada vez com mais frequência. Infelizmente.
Ah, a música matinal foi essa:
Pela letra, você irá notar que os irmãos Gallagher não são aconselhavéis para psicopatas...
É impossível não ficar pensando nas balelas que você escuta na imprensa. Hoje, por exemplo, no Bom Dia Brasil, um psiquiatra e uma
Somos só mais um dos países que imitam o modelo americano de ser. E você acha que esse tipo de coisa nunca aconteceria por aqui?
Você acredita que o cara fica pirado com bullyng, por rejeição ou por ser de uma camada social menosprezada?
Eu acredito, mas adivinha só... Você ai, tem problemas todos os dias, também já levou uns tapas na escola ou teve um pai ou mãe que te deram uns safanões... Já pensou se toda essa galera que anda de cabeça baixa, cresce sem amor próprio, não cria relações estáveis, não ama de verdade porque isso está fora de moda, faz da internet um album fotográfico de burrices adolescentes...
E ai? quantos seriais killers estamos criando?
Quer mudar isso?
Então deixe de sonhas com TVs de 50", carro zero, sapatos caros e jóias. Divida o que tem e lute por seus amigos, funcionários e parentes. Aceite a fé das pessoas. Aceite que no mundo sempre existirá uma camada marginalizada, simplesmente porque alguns querem viver na marginalidade...
Pois é meu amigo, esse mundo no modelo atual, não tem jeito...
É só esperar pelo próximo boom televisivo, ele irá ocorrer, e cada vez com mais frequência. Infelizmente.
Ah, a música matinal foi essa:
Pela letra, você irá notar que os irmãos Gallagher não são aconselhavéis para psicopatas...
terça-feira, 15 de março de 2011
Suave como uma bigorna atirada do Burj Dubai
Reza a lenda que o Morcheeba estará no HSBC em São Paulo dia 26 de março.
As mesmas profecias ditam que um sujeito de gosto musical estranho estará presente.
E se futucar mais um pouco, descobrem que ele irá comer (calma...) um sanduíche de 2 bilhões de calorias, dica do blog mais fantástico sobre baixa gastronomia: Baixa Gastronomia por Nenel
Agora... por que pohha nesse post eu vou colocar um clipe da Bjork, nem eu sei...
Mentira, claro que sei... Estava ouvindo a versão: Björk - Venus As A Boy - Anglo American Extention, que é fantástica, e se quiser ouvir, corre atrás do Grooveshark e vai na paz.
Mesmo que seja há 500 metros do palco... O olhar da Skye é capaz de levar o sujeito a outra dimensão, e a voz... a voz...
Nem lembro qual era a frase antiga do blog, mas essa atual é perfeita:
"O mundo não é perfeito, só às vezes..."
Nem queria, mas fazer o quê? :)
Ah, já estava esquecendo...
Falam muito sobre os conceitos freudianos, e que orientais sofrem com isso, compensando no tamanho dos prédios. O mesmo que os americanos fazem com os carros.
No infográfico fálico, os ingleses se deram mal.
E os recifenses, que não querem ficar para trás, podem não ter o maior (prédio) do mundo, mas a piroca gigante mas sádica do mundo, isso nem tenho dúvida, o Brennand gosta da coisa sofrida, olha ai pra você...
PS: Leitoras, se ficaram chocadas, tenham calma... Esse blog continua sendo de família, respeitador e incentivador dos bons costumes, como sempre.
PS2: Isso de leitoras eu apredi com o Rodolpho do Não Posso Evitar, um ótimo blog para quem gosta de ler sobre psicologia e negócios, além do humor do cara que sempre cospe umas verdades que poucos gostam de ouvir.
PS3: Eu queria ter tempo de fazer um post sobre "Twitter x Google Buzz", outro sobre "dicas para turistas otários que visitam praias badaladas" e pagam para comer algo com recheio de salmonela. Outro sobre o "tubarão baleia de Recife" que em breve será visto de perto (tão perto que irei toca-lo). Outro post sobre a "febre dos sites de compra coletivas" x Herbalife x Amway x Produtos Francisco Alves. Ainda queria falar sobre a mega furada da Intel que vai fazer um recall de milhões de placas mães... Mas eu preferi fazer esse post de hoje, que é uma homenagem aos japoneses que sofrem com terremotos, tisunamis e contaminação nuclear... Os japas, e o povo do oriente médio vivem sofrendo com essas piadas já velhas... E tá ai, o (prédio) deles balança mas não cai. Já os dubaínos (como pohha chama-se quem mora em Dubai?) fariam até Freud dizer: -Nôooossaaaa! Que Enorrrmmmeeee! (Voz do Seu Peru)(Não seu idiota, Seu Peru é o personagem da Escolinha do Professor Raimundo).
Como diria o grande filosofo Joslei Cardinot: "Acabou essa porcaria!"
As mesmas profecias ditam que um sujeito de gosto musical estranho estará presente.
E se futucar mais um pouco, descobrem que ele irá comer (calma...) um sanduíche de 2 bilhões de calorias, dica do blog mais fantástico sobre baixa gastronomia: Baixa Gastronomia por Nenel
Agora... por que pohha nesse post eu vou colocar um clipe da Bjork, nem eu sei...
Mentira, claro que sei... Estava ouvindo a versão: Björk - Venus As A Boy - Anglo American Extention, que é fantástica, e se quiser ouvir, corre atrás do Grooveshark e vai na paz.
Mesmo que seja há 500 metros do palco... O olhar da Skye é capaz de levar o sujeito a outra dimensão, e a voz... a voz...
Nem lembro qual era a frase antiga do blog, mas essa atual é perfeita:
"O mundo não é perfeito, só às vezes..."
Nem queria, mas fazer o quê? :)
Ah, já estava esquecendo...
Falam muito sobre os conceitos freudianos, e que orientais sofrem com isso, compensando no tamanho dos prédios. O mesmo que os americanos fazem com os carros.
No infográfico fálico, os ingleses se deram mal.
E os recifenses, que não querem ficar para trás, podem não ter o maior (prédio) do mundo, mas a piroca gigante mas sádica do mundo, isso nem tenho dúvida, o Brennand gosta da coisa sofrida, olha ai pra você...
PS: Leitoras, se ficaram chocadas, tenham calma... Esse blog continua sendo de família, respeitador e incentivador dos bons costumes, como sempre.
PS2: Isso de leitoras eu apredi com o Rodolpho do Não Posso Evitar, um ótimo blog para quem gosta de ler sobre psicologia e negócios, além do humor do cara que sempre cospe umas verdades que poucos gostam de ouvir.
PS3: Eu queria ter tempo de fazer um post sobre "Twitter x Google Buzz", outro sobre "dicas para turistas otários que visitam praias badaladas" e pagam para comer algo com recheio de salmonela. Outro sobre o "tubarão baleia de Recife" que em breve será visto de perto (tão perto que irei toca-lo). Outro post sobre a "febre dos sites de compra coletivas" x Herbalife x Amway x Produtos Francisco Alves. Ainda queria falar sobre a mega furada da Intel que vai fazer um recall de milhões de placas mães... Mas eu preferi fazer esse post de hoje, que é uma homenagem aos japoneses que sofrem com terremotos, tisunamis e contaminação nuclear... Os japas, e o povo do oriente médio vivem sofrendo com essas piadas já velhas... E tá ai, o (prédio) deles balança mas não cai. Já os dubaínos (como pohha chama-se quem mora em Dubai?) fariam até Freud dizer: -Nôooossaaaa! Que Enorrrmmmeeee! (Voz do Seu Peru)(Não seu idiota, Seu Peru é o personagem da Escolinha do Professor Raimundo).
Como diria o grande filosofo Joslei Cardinot: "Acabou essa porcaria!"
quinta-feira, 10 de março de 2011
Aleluia :)
Tem coincidências que geram até medo...
Um dos clipes mais bregas, e que eu procuro há mais de 15 anos, sem lembrar o nome do cantor e da música, acabou de ser retirado do baú.
Tô passando no corredor (no trabalho) e escuto a voz do sujeito nas caixas de som... WoW!
Corro para o PC da telefonista, e a música era Save Me Now... O negão dono da voz é o Andru Donalds.
E o clipe podre de brega que eu precisava relembrar é esse:
Andru Donalds - Michelle
E pela primeira vez na história, DEIXEI, uma música se associar a uma garota...
Renatinha, essa é sua (e minha)... Nem quero ver a letra da música do Andru Donalds para não me assustar mais ainda :)
;-)
Um dos clipes mais bregas, e que eu procuro há mais de 15 anos, sem lembrar o nome do cantor e da música, acabou de ser retirado do baú.
Tô passando no corredor (no trabalho) e escuto a voz do sujeito nas caixas de som... WoW!
Corro para o PC da telefonista, e a música era Save Me Now... O negão dono da voz é o Andru Donalds.
E o clipe podre de brega que eu precisava relembrar é esse:
Andru Donalds - Michelle
E pela primeira vez na história, DEIXEI, uma música se associar a uma garota...
Renatinha, essa é sua (e minha)... Nem quero ver a letra da música do Andru Donalds para não me assustar mais ainda :)
| Love Affair - Olive When you find someone to make your dream They respond with loving care His reluctance to contrive his life Her apparent debonair In the wake of what she called her right Here was something they could share His belief that he was on her side Her illicit love affair Long lost love affair You're not so strange What you have spared for them Needed to change Should always have to change Always have to change When their love was all but lost at sea Quite unable to be seen In the depths of their subconscious minds There was something evergreen If you wipe away her tears you'll find Bitter sweet humility It's the backbone of his dignity What it took to make her see Long lost love affair You're not so strange What you have spared for them Needed to change Long lost love affair You're not so strange What you have spared for them Needed to change Always have to change Should always have to change Always have to change Should always have to change |
;-)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ciclistas x Motoristas
Faz tempo que quero falar sobre a loucura coletiva (mais uma delas), que é ter um carro.
Eu já me conformei em saber que 90% das pessoas são idiotas, votam em corruptos, assistem programas televisivos para seres de QI abaixo de 30, etc...
Mas uma das coisas que mais me impressionam atualmente é o numero de carros nas ruas.
Aqui em Recife em alguns bairros, ruas estreitas que são ladeadas por condomínios se transformaram em estacionamentos que lembram os parques das indústrias automotivas. O pedestre que já tinha que se livrar dos buracos e barracas das calçadas, agora tem que caminhar no meio da rua.
O sonho de consumo de 10 em cada 8 brasileiros é um carro. Pouco importa se ele irá ficar 3 a 4 horas por dia dentro dessa lata, trancado em engarrafamentos. Pouco importa o custo do combustível e manutenção do veiculo. Se o cidadão já vai se lascar em 60 parcelas, para que se preocupar com o custo de seguro, ipva, emplacamento, troca de óleo e pequenos acidentes que custam 1/5 do valor do carro para serem consertados. Um carro é um símbolo de poder e status, e cada um tem um argumento de defesa para ter o seu. Mesmo que chegue em casa todos os dias reclamando do transito, o motorista sempre acha que o causadoror do problema é o mundo, e não ele.
Eis que pessoas lúcidas, que preferem manter a saúde física, caminhando nas suas ecologicamente corretas bicicletas, passaram a ser pura e simplesmente mais um elo do problema. Unidos a motociclistas, ruas sem ciclovias e carteiras de habilitação conseguidas facilmente, temos a receita do caos.
Em Porto Alegre na ultima semana tivemos o exemplo de quão irracional se torna uma pessoa que tem em suas mãos seu poderoso carrão. Dezenas de ciclistas que faziam um protesto pacifico pedindo mais respeito no transito, foram atropelados em uma das cenas mais absurdas dos ultimos tempos.
Eu que há alguns anos atrás andava de bike todos os dias antes de ir ao trabalho, parei de me divertir já que parcebi que seria atropelado mais cedo ou mais tarde. O mundo hoje é estranho, temos mais pessoas formadas e qualificadas que em qualquer outra fase da historia humana, mas agimos mais irracionalmente que um animal selvagem. A lei do mais forte nunca esteve tão evidente. Todos são meros gnus em suas manadas, abservando quem da tropa será devorado por seres medonhos.
A justificativa do atropelador aqui.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Notícias do portal MSN
"Aprenda como assar um peixe inteiro em casa"
"Eminem supera Lady Gaga como artista mais popular no Facebook"
"Veja uma cena de Bruna Surfistinha"
Entendeu porque eu perdi a fé na Internet?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Vida que Segue
Nos últimos dias meu cérebro tem funcionado acima da velocidade que estava padronizado nos últimos meses de vida. A Sinapse das idéias tendem a atormentar o bom sono, mas quando sobra pouco tempo para si mesmo da nisso. E alguns teimam em achar que essa pressão sobre o tempo pode apagar amores, dores e problemas, não é verdade.
Envolto em minha gripe, numa tarde quente e nublada, jogo-me na cama, ligo o ar condicionado no máximo e vou escolher um filme para ocupar o tempo vazio. Escolho “Vida que Segue”, Vida que Segue (no Brasil) Sonhos Desfeitos (em Portugal) e Moonlight Mile (O original), que segundo as indicações dos usuários do MUBI é um filme desses que merecem todas as estrelas permitidas na pontuação.
A legenda estava dessincronizada e ainda por cima em português de Portugal. Sincronismo tem jeito, traduções com gírias e erradas, não. Mas, parecia ser um bom filme, e tentei usar meu fraco inglês de ouvido junto com as legendas meia boca. E foram inevitáveis os cochilos. Adormeci.
Quando enfermo, uma pessoa tente a misturar sonhos com a realidade, passando por momentos onde acorda, olha ao redor e volta a dormir. E minha pobre cabeça não parava de formular estratégias corporativas, tecnologias disruptivas, processadores, memórias, redes, e tudo quando é coisa ligada ao meu dia a dia. Finalmente o R.E.M passou a ser sossegado e apaguei.
Acordei por volta das 00:00h. Lembrei que não havia jantado, e gosto de levar a sério isso de ter todas as refeições. Liguei a TV (Péssimo vicio de comer vendo TV), e estava começando um filme que já vi por duas ou mais vezes. É um desses filmes que você aplaude o justiceiro, se sente vingado e aprecia ver a derrota dos bandidos, porém, como não é a primeira vez que vejo esse roteiro, fiquei me perguntando o quanto filmes afetam as pessoas, e se quem assiste isso, passa a acreditar que um cidadão comum pode, da noite para o dia matar outra pessoa (mesmo que o pior dos bandidos), e sair assobiando e comprar chicletes na esquina todo sorridente. Mesmo que eu tenha mudado muito nos últimos anos, achando que bandido bom é bandido na cova, sei que decidir sobre a vida ou pior, executar um ser vivo, não é algo que seja uma escolha fácil ou que o camarada leve isso até seu fim de vida como algo banal. Não, não é!
Ver em um mesmo filme a Jennifer Aniston e o Vincent Cassel é algo estranho. Uma, é bela e vem na cabeça o lado fofoca da vida publica de famosos: “Como diabos o Brad Pitt largou essa formosura por uma Angelina Jolie que nada mais é do que puro marketing (Ela pode fotografar bem, mas o que vale é nua, e ai nem tenho dúvidas que a Aniston ganha). O Vincent Cassel eu detesto há muito tempo, ele é o típico cafajeste sujo, ao mesmo tempo, me faz lembrar que mulheres se decompõem por caras assim, diga-se de passagem que ele (feioso como é) pega a gostosa da Monica Beluci.
O filme "Fora de Rumo" é basicamente a rotina de uma família normal, onde a filha que sofre de diabetes tenta ganhar um novo rim. O casamento já fraquejando, pinta a golpista sedutora da Jennifer Aniston. No final, o Clive Owen mata todos e vai na esquina comprar um chiclete. A historia acaba, e eu fico divagando sobre como o cinema e a TV tornam as pessoas burras e figurantes de uma pantomima voltada a vender produtos.
Após o filme, começa o programa do Serginho (Gayman) Groisman , que tem como atrações: O lutador top do momento Anderson Silva, o ator Diogo Vilela falando de sua peça Gaiola das Loucas, o cabeleireiro da Dilma e para não ficar só na boiolagem, a cantora que quer cuidar de idosos (por um belo salário e publicidade, claro) Paula Fernandes.
Ver Anderson Silva com sua voz de menina, que é patrocinado por outro sujeito estranho e papa travêco, Ronaldinho Tireóide... Diogo Vilela que é pelo menos uma boneca comportada, tudo bem... A gatinha da Paula Fernandes tem uma voz bonita... tudo bem...
Até que começa um show que faz parte da peça Gaiola da Loucas, ai pronto, meu limite de viadagem chegou ao máximo, fui dormir.
Meu irmão tem uma tese que os membros da família Marinho são todos boiolas, e eu tô começando a acreditar. Nada contra os bibas, mas pohha! Ainda existem héteros nesse mundo... Cadê os programas com garotas de camiseta molhada? “Cadê os pógrama pra macho pô?”
Como ainda não conseguia dormir sem pensar em specs, clock de cpus, nodes, renderfarm, algoritmos, dólares, garotas de biquine, etc... Usei o celular como reprodutor de musica, mesmo sabendo que a coletânea ali presente é de deixar o sujeito enterrado na lama até o pescoço.
Começou com Smiths, foi para Devics, Trespassers William, Band of Horses, Doves e mais um punhado de lamurias. E meu coração e mente fizeram uma triangulação com tudo de bom e ruim que vivi em 2010. Foi o suficiente para ir dormir do tamanho de um feijão.
Acordo com a sensação que ainda não me entreguei ao desleixo e a falta de sentimento que existe nesse mundo moderno onde só se fala em consumo e grana. Pensei na mesma hora: Tenho que ver aquele filme...
Após um café da manhã com chá e muito limão (tentativa de curar a gripe), volto ao filme que havia largado logo no inicio...
Moonlight Mile
Se você leu até aqui, é sinal que não tem muito o que fazer, e sendo assim, lhe aconselho a não continuar. Vá ler algum site de fofoca. Brincar de ver a vida (vida?) alheia de pessoas no Facebook ou Twitter. Nesse cantinho aqui, as coisas costumam serem verdadeiras ou quase isso, e quando se trata de filmes para fazer o sujeito dar um nó nos miolos, ou usar um lençol para enxugar as lágrimas, eu aviso logo, não leia. (Isso não é para proteger quem lê isso aqui, é para evitar que algum babaca venha comentar que o filme e ruim... E isso não me ofenderia, mas me deixa a brecha para chamar o sujeito de burro). Agora que você já descobriu que não sou flor-de-cheirar, vaitimbora!
Rammm rammm, hrummm, voltando... (Isso foi uma simulação de pigarro)
Quando você assiste um filme com o Jack Gyllenhaal já sabe que é história de bom moço que no final se ferra. Ou na melhor situação, ele é um alienado e excluído da sociedade por ter hábitos estranhos para o padrão (tudo bem que o padrão hoje é ter tatoo e usar drogas, mas esquece e pense em padrões antigos). E é quase isso mesmo o que acontece no filme, mas não vou contar detalhes é claro. Ele é um rapaz que ainda está meio perdido por um destino traçado, e que o leva a morar com os pais de sua noiva. O filme começa lento, muito lento. Não chega a ser um enigma, mas para os menos atentos pode ser difícil entender o que está acontecendo. E eu lhe aconselho, se você for uma pessoa que tem coração preparado para sentimentos nobres como o amor, não pare de ver o filme logo no inicio, dê uma chance.
Todos os filmes que entram na minha vida para marcar, tem algo em comum, são lotados de frases e diálogos muito bem construídos, e mais uma vez, para quem não tem paciência, o inicio do filme pode parecer insano, mas os sentimentos vão aflorando, transbordando e deixando o espectador com um ar de torcedor, querendo que tudo acabe bem, afinal, aquelas pessoas podem parecer estranhas, mas são lindas e poéticas.
Dustin Hoffman é um dos meus atores favoritos, muito comum eu adorar os filmes onde ele aparece. É como se o seu perfil fosse sempre igual, e que no lugar do casting escolhe-lo, ele que escolhe o filme. Sua atuação é como sempre complexa. Inclusive o Jack Gyllenhaal parece ser a versão do Hoffman adolescente. Ele faz o papel do pai da noiva, e ninguém menos fantástica que a Susan Sarandon é a mãe.
A cena em que a Jojo (Susan Sarandon) descreve como consegue suportar um casamento de 31 anos é de fazer os pulmões tremularem como se você tivesse tomado todo um litro de xarope expectorante.
A preocupação do personagem Joe Nast (Jack Gyllenhaal) em proteger as pessoas, ser verdadeiro e guardar para si mesmo todas as dores, é de você pensar muito sobre a vida e como você trata quem te ama, e a quem você ama.
A Jojo é a típica mulher poderosa que conseguiu manter um casamento. Nada fácil, já que seu companheiro não poderia ser tachado de bunda mole, e ao mesmo tempo é preso em vários TOCs como atender telefone, trancar portas e o singelo vício de colocar adesivos com o nome das coisas em italiano, inclusive uma das palavras mais bonitas nessa língua surge de uma forma que une tudo, Cielo (Céu).
E se minha gripe, anexada a um sono ruim estão me atrapalhando... As musicas do meu celular me lembraram datas, pessoas, momentos, e de quem eu sou, e que caminho devo trilhar (já que andei desvirtuando um pouco meu trajeto).
Acordar e ver um filme como esse, me renovou, na verdade, renovou minhas esperanças. Tudo por conta de frases. Frases perfeitas. E se você gosta de filmes assim, não deixe de ver esse, pode mudar sua vida, ou relembrar quem você realmente é. Imperdível.
PS: Nos créditos começa a tocar “Song to the Siren” musiquinha já comentada mais de uma vez aqui (no blog), só que dessa vez na voz de ninguém menos que Robert Plant.
PS2: Tenho que procurar mais filmes com Ellen Pompeo :)
PS3: Termino de escrever isso ao som de Kuduro, graças a um vizinho, que espero do fundo da minha bondade infinita, e ainda tocado pelo filme, que ele tenha um infarto desses que o sujeito chega no hospital todo cagado, ai ele vai entender o que é cuduro. Tô brincando, uma diarréia nível 5 já estaria de bom tamanho (desde que ele desligue essa mierda).
Abaixo vai a música citada e mais outras que se encaixam bem com o referido filme, ou pós filme... Porque a soundtrack do filme é só rock anos 70 (Moonlight Mile por acaso, é uma música dos Rolling Stones)
domingo, 30 de janeiro de 2011
Um Jantar para Idiotas
A história parece ser a mesma de sempre. Um executivo que busca uma vaga no alto escalão de uma corporação financeira. Só que é uma comédia. Para completar, o pretendente ao novo cargo recebe o convite de ir a um jantar, onde será melhor avaliado pelo seu chefe. A festa na verdade é uma brincadeira dos poderosos, que convidam pessoas "idiotas" para exibirem seus conhecimentos, e o "melhor" ganha um troféu.
Achei que Um Jantar para Idiotas (Dinner for Schmucks) iria ser apenas mais um besteirol, mas ainda estou aqui com os músculos da face doendo.
A trama lhe deixa com a sensação de que realmente algumas pessoas idiotas são fantásticas, e se você conhece alguém igual ao personagem, eu até concordo com isso.
Meu gosto por comédias é meio duvidoso (para uma maioria), sou chegado no sarcasmo e piadas nerds, entre as melhores comédias que já vi estão: Quem vai ficar com Mary, Os homens que encaravam cabras, Se beber não case, Snatch - Porcos e Diamantes, Queime depois de ler...
(Eu adoro as piadas de CSI e não gosto das de House, vai entender...)
Quando vi a sinopse desse filme, a primeira coisa que me veio a cabeça foi criar uma lista de idiotas:
Pedro Bial
Tadeu Schmidt
Tiago Leifert
Luciano Huck
Vinícius Valverde
O pior é que esses ai nem para show de aberrações servem, não tem graça alguma.
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