Passei parte da semana visitando fornecedores de Hardware em São Paulo. Além do obvio, das caixas e produtos para classe C, vi coisas bem interessantes, como o Tablet MyPAD da STi (Semp Toshiba), que já chega ao mercado levando o Android a um numero gigantesco de alunos de uma faculdade do RJ. São 270.000 tablets disponibilizando todo o material educacional na tela touch. Adeus papel.
Na ASUS, vi notebooks com 16GB de RAM, telas 3D, espaço para 2 HDs de 7200RPM e gravador de Bluray, tudo no mesmo pacote. Os notebooks com processadores C50 da AMD também estão chegando.
Estou na cola do Eee Pad Transformer, que parece brinquedo (talvez seja), mas já vem com o Android 3.0 Honeycomb, duas cameras, multi-touch, Nvidia Tegra 2, USB, HDMI e... 16 horas de bateria. Quer mais? 30% mais barato que o Apple iPad, e ainda vem com um teclado destacável.
Com a Apple eu vi com os próprios olhos um sujeito arremessar um MacBook Air de 11" no chão, joga-lo de todas as formas em cima da mesa, com ele ligado. O maior prejuízo foi limpar o bicho, já que o chão estava meio sujo. O mais curioso foi ouvir do cara que o pequeno e fino notebook não era da empresa, e sim dele. (Se custasse mais baratinho, seria minha escolha para meu próximo notebook)
Mas tudo isso é só lata com uns chips soltados. O legal mesmo é o que ainda vem por ai...
Com os Tablets inundando o mercado, cada vez mais teremos ofertas de soluções nas Nuvens, jogos e sistemas rodando via Internet, redes mais rápidas, e pasmem, corre o risco do mercado de tábuas digitais fazer o mundo economizar energia e papel.
Além da demanda maior do que qualquer futurólogo previa, o terremoto no Japão afetou a produção de componentes, principalmente baterias... Ouvi histórias de que o iPad 2 está sendo vendido nos EUA até no cambio negro, ao precinho de US$ 1,800.00. E tem gente comprando assim mesmo.
Se você é programador, deveria dar uma olhada nas maluquices que apareceram no ultimo Google I/O 2011.
E se ainda tem dúvidas sobre as maravilhas do HTML 5, clica na imagem abaixo (com o Chrome, é claro):
Isso mesmo, filme em 3D (poucos polígonos, é claro), direto no Browser. Se gostou da trilha sonora, olha ai quem são os donos:
Danger Mouse & Daniele Luppi - Black - starring Norah Jones
O Valor de Nada
Tenho a saudável mania de sempre comprar um livro quando viajo, e se você acredita que estou virando um consumista-capitalista-imperialista, vai ai a dica de um livro que é um chute nos ovos dos americanos, O Valor de Nada, do indiano Raj Patel (quer dizer... Londrino :). Só li a metade, e sei que ao chegar no final, ou irei amar ou odiar essa obra. Inclusive, o cara é chamado de Rock Star da Justiça Social... Hahahah!
Anathema
Já virou lenda urbana. Show do Anathema cancelado. Se alguém ai precisar de passagem Recife-São Paulo saindo dia 3 e voltando dia 6 de junho, tenho para vender barato feito bolo de goma. Diz a lenda que um produtor argentino melou todo o negócio, e agora? Até minha banda preferida se rende aos conceitos ultra-capitalistas. Vou terminar virando cubano (mas perai, Cuba ainda é socialista?).
Por favor leiam o artigo do Diogo Mainardi desta semana na Veja. Não tive coragem de copiar aqui na cara dura, principalmente porque a revista só chega nas bancas hoje.
Mas tem anarquistas mais livres que eu, e tá aqui.
Hahahahahaahahahahah!
Chico Buarque é um farsante! Meu Deus, eu já repeti isso tantas vezes, mas ver alguém reverberar é maravilhoso :)
Sim, você ai... Sabe o que é Rock Progressivo? Sabe quem é Edgar Alan Poe? Sabe quem é Alan Parsons?
Então... Claro que você sabe da existência desse disco:
Tales of Mystery and Imagination
Não sabe? Oh God! Vou ajudar... o novo pai dos burros é aqui
Tenho esse LP (Isso mesmo... LP) desde os 14 anos. Na verdade esse é o segundo, e é nacional. Tive o impresso em Portugal (Ah! Você que é entedido babou né?).
Não quero dizer que isso é sugestão de Natal, mas papai noel falou que aqui tem vários livros do Edgar... Entendeu? AQUI!
Se você vai comentar que prefere pagode, espero que nesse momento seu lado esquerdo comece a formigar e você caia duro no chão fuminado por um AVC.
Esse disco é feito para se ouvir com um Sennheiser ou algo melhor nos ouvidos, ou você que é milionário com aquele som valvulado vindo da alemanha. É para mim, o melhor disco de progressivo dos anos 70.
Costumo falar para as pessoas que para conhecer a realidade, a vida real, visitem uma favela. Em todas as capitais do Brasil o êxodo rural que começou nos anos 60, transformou a miséria em arquitetura, morros tornaram-se moradas e um mar de almas sem dinheiro se amontoou em casebres e terrenos invadidos.
Onde existe miséria, existe violência. A fome ou a indiferença social são combustíveis para uma guerra, silenciosa para a mídia, mas latente para os que convivem com assaltos e violência descontrolada das grandes cidades.
Muito Longe de Casa - Memórias de um menino-soldado
Essa situação não é exclusividade do Brasil, e ler um relato de um jovem que aos 12 anos virou vitima de uma guerra civil e tornou-se tanto vitima como algoz, me lembra o ultimo assalto que sofri - 6 meninos com no máximo 13 anos, dois deles armados e muito nervosos. São crianças que já nascem com o destino traçado. Pessoas que são empurradas para o abismo, e como não existe uma viela com alternativas, por que não levar algumas pessoas acorrentadas em sua queda?
Ishmael Beah sobreviveu, e saiu de Serra Leoa para contar ao mundo como passou seus dias no horror da guerra. Hora como vitima e excluído do seu próprio povo, e por outra face um menino-soldado, tão violento e matador contumaz como seus inimigos.
Em “Muito Longe de Casa – Memórias de um menino-soldado”, Ishmael Beah conta suas aventuras e sua paixão infantil pelo Hip Hop. Infelizmente o livro não conta só as brincadeiras de um grupo de garotos, mas como a violência entrou em suas vidas e levou a paz, que depois de tanto sangue e torturas não voltará nem em seus sonhos.
Há muitos anos me convidaram para trabalhar em Angola. Na época mais conturbada. Depois de ver os vídeos (Iria trabalhar em uma produtora de vídeo, que vez por outra contrabandeava as fitas com cenas que nem o governo e os opositores gostariam que saíssem do país) pensei no meu filho e no que eu poderia ter que fazer para continuar vivo em um caos como aqueles, foi fácil recusar a oportunidade.
Uma onda no ar
Seguindo o raciocínio sobre a violência urbana, vale citar um filme que acabei de ver na TV Cultura: “Uma onda no ar”, que conta as amarguras de jovens negros na luta por uma vida melhor em uma favela de Belo Horizonte. Criando uma rádio pirata que funciona durante o horário da Voz do Brasil, os idealizadores não imaginavam que suas criticas a policia e queixas pudessem criar tantos problemas e chamar tanta atenção.
Além da coincidência do tema violência, o livro se liga a este filme pela musica Black e como jovens que com coragem de divulgar suas idéias podem se tornar espelhos para seus irmãos também sofredores.
Apesar de me empolgar com livros sobre administração e negócios, confesso que grande maioria deles é pura fanfarrice, ego ou ferramenta de levar dinheiro ao bolso do autor e editora.
O Ricardo Semler foi uma grata surpresa.
Acredito que cada um desses autores de renomado sucesso tem seus méritos, mas nunca passam de uma única ou duas boas idéias, como o C.K. Prahalad, que é ótimo em sistemas, como disciplinar um sistema sem engessá-lo. Para por ai. O Semler é um grande contador de historias, e me pergunto se o negócio dele realmente é business ou educação e filosofia. O livro "Você está louco" deveria ser obrigatório para jovens que estão começando suas carreiras agora, não só graduandos em administração, mas todos. O livro não fala de negócios puramente, e muito mais divertido que isso.
O que mais me agradou no texto foi a clareza e como o Semler tem coragem de enfiar o dedo na ferida. Além do famoso reclamar de tudo, ele aponta soluções, e tradicional não é a praia dele, nesse caso, montanha. O cara é chegado numa escalada e outra peripécias que só com muitas verdinhas no bolso dá para se sonhar.
O livro me deixa mais ainda com a certeza que ficar sentado na sua vila ou cidade olhando o mundo por uma janela é muito pouco para sua mente criar alternativas para problemas sociais, intelectuais ou espirituais.
Como posso criticar o Nordeste sem ter ido lá, como posso acreditar que no Sul a administração pública é melhor se não conversar com um gaucho mediano sobre sua vida no dia a dia. Eis o guerreiro Semler. Ele vai in loco e faz seu estudo, e como todo sábio, não se mostra dono da verdade, apenas prepara o campo para os jogadores. Se você curte sociologia, política e até business, pegue o livro, vale cada pagina lida. Se pelo contrario você gostaria de manter o Status Quo e deixar o mundo do jeito que está, esqueça, você será passado em breve [Oxalá], e viveremos a anarquia dos tempos futuros, onde os calados por timidez ou intimidação bradarão um novo mundo.
Não ficar em cima do murro e mostrar a cara, mesmo que para ser ridicularizado é algo comum para o Senhor Ricardo Semler. Ato que nos dias de hoje é tão bravo quanto à coragem de guerreiros Bárbaros.
Lá estava eu, no maravilhoso processo de compras no supermercado [Homem odeia supermercado]. Pra variar, cansado [em 3 dias 6 horas de sono, 2 clientes felizes e uns 3 amargurados]. 22:00h e eu lá, empurrando carrinho. Resolvi passar pela seção de livros. Você sabe, supermercado tem de livro a coxinha, de sabonete a veneno para rato [Meus textos são um horror, pense num camarada pra tergiversar].
Voltando... Tá lá, seção de livros auto-ajuda-empresarial. Sabe aqueles livros do tipo, Pai Rico Pai Pobre, Como ficar Milionário, Venda sua mãe... Isso mesmo, aquela parte das livrarias que só tem sujeitos se achando Bill Gates, e comprando livros de outros que também se acham, mas que pelo menos estão levando uns trocados de uns trouxas. O trouxa aqui, pega um livro que sempre fica me olhando. O mesmo que acontece comigo nas visitas a locadora de DVD. Tem filmes que me olha assim meio de lado, faz aquela cara de bichinho de Madagascar, olhar de gato do Shrek, mas eu nem me sensibilizo, dou o desprezo e levo uns cinco filmes ou livros que imagino serem bons. [Lá vai uma dica: não leia contracapas de filmes e livros, ou você assiste um pedaço ou lê umas páginas. Normalmente o que está escrito nas contracapas é algo absurdamente fútil e marqueteiro. Arisque, tenha coragem, força nesse momento, e leve para casa o desconhecido... Ops, lá vai o senhor ai pensando em levar um negão para sua patroa né? Seu swinger safado!]
Voltando ao começo [Se você leu até aqui ou é totalmente desprovido de algo melhor a fazer ou quer saber quem é esse Semler].
Nas quatro páginas que li de “Você está louco!”, tive a sensação de estar diante do maior FAKE já editado da história. Esse tal de Ricardo Semler já deve ter comido a Madonna, dado uns tapas em toda a família Gracie e quem sabe não foi ele que decepou o dedo do Lula [Bem que poderia ter partido ele ao meio!?].
Nesse pequeno trecho do livro, esse rapaz deu uma palestra para 100 bilionários no hotel Ritz em Paris, enfiando o dedo nos olhos desses poderosos. Participou de outro papo educacional com uns Sheiks que para manter seus filhos humildes mandavam os moleques para a escola de ônibus mas davam Boings cor de rosa para as filhas e uma coleção de 11 Ferraris para outro adolescente. Também nessas quatro páginas, o Sr. Semler ligou do Brasil para o chefão da família Rockfeller, conseguindo falar com o “homi” em 3 minutos. Viajou para New York, apertou a mão do todo poderoso dos Rockfellers e fechou uma sociedade 50/50 entrando com US$ 2 mil [Algo como um átomo do sapato do Sr. Rockfeller].
Por módicos R$ 36,00 [Caro para um livro de supermercado], trouxe para casa essa obra a ser estudada. Pelo menos agora conheço a cara desse Ricardo, se ele passar perto, já grudo meu traseiro na parede, tá doido... Com um cara desses não se brinca!
Olha o que o Gilberto Dimenstein, falou sobre o Ricardo Semler: Coluna GD
[Eu já tinha terminado... Mas ai fui ver o site da empresa do Semler... Hahahahaaha! Pelo amor de Deus, pare o mundo... Esse livro vai mudar minha vida! Bem, pelo menos posso ir trabalhar de bermuda. Isso vai mudar minha vida, vou ficar sem emprego!]
A revista Veja desta semana (17 de outubro, 2007) é lotada de bom humor como sempre, mas desta vez tem mais que uma página sobre o Diogo Mainardi, quer dizer, tem uma matéria inteira falando “sobre” ele e não somente sua coluna ácida.
Só para ter idéia, Mario Sabino conta sua relação de 30 anos com o Mainardi, começando com histórias do colégio Equipe onde estudaram nos anos 70. Uma delas : Só havia uma aluna negra. Depois dela, o Diogo era o mais escurinho...
O mais interessante para quem não conhece o Mainardi há mais tempo, e acredita que ele seja somente um anarquista agitador (isso ele também é), ver histórias dele defendendo um professor homossexual ou andando de ônibus com Rolex no pulso, é um passo para “quase” entender a mente desse rapaz que não nutre muita amizade com governo nenhum.
O título da matéria é “O Oráculo de Ipanema”, onde na verdade a Veja faz o debut do livro do Mainardi: “Lula é Minha Anta”
Se ficar curioso sobre o motivo do Diogo se auto-denominar “O Oráculo de Ipanema”, leia está coluna escrita por ele em 15 de junho de 2005, e verá que a 2 anos atrás, até o pessimista Diogo ainda acreditava que o Brasil poderia punir esses malandros tomadores do poder.
Na foto acima, Diogo aos 16 anos, ao lado de Luiz Gushiken. Levou uma porrada da polícia no meio a uma manifestação dos bancários em 1979. Aderiu à baderna, nada de surpreendente. (Surpreendente é saber que o Bruno é sósia do Mainardi ao 16 anos, Ahahahha!)
Você tem entre 18 e 45 anos, já é uma figura online, lê seus e-mails diversas vezes por dia, usa alguns sites para trabalho, outros tantos para diversão e informação.
Você não percebeu, mas sua rotina é igual à de milhões de pessoas pelo mundo, e isso criou uma grande feira global. São infinitos profissionais e desocupados virtuais, cada um criando uma forma de experiência pessoal com a internet.
Se você é uma pessoa de negócios, pensaria no que está acontecendo hoje ou daria aos seus produtos a cara e conceito de uma geração que está por vir?
Considerando que uma geração quer dizer 30 anos, esse parâmetro não deve ser levado em consideração por muitos, já que a preocupação é com o curto prazo. Mas se você olhar o presente e o passado, notará que o ciclo de gestação e amadurecimento de produtos voltados a internet tem um ciclo de 3 a 5 anos, e pode virar uma febre mundial em menos de 24 horas após ser lançado no mundo conectado.
Voltando ao tema "negócio" - É insano imaginar como o mercado pode reagir a algo com um período de crescimento tão curto, mas existe sim gente estudando esses fenômenos.
Porém, alguns não ficam só pensando, e agem, criando fortunas. Outros fazem uma revolução ao estudar esses casos de sucesso explosivo.
E onde tudo isso começa? Em algo chamado "Inovação!"
Inovação, da concepção ao colaboracionismo
Inovar não é só criar um produto ou conceito, é conseguir tornar uma idéia algo que seja compartilhado por diversos consumidores. Isso já existe desde que a publicidade nasceu. Mas rompemos todas as barreiras, mudamos os conceitos de como se compra. Hoje queremos ter influência sobre o produto, queremos criar o nosso próprio diferencial e ter aquele produto de massa com nossa personalidade.
O cientista C.K. Prahalad em seu livro “O futuro da Competição” descreve seus estudos sobre empresas que aceitaram dividir com seus clientes, parceiros e colaboradores o dever de criar um valor para determinado produto. Já faz algum tempo que os princípios da formação de preço de um produto mudaram de custo+lucro para custo+valor agregado+lucro. O curioso é observar empresas que ainda não aprenderam sobre isso e as que dizem estar preocupadas com essa interação.
Já notou que grande parte das empresas se baseiam em “receitas de bolo?” As apresentações dessas companhias são exatamente iguais. Os famosos valores, missão e visão do futuro não passam de cópias umas das outras. Afinal, será que grande parte do mercado acha que o mundo é idiota?
Pode ser mais fácil seguir a manada, mas aqueles que se destacaram no mundo dos negócios sempre foram os que investiram em diferencias e produtos revolucionários. Hoje dificilmente você terá uma idéia brilhante que alguém jamais pensou. A corrida do ouro parece que nunca irá acabar. Sempre existirão os aventureiros, mas poucos deles conseguem achar a pepita reluzente. C.K. Prahalad concedeu uma entrevista a revista Exame, nela ele fala de competição e colaboração, coisas muito simples, mas que a velha guarda do empresariado engessado teima em fechar os olhos. Note que as exceções são as empresas que se tornam destaque, lembrou de alguma?
O homem ou o negócio?
É errado achar que uma empresa tem seu sucesso baseado na administração de um Super-CEO. Claro que homens de negócios como Bill Gates ou Steve Jobs além de serem imãs para os holofotes são bons administradores. Mas a historia já provou que o foco tem que estar no negócio e não em cadeiras e títulos pomposos. Acreditar que o sucesso pessoal deve estar acima da empresa é prova que seu pior inimigo está ganhando, o ego.
O tempo dos super-presidentes parece que acabou. Agora são as mentes e idéias que geram riquezas. Enquanto as gravadoras brigavam para proibir as trocas de MP3 pela internet, um mundo de negócios muito maior que o de CDs de áudio emergiu. Hoje você pode transportar mais de 200 músicas (mais de 15 CDs) em um Pendrive de 1GB. Pode levar essa discografia completa para ouvir no seu carro, aparelho de som do quarto ou na casa de um amigo. Com o mesmo Pendrive que custa menos de R$ 50,00 é possível armazenar Podcasts de reportagens ou treinamentos e ouvir onde lhe for conveniente.
Provavelmente tudo isso aconteceria sem a influência de Shawn Fanning criador do Napster e de seus sucessores Janus Friis e Niklas Zennström criadores do KaZaA. O que esses jovens senhores fizeram foi chegar na frente. Eles não inventaram o MP3, mas tornaram a distribuição global desse tipo de arquivo algo fácil e divertido. Criaram um bilionário mercado com a simples regra: Programas de graça, dialogo com os usuários e muita vontade de inovar.
Friis e Zennström se mostram como a nova onda. Depois do KaZaA criaram o Skype, mais uma revolução global que eles usaram novamente tecnologia disponível no mercado e de livre acesso. Em 2005 o Skype foi vendido a eBay por US$ 2.6 bi. Depois de colocar de cabeça para baixo os mercado de música e telefonia, os dois mais bem sucedidos visionários da historia resolveram atacar um dos maiores mercados do mundo, as emissoras de TV. O Joost começou seu desenvolvimento em 2006 e já tem mais de 100 canais que podem ser visto de graça em qualquer parte do mundo direto da internet. Em 6 anos 3 empreendimentos totalmente grátis para o usuário, um ciclo de novas experiências e colaboração global, além de uma legião de fãs torcendo para o negócio dar certo. O que mais impressiona é como as teorias do Prof. Prahalad se encaixam perfeitamente com a filosofia desses dois homens de negócios.
A velocidade do ciclo
Cada vez mais o hardware é descartável, ou você ainda não notou quanto tempo dura um celular? O termo multimídia passou a ter um verdadeiro valor. Vamos imaginar hoje um serviço que só rode em uma plataforma ou formato, como os jornais em papel ou lojas sem sites (ou com sites pobres e esquecidos como um panfleto sujo jogado ao chão). Os tradicionais jornais estão fechando as portas mundo a fora, dando lugar a publicações online com atualização em tempo real, afinal, a noticia hoje é feita na hora, graças a internet, câmeras digitais e a compressão de áudio e vídeo. Lojas gigantescas como a Best Buy fecharam várias filiais e estão fechando outras. Hoje, a maior loja de produtos eletrônicos e relacionados à informática chama-se Newegg, e ela não tem nenhuma loja de tijolo.
No site da Newegg como no da Amazon, os clientes podem trocar experiência relatando suas opiniões sobre os produtos. No passado um comerciante não aceitaria um cliente xingando um produto para um grupo de compradores, hoje a informação é aberta, e o lojista fica sabendo da opinião e índice de satisfação de cada produto.
No mundo conectado as empresas terão que entender o que é multimídia. Os usuários estão cada vez mais ligados a várias interfaces de comunicação como celulares, internet, TV Digital, PDAs e dispositivos integrados como tocadores de MP3 e sistemas de navegação por satélite (GPS). O site mais acessado do mundo, o Google, pode ser usado em PDAs, Browsers, celulares e acredite, até por fax ou telefone convencional.
Muitos estão olhando para essas mudanças e escolhendo sua parte da pizza. Mas como fala Thomas L. Friedman em “O mundo é Plano”, isso tudo é só o início da revolução que está por vir. Friedman tem 3 Prêmios Pulitzer na carreira e o Prahalad foi considerado pela revista Business Week "o mais influente pensador sobre estratégias corporativas dos dias atuais".
E eu, com a próxima revolução na gaveta a espera de um investidor! Ei, você ai, me dá um dinheiro ai!
Tem um livro que estou louco para comprar, “Contra Cultura Através dos tempos”. Para quem não sabe, sou anarquista-pós-moderno-capitalista-moderado-humanista, e os poucos trechos que li desse livro me empolgaram.
Atrás de mais curiosidades sobre o livro acabei achando um blog que já entrou na lista dos “blogs legais”. Uma pá de malucos [ou quem sabe um só] fundou essa ilha de anarco-pseudo-histórias... O riso correu solto vendo esse texto.
Recentemente assisti o maravilhoso “O Mundo de Andy”. Andy Kaufman era um comediante estadunidense [ninguém mais chama de americano, agora é estadunidense] totalmente anarquista, provocador e com certeza tinha sua cota de loucura, criativa é claro.
Finalizando… Toda vez que falo em anarquia me vem à cabeça esse textículo:
“ O homem racional adapta-se ao mundo, o irracional persiste em adaptar o mundo a si. Portanto, todo o progresso depende do homem irracional ”. Bernard Shaw.
Terminei de ler “Quem Disse Que os Elefantes Não Dançam - os Bastidores da Recuperação da IBM”. Mais um livro de negócios autobiográfico. Claro que o Louis V. Gestner Junior tem seus méritos como CEO, mas esse tipo de livro é sempre muito obvio. O cara pega uma empresa que vai mal das pernas e empurra o trem de volta aos trilhos, mas nunca vi em nenhum outro livro um executivo falando: “Quero chutar a bunda deles...”, além das histórias macabras sobre uma empresa envelhecida e amarrada a uma filosofia burocrática paleolítica, a IBM.
A sacada legal é que a IBM é uma empresa tão grande e complexa que além de traçar comparativos com seus concorrentes, o livro cita governos e política como algo que também pode evoluir e sair da estagnação.
Esse papo faz lembrar algum país?
Para mudar a IBM e tira-la do rumo da destruição bastou achar o administrador certo, com as propostas certas e critérios baseados em analises sérias do ambiente interno e externo que a empresa se encontrava.
Vivemos em um país que a administração pública ou de negócios é galgada com a ajuda do poder. Poder financeiro que compra votos ou poder do network, onde vale muito mais quem lhe indica a um cargo do que sua competência. Administrar qualquer empresa exige uma base de informações concisas e verdadeiras. No governo brasileiro isso é simplesmente impossível... Um círculo fechado de incompetência e ganância sufoca qualquer informação negativista. Em “Quem Disse Que os Elefantes...” existe um trecho que trata exatamente desse abafamento de informações.